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sexta-feira, 19 de junho de 2015

Opinião "Younger - Mais Uma Oportunidade"

Quem nunca olhou para o seu passado e pensou nos caminhos que percorreu? Quem nunca matutou sobre o impacto que as decisões que tomou tiveram na sua vida?
Quantas mulheres, nos seus vintes, trintas ou quarentas, não balançam a tarefa heróica de ser mulher, mãe, amante, amiga, filha e todos esses pápeis que herdamos, criamos e nos foram impostos?
Para aliviar a carga e nos mostrar que não estamos sozinhas, Pamela Redmond Satran escreveu Younger.
Será que somos mesmo tão jovens como nos sentimos?

Younger começa com Alice. Quarentona recém divorciada a viver em New Jersey na sua solitária casa de família, Alice sente-se só. O marido deixou-a pelo cliché da colega de trabalho mais nova, a filha já adulta seguiu com a sua vida mas Alice está onde sempre tem estado nos últimos anos, em lado nenhum interessante agora que não tem família para cuidar e trabalho na area editorial é coisa que ninguém quer atribuir a uma dona de casa que teve fora do mercado por quase duas décadas.
Inconformada (e talvez um pouco desesperada) com a descriminação sofrida graças ao interregno profissional e à idade, Alice cai nas garras da sua amiga lésbica e leva o tratamento mágico na noite de passagem de ano, um capaz de vincar algo que toda as mulheres gostariam de ter, o ar de ser mais nova do que realmente se é. E numa noite de mudança, Alice inicia uma jornada que, sem máquina do tempo, a faz viajar 15 anos atrás, assumindo assim a vida, o romance, o trabalho e todo o dia a dia de uma rapariga de 26 anos.
E perguntam vocês, como é que isto é possível? Acreditem, é aí que as coisas se tornam de chorar a rir. Entre o romance com o “miúdo” de 25, o trabalho como assistente na sua antiga empresa e a necessidade de manter a fachada da miúda cool enquanto secretamente deseja os momentos de paz da sua vida caseira de dona de casa é o desafio que vemos Alice superar ao longo do livro, não sem antes nos dar uma quantas pérolas sábias pelo caminho.

“Younger” é uma lição para várias gerações, um abre olhos e um empurrão para muito boa gente, novas ou “velhas” que se sentem encalhadas, que em determinadas alturas da vida desejaram ter feito diferente mas que acima de tudo têm de aprender e reconhecer que tudo o que fizeram, mal ou bem, trouxe-as onde estão hoje e tornou-as no que são neste momento. Se por acaso estão descontentes, devem a si mesmas fazer tudo a seu alcance para alterar o seu caminho. Se isso começa por pensar e levar os outros a acreditarem que são mais novas, ÓPTIMO. Se no entanto, requer uma boa dose de “olha-te ao espelho, aceita-te como és e sê feliz” então bora, acho que todas nós precisamos de uma boa dose desse amor próprio. Claro que todas ficaríamos felizes por aparentar ter 26 quando se tem 40, sim talvez, mas isso não impede ninguém de ser feliz e é exactamente isso que “Younger” nos ensina, que devemos procurar a nossa maneira de ser feliz, seja com o miúdo de 25 anos, seja solteira com ou sem filhos ou a mudar-se para o outro lado do mundo.
Talvez seja realmente possível ser tão jovem como nos sentimos, sem olhar ao número (mesmo que eu às vezes me sinta bem mais velha que os meus 28!) :P

Quanto ao livro, gostei de Younger. Um livro sem papas na língua, a chamar os bois pelos nomes logo nas primeiras linhas.
Alice faz-nos pensar “o que raio faço eu sentada de pijama a ler no meu sofá!?”, Alice faz-nos querer vestir aquela roupa com efeito bomba e ir sair, porque a vida está lá fora à nossa espera enquanto nos limitamos a ficar aqui quietas a vê-la passar.
E o fim….gostei do fim! 
:) Eu faria um brinde, até porque é apenas meia noite de domingo mas vocês só vão ler isto durante o dia de seman.....vamos lá esquecer este detalhe...hey um brinde, a novos começos e a que seja hora de beber em qualquer lado! Salut! 


Entretanto, como referi anteriormente, o livro de Pamela Redmond Satran foi adaptado a uma série de televisão que tem, até agora, uma temporada inteira à nossa disposição. Claro que, curiosa como sou, não resisti e fui ver o pilot ontem à noite. Pois…e vi tudo, todos os episódios de rajada, a temporada completa e devo dizer….ADOREI!
Foi engraçado ver como o livro foi bem adaptado, mesmo com as alterações em alguns pontos nas personagens. Curiosamente, acho que, como uma boa série de comédia que é, aborda muito ao de leve o desafio constante que é ser mulher, mãe e trabalhadora, independentemente da idade. No entanto, há detalhes que estão muito melhores na série do que no livro e tenho de salientar este ponto, por mais dramas que tivesse em ser descoberta, a Alice do livro foi poucas vezes confrontadas com as generation gaps, enquanto a Alice da série é constantemente atacada pelo progresso digital, pela linguagem actual em constante alteração, pela conduta dos “jovens da sua idade” e pela loucura que a sua pacata vida tinha remetido para o armário.

Um livro perfeito para o verão, para o fim de semana ou até para um começo de semana como é o caso de hoje.
E depois da leitura, vejam a série. Entretenimento garantido!


Younger é uma novidade

1 comentário :

Tim disse...

Quero mesmo ler o livro, se a série vale mesmo a pena nem quero pensar no livro