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quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

«A floresta do mal" de M. J. Arlidge - Opinião

 


"- Como é que se está a sair?
Apesar de, regra geral, ela não apressar um colega de profissão, Graham Ross estava a revelar-se invulgarmente lento. Ela gostava de desenvolver um trabalho meticuloso, recordando a toda a gente que o Diabo estava sempre nos detalhes, mas, na opinião dela, ele vagueava desnecessariamente ..."

Cruzei-me assim meio ao acaso com este livro e. lembrei-me de não lhe ter dedicado um texto aqui no blogue. E eu sei porquê e este excerto não foi escolhido ao acaso, já que este oitavo volume da saga de Helen Grace desiludiu-me. Não por estar mal escrito, antes pelo contrário, ou mal engendrado como os thrillers a que M. J. Arlidge já nos habitou. Nada disso. Eu é que não gostei das infindáveis suspeitas, dos muitos temas (que estão na moda) sem que se foque numa verdadeira motivação para mais esta ronda de assassinatos em série. A meu ver, Arlidge dispersou bastante, vagueou desnecessariamente... 
E talvez canse o leitor com o levantar de tantos véus. 

No entanto, como page turner que é, tão bem alimentados por capítulos curtos e que deixam o leitor em suspenso, assume-se viciante como os anteriores, mas menos macabro, menos focado e com uma Helen a surpreender por se render (e mais não digo) e isso foi outra coisa pela qual eu não esperava e nem queria para a personagem.  Ainda assim, este autor consegue sempre arrepiar-me pela frieza com que consegue transmitir as sensações dos assassinos. 

"Quando se aproximava das suas presas, quando elas se sentiam exaustas, desesperadas, o tempo parecia abrandar. Conseguia interiorizar todos os detalhes - a angústia nos seus olhos, o sangue na sua pele, as unhas sujas, quando tentavam tocar-lhe, suplicantes. Os segundos pareciam estender-se - era como se visse as setas em câmara lenta, a libertarem-se das suas amarras e a precipitarem-se no ar, antes de se cravarem nas suas presas. Eram esses os momentos que saboreava - o choque o rosto deles, enquanto se esvaía deles o fluído vital. 

*

Opiniões à saga de M. J. Arlidge:


    UM, DÓ, LI, TÁ...



                        






sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

«Mal me quer» M. J. Arlidge - Opinião


" - De joelhos!
Emilia sentiu os canos da arma cravados na nuca e atabalhoadamente ajoelhou-se.
- Olhe para o chão.
- Eu não conto nada à Polícia, prometo. Faço de conta que nunca aconteceu...
- Acho que já vamos um bocadinho para lá disso, não?"

Voltar a Arlidge é como seguir uma novela sombria, recheada de acontecimentos sinistros e personagens que já conhecemos e queremos rever. Helen Grace ou Garanita são as minhas favoritas e neste «Mal me quer» continuamos a acompanhar ambas numa reviravolta do seu percurso, pessoal e profissional. Helen regressa ao trabalho, depois de um período presa, no livro «Na boca do lobo» e Garanita que se vê perdida nos meandros dos jogos que sempre jogou para subir na carreira. 

Talvez este rol de crimes sangrentos que têm palco em «Mal me quer» sejam menos tenebrosos para o leitor viciado e que acompanha a saga desde o início pois em nada se liga a Helen e não explora os seus fantasmas. Ainda assim é interessante ver o efeito desastroso do abandono, expondo friamente a capacidade de desapego e mente fria de uma adolescente. 

O regresso de Helen ao trabalho está muito bem conseguido, dando à inspectora um rol de dúvidas, baixa auto-estima e uma dúvida constante das suas capacidades em continuar a gerir a sua equipa.

"A dor percorreu-lhe o corpo e de repente Helen acalmou. Olhando para baixo, viu a sua mãe ferida, os nós dos dedos rasgados e assanhados. Amaldiçoando-se, (...)Ao fazê-lo, olhou para cima para o espelho. Tinha uma fenda grossa a atravessá-lo ao meio, distorcendo-lhe o reflexo, transformando-a numa louca disforme."

Talvez este não seja dos livros desta saga que mais vá arrepiar o leitor. Não tem recantos tão bicudos ou pautados por ideias ou emoções que chocam, ainda assim, o motor que desencaminha a adolescente é transversal a muitas família e isso talvez toque inúmeros leitores que são pais. Por isso, o hábito de Arlidge nos dar personagens destroçadas e despedaçadas continua e bastante bem. 


*
Um livro TOPSELLER.

terça-feira, 30 de maio de 2017

M. J. Alidge - a saga continua :: Opinião


Voltei a Arlidge com toda a força e assim é que gosto. Acabei "Na boca do lobo" completamente em pulgas, não adivinhando, em nada, o final tecido para Helen Grace e foi excelente ter logo ali ao lado "O anjo da morte" para dar seguimento à investigação e perceber como se resolveria a situação bicuda, mais uma, em que a detective se viu afundada. 

É difícil falar de policiais sem cair na tentação de revelar pistas ou mesmo sem querer acabar a escrever sobre eventos que desvendam a leitura para quem ainda não se aventurou na saga, mas realmente Arlidge criou um leque de personagens a quem sabe sempre bem voltar, Sou fã da detective, aliás, das duas, Grace e Brooks e divirto-me imenso a imaginar como Emilia Garanita seria caracterizada se estes livros fossem adaptados para uma série televisiva. 

Decidi escrever sobre estes dois livros em simultâneo, pois considero que o autor os elevou a outro patamar. As perversidades, assim são vistas, nas quais Helen é apanhada, são analisadas e agora alvo de um crime. As descrições podiam ainda ser mais rebuscadas e os crimes mais sórdidos, mas isso acontece no último e, realmente, muda logo tudo, transmite um certo arrepio e é sempre isso que busco com a leitura de policiais.

"Helen fez uma pausa, pegando num ficheiro pousado na secretária. Estava finalmente a encontrar o seu ritmo, mas a parte mais difícil ainda estava para vir.
- Paralelamente, também quero que toda a gente esteja atenta à mumificação. 
Uma onda de risinhos nervosos percorreu a equipa.
- Também conhecida como fetichismo de enclausuramento total. 
É a extremidade do espetro do sadomasoquismo e envolve alguém excitar-se sexualmente por estar completamente dependente de outro em termos de liberdade, de movimentos e até de vida."

Para além de achar que Arlidge cria bons ambientes de suspense, negros, mas com um toque de realidade plausível, tem vindo a preencher as suas personagens com detalhes vívidos e que lhes atribuem densidade. Para além disso, tem partes descritivas bastante bem conseguidas e, que sem serem extensas ou que atrapalhem o ritmo da acção, são bem conseguidas na qualidade da narrativa. 

"Helen passou disparada pela saída de emergência na direcção dos jardins comunitários (...)
O edifício projectava uma sombra alta e Helen teve de escolher com cuidado o seu caminho - o chão estava pejado de vidros partidos e agulhas usadas. Enquanto avançava para a estrutura esventrada, a sua mente assimilava o que vira, (...) 
Era uma vista estranhamente mágica, com os raios de lua a descerem desde o alto, (...)sabia que um passo em falso poderia levá-la a mergulhar na cave. Mais do que isso, pressentiu que a pessoa que caçava ainda estaria algures ali dentro."

Realmente a caça aperta bastante as suas malhas entre estes dois livros e o melhor de tudo é a estrutura de capítulos de "O anjo da morte", em que o autor foi capaz de entrelaçar muito bem a última linha de cada capítulo com a primeira do seguinte, por momentos pensamos ter ali respostas, mas é só uma forma abrilhante de ainda aumentar mais o suspense com outras personagens, noutros momento igualmente negro. Neste último livro, o 6º da série, a prisão de Holloway é o cenário, e a miséria humana elevada ao nível do pesadelo. As mutilações são diversas e são muito mais além das mazelas físicas. 

"Teria de ser algo doloroso. Teria de ser algo que infundisse medo no coração de todas as larvas que andavam ali. E, quando Alexis olhava para a cozinha, uma ideia começou a formar-se na sua mente. Seria agonizante. Seria horrível. Mas o melhor de tudo é que seria permanente."

"É impressionante o poder do ódio."

É impressionante é o ritmo que Arlidge consegue imprimir ao leitor aquando deste último livro. É impossível parar. O número de personagens só aumenta o interesse e o facto de ser fechado numa prisão aumenta a claustrofobia e a intensidade de todos os momentos. Mesmo Garanita, de fora da prisão, consegue imiscuir-se na negritude que se sente nas sombras que habitam todos aqueles corações perdidos e diminuídos, encarcerados e destituídos de amor. 

"O público em geral já formara a sua opinião em relação a Helen, apesar de ela ainda não ter sido julgada. O que Emília ia escrever cimentaria ainda mais a imagem de uma polícia renegada que passara para o lado errado. A lama colava-se e Emília ia apreciar tirar o máximo que pudesse, independentemente de poder prejudicar o curso do julgamento. Afinal, aquilo é que era a justiça moderna.
Era um julgamento pelos media."

Não é de espantar que, mais uma vez, Arlidge traga para os seus enredos a critica social a que já nos habitou. Actualidade, temas tabu e minorias, aqui, em ambos os livros, não são excepção. As comunidades BDSM, o tabu do fetichismo no local de trabalho, ética e costumes de classe, a justiça moderna, o poder dos media e das redes sociais ou as condições desumanas das prisões, são temas destes dois livros. 

Se ele é ou não um sucessor de Nesbo, não sei, mas sem dúvida Arlidge é um autor a seguir, com esta, ou uma nova série.

*

Um livro com a qualidade TOPSELLER.



segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Novidade Topseller :: "Na Boca do Lobo"

Uma metade está actualizada a outra tem ficado para trás.
"Na boca do lobo" é o quinto livro do autor a ser publicado em Portugal e que acompanha as investigações da Detective Helen Grace.
Quem leu os anteriores?


Um homicídio num clube noturno. Uma vítima asfixiada até à morte. E o jogo perverso ainda agora começou... Quando a detetive Helen Grace encontra a vítima no chão, presa a uma cadeira, percebe que não se trata apenas de um jogo sexual que terminou mal — as provas demonstram que o agressor dispusera dos meios para libertar o seu refém, mas decidira não o fazer. Ao remover a fita adesiva do rosto da vítima, Grace reconhece-a: trata-se de alguém com quem mantinha um relacionamento de que ninguém pode saber. Helen inicia uma autêntica caça ao assassino, ao mesmo tempo que luta por manter a sua vida privada em segredo. Contudo, as várias pistas seguidas revelam-se infrutíferas, e surge um novo homicídio.Travando uma batalha contra o tempo, Helen enfrenta uma escolha impossível: confessar os seus segredos mais obscuros e perder o controlo do caso, ou ocultar a verdade e arriscar-se a cair numa armadilha.

Uma novidade

Relembramos a opinião aos primeiros livros da série 

Opinião "Um, Dó, Li, Tá" - ElsaR

«A Casa de Bonecas» :: Opiniaõ EfeitoCris

«A Vingança serve-se quente» :: Opinião EfeitoCris

domingo, 12 de junho de 2016

Feira do Livro 11 de Junho + Evento Porto Editora


Uma, duas, três vezes. Quantas vezes vais à Feira do Livro em cada edição?
Há quem responda "nenhuma", há que diga que este ano teve a primeira incursão pela Feira mas de há uns anos para cá uma vez não tem sido suficiente. Um dia para reconhecimento do espaço, outro para picnicar com amigos/família e pelo menos mais um para efectivamente comprar livros, falar com autores e fazer com que a carteira se sinta mais leve.

Este ano não foi excepção e hoje, juntando o útil ao agradável, rumei à Feira para o melhor de dois mundos, passear com a família e comprar livros.
Entre um livro para o mini leitor, a promessa de compra que tinha feito a mim mesma, um guia de conversação em Italiano que prometi trazer para uma amiga e a ideia de passar em duas sessões de autógrafos, a tarde na Feira do Livro conseguiu ser ainda mais interessante do que estava à espera.
Mas vamos por passos....

As aquisições

"MAESTRA", uma novidade Editorial Presença, do qual já falámos no blog.
Ora....vou guarda-lo para ser lido em viagem e mais não digo.
E com a compra de um livro com valor superior a 15€, tive direito a jogar e a ganhar um livrinho que vai ser uma óptima prenda de aniversário lá para o querido mês de Agosto. :)

Não...não o comprei para o mini leitor, foi mesmo para mim.
AMEI AMEI AMEI este livro. Já viram esta beleza?
"Enciclopédia Mitológica - Deuses & Heróis" de Robert Sabuda e Matthew Reinhart, numa magnífica edição da Assírio & Alvim.

E controlei-me para não trazer mais nada para mim. Deixei o resto dos sacos para o mini leitor que também merece construir a sua estante.

As sessões de autógrafos 
Uma ida à Feira hoje não poderia estar completa sem uma passagem nos stands 20|20, para namorar livros, dizer olá à Princesa Poppy e ficar a conhecer M. J. Arlidge que é super simpático. Não percam a oportunidade de ficar a conhecer o autor e a série da Detective Helen Grace (opiniões aqui)

Depois de ter estado presente em duas sessões de autógrafos e em 2014 ter entrevistado a autora, não podia deixar passar a oportunidade de ter o novo livro de Dorothy Koomson assinado pela própria.
Sempre simpática, pronta para dois beijinhos à chegada e mais dois à saída, com direito a foto, autografo e tudo o que quiserem.
É sem dúvida uma autora que me tem dado imenso gosto revisitar na Feira do Livro.
Mas hoje a minha visita teve uma reviravolta interessante.
Lembram-se de termos divulgado um evento da Porto Editora para fãs da autora Dorothy Koomson? Ora embora o tenhamos divulgado, não estávamos a contar estar presentes mas a grande surpresa desta tarde foi receber um convite para jantar depois termos o mais recente livro da autora assinado. 
E quem é que ia perder a oportunidade de privar com leitores e uma autora que tantos leitores portugueses tem conquistado? Eu não era de certeza.

Um jantar que juntou leitores, bloggers, a equipa da Porto Editora e a autora que faz questão de jantar com algumas das suas mais fieis leitoras sempre que vem ao nosso país.
O meu muito obrigada à Porto Editora pelo convite e oportunidade de privar com todos os presentes.


Embora a Feira só acabe segunda-feira, prometi a mim mesmo que não voltava lá mais este ano. 
Agora só para o ano :)
E vocês?
Quantas vezes foram à feira?
Quantos livros compraram?
Este foi o ano em que me controlei mais....linda menina!

sábado, 30 de abril de 2016

«A Vingança serve-se quente» de M. J. Arlidge - Opinião


"- O maço de cigarros tinha algo a envolvê-lo, algo que derreteu com o calor e que se fundiu para sempre com ele. Penso que se terá tratado de um elástico. É um truque comum entre incendiários."

É exactamente assim que eles estarão, fundidos. Ambos unidos pela falta de amor e de compreensão, mas também pela sede de vingança e de mostrar ao mundo, o que o mundo deles não lhes ofereceu. 

Arlidge traz-nos neste seu quarto thriller policial violentos incêndios que unem a história de várias famílias que se vêm dilaceradas perante a violência que alastra por toda a cidade. Uma onda de crimes que Helen Grace e a sua equipa não entendem e que não parece ter justificação ou ligação aparente. 

É entre duas noites gélidas que voltamos a Helen e Charlie, as inspectoras a que Arlidge já nos acostumou, e às suas dúvidas pessoais e profissionais. Porém, saboreamos pouco dessas vidas e da suposta calmia que lhes pauta os dias, já que seis violentos incêndios deflagraram em menos de 24h. 
Southampton estava a arder!!!

Este novo enredo traz-nos inúmeras novas personagens que serão o centro das atenções da Unidade de Incidentes Graves, conferindo a velocidade, o horror e a violência a que o autor já nos habituou. Ainda assim, Helen e Charlie têm as suas vidas a decorrer e talvez a irem por caminhos que menos apreciam, vontades contra as quais têm de combater. Ainda assim, senti, ao longo de todo o livro, que se abordou pouco, ou menos, destas duas vidas e talvez fosse delas que eu mais quisesse saber.

"Ali sentada, emoldurada pela enorme janela panorâmica e a ver a sua silhueta no escuro, Helen era a própria imagem da solidão silenciosa."

Julgo que há muita desta solidão silenciosa a pairar sobre todo o ruído que há neste enredo até se chegar às conclusões finais. A solidão e a falta de amor são gritantes e abordadas de forma bastante incisiva, demonstrando a vulnerabilidade e as brechas enormes que abre nas personalidades de cada um, tanto mais jovens como adultos já "feitos". 

O autor traz inúmeros temas e flagelos sociais para dentro deste livro, tornando-o muito actual e muito real face a alguns dos problemas que as famílias aqui retratadas enfrentam. Os lares destroçados, fruto de coisas tão diversas como: desemprego, divórcio, famílias monoparentais, violência doméstica ou abusos infantis, são algumas das preocupações que tornam o livro angustiante e capaz de se aproximar em muito à realidade, talvez cumpra até um papel social, alertando para o desespero que se esconde atrás de acções poucos claras e que os demais julgam e repreendem. 

Convêm ainda referir que Emilia Garanita continua activa e de boa saúde e claro, a dar as habituais dores de cabeça à inspectora-chefe, mas até ela esteve um pouco mais apagada nesta acção. A dada altura julguei que uma nova reportagem e a sede algo sumarento e tóxico que a fizesse subir na carreira, fosse colocar a descoberto Helen Grace. Eu queria que os seus segredos mais obscuros fossem revelados ao público em geral, devido aos riscos que decidiu correr e já sem Jack, pensei que fosse neste volume que se desmoronassem, mas ainda não. Há segredos que continuarão guardados e novos que se revelam aos olhos do leitor. 

Quem sabe se com a vinda do autor a Portugal chegam novidade; desta vez entre Grace e Gardam. Será ele, que em posição superior e de domínio virá a exorcizar os traumas e a solidão dela!?
Que se abram novas hostilidades.


Uma leitura com o apoio TOPSELLER




terça-feira, 8 de março de 2016

Novidade Topseller :: "A Vingança Serve-se Quente"

SEIS INCÊNDIOS EM VINTE E QUATRO HORAS,
DOIS MORTOS E VÁRIOS FERIDOS…


Na calada da noite, três violentos incêndios iluminam os céus da cidade. Para a detetive Helen Grace, as chamas anunciam algo mais do que uma coincidência trágica — este cenário infernal de morte e destruição revela uma ameaça nunca antes vivenciada.
No decurso da investigação, descobre-se que aquele que procuram não é apenas um incendiário em busca de emoções fortes — os atos criminosos denunciam um assassino meticuloso e calculista. Alguém que pretende reduzir as suas vítimas a cinzas…
Uma nuvem negra de medo e desconfiança estende-se sobre a cidade, à espera da faísca que provocará a próxima tragédia. Conseguirá Helen descobrir a tempo quem será a próxima vítima?

Uma novidade

Relembramos a opinião aos primeiros livros da série 

Opinião "Um, Dó, Li, Tá" - ElsaR

«A Casa de Bonecas» :: Opiniaõ EfeitoCris

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Passatempo de Natal 1 - «A Casa de Bonecas» - TOPSELLER


Depois do sucesso que foram os dois livros anteriores, era impossível não trazer até aos fãs do género este novo e arrepiante thriller de M. J. Arlidge.

Relembramos as opiniões aqui postadas depois da leitura aos dois primeiros livros do autor:
- Um, dó, li, tá - Opinião pela Cris e pela Elsa
- À morte ninguém escapa - Opinião pela Cris

*****

Participem!!!

Passatempo termina a 19/12/2015

Para se habilitar ao passatempo, preencha o formulário abaixo e siga as regras dos nossos passatempos:

ATENÇÃO - REGRAS:
- O preenchimento do formulário é obrigatório para se habilitar ao passatempo.
- Podem participar todos os dias, basta voltar a preencher o formulário.
- Só serão apuradas participações de fãs e/ou seguidores.
- Ser fã e seguidor, duplica as hipóteses de ganhar.
- Só aceitamos participações de residentes em Portugal.
- Sorteamos os prémios no random.org entre todos as participações.
- Não nos responsabilizamos por nenhum extravio. O prémio será enviado pela Editora.

Um passatempo com o apoio:

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Novidade Topseller :: "A Casa das Bonecas" de M. J. Arlidge

Por aqui não temos perdido as história da Detective Helen Grace.
Fiquem a conhecer a novidade com data de lançamento para 9 de novembro.


O corpo de uma jovem é desenterrado numa praia remota, mas o seu desaparecimento nunca tinha sido denunciado. Alguém a mantivera «viva» ao longo do tempo, enviando à família, regularmente, mensagens em seu nome.

Para a detetive Helen Grace, todas as provas apontam para um assassino em série, um monstro distorcido mas engenhoso e hábil — um predador que já matou antes.

À medida que Helen se esforça por destrinçar as motivações do assassino, ela compreende que se trata de uma verdadeira corrida contra o tempo. Uma única falha pode significar a perda de mais uma vida.

Uma aposta

Relembramos a opinião aos dois primeiros livros do autor

Opinião "Um, Dó, Li, Tá" - ElsaR

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Comecei a ler...

Depois de muito romance e erotismo, tinha de haver alguma coisa para equilibrar o prato da balança para outro lado, nada que um thriller arrepiante não faça. "Um, Dó, Li, Tá" tem o peso certo e parece-me a leitura ideal para me afastar das amendoas e dos ovos de chocolate neste fim de semana de Páscoa que se avizinha.
A mana já tinha lido este livro. Leram a Opinião da Cris?

DOIS REFÉNS. UMA BALA. UMA DECISÃO TERRÍVEL. SACRIFICARIA A SUA VIDA PELA DE OUTRA PESSOA?


Uma jovem rapariga surge dos bosques após sobreviver a um rapto aterrador. Cada mórbido pormenor da sua história é verdadeiro, apesar de incrível. Dias mais tarde é descoberta outra vítima que sobreviveu a um rapto semelhante.

As investigações conduzem a um padrão: há alguém a raptar pares de pessoas que depois são encarcerados e confrontados com uma escolha terrível: matar para sobreviver, ou ser morto.

À medida que mais situações vão surgindo, a detetive encarregada deste caso, Helen Grace, percebe que a chave para capturar este monstro imparável está nos sobreviventes. Mas a não ser que descubra rapidamente o assassino, mais inocentes irão morrer?

Um jogo perigoso e mortal num romance de estreia arrebatador e de arrasar os nervos, que lembra filmes como Saw, Enigma Mortal e A Conspiração da Aranha.

Já conhecem a novidades Topseller para este mês?
Avizinha-se o lançamento de "À Morte Ninguém Escapa"
"Um thriller macabro e de leitura imparável"

http://www.topseller.pt/livros/um-do-li-ta

quarta-feira, 18 de março de 2015

Novidade Topseller :: "À Morte Ninguém Escapa"

Depois de "Um, Dó, Li, Tá", já lido pela Cris, chega "À morte ninguém escapa".

"Um thriller macabro e de leitura imparável"

Sinopse
O corpo de um homem é encontrado numa casa vazia.
O seu coração foi arrancado e entregue à família.
A detetive Helen Grace sabe que esta não será a última vítima de um assassino em série. Os media chamam-lhe Jack, o Estripador, mas ao contrário: este mata homens de família que vivem vidas duplas e enganam as suas mulheres.
Helen consegue pressentir a fúria por detrás de cada assassínio. Mas o que ela nunca conseguirá prever é quão volátil na realidade este assassino é. Nem o que a aguarda no final desta caça ao homem.

Mais uma novidade arrepiante da 

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

UM, DÓ, LI, TÁ... de M. J. Arlidge

Arlidge brinda-nos com o verdadeiro page turner "recheado de farrapos humanos traumatizados e balbuciantes". A descrição não é minha, está no livro numa altura em que já não há esperança para quase nenhum dos personagens e é uma forma muito acertada de caracterizar e resumir este thriller, sem ser de modo algum redutora ou sensacionalista.
M. J. Arlidge criou um relato arrepiante!


Só pelo título fez-me lembrar mais do que um dos episódios da temporada 8 de Mentes Criminosas, mas a sua leitura ligou-me a imagens ainda mais imponentes. A escrita de Arlidge consegue transportar-nos a locais tenebrosos, negros, fétidos, marcantes... miseráveis. Sem dúvida que em "UM, DÓ, LI, TÁ" o autor e produtor de séries televisivas terá uma potencial saga de culto para os fãs do género. Por isso, venha em livro ou em episódios, serão todos bem vindos, os novos desenvolvimentos e investigações de Helen Grace, Charlie e quem sabe Jake.

"Um vive e um morre. Não há outra sorte." funciona como um slogan sádico, uma promessa, um teaser para o fim de duas vidas, e não só! A solução de uma mente perturbada para pôr fim ao seu sofrimento, causando ainda mais sofrimento, punição, angústia e morte, nunca sem antes revelar muita miséria humana.

O enredo e o motivo são bem construídos e igualmente bem desconstruídos, integrando muito bem o leitor dentro da investigação. A vontade de ler é imparável. Os capítulos curtos e os relatos dos cativeiros são um acelerador propositado para o leitor se envolver. Dos detalhes sórdidos aos episódios mórbidos, o livro tem parágrafos estruturados para nos fazer tremer. A velocidade com que Arlidge muda de cena e de personagem mantêm a atenção no máximo, no entanto, não há aqui show forense, nem especulação desnecessária ou stress burocrático e altas patentes ... não, aqui há cenas arrebatadoras, sem medo de chocar.

"Dois reféns, uma bala. Sacrificaria a sua vida pela de outra pessoa?"

E realmente é de sacrifício que aqui se fala. Sacrifício e sobrevivência, mas tal como comecei, os farrapos humanos que restam, que sobram, chegam-nos desumanizados, brutalizados... e depois disto que vida resta? Sacrificar o outro é salvar quem sobra? Ou quem sobrevive já lhe resta pouco a que possa chamar de vida? São questões interessantes, a especular não só aplicando o caso de crimes e violência frutos do acaso, mas também fruto do abuso familiar ou em larga escala de uma guerra, por exemplo.

"UM, DÓ, LI, TÁ" foi uma leitura imparável, mas ainda assim detalhada e interligada (ao Criminal Minds!).
Em resumo, Arlidge é meticuloso, organizado, sem rodeios, promove um thriller frio e cinzento, como um dia típico londrino... mas aqui não há lugar a chá das cinco... a delicadeza e a etiqueta são coisas que já não se usam.


Uma leitura obrigatória para arrebatar as leituras de policias de 2014 e dizer: este foi o meu favorito!

Uma leitura com o apoio TOPSELLER, leia mais aqui.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Novidades Topseller :: Um, Dó, Li, Tá... Um vive e um morre. Não há outra sorte!

DOIS REFÉNS. UMA BALA. UMA DECISÃO TERRÍVEL. SACRIFICARIA A SUA VIDA PELA DE OUTRA PESSOA?


Uma jovem rapariga surge dos bosques após sobreviver a um rapto aterrador. Cada mórbido pormenor da sua história é verdadeiro, apesar de incrível. Dias mais tarde é descoberta outra vítima que sobreviveu a um rapto semelhante.

As investigações conduzem a um padrão: há alguém a raptar pares de pessoas que depois são encarcerados e confrontados com uma escolha terrível: matar para sobreviver, ou ser morto.

À medida que mais situações vão surgindo, a detetive encarregada deste caso, Helen Grace, percebe que a chave para capturar este monstro imparável está nos sobreviventes. Mas a não ser que descubra rapidamente o assassino, mais inocentes irão morrer…

Um jogo perigoso e mortal num romance de estreia arrebatador e de arrasar os nervos, que lembra filmes como Saw — Enigma Mortal e A Conspiração da Aranha.

Não fosse o autor, M. J. Arlidge produtor televisivo :) 
Trabalha em televisão há 15 anos, tendo-se especializado em produções dramáticas de alta qualidade. Nos últimos 5 anos produziu um grande número de séries criminais passadas em horário nobre no Reino Unido. Encontra-se presentemente a escrever uma série policial para a BBC, além de estar a criar novas séries para canais de televisão britânicos e americanos.


O seu romance de estreia Um, Dó, Li, Tá tem estado a receber críticas excelentes de todos os meios de comunicação social internacionais. Sendo uma forte aposta, a Penguin assinou contrato com o autor pelo menos até o 5.º volume.

E nós mal podemos esperar por entrar neste jogo psicológico.
Um, dó, li, tá....quem se salvará!?

Um grande aposta da