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quarta-feira, 16 de maio de 2018

Opinião "A rapariga que li no metro"

"...cada livro é um retrato e tem pelo menos dois rostos.
- Dois...
- Sim. O rosto daquele....ou daquela, no seu caso...que o dá. E o rosto daquela ou daquele que o recebe"


Quando peguei neste livro esperava algo completamente diferente, algo mais superficial, mais romance simplista, mais mastiga e deita fora.
Foi com surpresa que me vi enredada na existência de Juliette, na curta viagem de metro que faz parte da sua rotina e que num dia de impulso muda por completo a sua vida.
Que vida em modo autómato levava Juliette, sempre carregada com os seus livros mas a observar outros que à sua volta liam.
O que fazem os livros pelas outras pessoas?
Será que significam para os outros o mesmo que para nós?
Dizer que um livro pode mudar a nossa vida não é uma afirmação feita de ânimo leve em "A rapariga que lia no metro". 

Com Juliette perdemos-nos na divagação pelos mundos possíveis e imaginários que os livros encerram. Inclusive, até ela se perde um pouco no seu discurso especialmente enquanto o seu rumo é incerto.
Como o que esperava foi totalmente diferente do que encontrei posso dizer que esta história remete-me para aqueles momentos em que ficamos a olhar perdidos para os livros que nos rodeiam, quer a recordar as boas viagens que fizemos juntos quer somente a sorrir perante a sensação de prazer e paz que é tocar em livros.

Acho que, à semelhança do voluntariado altruísta literário que encontramos neste livro, vou sugerir a leitura deste título à minha metade literária. Ela encontrará neste livro um sem fim de sugestões de leitura, mais uns quantos para somar à lista que cresce quase ao mesmo ritmo que a estante vai ficando sem espaço.

Vou só fechar com esta frase que me fez parar a meio da leitura, ficar em suspenso com o livro aberto numa carruagem de comboio apinhada de gente.

"- Também estive coberta de pó - afirmou. - Acumulou-se sem que o sentisse, percebe?"

pequenas frases que fazem tanto sentido mesmo quando podem dizer mais do que uma coisa. Assim como o livro é um retrato com dois rostos, também o sentido de uma frase para quem escreve e para quem lê podem ser diferentes.

"A Rapariga que lia no metro" é uma aposta

quarta-feira, 14 de março de 2018

Novidades Porto Editora :: Março


De segunda a sexta-feira, sempre à mesma hora matutina, Juliette apanha o metro em Paris. Nesse caminho diário e rotineiro para um emprego cada vez mais rotineiro, a viagem na linha seis é a única oportunidade de que Juliette dispõe para sonhar.

Aos poucos, essa necessidade espelha-se na observação dos demais passageiros, pelo menos, daqueles que leem: a velha senhora que coleciona edições raras, o ornitólogo amador, a rapariga apaixonada que chora sempre na página 247. Com curiosidade e ternura, Juliette observa-os como se, pelas suas leituras, lhes adivinhasse as paixões, e a diversidade das suas existências pudesse dar cor à sua vida, tão monótona e previsível.

Até ao dia em que, seguindo um impulso invulgar, decide descer duas estações antes da paragem habitual - e esse gesto, aparentemente inocente e aleatório, acabará por se tornar o primeiro passo de uma experiência completamente alucinante e tão perturbadora quanto a de Alice no País das Maravilhas.


Partindo de dezenas de entrevistas realizadas a terroristas, espiões, oficiais e chefes de serviços secretos - protagonistas da principal guerra do século XXI - o jornalista Henrique Cymerman junta-se ao especialista em contraterrorismo Aviv Oreg para trazer até nós uma obra que explora as origens da Jiade Global, acompanha de perto os atentados que mudaram a face do mundo e prevê os próximos passos do terrorismo islamista no ocidente.

Perante a lavagem cerebral feita a milhares de crianças raptadas pelos extremistas e as campanhas de ódio que seduzem ocidentais sem objetivos de vida, estaremos a salvo dos esfaqueamentos indiscriminados e dos atropelamentos em massa preconizados pela doutrina da "morte por 1000 punhais"?

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