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quinta-feira, 5 de junho de 2014

Comecei a ler...

Um livro de Pedro Chagas Freitas enche o jarro das citações (que coitado tem andado meio esquecido desde o início do ano!)
Nova leitura para os finais de tarde com o sol a entrar pela janela do quarto.


:)
Uma leitura com o apoio

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Opinião :: "In Sexus Veritas"

Sai do lançamento com um pensamento: “In Sexus Veritas" vai ocupar 10 centímetros da minha estante mas questiono-me quanto açambarcará da minha alma?”
Embora tenha lido o livro quase de uma assentada, uma longa assentada visto que são dois volumes com cerca de 1400 páginas, senti que ia demorar algum tempo para conseguir falar dele e publicar uma crítica construtiva. Estou a fazer esta crítica com mais de um mês de atraso. Desculpas à minha metade literária que tem de lidar com os meus atrasos :P

Sinopse
A minha opinião:
Quando terminei de ler "In sexus veritas" cheguei a uma conclusão sobre a escrita do Pedro. É preciso estar para ai virado e, acima de tudo, percebi que prefiro ler as suas crónicas a uma história completa, como esta.
A primeira vez que li algo escrito pelo Pedro Chagas Freitas foi como abrir uma janela, puxo agora pelo cliché, “foi uma lufada de ar fresco”. Leio muita coisa, mas são histórias, podem até apresentar semelhanças com a minha vida ou o mundo que me rodeia mas não me tocam, não me fazem perder em pensamentos. "Eu Sou Deus” ainda hoje me chama da prateleira, com os seus cantos dobrados e as minhas citações preferidas sublinhadas. Embarquei “In Sexus Veritas” com o mesmo desejo que encontrar algo que me abrisse uma porta e me mantivesse captiva durante todo o livro mas tal não aconteceu. Confesso que inicialmente me assustei com os dois volumes, pensei “jesus, isto tem aqui pano para mangas!”mas uma vez entrando na história, a leitura corre, podia ser mais curta mas até corre bem.

Foi fácil gostar da humildade de Jesus Cristovão (a personagem que mais gostei), da vingança de Cátia Cassandra ou a da reviravolta que o mundo leva perante a incapacidade de "levantar". Fez-me pensar, andamos por ai autómatos revolucionários de mesa de café para com o estado da nação mas será que só perdendo a tesão é que seriamos capazes de mudar de mentalidade e partir, não para fora do país, mas para a luta?
 "In sexus veritas" é uma crítica à sociedade actual, à nossa, que tanto se queixa e nada faz.

 (foto inspirada na chantagem da Cátia Cassandra!)
 Além da crítica entre linhas, ao ler este livro compreende-se o quanto o sexo está presente na nossa vida, mesmo quando não o estamos a fazer. Mais que a verdade no sexo, neste livro vejo o sexo na verdade, na mentira, na dor e na vingança. Para algumas personagens é tão necessário à vida como o ar que respiram. 
Acabamos por encontrar semelhanças com alguma personagem ou com a sua demanda. Podemos não ser um assassino ou uma prostituta mas por baixo que cada pessoa faz, está aquilo que ela é e garantidamente, todos sentimos e pensamos as mesmas coisas apenas adaptadas à nossa realidade. Por vezes não somos assim tão diferentes dos outros.

Espero que, quem tenha tido oportunidade de ler "In Sexus Veritas" tenha lido e encontrado algo mais tocante no seu conteúdo do que o que eu encontrei. Para mim, "Eu Sou Deus" está na fila da frente e este não chegou lá perto.

Fico a aguardar o próximo.
Boas leituras!

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Opinião - "O Tempo dos Milagres" de Karen Thompson Walker

  Sinopse
(mais informação no sítio da Civilização Editora)
 
A minha opinião:
Desde a primeira página que achei viciante a escrita de Karen Thompson Walker, é simples mas creio que nos prende pelo lado emotivo, quer pelo ponto de vista (o da personagem) quer pela situação em que está envolvida. Existe uma cadência de acontecimentos, na sociedade e na vida de Julia, que nos faz querer consumir este livro em meia dúzia de horas.

Na minha cabeça, "O tempo dos Milagres" podia se chamar "O principio do fim", porque de um certo modo é a ideia que esteve presente ao longo da minha leitura.
A sinopse capta a nossa atenção para a situação no mundo, um abrandamento na rotação da terra que adiciona minutos/horas a cada dia. Esse evento é a base do livro mas acaba por ser apenas um pano de fundo em toda a situação que se cria na vida de Julia que, com apenas 11 anos, ainda está a crescer, a encontrar o seu lugar num mundo que, como ela, está a sofrer muitas mudanças.
 Perante os eventos globais, vimos o ponto de vista de Julia alterar, a sua situação familiar, o seu pequeno circulo de amizades e todas aquelas mudanças que, sejam com 11, 22 ou 33 anos iriam continuar a ser importantes mesmo perante uma acontecimento desta magnitude.

Creio que nos faz pensar "e se um dia eu acordar e isso for a situação actual no mundo?"
Estaremos preparados para viver um dia com mais de 24horas, seremos capazes de sobreviver sem as facilidades a que nos acostumamos a nossa vida toda?
Quanto tempo iríamos aguentar? 
Quanto tempo irá aguentar o mundo como o conhecemos?

Muitos detalhes sobre o abrandamento, os acontecimentos posteriores e até algumas situações na vida pessoal de Julia ficam por explicar mas não creio que no fim nos sintamos insatisfeitos perante o desenrolar da história e o seu fim.
O que é importante está lá, prende-nos e depois deixa-nos ir com um sorriso nos lábios, ainda que este possa ser triste.
A mim deixou-me uma vontade inexplicável de "aproveitar a vida".

Fight Club
 

sábado, 9 de junho de 2012

domingo, 25 de julho de 2010

Citações

"The condom is the glass slipper of our generation.

You slip it on, you dance the night away with a stranger, and then you throw it away - the condom, that is, not the stranger."

~Marla Singer~
Fight Club by Chuck Palahniuk