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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

PASSATEMPO * Vamos celebrar a pornografia de estar vivo...



É o que nos diz PEDRO CHAGAS FREITAS, quando assume que promete falhar.

Prometo Falhar, o novo romance de Pedro Chagas Freitas é um sucesso que já conta com 12 edições em apenas 5 meses e agora está a passatempo no Efeito dos Livros. E também porque - amanhã - se celebra o aniversário do autor, aqui fica um mimo para os seus fãs.


PASSATEMPO

O PASSATEMPO DECORRE ATÉ 10/10/2014
*
Para se habilitar ao passatempo, preencha o formulário abaixo e siga as regras dos nossos passatempos:

ATENÇÃO - REGRAS:
- O preenchimento do formulário é obrigatório para se habilitar ao passatempo.
- Podem participar todos os dias - uma vez por dia.
- Só serão aceites participações de fãs e/ou seguidores.
- Ser fã do facebook e ser seguidor dá logo direito a duas participações.
- Só aceitamos participações de residentes em Portugal.
- Sorteamos o livro no random.org entre todos os participantes.
- Não nos responsabilizamos por nenhum extravio, neste caso o envio é garantido pela editora.

NOTA:
- Façam partilha do passatempo - SEMPRE PÚBLICA, os links serão contabilizados como participação.

Ajude-nos a divulgar!!!

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Opinião :: "Prometo Falhar" de Pedro Chagas Freitas

“O amor acontece quando desistimos de ser perfeitos”

Uma boa premissa, a do reconhecimento das falhas em detrimento de um bem maior, o amor, a felicidade, a obtenção de um eu mais completo.
Em “Prometo Falhar”, Pedro Chagas Freitas voltou ao género que eu gosto, ao de texto soltos de tantos amores que povoam a nossa vida, que nos preenchem, que nos roubam sorrisos e que nos plantam lágrimas nos olhos. Ao longo de “Prometo falhar” lemos passamos que nos tocam, que queremos gritar ao mundo, à pessoa que amamos ou àquele que vemos desprezar o que de bom lhe é oferecido.


Assim como na obra que mais gostei “Eu Sou Deus”,este livro convence pela diversidade dos textos. Quase que dá vontade de os marcar à medida que avanço na leitura, para um dia, quanto precisar de um “boost”,os possa facilmente encontrar mediante o meu estado de espírito no momento.
Nestas páginas encontram combustível para um corpo sedento, uma mente enfeitiçada, um coração apaixonado, uma vida estilhaçada ou simplesmente vontade de amar com dezenas de pequenas histórias, que tão raramente nomeiam personagens e que podemos tão bem tomar como nossas, identificar com a nossa vida ou das pessoas que nos são próximas.

Confesso que mandei o marcador para a última página e fui, saltando divertida, de olhos fechados enquanto escolhia cada nova página para ler a seguir. A vida é feita de coisas que surgem ao calhas, vindas as desordem dos dias, ora porque não fazer um mesmo quando se lê um livro que não nos exige que sigamos o ritmo das páginas?
Sim, porque devo ler tudo seguido? Isso seria demasiado perfeito e eu almejo a imperfeição, a autenticidade e se me apetecer saltitar, saltito. Mas sei, há alturas em que o que o Pedro Chagas Freitas escreve me soa melhor do que outras. Em "Prometo falhar" não é tão grande o impacto e a qualidade como o que encontrei e ainda encontro em "Eu Sou Deus" (não há amor como o primeiro?!) Talvez tenha de estar inebriada de álcool, de amor e de vida. Há coisas que fazem mais sentido quando estamos mais fora de nós, mais compenetrados em amar desmesuradamente do que em não falhar na vida.

Por isso, prometi falhar e não amar o livro à exaustão. Conquistou-me com pedaços mas nunca me leva num todo, porque não podemos ser sempre uma "maria vai com todas” que diz sim, sempre, a tudo o que encontra no caminho.

Para quem costuma pensar “é isto! isto que ele acabou de dizer! como é que nunca pensei nisto”, sabe que irá encontrar em “Prometo Falhar” esse pensamento muitas vezes. Para cada um de nós uma citação diferente, um texto diferente por uma realidade própria que nos torna tão unicamente imperfeitos.


Façam como eu, fechem os olhos e abram ao calhas. Vão ficar surpreendidos com o resultado.

Uma leitura com o apoio

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Comecei a ler...

Um livro de Pedro Chagas Freitas enche o jarro das citações (que coitado tem andado meio esquecido desde o início do ano!)
Nova leitura para os finais de tarde com o sol a entrar pela janela do quarto.


:)
Uma leitura com o apoio

segunda-feira, 24 de março de 2014

Pedro Chagas Freitas na Marcador

De vez em quando chegam notícias que os autores trocam de editora e para nós leitores é sempre bom, é sinal que continuam a escrever e lançar livros.
Desta vez foi Pedro Chagas Freitas que passou para a Marcador. 

(notícia e imagens divulgadas na página facebook da Marcador)

Por aqui somos fãs :) vá, eu Elsa, sou fã.
E visto que ainda nenhum outro livro que li do autor destronou "Eu Sou Deus" fico a aguardar novidades :) Esperemos que para breve.

Boas leituras
:)

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Opinião :: "In Sexus Veritas"

Sai do lançamento com um pensamento: “In Sexus Veritas" vai ocupar 10 centímetros da minha estante mas questiono-me quanto açambarcará da minha alma?”
Embora tenha lido o livro quase de uma assentada, uma longa assentada visto que são dois volumes com cerca de 1400 páginas, senti que ia demorar algum tempo para conseguir falar dele e publicar uma crítica construtiva. Estou a fazer esta crítica com mais de um mês de atraso. Desculpas à minha metade literária que tem de lidar com os meus atrasos :P

Sinopse
A minha opinião:
Quando terminei de ler "In sexus veritas" cheguei a uma conclusão sobre a escrita do Pedro. É preciso estar para ai virado e, acima de tudo, percebi que prefiro ler as suas crónicas a uma história completa, como esta.
A primeira vez que li algo escrito pelo Pedro Chagas Freitas foi como abrir uma janela, puxo agora pelo cliché, “foi uma lufada de ar fresco”. Leio muita coisa, mas são histórias, podem até apresentar semelhanças com a minha vida ou o mundo que me rodeia mas não me tocam, não me fazem perder em pensamentos. "Eu Sou Deus” ainda hoje me chama da prateleira, com os seus cantos dobrados e as minhas citações preferidas sublinhadas. Embarquei “In Sexus Veritas” com o mesmo desejo que encontrar algo que me abrisse uma porta e me mantivesse captiva durante todo o livro mas tal não aconteceu. Confesso que inicialmente me assustei com os dois volumes, pensei “jesus, isto tem aqui pano para mangas!”mas uma vez entrando na história, a leitura corre, podia ser mais curta mas até corre bem.

Foi fácil gostar da humildade de Jesus Cristovão (a personagem que mais gostei), da vingança de Cátia Cassandra ou a da reviravolta que o mundo leva perante a incapacidade de "levantar". Fez-me pensar, andamos por ai autómatos revolucionários de mesa de café para com o estado da nação mas será que só perdendo a tesão é que seriamos capazes de mudar de mentalidade e partir, não para fora do país, mas para a luta?
 "In sexus veritas" é uma crítica à sociedade actual, à nossa, que tanto se queixa e nada faz.

 (foto inspirada na chantagem da Cátia Cassandra!)
 Além da crítica entre linhas, ao ler este livro compreende-se o quanto o sexo está presente na nossa vida, mesmo quando não o estamos a fazer. Mais que a verdade no sexo, neste livro vejo o sexo na verdade, na mentira, na dor e na vingança. Para algumas personagens é tão necessário à vida como o ar que respiram. 
Acabamos por encontrar semelhanças com alguma personagem ou com a sua demanda. Podemos não ser um assassino ou uma prostituta mas por baixo que cada pessoa faz, está aquilo que ela é e garantidamente, todos sentimos e pensamos as mesmas coisas apenas adaptadas à nossa realidade. Por vezes não somos assim tão diferentes dos outros.

Espero que, quem tenha tido oportunidade de ler "In Sexus Veritas" tenha lido e encontrado algo mais tocante no seu conteúdo do que o que eu encontrei. Para mim, "Eu Sou Deus" está na fila da frente e este não chegou lá perto.

Fico a aguardar o próximo.
Boas leituras!

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Comecei a ler....

Na realidade li o primeiro capítulo logo no dia da sessão de lançamento mas o tamanho da obra assustou-me e tinha outras leituras a meio.
Confesso que fiquei curiosa, especialmente para conhecer uma ou duas personagens que nos foram apresentadas pelo autor.
Agora agarrei-me ao livro, só o largo no fim!

 (foto ElsaR)

Sinopse
Um trolha homossexual. Um jogador de futebol filósofo. Um humorista deprimido. Uma prostituta de alma. Um assassino refinado. Uma prostituta de corpo. Um homem que consegue pensar e sentir o que os outros pensam e sentem. Numa obra que é um gigantesco monumento, mistura frenética de poema e de thriller, Pedro Chagas Freitas visita os mais profundos calabouços da humanidade: o amor, a morte, a inveja, a paixão, a raiva, a mentira, o medo, o ciúme. E o sexo. Sempre o sexo. Porque é nele, sempre nele, que se encontra a verdade.

Vamos lá levantar o alter literário que é "In Sexus Veritas" de Pedro Chagas Freitas!!

domingo, 30 de junho de 2013

Lançamento "In Sexus Veritas"

Ontem tivemos a oportunidade de estar presentes na sessão de lançamento do novo livro do escritor/orador/jornalista/cronista/humorista/PALERMA (palavras dele, não minhas!), Pedro Chagas Freitas. "In Sexus Veritas" é mais uma edição da Chiado Editora e chega-nos em dois volumes, compostos por 1481 páginas. Sim, isso tudo, eu não me enganei no número.

Sinopse:
Um trolha homossexual. Um jogador de futebol filósofo. Um humorista deprimido. Uma prostituta de alma. Um assassino refinado. Uma prostituta de corpo. Um homem que consegue pensar e sentir o que os outros pensam e sentem. Numa obra que é um gigantesco monumento, mistura frenética de poema e de thriller, Pedro Chagas Freitas visita os mais profundos calabouços da humanidade: o amor, a morte, a inveja, a paixão, a raiva, a mentira, o medo, o ciúme. E o sexo. Sempre o sexo. Porque é nele, sempre nele, que se encontra a verdade.

Quando li a sinopse deste livro sabia que tinha de o ler. E de facto, já comecei a leitura mas tenho de me obrigar a parar senão só termino daqui a quase 1400 páginas e esta leitura requer tempo, nem que seja para fechar o livro, dizer dois palavrões e reflectir enquanto apanhamos ar.
Se achamos que ao ler uma sinopse ficamos com uma ideia do que vamos encontrar, ir à apresentação de um livro e ouvir o autor falar sobre as personagens e o conceito geral do mesmo, leva-me sempre a crer que já conheço as personagens quando as começo encontrar com o virar das páginas, e essa familiaridade é impagável. 

Foram muitas as pessoas que quiseram estar presentes neste lançamento, a Livraria tornou-se pequena para tantos corpos e mesmo quando o calor se apoderou da sala, ninguém arredou pé.

 (foto elsar)

Escutaram-se excertos pela voz de duas mãos cheias de admiradores, que de modo emotivo leram e declamaram momentos cruciais para a apresentação dos personagens, dos 7 personagens que vamos conhecer neste novo livro.
O facto de estar dividido em duas partes prende-se pelo ponto de viragem na história que me deixou muito curiosa e a analisar a célebre questão "E se?".
Mas não vos vou contar nada. Se numa opinião gosto de me restringir ao básico, alguma vez iria estragar a oportunidade de experimentarem tudo em primeira mão, de saborearem cada frase e pensamento.
Se o tamanho vos assusta, então não sabem o comprimento da vossa determinação. Vão ler este "In Sexus Veritas" e num instante. 

“Ela sem medida. Ela como minha medida. Nós sem meias medidas. Trocava a minha vida inteira por tê-la um segundo à minha beira. A minha vida pelo sorriso dela. A minha vida pela mão dela, pela pele dela. A minha vida pela vida dela na minha. Sou um prisioneiro, sim. Mas dela.”

"In Sexus Veritas" vai ocupar 10 centímetros da minha estante mas questiono-me quanto açambarcará da minha alma?

Por aqui já se leram duas obras do autor. "Eu Sou Deus" ficou comigo, despertou-me para o fenómeno da escrita do Pedro.
Veremos o que me diz "In Sexus Veritas".

Uma breve actualização. 
Então não vos mostrava a parte mais interessante??
Autógrafos, elogios à ovelha negra (no relógio) e os livros, agora na estante já autografados.

(fotos Daniela Ferreira)
 (foto elsar)

Boa noite e boas leituras! 

quarta-feira, 3 de abril de 2013

"Eu sou Deus" de Pedro Chagas Freitas

 

Sinopse:
Desconcertante, Pedro Chagas Freitas ensina-o, no seu estilo irreverente e único, a olhar para o mundo de um ângulo completamente diferente. Um ângulo que elimina, sem misericórdia, conceitos e percepções que você julgava intocáveis.
“EU SOU DEUS” não é sobre fazer as coisas direitas – mas sim sobre ir ao encontro do seu direito. O direito a respirar, o direito a pensar, o direito a ser. O direito a viver.
“EU SOU DEUS” não é sobre aquilo que você não pode fazer – mas sim sobre aquilo que você pode, e deve, fazer. Você pode sentir medo, pode sentir inveja. Você pode sentir aquilo que o mundo insiste em dizer-lhe para não sentir. Você pode ser o seu mundo. Por isso: porque não mudar o mundo?
“EU SOU DEUS” não é um livro de auto-ajuda. Mas, se você o ler, pode auto-ajudar-se. Tenha cuidado.

A minha opinião:
Ao ler "Eu sou Deus" lembrei-me daquelas pessoas de feitio irascível, com comentários acutilantes e humor que satisfaz um público inteligente mas, por vezes, quantitativamente limitado. Notem bem, isto é algo positivo. 
Estas são as pessoas que valem a pena ouvir, por mais ofensivas que elas nos possam parecer numa primeira instância. São o tipo de pessoas que se ama ou odeia, que não dá para gostar um pouco. O que li em "Eu sou Deus" ou se gosta por inteiro, à bruta ou então mais vale esquecer este livro e passar ao próximo.
Confesso que nem todos os textos me prenderam de igual modo mas tive alguns em que senti uma vontade inebriante de arrancar as folhas, dobrá-las, mete-las num envelope e dar a esta ou aquele/a amigo/a que me veio ao pensamento enquanto lia aquelas palavras. Fossem esses envelopes entregues com um abraço, um sorriso ou uma chapada na cara, um "toma lá isto e abre os olhos". 
Porque é exactamente isto que "Eu sou Deus" consegue ser, um valente "abre olhos", assim entre aspas, para dar mais ênfase, como diz o autor. Porque é cada vez mais isso que precisamos, de abrir os olhos, de um abananço, uma chapada na cara para que possamos ver as coisas como elas são, para que decidamos viver e não só ficar a ver os dias a passar.
CALMA, não arranquei folhas, marquei-as, sublinhei-as e tenho o gosto de fazer chegar este livro cair no colo de uma mão cheia de pessoas.
Respira o sabor de um beijo, o toque de um afago, o som de um arfar. Respira a mão de fogo de quem te ama, o suor em êxtase de quem te chama. E o abraço que não passa, e as palavras que te embraçam, e os olhares que te apertam. Respira – para saberes que vale a pena continuar.
Tinha saudades de ler algo assim, que me ofendesse e me fizesse sorrir ao mesmo tempo, por que também sou irascível, eu também sou estranha e por vezes digo e penso mais coisas inapropriadas que apropriadas, e por isso, nunca vou pedir desculpa, como nunca me vou arrepender, como não me arrependo do tempo que perdi a ler este livro.

Por isso, este é um livro que aconselho muita gente a ler, mesmo que não leiam tudo, vão saltando e roubando as partes que vos tocam no momento, que são exactamente o que precisam de ler, que são a ajuda que precisam de receber em determinado momento.
Eu não mencionei lá em cima que, sem querer, ao ler este livro pode auto-ajudar-se?!

Auto-ajude-se! Vai saber-lhe tão bem.
E leia, sff :)
E já agora, aproveitem para ficar a conhecer o autor, além de "Eu sou Deus" são diversas as suas obras e os projectos que despertam o interesse.
Eu desde que o comecei a seguir no Facebook não quero outra coisa. De vez em quando levo com uma actualização que me faz trocar o passo, que faz com que precise de dizer "metam os olhos nisto, isto tem lógica, como é que nunca pensei nisto!?!". 
:)

Boas leituras!