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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Opinião :: "In Sexus Veritas"

Sai do lançamento com um pensamento: “In Sexus Veritas" vai ocupar 10 centímetros da minha estante mas questiono-me quanto açambarcará da minha alma?”
Embora tenha lido o livro quase de uma assentada, uma longa assentada visto que são dois volumes com cerca de 1400 páginas, senti que ia demorar algum tempo para conseguir falar dele e publicar uma crítica construtiva. Estou a fazer esta crítica com mais de um mês de atraso. Desculpas à minha metade literária que tem de lidar com os meus atrasos :P

Sinopse
A minha opinião:
Quando terminei de ler "In sexus veritas" cheguei a uma conclusão sobre a escrita do Pedro. É preciso estar para ai virado e, acima de tudo, percebi que prefiro ler as suas crónicas a uma história completa, como esta.
A primeira vez que li algo escrito pelo Pedro Chagas Freitas foi como abrir uma janela, puxo agora pelo cliché, “foi uma lufada de ar fresco”. Leio muita coisa, mas são histórias, podem até apresentar semelhanças com a minha vida ou o mundo que me rodeia mas não me tocam, não me fazem perder em pensamentos. "Eu Sou Deus” ainda hoje me chama da prateleira, com os seus cantos dobrados e as minhas citações preferidas sublinhadas. Embarquei “In Sexus Veritas” com o mesmo desejo que encontrar algo que me abrisse uma porta e me mantivesse captiva durante todo o livro mas tal não aconteceu. Confesso que inicialmente me assustei com os dois volumes, pensei “jesus, isto tem aqui pano para mangas!”mas uma vez entrando na história, a leitura corre, podia ser mais curta mas até corre bem.

Foi fácil gostar da humildade de Jesus Cristovão (a personagem que mais gostei), da vingança de Cátia Cassandra ou a da reviravolta que o mundo leva perante a incapacidade de "levantar". Fez-me pensar, andamos por ai autómatos revolucionários de mesa de café para com o estado da nação mas será que só perdendo a tesão é que seriamos capazes de mudar de mentalidade e partir, não para fora do país, mas para a luta?
 "In sexus veritas" é uma crítica à sociedade actual, à nossa, que tanto se queixa e nada faz.

 (foto inspirada na chantagem da Cátia Cassandra!)
 Além da crítica entre linhas, ao ler este livro compreende-se o quanto o sexo está presente na nossa vida, mesmo quando não o estamos a fazer. Mais que a verdade no sexo, neste livro vejo o sexo na verdade, na mentira, na dor e na vingança. Para algumas personagens é tão necessário à vida como o ar que respiram. 
Acabamos por encontrar semelhanças com alguma personagem ou com a sua demanda. Podemos não ser um assassino ou uma prostituta mas por baixo que cada pessoa faz, está aquilo que ela é e garantidamente, todos sentimos e pensamos as mesmas coisas apenas adaptadas à nossa realidade. Por vezes não somos assim tão diferentes dos outros.

Espero que, quem tenha tido oportunidade de ler "In Sexus Veritas" tenha lido e encontrado algo mais tocante no seu conteúdo do que o que eu encontrei. Para mim, "Eu Sou Deus" está na fila da frente e este não chegou lá perto.

Fico a aguardar o próximo.
Boas leituras!

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Comecei a ler....

Na realidade li o primeiro capítulo logo no dia da sessão de lançamento mas o tamanho da obra assustou-me e tinha outras leituras a meio.
Confesso que fiquei curiosa, especialmente para conhecer uma ou duas personagens que nos foram apresentadas pelo autor.
Agora agarrei-me ao livro, só o largo no fim!

 (foto ElsaR)

Sinopse
Um trolha homossexual. Um jogador de futebol filósofo. Um humorista deprimido. Uma prostituta de alma. Um assassino refinado. Uma prostituta de corpo. Um homem que consegue pensar e sentir o que os outros pensam e sentem. Numa obra que é um gigantesco monumento, mistura frenética de poema e de thriller, Pedro Chagas Freitas visita os mais profundos calabouços da humanidade: o amor, a morte, a inveja, a paixão, a raiva, a mentira, o medo, o ciúme. E o sexo. Sempre o sexo. Porque é nele, sempre nele, que se encontra a verdade.

Vamos lá levantar o alter literário que é "In Sexus Veritas" de Pedro Chagas Freitas!!

domingo, 30 de junho de 2013

Lançamento "In Sexus Veritas"

Ontem tivemos a oportunidade de estar presentes na sessão de lançamento do novo livro do escritor/orador/jornalista/cronista/humorista/PALERMA (palavras dele, não minhas!), Pedro Chagas Freitas. "In Sexus Veritas" é mais uma edição da Chiado Editora e chega-nos em dois volumes, compostos por 1481 páginas. Sim, isso tudo, eu não me enganei no número.

Sinopse:
Um trolha homossexual. Um jogador de futebol filósofo. Um humorista deprimido. Uma prostituta de alma. Um assassino refinado. Uma prostituta de corpo. Um homem que consegue pensar e sentir o que os outros pensam e sentem. Numa obra que é um gigantesco monumento, mistura frenética de poema e de thriller, Pedro Chagas Freitas visita os mais profundos calabouços da humanidade: o amor, a morte, a inveja, a paixão, a raiva, a mentira, o medo, o ciúme. E o sexo. Sempre o sexo. Porque é nele, sempre nele, que se encontra a verdade.

Quando li a sinopse deste livro sabia que tinha de o ler. E de facto, já comecei a leitura mas tenho de me obrigar a parar senão só termino daqui a quase 1400 páginas e esta leitura requer tempo, nem que seja para fechar o livro, dizer dois palavrões e reflectir enquanto apanhamos ar.
Se achamos que ao ler uma sinopse ficamos com uma ideia do que vamos encontrar, ir à apresentação de um livro e ouvir o autor falar sobre as personagens e o conceito geral do mesmo, leva-me sempre a crer que já conheço as personagens quando as começo encontrar com o virar das páginas, e essa familiaridade é impagável. 

Foram muitas as pessoas que quiseram estar presentes neste lançamento, a Livraria tornou-se pequena para tantos corpos e mesmo quando o calor se apoderou da sala, ninguém arredou pé.

 (foto elsar)

Escutaram-se excertos pela voz de duas mãos cheias de admiradores, que de modo emotivo leram e declamaram momentos cruciais para a apresentação dos personagens, dos 7 personagens que vamos conhecer neste novo livro.
O facto de estar dividido em duas partes prende-se pelo ponto de viragem na história que me deixou muito curiosa e a analisar a célebre questão "E se?".
Mas não vos vou contar nada. Se numa opinião gosto de me restringir ao básico, alguma vez iria estragar a oportunidade de experimentarem tudo em primeira mão, de saborearem cada frase e pensamento.
Se o tamanho vos assusta, então não sabem o comprimento da vossa determinação. Vão ler este "In Sexus Veritas" e num instante. 

“Ela sem medida. Ela como minha medida. Nós sem meias medidas. Trocava a minha vida inteira por tê-la um segundo à minha beira. A minha vida pelo sorriso dela. A minha vida pela mão dela, pela pele dela. A minha vida pela vida dela na minha. Sou um prisioneiro, sim. Mas dela.”

"In Sexus Veritas" vai ocupar 10 centímetros da minha estante mas questiono-me quanto açambarcará da minha alma?

Por aqui já se leram duas obras do autor. "Eu Sou Deus" ficou comigo, despertou-me para o fenómeno da escrita do Pedro.
Veremos o que me diz "In Sexus Veritas".

Uma breve actualização. 
Então não vos mostrava a parte mais interessante??
Autógrafos, elogios à ovelha negra (no relógio) e os livros, agora na estante já autografados.

(fotos Daniela Ferreira)
 (foto elsar)

Boa noite e boas leituras!