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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Opinião "Nós" de David Nicholls

“Nós” começa com o primeiro passo em direcção ao abismo, um “Douglas, penso que te quero deixar” que nos chega do outro lado da cama, numa insónia de infelicidade às quatro da manhã. Sabem quando achamos que tudo está bem na nossa vida e de um momento para o outro se desmorona?
É esse exactamente o sentimento com que Douglas Petersen começa por nos descrever, este princípio do fim do seu casamento com Connie.


Se em “Um dia” tínhamos uma história de amor com jovens adultos e uma relação que vai crescendo ao longo dos tempos, com “Nós” temos um amor maduro, um retrato da evolução pessoal, um vislumbre de influência directa das nossas acções na vida da nossa família e uma visão em câmara lenta e em retrospectiva do desmoronar de um casamento.
Em que ponto percebemos que algo corre mal nas nossas vidas?
Quando somos confrontados com a realidade cura e dura, e infelizmente, já estamos num ponto sem retorno, onde quase tudo é irremediável.
Quantos de nós falhámos como filhos, pais, maridos, irmãos e até com nós próprios?
Douglas Petersen é assaltado com essas questões quando mete em marcha o Gran Tour, a derradeira jornada que acha ser capaz de salvar o seu casamento e a relação tumultuosa que tem com o seu filho, Albie.

Pelas palavras de Petersen vamos acompanhando o Gran Tour, os dramas do dia a dia, a cratera que o separa do filho e a relação amorosa que esfria a cada dia, a cada má acção e a cada debitar irritante do conteúdo do guia para preencher os silêncios deixados pelos momentos de introspecção e leitura dos seus companheiros de viagem.
Em retrospectiva, muito bem intercalada com o presente, vamos conhecendo os detalhes do passado, os bons e os maus momentos, os que irremediavelmente nos trouxeram aqui, os que fizeram dos Petersen uma família de estranhos e de Douglas Petersen um sujeito que só quando está tão em baixo, na valeta, desacreditado no seu papel de pai e marido consegue perceber que tudo o que fez e disse nos últimos anos contribuiu a seu favor mas apenas para afastar as duas pessoas que mais ama.

A jornada é dolorosa mas ainda é mais perceber a cada novo vislumbre do passado o quanto o nosso "só faço isto para teu bem" a longo prazo retorna para nos assombrar.
Por França, Alemanha, Itália e outros locais na Europa, os Petersen, lembram-nos que não devemos ficar acomodados com o que vai funcionando e o que nos faz medianamente felizes, temos sim de pensar que os que nos amam têm de o saber e nós temos igualmente de o demonstrar. Acima de tudo, temos de lutar por obter felicidade e depois por manté-la.

Se David Nicholls sentiu a pressão de escrever um grande livro após o estrondoso sucesso de “Um Dia” posso confirmar que não desiludiu e embora num registo mais maduro, os fãs do anteriormente referido não vão ficar desiludidos. Eu não fiquei!

Demore o tempo que demorar a escrever um novo livro, eu estarei cá para o ler.
Entretanto deixo a entrevista que o autor deu em Lisboa no início de Dezembro à NewinTown.

O que eu ficava era realmente muito feliz se tivesse a oportunidade de fazer o Gran Tour já com início em 2015. Saia de Lisboa e ia para Porto, Madrid, Barcelona, Paris, Milão, Pisa, Veneza, Florença, Roma, Nápoles e depois acho que me mudava definitivamente para Itália.
:) Até lá, vou lendo sobre as viagens dos outros, mesmo aquelas capazes de arruinar e salvar uma pessoa, um casamento, uma vida inteira.

"Nós" é uma aposta da
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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Comecei a ler...

Sra. Expectativa, não dês cabo de mim, ok?
Comecei a ler Nós de David Nicholls
Finalmente!



«- Alegrava-me a expectativa de envelhecermos juntos. Tu e eu, a envelhecermos e a morremos juntos. - Douglas, porque havia alguém no seu juízo perfeito de se alegrar com tal coisa?» 

Douglas Petersen compreende a necessidade da sua mulher de se «redescobrir a si própria» agora que o filho vai sair de casa. Estava apenas convencido era de que se iriam redescobrir juntos. Por isso, quando Connie anuncia que também se vai embora, ele resolve transformar as últimas férias em família na viagem das suas vidas: uma viagem que irá reaproximar os três e conquistar o respeito do filho. Uma viagem que irá fazer com que Connie volte a apaixonar-se por ele. As reservas estão feitas, os bilhetes comprados e o itinerário planeado com uma precisão cirúrgica. O que poderá correr mal?

Uma novidade

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

"Um dia" espera por "Nós" (Uma Novidade Jacarandá)

"Um dia" de David Nicholls é um dos livros preferidas da metade colorida.
Finalmente chegou a Portugal o mais recente romance do autor e há um espaço reservado na estante só para ele, mesmo ao lado de "Um dia".


«- Alegrava-me a expectativa de envelhecermos juntos. Tu e eu, a envelhecermos e a morremos juntos. - Douglas, porque havia alguém no seu juízo perfeito de se alegrar com tal coisa?» 

Douglas Petersen compreende a necessidade da sua mulher de se «redescobrir a si própria» agora que o filho vai sair de casa. Estava apenas convencido era de que se iriam redescobrir juntos. Por isso, quando Connie anuncia que também se vai embora, ele resolve transformar as últimas férias em família na viagem das suas vidas: uma viagem que irá reaproximar os três e conquistar o respeito do filho. Uma viagem que irá fazer com que Connie volte a apaixonar-se por ele. As reservas estão feitas, os bilhetes comprados e o itinerário planeado com uma precisão cirúrgica. O que poderá correr mal?

Uma novidade
Sigam a página Facebook da Jacarandá Editora e fiquem a conhecer mais detalhes no sítio da Editorial Presença.

O livro já se encontra em pré-venda e as ofertas que o acompanham são diversas. Na FNAC um notebook, na Wook um conjunto de postais e na Bertrand um bloco de post-its, tudo personalizado de acordo com o novo romance de David Nicholls, "Nós"
Pessoalmente, fiquei rendida ao notebook. :D

quarta-feira, 23 de julho de 2014

"US" - O novo livro de David Nicholls

Aqui a metade colorida tem como um dos seus livros preferidos o romance de David Nicholls, "Um dia" (One Day).
Fiquei a saber que o autor já tem previsto o lançamento de um novo livro a 30 de Setembro deste ano. Ainda não tenho novidades quanto à data em que chega a Portugal mas espero que não demore muito.

A sinopse ainda não é conhecida mas o tema ronda o amor, a família, maridos, mulheres e filhos.
O que será que vai sair daqui?

A outra boa notícia é que "US" foi nomeado para o Prémio Man Booker 2014.
Vejam a restante lista de nomeados 

Temos fãs de David Nicholls?

terça-feira, 17 de junho de 2014

A nova chancela do Grupo Editorial Presença - Jacarandá


O Grupo Editorial Presença dá a conhecer o nome da sua nova chancela - JACARANDÁ, com novos títulos já previstos para a rentrée literária deste ano.
Contando com a experiência editorial de Simona Cattabiani, no activo no mercado editorial desde 1995 e até Novembro de 2013 no cargo de directora editorial na Civilização Editora.

A chancela Jacarandá editará alguns nomes sonantes como Hilary Mantel, David Nicholls ou ainda Keith Richards. Assumindo uma vertente generalista, tanto com autores conhecidos como outros estreantes e também direccionada a diversas faixas etárias.

Ficamos então a contar com os novos títulos a partir de Outubro.

Estou a lembrar-me de nomes como Colum McCann, Rosamund Lupton, autores Civilização que lemos e apreciámos ou ainda John Updike ou Jodi Picoult que arrastam multidões de leitores. Há também no catálogo Civilização, o egípcio Naguib Mahfouz, vencedor do Nobel da Literatura... ou ainda Jeff Abbott ou a Philippa Gregory, autores muito solicitados pelos leitores quer de policiais quer de romance histórico, respectivamente.

Fiquemos então a aguardar o catálogo.

Entretanto vamos procurar por jacarandás em flor que são bem bonitos... ;)




quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Opinião - "Um dia" de David Nicholls


"A totally brilliant book. Every reader will fall in love with it"
Tony Parsons

SINOPSE
Podemos viver toda uma vida sem nos apercebermos de que aquilo que procuramos está mesmo à nossa frente.

15 Julho de 1988 
Emma e Dexter conhecem-se na noite em que acabam o curso. No dia seguinte terão de seguir caminhos diferentes. 
Onde estarão daqui a um ano? e no ano depois desse? E em todos os anos que se seguirão?

:) 
Opinião
A ideia geral da história foi a razão principal da minha compra.
Sabia que este livro me ia tocar, fazer soltar uma lágrima e sorrir compulsivamente nos detalhes cúmplices de uma amizade que eu em tempos vivi.

Este livro fez-me pensar, analisar e chegar a algumas conclusões, sobre a realidade e a ficção.

Ema disse: "Eu amo-te, sempre te amei, mas não gosto de ti neste momento".
Por vezes os nossos actos nem sempre são fieis aos nossos sentimentos. Chamem-lhe inocência, ingenuidade, despreocupação, falta de interesse ou até cegueira emocional, mas por vezes, necessitamos de uma luz que nos ilumine os pensamentos e nos leve a ver o que realmente importa.
Seja para o bem, seja para o mal.

Um dia.....deveria dizer, um dia olhamos para trás e percebemos que gostar da mesma pessoa durante anos sem se ser correspondido é como andar às voltas num labirinto. São todos misteriosamente belos mas andamos por lá perdidos na ilusão que um dia conseguimos encontrar a saída. Damos voltas e voltas até chegar a becos sem saída. 
Somos como hamsters domesticados, entretidos nas nossas rodinhas, sem sair do lugar, contentes porque nos dão comida e água mas ansiamos sempre que nos tirem da jaula e nos levem para o colinho enquanto vêem televisão no sofá.

Amar alguém que nos vê como amigo bate forte, como Emma e Dex, "bate" durante anos. A todos os que um dia tiveram ou ainda têm uma história à Emma e Dex, não hesitem em ler este livro. Pode ser encarado de tantas maneiras diferentes, tudo difere do estado de espírito e do nível de aceitação em que estão.

A mim, fez-me sorrir por algo do passado e que já não volta. 

Quando ao autor, David Nicholls tem mãos mágicas a escrever guiões porque ao longo de cada página a minha mente foi imaginando todas cenas, todos os detalhes, por isso, PARABÉNS DAVID NICHOLLS, fiquei fã.
Honestamente, espero que façam um filme deste livro. 
:)
A surpresa é....
fizeram!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

"Um dia" de David Nicholls

"Um dia" de David Nicholls insere-se na categoria de "este livro dava um filme".

Consigo traçar na minha mente os planos perfeitos para cada cena. A incidência da luz ao mergulhar no quarto sobre dois estranhos amantes entrelaçados que aproveitam as últimas horas de uma noite que não dormiram.
Consigo ver o personagem masculino a deambular por Roma, confiante no seu charme bóemio, enquanto aquela luz maravilhosa o envolve...consigo, acima de tudo, apenas estando na 38º página, saber que vou adorar este livro.
Nas primeiras dez páginas encontrei o ponto de familiarização com a minha realidade e estou, alegremente a passar páginas, no livro da "amizade" entre Dexter e Emma.

Pior que "viver a vida inteira sem nos apercebermos de que aquilo que procuramos está mesmo à nossa frente" é saber o que temos à nossa frente e não fazermos nada para que seja nosso.