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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

«A menina que engoliu uma nuvem do tamanho da torre Eiffel» de Romain Puértolas - Opinião



Depois de ter ficado altamente convencido com a escrita de Romain Puértolas desde a leitura de «A incrível viagem do faquir que ficou fechado num armário Ikea» sabia que, havendo novo livro, teria de o ler e confirma-se: o universo que o autor cria com a sua linguagem e enredo é único e de um imaginário surpreendente.

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Se por alguma razão, um dia uma noite ou até mesmo uma tarde, se depararem com alguém a usar uns calções de banho ou um biquíni (nomeadamente se forem de estampado florido) e se esse alguém tiver um brilho nos olhos como uma estrela florescente, made in china, daquelas feitas por pequenos chineses vestidos de fatos macacos laranja, que trabalham para gurus espirituais senegaleses, que tem como mestres, monges tibetanos dedicados à confecção de roupa feita de queijo, e que ouvem Júlio Iglesias em mandarim, não pensem que esta pessoa é louca, apenas acreditem que pode estar numa missão.

Uma missão importantíssima para salvar uma criança, um adulto ou um povo ou até uma nação, querendo devolver a inocência, a crença ou a esperança a este mundo... Uma só pessoa pode levar consigo uma missão enorme, conseguir um mundo onde, nem que por uns segundos, se consiga viver em paz.

Imaginem agora uma pessoa com seis dedos no pé direito ou no esquerdo, dependendo do lado que se vê, por amor pode mover até a lei mais básica do universo para retirar a nuvem feita de compota de morango do tamanho da torre Eiffel dos pulmões de uma criança inocente.

Parece uma opinião um bocado louca e non sense!? Sim parece, mas não é e nem sequer perdi o juízo ao ler um livro com tal título, apenas decidi escrever um pequeno texto que faça justiça a todo o universo que Puértolas cria. O autor traz até nós a vida de uma carteira que decide levar a cabo a maior odisseia deste mundo, a tal missão. ;)

Este é um livro que nos leva a dar gargalhadas e a ver com um sorriso rasgado muitas situações que nos rodeiam, apesar de negativas, mas que podemos olhar com outros olhos. Leva-nos também a passar por loucos, quando no comboio (como eu gostava que tivesse sido num avião... seria brilhante para o contexto) desatarmos a rir, com relatos e detalhes hilariantes, para depois no fim, nos mostrar uma grande lição de vida e quase meter a lágrima no olho... só não aconteceu, porque eu sou forte (!!!) e ainda estava no comboio.

Amei e recomendo!!!

Clique na imagem e saiba mais informações do livro e leia as primeiras páginas.


1 comentário :

Biscoita disse...

Quero tanto ler este livro! E depois desta opinião ainda fiquei com mais vontade :D