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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

«Morte na Arena» - Opinião

Pedro Garcia Rosado avança nas investigações de Gabriel Ponte, começadas em «Morte com vista para o mar» e avança também na complexidade e no lado mais sanguinário, conferindo assim, um maior drama e um thriller bem mais violento do que o primeiro livro da série.

Mas, o melhor, é que para quem é de Lisboa ou arredores poderá começar por pegar neste mapa -  http://goo.gl/maps/L4vJn e perder-se desde o Largo Barão Quintela até ao subsolo da capital e absorver os cenários vivos deste livro.

Foi o que tivemos o prazer de fazer no passado Sábado, na companhia do autor e de outros bloggers, dando uma alma viva a este rol de almas penadas e sombrias que «Morte na Arena» carrega desde os confins, as profundezas escuras e obtusas que serão os terrenos mais refugiados da nossa cidade, os túneis subterrâneos que remontam à época romana.

Se por um lado «Morte na Arena» expõe flagelos actuais e sugere enredos movidos pelo calor do dinheiro e pelas perversidades mais desumanas, levadas a cabo por homens de sucesso, letrados e senhores da política, dá-nos também um lado de barbárie e de retorno à época das trevas, onde a importância da vida, nada vale perante os intentos assassinos e nefastos, de quem trocaria tudo por um bom momento de diversão e prazer.

Um prazer nefasto que arrasta pessoas inocentes que não têm como se defender. Claro que a questão da defesa aqui discutida é de colocar na balança, já que a nata da sociedade é o motor, mas a combustão é assegurada pelas forças policiais, deixando-nos a pensar nas motivações e no poder do dinheiro, esse buraco negro, para onde se perdem tantos recursos.

O thriller de Pedro Garcia Rosado é mais do que um policial sangrento, é um puzzle que se vai montando com alguns requintes de malvadez, destapando os podres de uma sociedade cada vez mais insegura e sugerindo diversos focos de crítica social. Este é um livro preparado para nos fazer pensar, não só para desvendar o crime, mas também para olhar ao que nos envolve diariamente com um olhar menos inocente.


Aproveitem e espreitem a nossa passagem por Lisboa, na companhia do autor, da Topseller e de outros bloggers - vejam mais aqui: https://www.facebook.com/media/set/?set=a.670213462990888.1073741838.475106999168203&type=3

Mais uma vez obrigada à Topseller por esta leitura




segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Entre os livros de Pedro Garcia Rosado - um roteiro

Tivemos o prazer de percorrer algumas ruas de Lisboa, juntamente com o autor, naquele que seria o roteiro de um crime.

«Morte na Arena» saltou das página do mais recente livro publicado pela Topseller e levou-nos a olhar a Lisboa com outros olhos.

O convite e a iniciativa do autor com a editora juntou diversos bloggers e o Efeito dos Livros foi marcar presença e colocar algumas questões ao autor.

A tarde revelou-se descontraída e muito informal, garantindo a todos um bom momento ao redor das histórias, que como tantas outras preenchem as nossas horas de leitura, mas que desta vez nos levaram a um belo passeio pela cidade, terminando no Núcleo Museológico do BCP para assim chegarmos ao centro da história, o subsolo de Lisboa.

Ficam então alguns momentos do registo fotográfico, enquanto o álbum sangrento (lol) já se encontra no facebook.

Para começar a equipa Efeito dos Livros


E o grupo pronto para arrancar para o passeio.





Partindo do Largo Barão Quintela, a Rua das Flores é o destino, é lá que surgem 4 polícias assassinados...
E por falar em assassinatos, crimes, thrillers... o nosso Caracol Literário está curioso por saber se quando se "arranca" com um livro destes, o autor sabe logo que final lhe vai dar!? A pergunta é bem recebida e fala-se em modelos e padrões, apelando ao lado de ciência exacta que um livro e um escritor devem respeitar de modo a não defraudar expectativas. Sempre sem esquecer que o leitor deve ser "agarrado" desde o primeiro momento e...




... e que o facto da história ocorrer em locais facilmente identificados, traz maior realismo à acção e claro, permite momentos como este, em que Lisboa se tornou pano de fundo.

É importante também saber orientar o leitor, tornando-o a ele num policial, deixando-o arquitectar as suas próprias conclusões e quem sabe chegar perto do verdadeiro culpado. Esta questão/resposta traz-nos logo outra questão, as motivações: quanto é que da obra nos faz pensar nas motivações e nas causas sociais (neste caso particular) que podem estar por detrás, justificando acções criminosas.



As motivações criminosas e a presença de episódios sangrentamente mais marcantes é um salto entre o primeiro «Morte com vista para o mar» e o actual «Morte na Arena», serão os livros uma mostra do quanto, cada vez mais, a sociedade está preparada para cenas mais chocantes!? Pedro Garcia Rosado afirma que sim, e a conversa Chiado abaixo encaminha-se na direcção da cabeça de Catarina, mas também da possibilidade em aberto para o potencial canibalismo do Diabo (personagem do thriller).
O canibalismo acompanhou-nos em mais algumas divagações e deambulações na história desta prática socialmente renegada...




Já quase no final, e nós ainda em questões e divagando na conversa, já sobre Lisboa.



E o resto da história desenrola-se debaixo de terra, na obscuridade, num ambiente fétido, nefasto, sangrento e tenebroso...



Um obrigado à Topseller e ao autor Pedro Garcia Rosado, e mais uma leitura que se devorou.