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terça-feira, 17 de junho de 2014

Entrevista :: Dorothy Koomson (PT/EN)

As temperaturas altas que se verificaram este fim de semana contribuíram para os corredores desertos da Feira do Livro mas o Efeito dos Livros ainda andou por lá à torreia do sol. Na sexta-feira com o Picnic Literário e no sábado, para a sessão de autógrafos à autora Dorothy Koomson.
Já no ano passado tivemos oportunidade de conhecer a autora num dos passeios familiares à Feira e desde então, a nossa mãe tornou-se mega fã e já devorou quase todos os livros. À data do lançamento do mais recente romance, “Os aromas do amor”, aqui a metade colorida decidiu iniciar a leitura pela última carruagem do comboio. Já com nove títulos editados em Portugal, Dorothy Koomson tem já uma legião de fãs que anseia sempre por um novo livro e pela sua vinda à Feira do Livro.


Como ainda sou uma novata no mundo Dorothy Koomson, perdoem-me se as perguntas não são as que estão habituadas a ler noutros locais mas eu também nunca gostei de me reger pelas regras, por esse mesmo motivo, por aqui não se segue a mais básica noção de entrevista, com Pergunta-Resposta.

Com a leitura de “Os aromas do amor” fiquei completamente assoberbada com o volume de situações complicadas com que Saffron, a nossa personagem principal, tem de lidar. Curiosamente, todas as pessoas com que comentei este facto, incluindo a minha mãe, dizem que é normal a autora colocar as suas personagens em cenários bem dramáticos. “Já alguma vez a chamaram de Drama Queen?” Foi com uma gargalhada que a autora que respondeu que sim, que pessoalmente é uma Drama Queen (qual a mulher que não o é?!) mas que acima de tudo a razão para colocar as suas personagens em apuros se deve ao facto de tentar perceber como elas reagem e ultrapassam certas situações difíceis. Por mais que possamos considerar que por vezes o emaranhado é tão incrível que não pode ser verdade, a autora acrescenta que quando aborda um tema tenta sempre saber mais a seu respeito, falar com pessoas que viveram e ultrapassaram tal contratempo.

Curiosamente , como portuguesa que sou, dei comigo a pensar na velha máxima “podia ser pior” quando li “Os Aromas do amor”.
“Acha que os problemas que as suas personagens vivem fazem com que o leitor se sinta um sortudo?”
“Mais que sortudo, abençoado“. A  verdade é que estas situações existem e muitas pessoas têm de as suportar.  No entanto, o feedback por parte do fãs, que a autora diz receber via email e facebook é inspirador. Os leitores agradecem à autora por contar determinada história, por abordar este ou aquele assunto que lhes é pessoal. Afirmam que a leitura os ajudou  a perceber que não estão sozinhos nessa luta e que, em alguns casos, o livro até os ajudou a perceber como resolver alguma situação.
É este o efeito dos livros que encontramos nos romances da autora e que nos faz questionar sobre o que a inspira a escrever, especialmente sobre o que a levou a escrever "Os Aromas do Amor", a história de uma viúva que é atacada por diversas frentes enquanto tenta lidar com os seus próprios problemas íntimos.
“A sociedade tem expectativas sobre o papel de uma mulher viúva. Se fosse um homem a casar com outra mulher após um ano da morte da esposa ninguém ia criticar mas uma mulher, quase que se supõem que deveria  ficar sozinha para sempre, que não tem direito a sentir desejo novamente, a querer ter sexo com outro homem”
E a história de Saffron e o livro em si acaba por quebrar esse estereotipo da viúva mas foca igualmente outro aspecto muito importante, relacionado com a filha a personagem principal. Numa era de informação é incompreensível que tantas jovens ainda estejam tão mal informadas quando decidem dar os primeiros passos da sua vida sexual. Faz-nos pensar que somos tão evoluídos para tanta coisa mas, por vezes, falhamos nos conhecimentos mais básicos e dos quais a nossa vida depende.

Mas de modo a aligeirar o ambiente, desviámos a conversa para a nossa linda cidade, Lisboa. “O que a inspirou  a mencionar a nossa solarenga cidade no seu mais recente livro?” 
Nota: Joel e Saffron conhecem-se a caminho de Lisboa (spoilers, sim!)
Na sua última visita teve oportunidade de passear pelo centro da cidade, não muito longe da zona da Feira do Livro e embora já tivesse visitado Portugal noutras ocasiões, considera a cidade  um local  encantador, digno de um romance, com a sua luz magnífica e as suas ruas tom de cobre. Pessoalmente, não poderia estar mais de acordo. Sempre considerei Lisboa uma cidade romântica, por isso, este é o cenário ideal para um romance, seja qual for a sua nacionalidade.
Não é para mais que a opinião da autora sobre a cidade se estende aos seus habitantes, que apelida de generosos, simpáticos e até, afortunados. A recepção de que é alvo em cada uma das suas visitas não podia ser mais calorosa (sem piada associada aos quase 40 graus que se faziam sentir durante a entrevista). E prova disso mesmo foram as vezes que durante a entrevista a autora foi abordada por fãs para mais um autógrafo.


Rita, uma fã da autora que não fazia ideia que esta se encontrava na Feira, veio a correr assim que ouvi falar da sessão de autógrafos. "Nem acreditava no que estava a ouvir" disse com um sorriso enquanto Dorothy autografava "O outro amor da vida dele".
Realmente é enternecedora a reacção dos diferentes fãs que foram chegando e a brindaram com um sorriso, um abraço e umas palavras carinhosas durante o tempo que estivemos à conversa no Pavilhão da Porto Editora. Houve até quem voltasse para um segundo autografo após comprar mais um título .
Estes momentos são a prova viva do quanto os livros estão presentes no dia a dia das pessoas e o quanto os leitores valorizam as historias contadas por Dorothy Koomson.
“Recebo imensos emails de leitores a dizer que o livro que leram os ajudou a explorar um tema ou a criar um ponto de vista próprio”. Mais que uma ajuda a lidar com um problema que nos consome, alguns livros acabam por nos ajudar a ver o outro lado, ao permitir que nos coloquemos no seu lugar e a ver as coisas do seu ponto de vista.

E ao fim de nove livros é difícil eleger um preferido. Enquanto a autora refere que para a grande maioria dos seus leitores a escolha do preferido recai sobre "A filha da minha melhor amiga", para ela será sempre o primeiro, “O amor está no ar”. Este é o seu bebe literário, o que mudou tudo, embora todos os seus livros a tenham feito evoluir muito pessoal e profissionalmente.

E para terminar, roubei ao Humans of New York, umas das minhas páginas de Facebook de eleição neste momento, a minha pergunta final.
“Se pudesse dar um conselho a um grande grupo de pessoas, qual seria?
"Que acreditem que são bons o suficiente, que são perfeitos como são e que não precisam de mudar“

Como referi anteriormente, eu comecei pelo fim, por isso, agora vou ao contrário das outras pessoas. O próximo será "A Praia das Pétalas de Rosa". Na colecção da família Rodrigues ainda nos falta "O amor está no ar" e "Amor e chocolate" mas com tempo fica completa.
Relembro a opinião ao mais recente romance, "Os Aromas do Amor" para o qual recriámos a capa. Fiquei muito contente de saber que as fotografias que acompanham a opinião foram enviadas à responsável pela criação da capa. É sempre bom ver o nosso trabalho reconhecido!

Obrigada Dorothy pela simpatia com que me recebeu e respondeu às minhas perguntas fora do vulgar. No próximo ano estaremos novamente na fila para dois dedos de conversa, dois beijinhos e um autografo.

Obrigada à Porto Editora pela oportunidade de ler o mais recente romance da autora e de a entrevistar nesta edição da Feira do Livro.


INTERVIEW

The high temperatures felt last weekend contributed to the deserts corridors of Lisbon's Book Fair but Efeito dos Livros still hang in there under the boiling sun. On Friday with our Literary Picnic  and on Saturday at Dorothy Koomson's book signing. 
Last year we had the opportunity to meet Dorothy in one of our family walks in the Fair and since then our mother became a fan and has already devoured most of the books. When "The scents of love" was released, this half of the blog decided to start reading the last wagon on the Dorothy Koomson's train. With already nine books published in Portugal, Dorothy Koomson has a legion of fans that are always waiting for a new book and the opportunity to meet with the author.

Since I'm new to the Dorothy Koomson's world, forgive me if my questions are not like the ones you are used to read in other places but I never really liked to follow the rules and for that reason, here you have a not so typical  Question-Answer type of interview.

While reading "The flavours of love" I was completely overwhelmedwith the volume of complicated situations that Saffron, our main character, has to deal with. However, all the people with who I talked about this, including my mother, say it is normal for the author to put her characters in very dramatic situations. "Has anyone ever called you a Drama Queen?" It was with a laugh that the author confirmed me that personally she's a Drama Queen (what woman isn't?) But the main reason to put her characters in trouble is to discover how they react and overcome certain difficult situations. As we may consider the web of problems too extreme, the author says that whenever she talks about a subject she tries to discover more about it, talk to people who lived and exceeded such mishaps.

Curiously, since I'm Portuguese, I found myself thinking about one of our most common sentences, "it could be worse", while i was reading "The Flavours of Love".
"Do you think that the problems that your characters live make the reader feel lucky?"
"More than lucky, blessed." The truth is that these situations exist and many people have to endure them. However, according to Dorothy, the feedback received by email and facebook is inspiring. Readers like to thank her for telling a particular story, by addressing this or that subject that is personal to them. They claim that reading helped them realize they are not alone in their struggle and that, in some cases, the book even helped them find a way to deal with a situation.
Is this the effect that Dorothy's novels have on readers and that makes us question what inspires her to write, especially what led her to the theme of "The Flavours of Love", the story of a widow who is attacked by several fronts while trying to deal with their her intimate problems.
"Society has expectations about the role of a widow. If it was a man marrying another woman one year after the  death of his wife no one would criticize but when it comes to a woman, everyone assumes that should you should be alone forever, that you have no right to feel desire again or wish have sex with another man"
Saffron's story and the book itself ends up breaking that stereotype of the widow but also focuses on another very important aspect related to the main character's daughter. In an age of information is mind boggling how many young people are still so misinformed when they decide to take the first steps in their sex life. It makes us think that we are so evolved for so much stuff but sometimes fail in the most basic knowledge and of which our life depends.

But in order to lighten up the atmosphere, the conversation strayed to our beautiful city, Lisbon. "What inspired you to mention our sunny city in your latest book?" 
Note: Joel and Saffron met on their way to Lisbon (spoilers, yes!)
On her last visit, Dorothy had the opportunity to walk around town, specially in the city center, not far from the Book Fair area and although she had already visited Portugal on other occasions, she considers our city to be a lovely place, worthy of a romance, with it magnificent light and copper streets.  Personally, I could not agree more. I always considered Lisbon a romantic city, worthy of a setting for a novel, whether a national or international one.

Dorothy's opinion about the city extends to its inhabitants, who she considerous to be generous, friendly and even fortunate. The reception she's given in each of her visits couldn't be warmer (no pun intended with 40 degrees we felt during the interview). Proof of this good receptions were the times, during the interview, that the author was approached by fans for another autograph.
One of them was Rita. She was just taking a walk in the Fair and had no idea about the book signing. "I could not believe what I was hearing. I came running!" she said with a smile as Dorothy autographed "The other love of his life."
The reaction of the people coming to greet Dorothy with a smile, a hug and some kind words during the time we were chatting in Porto Editora were simply  heartwarming. Some even came back a second time with another book they just bought to be autographed.


These moments are the living proof of how books are important in our daily lives and how much readers value the stories told by Dorothy Koomson.
"I get lot of emails from readers saying that reading the book helped them to explore a theme or create personnal point of view." More than helping us deal with a problem that consumes us, some books end up helping us see the other side. They allow us to place ourselves in someonelse's shoes and see things from their point of view.

And after nine books its difficult to choose a favorite. While the author states that for the vast majority of her readers, the choice lies on "The daughter of my best friend," for her, will always be the first she published, "The cupid effect", although all of them made her evolve personally and professionally.

And finally, in the spirit of one of my favorite facebooks pages nowadays, Humans of New York, I asked my last question.
"If I could give advice to a large group of people, what would it be?
"Believe you are good enough, perfect just as you are and you do not need to change"

As I mentioned earlier, I started at the end, so now, unlike other people my next book will be "The Beach of Rose Petals". In the Rodrigues Familly Library we are still missing two books, "The Cupid Effect" and "The Chocolate Run" but in time we will complete it.
I recall the review of "The Scents of Love" for which we recreated the cover. I was very glad to know that the photographs we made were forwarded to person who createad of the cover. It's always nice to see our work recognized! 

Thank you Dorothy, forthe sympathy with which you received me and answered my out of the ordinary questions. Next year we'll be back in line for a small chat, two kisses and an autograph.

Thanks to Porto Editora for the opportunity to read Dorothy's latest novel and for the chance to interview her in this edition of the Lisbon's Book Fair.

sábado, 14 de junho de 2014

Programa para esta tarde

Nós vamos estar por lá. E vocês?
Não percam a oportunidade de ficar a conhecer Dorothy Koomson

Vejam a nossa opinião sobre o mais recente romance da autora - Os Aromas do Amor
Bom fim de semana :)

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Os Aromas do Amor/The Flavours of Love (PT/ENG)

Enquanto para outras leitoras este é o nono livro de Dorothy Koomson, para mim ainda é o primeiro. Embora outros já me tenham passado pelas mãos, ainda não li nenhum. No ano passado,entre picnics literários e visitas à feira sozinha, reservei uma tarde de sábado para ir com a mãe passear, namorar livros e gastar dinheiro. Por essa altura, lá em casa ainda não tínhamos entrado na febre Dorothy Koomson. Essa começou nessa mesma tarde quando dou com a minha mãe a ler o primeiro capítulo de um livro e reparo que a autora iria estar a dar autógrafos no espaço da Porto Editora dentro de minutos. Claro que a minha mãe não resistiu e acabou por comprar dois livros, um dos quais voltou assinado para casa depois de EU ter estado na fila e falado com a autora, visto que mãe se armou em tímida e ficou a acenar ao longe (ahh família!)
Desde então, tem sido uma roda viva de livros lá em casa, uns oferecidos e os outros comprados. Por enquanto a colecção ainda só tem 6 (mais um, se já contarmos com Os Aromas do Amor) e eu acabo de entrar no comboio Dorothy Koomson, na ultima carruagem.
Esta é a minha opinião :)


O prenúncio da história de Saffron que obtemos da sinopse não é nem metade dos dramas que afligem a nossa personagem principal. Dorothy, a Rainha do Drama!
Saffron, perdeu o seu marido e grande amor da sua vida há 18 meses. Encontrado no meio da rua, esvaído em sangue, Joel deixou a mulher e 2 filhos menores sem que nunca se tivesse encontrado o culpado, mesmo após meses de investigação por parte da Polícia.
Esse fatídico dia mudou para sempre as vidas dos que lhe eram mais chegados, em especial a mulher, que tenta segurar as pontas da sua vida familiar desde que a polícia lhe entrou em casa com a trágica notícia da morte de Joel. Pior que viver com a perda e as memórias vívidas que a assaltam todos os dias, é ter de guardar segredo, para sua segurança e dos seus filhos, sobre a identidade do assassino de Joel.
Mas como de seria esperar (para mim não que nunca li Dorothy Koomson) as provações de Saffron não começam nem acabam aqui.
À medida que a leitura foi avançando dei comigo a perguntar à minha mãe "As histórias dela são sempre assim? Quando pensas que a situação já não pode ser pior, lá surge um monstro de outro canto que torna tudo ainda mais complicado"
A mãe assentiu com a cabeça e eu fiquei com curiosidade de conhecer os outros novelos intrincados de dramas quotidianos que compõem os livros da Dorothy mas primeiro tinha de atravessar o torvelinho que era a vida de Saffron, o segredo sobre a identidade do assassino, a agonia de ver a sua filha numa situação complicada, a traição à sua própria saúde e o tormento que é ter o cerébro e o coração a digladiarem entre o desejo e a razão.
É magistral o intrincado de detalhes que completam a história, deixando-nos pendurados por saber afinal quem é responsável por este ou aquele problema até quase ao final.
A história de Saffron, repleta de dramas do quotidiano, faz-nos pensar no nosso papel como indivíduos (no que fazemos pelo nosso bem estar ou consequente destruição), no quanto nos sabotamos para o bem estar dos outros mas acima de tudo fez-me pensar no meu papel como filha e, actualmente, no meu papel como mãe.
Eu já fui a filha problemática e agora sou a mãe que pensa "como vou lidar com o meu filho ao longo dos anos". E se a vida quotidiana, sem os dramas que apoquentam Saffron por vezes já é complicada de lidar, imaginem quando o tapete nos é puxado à força debaixo dos pés, quando caímos desamparados e enquanto ainda estamos no chão, lentamente a tentar reunir forças para nos erguermos e lutar, somos novamente arremessados por forças que em vez de nos ajudarem só nos calcam ainda mais.
A empatia que criamos com Saffron é exactamente por isto, passou os últimos meses a sofrer pela perda do marido, que lhe foi roubado e que com ele levou o equilíbrio que a vida familiar e a sua física e mental de Saffron necessitava para viver. 
No entanto, o que seria a razão para sofrer mais, é igualmente o que a mantém viva, as memórias da vida com Joel.

A meio da leitura dei por mim a desejar que este livro viesse a ser um filme mas rapidamente coloquei de lado a hipótese visto que uma das personagens que mais gostei foi Joel e vê-lo morrer ia dar cabo de mim! Claro que teria muita curiosidade para ver quem daria vida a Saffron, a Tia Betty (adorei-a!), a Finn ou aquela pessoa que não podemos mencionar e que é culpada pela morte do Joel.

Os Aromas do Amor possui uma narrativa que nos leva a momentos actuais, durante e antes daquele dia (o da morte de Joel), e que nos faz reparar nos detalhes, nos faz voltar atrás para ver se não perdemos alguma pista. Acima de tudo, é uma narrativa que activa a nossa compaixão que revolta o nosso lado humano e maternal.
Compreendo agora as boas críticas que suportam o sucesso dos livros de Dorothy Koomson em Portugal. A dose de realidade é forte, o enredo sofre voltas e reviravoltas que nos deixam perplexos mediante a complexidade da vida da personagem. Ao bom jeito português, com o nosso "podia ser pior", damos connosco a pensar "tenho de deixar de reclamar, a minha vida não tem nem um terço das complicações que ocupam a cabeça de Saffron".
E se os livros não servirem para nos ensinar algo e fazer dar valor ao que temos, então para que servem?

Se Dorothy Koomson já tinha uma fã na Família Rodrigues, parece-me que agora tem duas. E os livros que faltam na colecção da mãe devem chegar à estante lá para a altura da Feira do Livro de Lisboa.

Uma vez mais, espero ir para a fila, com a mãe a acenar ao longe enquanto temos o nosso exemplar de "Os Aromas do Amor" autografado.

Não se esqueçam, dia 14 e 15 de Junho às 15h na Feira do Livros de Lisboa

PS: A capa foi de LONGE a melhor representação do conteúdo do livro que eu já vi. Inicialmente pensei "ah eles estavam a preparar um livro de receitas dai as amoras" mas esta capa tem tanto detalhe certeiro que eu tive de a recriar, substituindo as tão malfadas amoras pelo livro. 


PS: Lisboa! Adorei começar a ler o livro e ver que Lisboa vem referida, a minha avenida vem mencionada. Agora perguntam vocês "porquê?" :) Foi no caminho para Lisboa que Joel e Saffron se conheceram. :) 

Mais informações no site

REVIEW

For other readers, this is the ninth book of Dorothy Koomson, for me is the first. Last year, between literary picnics and solo visits to the Lisbon's Book Fair, I booked a Saturday afternoon to go there with my mom, to fall in love with books and spend money. By that time , the Dorothy Koomson reading wave hadn't arrived at our homes. This began that afternoon when I found my mother reading the first chapter of a book and notice that the author would be signing autographs at the Editor's space (Porto Editora) within minutes. Of course my mother could not resist and we ended up buying two books, which came home signed after I have been in line and talked to the author alone because my mother decided to play shy and stayed waving at a distance ( ahh family !)
Since then it has been a whirlwind of books at our home, some offered and others bought. For now the collection has only 6 books (one more, if we count The Flavours of Love) and i'm just now getting on the Dorothy Koomson train, boarding the last wagon.
And this is my opinion :)

The glimpse of Saffron's story that we get from the synopsis is not even half of the dramas that falls upon our main character. Dorothy, the Drama Queen!
Saffron , lost her husband and great love of her life 18 months ago. Found in the streets, bled to death, Joel left his wife and two kids without the culprit being brought to justice, even after months of investigation by the police.
That fateful day changed forever the lives of those who were closest to him, especially his wife, who tries to make ends meet for their family life since the day the police entered her home with the tragic news of Joel's death. Worse than living with the loss and vivid memories that assault her every day, is having to keep a secret for the safety of her family, about the identity of Joel's killer .
But as would be expected (not for me who never read Dorothy Koomson) Saffron trials do not begin and end here.
As the reading progressed I found myself asking my mother "Her stories are always like this? Just when you think the situation could not get worse, a monster arises from another corner and makes it even more complicated " My mother nodded and I was curious to know the other intricate weebs of everyday dramas that make Dorothy's books but first had to cross the whirlwind that was Saffron's life, the secret about the killer's identity, the agony of seeing her young daughter in a complicated situation, the betrayal of her own body and the torment that it is to have your brain and heart gladiating between desire and reason .

The masterful intricate of details that complete the story leaves us hanging to know who is responsible for this or that problem until the last pages.
Saffron's story, full of dramas of everyday life, makes us think of our behavior as individuals (what we do for our well being and what consequently leads us to destruction), the way we sabotage ourselves to the welfare of others but above all made ​​me think about my role as a daughter and now, my role as a mother .
I've been the troubled daughter and now i'm the mother concerned with "how am i going to deal with my son over the years". And if everyday life, without the dramas that torture Saffron is sometimes complicated to deal with, imagine the rug being pulled from under your feet and when you fell helpless while still on the floor, slowly trying to gather strength to stood up and fight, you are thrown back by forces that instead of helping just trample you even more .
The empathy we create with Saffron is due to this reason, she has spent the past months suffering the loss of her husband, who was stolen from her and with him went the balance of their family life and Saffron's physical and mental health which she needed to survive every new day.
In the mean time, what would be a reason to make a suffer, is exactly what makes her keep going. The memories of her life with Joel.

While reading I found myself wishing that this book could be made into a movie but quickly put aside the idea since one of the characters I liked best was Joel and watch him die would really hurt me ! Of course i'm still curious to see who would bring Saffron to life, who would play sassy Aunt Betty (loved her!), Finn or that person we can not mention and that is blamed for the death of Joel .

"The Flavours of Love" has a narrative that makes us travel in time, to before and after that day (Joel's death) and that makes us notice the details, makes us go back a couple of pages to see if we did not lost any leads. Above all, it is a narrative that activates our compassion  and uprises our human and maternal side.
Now I understand the good reviews that support the success of Dorothy Koomson's books in Portugal . The reality dose is strong and the plot suffers twists and turns that leave us perplexed by the complexity of the character's life. Using the proper Portuguese expression , "it could be worse", we find ourselves thinking " I have to stop complaining, my life doesn't have one-third of the complications that occupy Saffron's head " .
And if books do not teach us something or make us value to what we have , what are they good for ?

If Dorothy Koomson already had a fan in the Rodrigues Family, it seems that now it has two. And the missing books in my mother's collection might come home from the next Lisbon Book Fair .
Once again, I hope to get in line with my mother waving from afar while we have our copy of " The Flavours of Love " signed by the author.
Don't  forget, on the 14 and 15 June at 15hours - Lisbon Book Fair

PS : The cover was by FAR the best representation of the content of a book that I have seen in ages. Initially I thought "oh they were preparing a cookbook and there must be something about the blueberries " but in this case, the cover has so much  accurate detail that I had to recreate it, replacing the damned blackberries with the book .


PS 2: Lisbon! It made me smile to see Lisbon and my favorite Avenue (Liberdade) being mentioned. Now you ask " why? " :) It was on the way to Lisbon that Joel and Saffron met . :)

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Comecei a ler...

Eu bem disse que a novidade decidia por mim :) O meu primeiro livro da Dorothy Koomson. Foi quase preciso arrancá-lo da mão da minha mãe para o ler primeiro que ela. Estou a brincar! :)


» Excerto «

Uma novidade, com possibilidade de autografo na Feira do Livro de Lisboa.
Mais informações no site

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Os Aromas do Amor :: Novidades Porto Editora

Na Família Rodrigues a grande fã de Dorothy Koomson é a nossa mãe mas com o seu entusiasmo, tenho sido arrastada para as suas reviews orais pós leitura e o interesse na autora tem vindo a crescer. Ando a tentar decidir por qual devo começar mas acho que a novidade decidiu por mim.
No próximo dia 19 de Maio será lançado em Portugal o mais recente título da autora, "Os Aromas do Amor", e espero que seja a minha primeira leitura :)

Sinopse
Procuro a combinação perfeita de aromas; o sabor que eras tu. Se o encontrar, sei que voltarás para mim.

Passaram-se 18 meses desde a morte de Joel, o marido de Saffron, e o culpado nunca foi descoberto. 
Agora, fazendo os possíveis para lidar com a perda, Saffron decide terminar Os Aromas do Amor, o livro de receitas que Joel tinha come¿ado a escrever antes da sua trágica morte. 
Quando, finalmente, tudo parece ter voltado à normalidade, a filha de 14 anos de Saffron faz uma revelação chocante que abala a relação entre ambas. E, ao mesmo tempo, cartas misteriosas lançam uma nova luz sobre a morte de Joel.
Será um grande amor capaz de sobreviver à maior das perdas?

No ano passado estivemos na Feira do Livro num dos dias em que a autora estava a dar autográfos e foi a minha mãe que me chamou a atençao para a fila e para os livros, especialmente o que estava em promoção e que ela ainda não tinha.
Este ano a história repete-se, a autora vem à Feira do Livro de Lisboa, nos dias 14 e 15 de junho, para sessões de autógrafos e nós contamos estar lá.

Deixo-vos com um pedaço da estante da mãe que tem o mesmo problema que nós....ADORA LIVROS!

 :)

E por aí, quem é fã da Dorothy?