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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Opinião "A Célula Adormecida"

Nestes últimos meses, quantas vezes ficaste pregado à tv a seguir atentamente as notícias sobre um novo ataque terrorista?
Quantas vezes sentiste o pânico por ver os ataques acontecer em cidades que te são familiares, em sítios cada vez mais perto de casa?
Quanto tempo achas que vai demorar até Lisboa aparecer no final da frase "atentado terrorista em..."?


Foi com esse pensamento que mergulhei de cabeça no tijolo literário que Nuno Nepomuceno nos traz com este "A Célula Adormecida"​
Pela sinopse sabia que o palco seria a cidade que me recebe todos os dias pela manhã, para mais um dia de trabalho. O que não estava à espera era de conseguir visualizar ruas, movimentos, sombras e todos os detalhes de uma história que sobe ao palco em Lisboa e começa com um ataque terrorista em pleno Marquês do Pombal. Acreditem que nunca mais vou olhar para um autocarro da CARRIS com os mesmos olhos.

No mesmo dia em que um homem se faz explodir em pleno centro de Lisboa, uma bandeira do auto proclamado Estado Islâmico é hasteada no cimo do Parque Eduardo VII e como uma desgraça nunca vem só, nessa mesma altura aparece morto o recém eleito primeiro ministro.
Este dia negro para o país é ponto de partida para o mundo de "A Célula Adormecida", um livro que me deixou mais elucidada em termos políticos, que me deu a conhecer aspectos da cultura muçulmana que me eram desconhecidos e que me fez devorar umas centenas de páginas em meia dúzia de dias.

O professor com uma ferida aberta no seu passado, a jornalista da fachada cuidada com o interior que se desmorona, uma família sobrevivente com um pai comedido, uma filha inocente e um filho catalisador.
A visão pelos olhos destes interveniente permite-nos um exercício que acho que não fazemos vezes suficientes, o de nos colocarmos no lugar dos outros. É fácil julgar, tomar decisões precipitadas, alimentar preconceitos com base na ignorância e no medo mas o que é muito difícil é vermos as coisas de um outro ponto de vista que não o nosso.

"A célula adormecida" tem todos os ingredientes para continuar a gerar novas edições. Uma lição de história, actualidade, aceitação, revolta e um sem numero de sentimentos que nos povoam ao longo da leitura. 
Não descansei enquanto não o terminei.
E não vou descansar enquanto não levar mais gente a conhecer o mais recente livro do Nuno Nepomuceno.

Hoje é o lançamento oficial do livro.
Fica o convite

Uma aposta

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Novidade Topbooks - "Hora Solene" de Nuno Nepomuceno

Chegou a hora, a Hora Solene, o terceiro e último volume da trilogia Freelancer de Nuno Nepomuceno.
Inspirado num discurso de guerra de Winston Churchill, depois de atingir a consagração com A Espia do Oriente, o vencedor do Prémio Literário Book.it 2012 com O Espião Português, Nuno Nepomuceno regressa para a terceira e última parte da trilogia Freelancer. Um romance de espionagem imprevisível, no já característico estilo sofisticado e intimista do autor, onde os valores tradicionais da cultura portuguesa se fundem com uma abordagem inovadora e única que o irá surpreender.


Numa fria noite de tempestade, um homem é esfaqueado e deixado abandonado no meio de uma rua de Londres. A poucos quilómetros de distância, um procurado terrorista de nome O Gótico entrega-se voluntariamente aos serviços de inteligência britânicos. Ao mesmo tempo, um avião sofre um violento atentado sobre os céus da Irlanda, enquanto um surpreendente vídeo é entregue na redação de uma famosa cadeia de televisão.

Bem no centro destes acontecimentos que aparentemente nada têm em comum, está André Marques-Smith. Importante funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o espião português lança-se numa demanda impossível pela verdade. Mas não está sozinho. Foragidos, dois antigos colegas regressam e revelam ao mundo tudo o que está por detrás do Projeto Lebodin. E há ainda uma mulher. Em parte incerta, esta misteriosa espia de feições orientais poderá ser a chave de todo o mistério. Mas que explicação haverá para o seu desaparecimento?

Conseguirão os dois agentes alguma vez ficar juntos?

Através de uma viagem frenética por entre os deslumbrantes cenários reais de Londres, Hong Kong, Macau, Praga, Belize, Moscovo e Lisboa, as missões multiplicam-se, os disfarces sucedem-se. Questões sobre ética, moral, família e o valor da vida humana são levantadas. E uma teia de meias-verdades, ilusões, e complexas relações interpessoais é finalmente desvendada no capítulo final de uma série que já estabeleceu novos patamares para a ficção nacional.

Uma novidade
Relembro as opiniões aos outros dois livros da série

Opinião - "O Espião Português" (ElsaR)

O Espião Português - Nuno Nepomuceno (Caracol Literário)

«O Espião Português» e «A Espia do Oriente» - Opinião conjunta (Caracol e EfeitoCris)

Opinião da ElsaR ao "A Espia do Oriente"


quinta-feira, 4 de junho de 2015

Opinião da ElsaR ao "A Espia do Oriente" de Nuno Nepomuceno

Para tudo! Deixem passar A Espia do Oriente, a mulher que, acompanhada por André Marques-Smith, o Espião Português, vai dominar esta série, a nossa mente durante a leitura e os nossos corações nas últimas páginas.


Se ainda não tiveram oportunidade de ler o primeiro, cuja crítica já se encontra publicada nos três pontos de vista aqui dos leitores do blog, então façam um favor a todos e vão comprar o livros, ou melhor, os dois. Tragam para casa o Espião e a Espia!

Este segundo volume sobe a fasquia em termos de qualidade de enredo, de desenvolvimento do lado humano (e desumano das personagens) e em número de folhas (acho que estas 483 páginas desenvolveram-me os músculos durante a leitura).
Por isso, acho que tenho que começar por dizer...Parabéns Nuno!
Só não devorei este livro mais depressa por falta de tempo e por receio do fim. Na realidade, não queria que acabasse!
Tal como aconteceu com o primeiro livro, a empatia que se cria com as personagens é enorme, o que para mim, é um dos pontos chave desta série.  Em “A Espia do Oriente”, a ligação que temos com André intensifica-se e com a nossa Espia, não resistimos a estabelecer uma ponte com contornos nunca antes imaginados.

Mas esta ligação com as personagens e com a continuação da história não é o único ponto alto deste livro. O olho para o detalhe, a abordagem cinematográfica e exploratória das cenas e locais visitados é SEMPRE uma mais valia para a história de André Marques-Smith, o caso Lebodin e todos as voltas e reviravoltas que surgem ao longo deste volume.
Ai a facilidade com que se combina acção, intriga, drama humano e paixão, SIM, porque ela há e muito em “A Espia do Oriente”.

Eu não vou entrar em detalhes com a história. quem leu o primeiro sabe quem é a Espia, o que nos espera neste segundo livro MAS nem sonha com as surpresas que nos apanham ao longo desta 483 páginas. Raios, já tenho saudades do André!

O Nuno conseguiu superar-se ao criar uma história que nos envolve e nos deixa pendurados naquele final de prender a respiração.

Para quando o terceiro? 
Pode ser para já!?



domingo, 10 de maio de 2015

Comecei a ler...

A Espia chegou ao Efeito dos Livros e a leitura do segundo volume da série Freelancer começou.
Vamos lá ver o que nos espera nesta nova aventura de André Marques-Smith :)


DÚVIDA. CONFIANÇA. TRAIÇÃO.

Dubai, Emirados Árabes Unidos.
De férias na região, um investigador norte-americano é raptado do hotel onde se encontrava instalado. Uma nova pista sobre um antigo projecto de manipulação genética é descoberta e a Dark Star, uma organização terrorista internacional, está decidida a utilizar os conhecimentos deste cientista para ganhar vantagem.
Contudo, de regresso à Europa, uma das suas operacionais resolve trair o sindicato do crime e oferece-se para trabalhar como agente dupla ao serviço da inteligência britânica. O mistério adensa-se quando esta mulher, de nome de código China Girl, impõe como única condição colaborar com André Marques-Smith, o director do Gabinete de Informação e Imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros português e espião ocasional.
Obrigados a trabalhar juntos para evitarem um atentado a uma importante líder europeia, uma atmosfera tensa, de suspeição e desconfiança, instala-se de imediato entre os dois. Mas que segredos esconderá esta mulher, cujo próprio nome é uma incógnita? Serão as suas intenções autênticas? Será o espião português capaz de resistir à sua invulgar e exótica beleza?


A trilogia Freelancer é uma aposta Topbooks

Relembro a opinião ao 1º Volume "O Espião Português" pela Elsa e pelo CaracolLiterário.

terça-feira, 21 de abril de 2015

O espião Português - Nuno Nepomuceno - Topbooks

«O Espião Português» é um daqueles livros que se agarra e depois já só se larga quando a história "acaba"! O melhor aqui é que nem acaba... vai continuar e já estamos a aguardar o 2º volume.

Vou fazer uma comparação que muitas vezes não é bem vista mas ai vai: se a capa fosse mais escura e em vez de dizer só Nuno Nepomuceno dissesse James Patterson com co-autoria com Nuno Nepomuceno iria certamente ser um livro para estar no Top de Vendas Internacional.

Todas as crianças um dia imaginaram ser um James Bond, um super espião, atlético, bonito, inteligente, mas esta visão vai-se desvanecendo conforme os anos passam, ficando com a ideia de que em Portugal não poderia existir um espião deste calibre. Porém, Nuno Nepomuceno consegue brilhantemente criar uma personagem que nos leva ao tempo dos sonhos e faz acreditar “Afinal pode haver O espião português”.

A personagem principal está muito bem construída, às vezes até pode parecer perfeita demais, mas logo em seguida volta a ser meramente humana, quando nos deparamos com pés inchados e uma má escolha de sapatos, um espião que quase perde uma missão porque transpira... sim português que é português se corre, transpira e é nestes pequenos pormenores que a personagem se torna credível.

André, o nosso espião podia mesmo ser qualquer um de nós, podia até ser eu, tinha era de perder um bocado de barriga, crescer uns centímetros, ter uma conta bancária um bocadinho maior e mais uns quantos atributos, mas podia ser eu! Desta forma, facilmente saltamos para dentro do livro e fantasiamos ser a personagem, perdemo-nos a pensar como vou salvar a situação, e agora o que eu faria?..

Só falei da personagem principal mas todas as outras que rodeiam o André estão bem conseguidas e facilmente conseguimos identificar algum dos nossos amigos em alguma delas, amigos com amores perdidos, amigos de escola, pseudo amigos... o que torna todo o enredo mais hilariante.

Quanto ao enredo o Nuno leva-nos a visitar algumas das mais importantes cidades da Europa como Estocolmo, Roma, Viena, Londres e a nossa bela Lisboa, onde o nosso espião tem de se arriscar para cumprir as suas ordens tanto a nível dos negócios estrangeiros, com as suas missões ao serviço da Cadmo (a agência de espionagem para quem trabalha), entre recuperar escritos antigos e proteger companheiros, somos brindados com traições, emoções, amores e desamores e muito mistério e adrenalina, tudo numa história que vai continuar no próximo voluma da saga que estou em pulgas por ler….


Em breve: Trilogia Freelancer :: 2º Volume "A Espia do Oriente"



sexta-feira, 17 de abril de 2015

Trilogia Freelancer :: 2º Volume "A Espia do Oriente"

Quem nos segue por aqui sabe que apoiamos o Nuno Nepomuceno e a sua Trilogia Freelancer, por isso, é com imenso gosto de divulgamos o lançamento do 2º volume, "A Espia do Oriente", já agendado para dia 6 de Maio.
Apontem ai!
E se ainda não leram o primeiro volume, levantem-se e saiam com direcção à livraria mais próxima.

Sinopse

DÚVIDA. CONFIANÇA. TRAIÇÃO.

Dubai, Emirados Árabes Unidos.
De férias na região, um investigador norte-americano é raptado do hotel onde se encontrava instalado. Uma nova pista sobre um antigo projecto de manipulação genética é descoberta e a Dark Star, uma organização terrorista internacional, está decidida a utilizar os conhecimentos deste cientista para ganhar vantagem.
Contudo, de regresso à Europa, uma das suas operacionais resolve trair o sindicato do crime e oferece-se para trabalhar como agente dupla ao serviço da inteligência britânica. O mistério adensa-se quando esta mulher, de nome de código China Girl, impõe como única condição colaborar com André Marques-Smith, o director do Gabinete de Informação e Imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros português e espião ocasional.
Obrigados a trabalhar juntos para evitarem um atentado a uma importante líder europeia, uma atmosfera tensa, de suspeição e desconfiança, instala-se de imediato entre os dois. Mas que segredos esconderá esta mulher, cujo próprio nome é uma incógnita? Serão as suas intenções autênticas? Será o espião português capaz de resistir à sua invulgar e exótica beleza?

Vencedor do Prémio Literário Note! 2012, Nuno Nepomuceno regressa com A Espia do Oriente, o segundo livro da série Freelancer. Por entre os cenários reais de Budapeste, Berlim, Londres, Courchevel, Dubai e Lisboa, o autor transporta-nos para um mundo de mentiras, complexas relações interpessoais, e reviravoltas imprevisíveis. Uma reflexão profunda sobre os valores tradicionais portugueses, contraposta com a sua já habitual narrativa intimista e sofisticada, e que vai muito além do tradicional romance de espionagem.


A trilogia Freelancer é uma aposta Topbooks

Relembro a opinião ao 1º Volume "O Espião Português" pela Elsa e pelo CaracolLiterário.