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quinta-feira, 10 de maio de 2018

Opinião "A última travessia"

Depois de sem número de livros com investigações feitas por polícias e detectives, é bom ver um faro diferente a trabalhar na descoberta de pistas, especialmente sobre um caso arquivado.

Se alguém sabe ser abelhudo são os jornalistas com matérias interessantes em mãos.


Nora Sand trabalha para a revista dinamarquesa Globalt mas tem a sua base em Londres. De conflitos internacionais a entrevistas sobre crimes de guerra, Nora dedica-se por inteiro as temáticas que lhe são atribuídas e aos horário complicados e exigentes que a diferença horária (e o chefe) a sujeita.
No seu tempo livre é uma mulher solteira sem grandes preocupações e que gosta de colecionar malas de viagem vintage. Quando a sua última aquisição lhe revela um segredo escondido, Nora sente despertar a curiosidade que lhe é inerente.


Escondidas na mala que Mora comprou estão fotografias de jovens mulheres. À primeira vista não há razões para suspeitar de nada mas uma fotografia desperta a jornalista que há em si e a memória não a deixa se enganar. Numa das fotos estão Lulu e Lisbeth, duas raparigas que desapareceram em 1985 a bordo de um barco com destino a Londres. O caso destas jovens raparigas foi muito falado na Dinamarca e nunca ninguém conseguiu descobrir o seu paradeiro. 
Se elas nunca chegaram ao destino, o que nos diz esta fotografia? Quem é o seu autor?
E quem são as outras raparigas nas fotografias?

"A Última Travessia" desenrola um novelo de lã bem intrincado, especialmente graças ao facto de tudo de tudo ter já alguns anos.
Sempre adorei casos arquivados/cold cases, quer a temática, quer a série. Quase que dei por mim a imaginar aquelas passagens das personagens no passado, mais novas e agora, quando o caso é reaberto.


Um conhecido serial killer, um sem número de vitimas por identificar, demasiadas histórias do passado que se interligam e que irremediavelmente nos levam a um final que nos faz ficar surpresas

"A Última Travessia" avança em lume brando mas serve-nos uma personagem interessante, bem construída e credível. Desde a relação com o chefe até às suas skills jornalísticas, Nora constrói um optimo primeiro caso para a sua série.

Só Andreas e o "não mata mais mói" entre os dois é que me irritou um pouco mas somos todos humanos, certo? E mesmo alguém com um assassino em série em mãos não deixa de ter vida pessoal e todos os problemas que lhe são característicos.
E até essa relação enquadra bem dentro deste primeiro livro da série de Lone Theils, uma aposta

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Novidade Dom Quixote :: "Cães de Caça"

Data de Lançamento : 30 de Maio

O inspector-chefe William Wisting é suspenso e alvo de uma investigação após ser acusado de falsificar provas. Há dezessete anos, Wisting foi o responsável pela resolução do homicídio da jovem Cecilia Linde, um dos crimes mais mediáticos da Noruega. Agora, descobriu-se que as provas foram forjadas e o homem errado condenado. Wisting passou toda a sua carreira a perseguir criminosos, mas desta vez é ele o perseguido. Para descobrir o que realmente aconteceu e limpar o seu nome, ele terá de conduzir a sua própria investigação secreta, auxiliado pela filha jornalista, Line. Depois, outra jovem desaparece. E inicia-se, então, uma corrida entusiasmante.

- PRÉMIO MARTIN BECK 2014
(atribuído pela Academia Sueca de Escritores de Policiais) 

- PRÉMIO CHAVE DE VIDRO 2013
(para o melhor policial escandinavo)

- PRÉMIO RIVERTON/ REVÓLVER DOURADO 2012
(para o melhor romance policial norueguês)

Uma novidade

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Opinião "Escrito na Água" - O novo livro de Paula Hawkins

" Ninguém gostava de se lembrar de que a água daquele rio estava infectada com o sangue e a bílis de mulheres perseguidas, mulheres infelizes; afinal, bebiam-na todos os dias "


Conhecemos Jules quando esta regressa à vila que a viu crescer e à qual evitaria regressar até ao fim dos seus dias não fosse a sua irmã Nel ter morrido. 
Beckford pode ser uma vila pequena onde toda a gente se conhece mas não deixa de ser palco de um desfile de mortes macabro, com um rio que é mais que um íman ao suicídio, é um autêntico "cemitério" de mulheres. 
Ao longo dos anos muitas foram as mulheres que morreram naquele local, a mais recente vivia obcecada com as histórias, tanto que se tornou uma.

Estará Jules preparada para enfrentar Beckford e o que lá deixou?
Poderá a morte de Nel colocar fim à série de mortes fatais que assola a vila ou será este o ponto de ruptura para a verdade que está à tanto tempo submersa?
Que segredos sobre Jules e os restantes habitantes ficaremos a conhecer?

O regresso de Jules, a aceitação incompreensível da filha de Nel, a passividade do Inspector, a louca desbocada que ninguém ouve, a polícia que olha para as histórias de fora, a figura venerada, o homem aliviado....todos escondem qualquer coisa, todos têm um motivo, todos são culpados de algo.
Sim, porque na realidade não conhecemos só Jules. Conhecemos e lemos pontos de vista de duas mãos cheias de personagens que têm algo a dizer e a acrescentar à historia. Se algures a meio caminho se sentirem perdidos, façam uma cábula. Imaginem que são um concorrente vendado num qualquer jogo labiríntico. Toda essa gente tem um contributo válido para darem um passo na direcção certa.


Imagino o quanto deva ser complicado escrever um livro depois do mega sucesso que foi o "A rapariga no comboio".
Mas este "Escrito na água" submerge-nos em personagens, enreda-nos em segredos, suga-nos o ar dos pulmões ao querermos passar páginas atrás de páginas e depois cospe-nos para a margem como um peixe rejeitado pelo rio, tal é a força da chapada na cara que recebemos no final.

Quase que sou capaz de dizer que o prefiro ao "A rapariga no comboio" porque esta história deu-me a volta. Fez-me pensar que sabia tudo de meio do livro para a frente e depois passou-me a rasteira. Com "A Rapariga no Comboio" eu descobri o fim ainda antes do meio e isso tira a graça toda :)

"Escrito na água" dava uma série espectacular. Uma mini série carrregada de bons actores ingleses, numa qualquer vilazinha sinistra serpenteada por um rio carregado de histórias tão mal contadas que viraram mitos urbanos.
Com toda a certeza iria prender-nos tão bem ou ainda melhor que o livro.

Resta-nos esperar que gostem tanto dele como nós e desejar-vos boas leituras :)
E deixo-vos com a música que me acompanhou a leitura

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Opinião "Viver na Noite"

Faz anos que andava para ler um livro deste autor. Acho que já passei os olhos por eles dezenas de vezes nas livrarias. Pensei começar pelo Mystic River mas parece que este "Viver na noite" chegou e saqueou a prioridade.
Talvez porque a adaptação ao grande ecrã, da responsabilidade do grande realizador mas nem sempre grande actor Ben Affleck, estreava na mesma altura que o livro me chegou às mãos. É mais forte que eu, não resisto a uma boa história de gangsters.


Imaginamos a história de Joe Coughlin a ser-nos contada numa cadência áspera, com cheiro a álcool e envolta numa nuvem de fumo num qualquer canto de um bar de fama duvidosa.
Joe nunca foi um menino de coro, embora tenha crescido como o filho mais novo do capitão da Polícia de Boston, ele próprio uma fachada bem polida com um interior de fundações instáveis.
Conhece-mo-lo em apuros e acompanhamo-lo ao longo de vários anos, de ladrãozeco de trocos a quase barão de rum numa Flórida quente e que transborda crime, como toda a América nos anos da lei seca.
A expressão "estava capaz de matar por um copo" ganha novos contornos neste "Viver na noite", que de uma maneira compassada e quase poética, nos conta a jornada de redenção de Joe, numa intrincada teia de lealdade, medo, traição, amor e incapacidade humana de ser e estar onde os outros acham que é o nosso lugar.


Mas como sabem, a leitura foi o primeiro degrau para o visionamento do filme.
Este realmente é um daqueles que não se poderia ver sem conhecer a história primeiro. Acho que chegaria ao fim a pensar "ahhh podia ser melhor".
Ben encarna Joe como se de uma possessão se tratasse. Talvez ter lido o livro já com a cara e a presença do Ben em mente, fez com que fosse mais fácil vê-lo dar corpo a um sem número de momentos marcantes do filme, mesmo que, como disse em cima, eu o ache melhor realizador e produtor que actor.
Mais que um filme (e um livro) de gangsters, "Viver na noite" centra-se no homem, na dualidade de sentimentos que é sobreviver no mundo do crime em que escolheu estar e conseguir viver com os remorsos das escolhas e as traições dos poucos que julgamos nos serem fieis.

"Viver na noite" pode ficar aquém para os grandes amantes dos filmes de gangsters mas eu não sou assim tão esquisita e este filme, assim como a história original escrita por Dennis Lehane, tem um "je ne sais quoi" que me prendeu, que me sugou para as sombras da noite fria de Boston e os dias de calor infernal da Tampa.

Uma mudança de ares para as minhas leituras, mais um filme no meu videoclube mental.

Quem sabe agora não demore muito tempo a ler um livro de Dennis Lehane, já que os filmes do Ben (como realizador) tenho-os visto todos.

Relembramos o trailer

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Opinião "MAESTRA" de L. S. Hilton

Há livros, que uma vez terminada a leitura, deixam-me transmitir o que me vai na cabeça numa opinião simples, apaixonada e breve.
Depois há livros que me embrulham de uma maneira que fico sem saber o que dizer. 
Por último há a MAESTRA. Deixou-me sem palavras e por mais cliché que possa soar, eu raramente fico sem pio. 
Eu curvo-me à Maestra e à sua capacidade camaleónica que a deixa sempre pronta para sair por cima, incólume.
:)


Conhecemos Judith em Londres, funcionária de uma leiloeira, insatisfeita com a posição que ocupa, social e profissionalmente.
Dotada de um desejo visceral de ser quem não é de berço, Judith embarca num caminho de dinheiro fácil que rapidamente a leva a ponto sem retorno. 
O que estamos dispostos a fazer para vencer na vida?  O quão longe estamos dispostos a ir para sobreviver? A que nível do inferno estamos dispostos ir para sermos quem sempre quisemos ser?

Da realidade fria de Londres, à falsidade endinheirada na costa italiana até aos lugares onde o luxo fala mais alto, Judith é uma mulher de muitos nomes, muitas facetas e muitos segredos.
E quando pensam que já viram tudo ZAASSSS algo excitante, chocante e novo aparece de repente.

Uma mistura explosiva de crime, insanidade, deboche e arte. Maestra capta a nossa atenção pela capacidade de tornar a nossa personagem principal em alguém capaz de tudo para alcançar os seus objectivos.

Há uma curiosidade mórbida, auto imposta por Judith, de querer saber qual o fim do caminho, se há ou não consequências para tudo o que fazemos na vida.

Leiam este livro. É talvez a mistura perfeita de tudo aquilo que gosto de ler. Uma personagem feminina senhora de si mesma, dotada de uma liberdade sexual tremenda e que vive rodeada do nível elevado de intriga e crime.


Nota: não aconselhado a pessoas sensíveis, púdicas e com estômago fraco.
Depois não digam que não avisei!

Nota: um pensamento semelhante que me ocorreu com o final da leitura do Em parte incerta de Gillian Flynn...ninguém é o que parece e não sabes o que pessoa à tua frente teve de fazer para estar onde está.

A MAESTRA é uma estupenda aposta da 
Para mais informações consultem o site da editora

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Novidade "Beijo Fatal" de Jeff Abbott

Quem não perde um livro de Jeff Abbott?
Dia 18 chega mais um livro, "Beijo Fatal", o primeiro thriller de uma série que tem como pano de fundo o Texas profundo e como protagonista Whit Mosley, um jovem juiz de paz que procura manter-se incorruptível numa cidade imersa em tentações e ameaças.

Jeff Abbott, que conta com vinte anos de carreira e uma longa lista de thrillers com sucesso mundial, é uma presença assídua nas listas de candidatos para prémios de literatura policial: esteve nomeado três vezes para o Mystery Writers of America's Edgar Allan Poe Award e duas vezes para o Anthony Award, atribuído pela World Mystery Conference.
Na Porto Editora foi já publicado, no ano passado, o livro Queda.

Sinopse:
Whit Mosley, juiz de paz na cidade de Port Leo, Texas, é um rapaz novo e descontraído, tanto na vida como no cargo. Em ano de reeleição, não parece muito interessado em lutar pelo seu emprego, o último numa longa lista de falhanços profissionais.
No entanto, as águas da pacata cidade costeira não vão demorar muito a agitar-se: uma noite, Whit é convocado para atestar um óbito. O cadáver pertence ao filho de uma senadora, regressado à terra natal depois de uma carreira no mundo da pornografia. Terá sido suicídio, alimentado por uma antiga tragédia familiar? Ou será que um assassino obcecado o usou como peão num jogo deturpado? Quando Whit desafia a pressão política e começa a investigar, ele e a detetive Claudia Salazar põem as suas carreiras e as suas vidas em perigo, expondo um ninho de barões da droga, vigaristas e tubarões sedentos de poder, todos em busca de sangue. Mas nas areias quentes de Port Leo há segredos ainda mais obscuros enterrados… e ninguém é o que parece ser.

Opiniões sobre os livros de Jeff Abbott no Efeito dos Livros:


sexta-feira, 17 de abril de 2015

Trilogia Freelancer :: 2º Volume "A Espia do Oriente"

Quem nos segue por aqui sabe que apoiamos o Nuno Nepomuceno e a sua Trilogia Freelancer, por isso, é com imenso gosto de divulgamos o lançamento do 2º volume, "A Espia do Oriente", já agendado para dia 6 de Maio.
Apontem ai!
E se ainda não leram o primeiro volume, levantem-se e saiam com direcção à livraria mais próxima.

Sinopse

DÚVIDA. CONFIANÇA. TRAIÇÃO.

Dubai, Emirados Árabes Unidos.
De férias na região, um investigador norte-americano é raptado do hotel onde se encontrava instalado. Uma nova pista sobre um antigo projecto de manipulação genética é descoberta e a Dark Star, uma organização terrorista internacional, está decidida a utilizar os conhecimentos deste cientista para ganhar vantagem.
Contudo, de regresso à Europa, uma das suas operacionais resolve trair o sindicato do crime e oferece-se para trabalhar como agente dupla ao serviço da inteligência britânica. O mistério adensa-se quando esta mulher, de nome de código China Girl, impõe como única condição colaborar com André Marques-Smith, o director do Gabinete de Informação e Imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros português e espião ocasional.
Obrigados a trabalhar juntos para evitarem um atentado a uma importante líder europeia, uma atmosfera tensa, de suspeição e desconfiança, instala-se de imediato entre os dois. Mas que segredos esconderá esta mulher, cujo próprio nome é uma incógnita? Serão as suas intenções autênticas? Será o espião português capaz de resistir à sua invulgar e exótica beleza?

Vencedor do Prémio Literário Note! 2012, Nuno Nepomuceno regressa com A Espia do Oriente, o segundo livro da série Freelancer. Por entre os cenários reais de Budapeste, Berlim, Londres, Courchevel, Dubai e Lisboa, o autor transporta-nos para um mundo de mentiras, complexas relações interpessoais, e reviravoltas imprevisíveis. Uma reflexão profunda sobre os valores tradicionais portugueses, contraposta com a sua já habitual narrativa intimista e sofisticada, e que vai muito além do tradicional romance de espionagem.


A trilogia Freelancer é uma aposta Topbooks

Relembro a opinião ao 1º Volume "O Espião Português" pela Elsa e pelo CaracolLiterário.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Novidade Quetzal :: "Alguém para tomar conta de mim"

«Alguém para Tomar Conta de Mim acaba de sair e já valeu a Yrsa Sigurdardóttir o rótulo inevitável de “a resposta islandesa a Stieg Larsson”.»
The Independent

Uma nova história da aclamada série de thrillers, protagonizada por Thóra Gusmundsdóttir. Uma brilhante prestação na escrita policial. A multipremiada islandesa Yrsa Sigurdardóttir, autora de bestsellers regressa com novo livro, considerado pelo britânico Sunday Times como o policial do ano.


Sinopse
Um jovem adulto com síndroma de Down foi condenado por ter ateado fogo às instalações do lar de cuidados continuados em que vivia, provocando um incêndio que causou cinco mortos. Porém, um dos ocupantes da ala psiquiátrica de segurança em que agora se encontra vai contratar Thóra para provar que Jakob está inocente.
Mas se não foi Jakob o autor do crime, quem será? E de que forma é que o múltiplo homicídio estará ligado à morte de uma jovem mulher por atropelamento e fuga?



Uma novidade


sábado, 11 de abril de 2015

Novidade Porto Editora :: "Uma Morte Impossível" de Ian Rankin

«Um livro viciante e brilhantemente escrito, que se lê de um só fôlego.»
Peterborough Evening Telegraph


É assim que é descrito o mais recente livro de Ian Rankin, a novidade policial da Porto Editora.

Sinopse
Malcom Fox, inspetor do Departamento de Assuntos Internos, e a sua equipa estão de volta. Desta vez, acabam de ser enviados a Fife para averiguar possíveis ligações de polícias locais a uma investigação em curso, que tem como alvo um agente corrupto do Departamento de Investigação Criminal, o detetive Paul Carter. Carter é acusado de conduta imprópria, sendo que a denúncia foi feita pelo próprio tio, também agente da polícia. No entanto, o que à partida parece um caso simples depressa se complica, e a teia de conspirações e encobrimentos adensa-se quando um brutal assassinato vem a lume, comprometendo toda a investigação.

Uma Morte Impossível é um livro envolvente, que vem provar, uma vez mais, a razão por que Ian Rankin é considerado um dos escritores de policiais mais brilhantes de língua inglesa.

Leiam um excerto de "Uma Morte Impossível"
Uma novidade

terça-feira, 17 de março de 2015

Novidade Planeta :: "Sacrifício a Moloc"

Quem conhece a inspectora Rebecka Martinsson?
Desde a leitura de "Quando a tua ira passar" que esta personagem ficou no meu radar. E agora volta à carga com "Sacrifício a Moloc".

Sinopse
Um grupo de caçadores mata um urso nos bosques perto de Kiruna. Quando abrem a barriga do animal, encontram restos humanos entre as vísceras.

Uns meses mais tarde, encontram uma mulher assassinada em sua casa. Agrediram-na brutalmente com uma forquilha e Marcus, o neto de sete anos desapareceu.
Rebecka Martinsson, que no princípio foi destacada para a investigação é retirada do caso.
Mas há poucas coisas que causem mais indignação que a violência contra uma criança, e Rebecka fica obcecada com o desaparecimento do menino.
Por sua conta e risco começa a indagar o assassino da mulher: a morte parece perseguir esta família, e Rebecka não está disposta a permitir que o seu último membro tenha o mesmo destino.

Conhecem os restante títulos da série Rebecka Martisson?

Asa Larsson é uma aposta

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Novidade Porto Editora :: O Amigo Andaluz

Neste primeiro volume da trilogia Brinkmann, Alexander Söderberg presenteia-nos com um magnífico romance sobre o mundo sórdido do tráfico de armas e droga, dando-nos ao mesmo tempo um retrato magistral da fragilidade humana.


Sinopse
Sophie Brinkmann é uma viúva que leva uma vida tranquila nos subúrbios de Estocolmo até conhecer Hector Guzman, um homem sofisticado e elegante. Ela não faz ideia de que sob o charme daquele homem se esconde algo sinistro. Hector é o cabecilha de uma organização criminosa. Ele está habituado a obter tudo o que quer, e o que ele agora quer é aniquilar os seus rivais.

Antes de se aperceber do verdadeiro mundo em que Hector se move, Sophie vê-se enredada numa implacável teia. Com a casa sob vigilância e a família em risco, em quem poderá ela confiar, quando a própria polícia é tão perigosa quanto os criminosos?

Uma novidade

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Opinião :: "As Raparigas Cintilantes"

Crime Perfeito 
def: Acto cometido com elevado nível de planeamento e habilidade que nenhuma evidência é deixada e com o qual o culpado não pode nunca ser encontrado ou acusado.


O crime perfeito, um ideal das mentes mais conturbadas que a história já teve oportunidade de conhecer, ganha novos contornos em “As Raparigas Cintilantes”. Quando um assassino não se encontra no mesmo espaço temporal que o horrendo crime que cometeu, como é possível solucionar estes fatídicos femicídios? Que ligação existe entre crimes que aparentemente são isolados e que ocorrem por toda a Chicago ao longo de várias décadas? 
À primeira vista NADA mas na mente de Kirby, uma das raparigas que sobreviveu aos ataques, os pontos começam a conectar-se e no final da linha pode estar o que toda a gente procura, uma resposta….
ou a morte.

Fiquei curiosa com este livro ainda antes de ter sido lançado em Portugal. Em Maio de 2013 o Bookdepository (meu antro de perdição para livros em inglês) nomeou-o Livro da Semana. A sinopse prometia e o booktrailer arrepiava.

Confesso que me perdi um pouco com as viagens no tempo mas vou tentar fazer sentido ao que li.
Conhecemos Harper Curtis, o assassino, em plenos anos 30. Um ser miserável, sem escrúpulos que tem a sorte, como que por magia, de encontrar uma casa com características especiais. No meio de um bairro pobre de Chicago, esta casa abre uma fenda no continuo espaço-tempo e leva Harper através de diversas décadas com um único objectivo, matar. Num misto de policial e ficção cientifica, o assassino é impelido pela própria casa para cometer os crimes, para apagar a luz brilhante de determinadas raparigas e virar as costas de volta ao seu tempo deixando para trás o caos e um pequeno amuleto.
Pode-se dizer que tudo começou com a primeira vitima, uma dançarina de cabaret que se “iluminava” com fósforo para ficar dourada e brilhante  mas a escolha das vitimas não se tratava de uma reposição da ordem moral. Harper (ou melhor, a casa) escolhe as raparigas especiais, com força de vontade, espirituosas e diferentes na sua própria época. Harper visita-as duas vezes, uma para as avisar do quanto brilha a sua luz interior quando são novas e outra para as apagar de vez. 
E se tudo começa com a dançarina cintilante, tudo termina com Kirby “the one that got away”, a que sofreu nas mãos de Harper mas por golpe do destino conseguiu escapar com vida. Desde esse fatídico dia que Kirby (que visualizo sempre como a Abby do NCIS), planeia encontrar o homem que por pouco não colocou fim à sua vida.

E como os crimes perfeitos não existem, há sempre uma falha, uma pequena migalha que permite seguir o caminho e Kirby, uma personagem extremamente completa que é igualmente uma feroz jovem investigadora, vai descobrir o caminho de acesso à casa, a Harper e a espaço perdido no tempo.

Um livro que deve ser lido de rajada, com foco na alucinação demente de Harper, nas observações brilhantes de Kirby e no quanto tudo na vida é um ciclo, até à última página ou último suspiro.


Confesso que não fiquei particularmente satisfeita o que encontrei no total mas a premissa inicial do livro e os momentos na visão de Kriby são extremamente interessantes. Talvez seja eu que não me encaixo com a narrativa mas uma coisa sei, se este for um livro que se torna filme, com estas reviravoltas, viagens no tempo, cenários macabros e personagens marcantes SERÁ ESPECTACULAR!
No entanto, os direito televisivos já foram comprados pela Appian Away, a produtora do Leonardo DiCaprio. Filme, série de TV....tanto faz. Espero que pensem nisso!

Até lá
boas leituras !

Uma novidade

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Novidade :: "Vestido Para a Morte" - Policial em terras Italianas

O terceiro livro escrito pela grande Senhora do Crime, agora recuperado e reeditado pela Planeta.
Uma história de mistério e intriga emocionante,protagonizada pelo Comissário Guido Brunetti,com a assinatura da consagrada Donna Leon.

PARA QUEM NÃO PERDE UM BOM MISTÉRIO POLICIAL É UM CRIME NÃO LER...



A esperança do Commissario Guido Brunetti de escapar do calor sufocante de Veneza em Agosto e de desfrutar de umas férias em família nas montanhas é gorada quando uma descoberta macabra é feita num campo em Marghera.
Um corpo está tão espancado, que o rosto é irreconhecível. A vítima parece ser uma prostituta transsexual. O comissário começa as  buscas em Veneza de alguém que possa identificar o cadáver, mas depara-se com um muro de silêncio.
Então recebe um telefonema prometendo informações, a condição é que se encontre com o interlocutor numa ponte na cidade, a meio da noite. Apesar do perigo, Brunetti continua determinado a descobrir a verdade e quando a desvenda depara-se com uma realidade assustadora.
Veneza é uma das mais visitadas cidades do mundo, célebre pelos seus canais, monumentos e beleza secular. Através das páginas de Donna Leon, é possível visitar uma Veneza que nem todos os turistas conhecem…
Pela mão do Comissario Brunetti, descobre-se a cidade dos residentes, as pequenas ruas por trás das catedrais, o interior dos edifícios que falam de História, os lugares frequentados pelos
venezianos, os encantos escondidos da autêntica cidade que não está nos guias turísticos.

Nas páginas dos livros Donna Leon, a verdadeira Veneza também é personagem…
E a Planeta já conta com 9 títulos da autora.
Já leram algum?

Uma novidade

domingo, 6 de julho de 2014

Novidades Planeta :: "Quando o Ódio Matar"

Um thriller diferente de tudo o que já leu. Um homicídio é investigado por três mulheres. Uma delas planeia matar o pai, sem que nunca saiba qual é. Não conseguirá parar de ler até descobrir de qual das três se trata!  Os amantes do thriller e do policial não podem perder.

» Excerto «
Sinopse
 Com grande minúcia, uma mulher planeia a morte da pessoa que converteu a sua vida num inferno, o pai. O macabro plano toma forma num bloco-notas em que a capa tem umas apetitosas madalenas. Uma nota no frigorífico com as palavras: «Matar o papá» recorda-lhe qual o motor que impulsiona agora a sua vida. 

Enquanto o plano parricida avança, é encontrado o cadáver de uma mulher num lago da cidade de Skövde; tudo aponta para uma morte violenta. A inspectora Anna Eiler trabalha no caso, mas não é a única: duas jornalistas locais, Ing-Marie Andersson e Julia Almliden, realizam a sua própria investigação. As três têm razões pessoais para resolver o assassínio, as três escondem algo, mas só uma delas é capaz de preparar a sangue-frio um crime mais atroz do que aquele que pretende resolver.

 Não conseguirá parar de ler até descobrir de qual das três se trata!

Um thriller negro e psicológico, que marca a estreia literária de Carina Bergfeldt, a jornalista sueca que foi a única repórter que passou a noite com as vítimas da matança na Noruega, onde morreram 76 pessoas, em 2011. Uma experiência que mudou totalmente a sua visão como jornalista e a sua forma de enfrentar o mundo «que é tão terrível como o policial mais negro.»

sábado, 8 de março de 2014

"Quando a tua ira passar" :: Opinião

Assim como o tempo, a neve tapa os segredos do passado mas não os deixa enterrados para sempre. No descuido e no degelo, descobrimos o que a alma humana é capaz de fazer para sobreviver e para preservar a sua vida e a honra da sua família.

SINOPSE

A minha opinião: 
Gostei imenso de ler "Quando a tua ira passar", que acaba por ser o meu primeiro policial escandinavo.
O Inverno gelado da Suécia é o ambiente perfeito para este novo capitulo na história de Rebecka Martinsson. Embora não tenha lido os anteriores livros desta série, o que me faz ter alguns detalhes em falta, especialmente sobre casos anteriores e danos emocionais causados, a Rebecka ou Anne-Marie, que é igualmente uma personagem muito interessante. No entanto, mesmo sem o conhecimento das histórias passadas, este livro lê-se perfeitamente bem sozinho.
Gosto das diferentes visões da história que o livro nos apresenta, quer de Rebecka, da inspectora da polícia, da vitima, entre outros personagens, especialmente os que apontamos desde o primeiro momento, como culpados.
Quanto à advogada, não esperava encontrar uma personagem assim. Julgava de antemão que Rebecka se fosse revelar uma personagem fria, com os sentimentos bloqueados e treinados de tantos anos de desgraça alheia mas o que conheci surpreendeu-me. O seu lado humano e a sua compaixão foram as coisas que mais me atraíram nos momentos em que a sua personagem é abordada. Curioso é que para alguém que já passou por situações traumáticas, em que se viu forçada a lutar pela sua vida, ela facilmente se coloca em situações de perigo que podem ter desfechos trágicos para si e para os que a rodeiam.

Sobre a história, que vos posso dizer sem trair o conteúdo?!
Gostei de momentos narrados pela vitima (que está morta, não há spoilers aqui). É-nos permitido inteirar de pensamentos de inegável valor na procura da justiça pelo que lhe aconteceu, de informações cruciais das história a que mais ninguém teve acesso e do laço que partilhava com a bisavó, Anni. No meio de tanta frieza, especialmente nos momentos pontuais em que a investigação sobre a sua morte começa a avançar e a morte começa a tocar outras pessoas, é curioso encontrar a esperança que Wilma transmitiu a Anni no tempo que viveu em sua casa.
A compaixão é um sentimento forte que não esperava encontrar neste livro, especialmente quando dirigido a pessoas que aprendemos a detestar ao primeiro contacto.
Os Krekula e os seus fortes laços familiares, infelizmente fortalecidos na cumplicidade malvada dos seus membros, são o centro da investigação e igualmente a fonte de todo o mal. Mas até aos últimos momentos, especialmente aqueles em que nos apetece gritar com as personagens e dizer "não faças isso!! não vais para ai!!", somos confrontados com as mentiras que somos capazes de dizer a nós mesmo para desresponsabilizar os que amamos e queremos, ou somos obrigados, a proteger.
Um policial estupendo, que pretendo ter oportunidade de seguir em futuros casos.
No que toca a "Quando a tua ira passar", há uma componente que é capaz de agradar a mais gente cá por casa. Há sempre uma certa atracção para livros que tocam em factos da 2ª Guerra Mundial.

 Os livros que completam a série Rebecka Martisson. Se forem tão interessantes como este, então é motivo para os incluir na wishlist.

Gostei de encontrar referência da adaptação do primeiro livro, Aurora Boreal, para o cinema.
Mais informações no site IMDB

Tenho certeza que se for ver o filme, terei ainda mais vontade de ler os livros.
E por ai, que me dizem da minha incursão ao mundo dos policiais?
Têm outra sugestão interessante para fazer?
A estante do cunhado tem uns quantos a olhar para mim.

Boas leituras!

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Leitura para o fim de semana

Eu disse que depois da montanha russa emocional Sylvain Reynard teria de me dedicar a algo desprovido de romance.
Por isso, a escolha para os próximos dias recai sob "Quando a tua ira passar"
As críticas que li sobre os outros títulos da autora são muito interessantes e estou curiosa por conhecer Rebecka Martinsson.


» Excerto «

Esta manhã ao sair de casa é que vi, dois livros, o que termino e o que começo, têm mulheres de camisa de dormir na capa. 
:)

Boas leituras e bom fim de semana. 

Uma leitura com o apoio 

http://www.planeta.pt/autor/%C7%BBsa-larsson

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

"Inferno no Vaticano" :: Opinião

Sob os alicerces do maior centro da religião católica jaz um segredo, capaz de alterar a face do mundo como a conhecemos. Desvendar tal mistério aos olhos do mundo, divide o Vaticano! Inclusive, até quem não sabe da sua existência de tal riqueza, pode ser apanhado no caminho e aniquilado.

Sinopse
Há um morto nas catacumbas do Vaticano. Francesco Barocci, curador do Tesouro, é encontrado sem vida na Sala das Relíquias. Foi assassinado: chuparam-lhe o sangue. Há bispos e cardeais em pânico. Um português, o inspector Luís Borges, e uma simbologista, a escaldante Valeria Del Bosque, encarregam-se da investigação.
Um tesouro que todos conhecem e todos querem esconder, uma conspiração que ameaça o Papa, uma sociedade secreta que semeia as igrejas de cadáveres.
São estes os mistérios que o inspector e a simbologista têm de decifrar. Uma batalha cruel, florentina, com mais ouro e sexo do que incenso e mirra.

Opinião:
No centro da religião católica trava-se uma batalha de visões, um conflito de interesses e põe-se à prova a derradeira vontade de Deus quando, pessoas influentes dentro do Vaticano, com acesso a achados valiosos e pergaminhos raros, começam a ser tocados pela morte, uns a seguir aos outros, tudo em nome da continuidade da Igreja como hoje a conhecemos.
Com a primeira morte, ficamos a conhecer Luis Borges, o investigador que trabalha sobre a alçada do Santo Padre, aqui muito descrito à imagem do Papa Francisco. O Inspector Borges é meticuloso no seu trabalho, ao qual dedica por completo a sua vida até ao momento em que, para o auxiliar na investigação, convida Valeria Del Bosque que se junte a ele. Com o decorrer da investigação, tomamos consciência da relação que brota ente o Inspector e a simbologista, que embora seja uma mulher casada, é infeliz na companhia do actual marido.

Quando iniciei a leitura não sabia se me devia inclinar para um policial com romance ou para um romance com laivos de policial no seio da Igreja Católica. O modo como encaramos a leitura de um livro, assim como a ideia inicial com que ficamos após a leitura da sinopse, cria uma determinada expectativa que passamos o livro todo a tentar cumprir.
"Inferno no Vaticano" começa policial com romance mas termina com romance policial, acabando por se focar no desabrochar da relação do inspector Borges com a simbolista, quando eu tinha interesse em saber mais sobre o desenrolar da história no espaço delimitado pelas paredes da Capela Sistina.
Talvez porque estou habituada a elaboradas cenas intimas, pareceram-me forçadas as entradas em cena de momentos mais íntimos entre os dois e a linguagem utilizada um pouco deslocada (talvez o tratamento por você, Doutora ou Inspector não figure no que eu considere indicado para os momentos tórridos a dois, a não ser que este seja o fetiche em questão!)
:)

No entanto, não posso deixar de dar os Parabéns a Flávio Capuleto por, ao longo de uma vida de trabalhos tão diversos, ter finalmente publicado um romance no auge dos seus 71 anos.

Uma novidade

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Opinião :: "Quando o Cuco Chama"

"Quando o Cuco Chama" o Efeito dos Livros responde. Não podíamos ficar indiferentes à estreia de J. K. Rowling no mundo dos policiais, seja "mascarada" de Robert Galbraith ou não.

(fotos Elsar - Obrigada à amiga que encarnou a detective que vi na Robin, a assistente de Cormoran)

» Excerto «
Sinopse

A minha opinião:
Até chegar às últimas 30/40 páginas eu não fazia a mais pálida ideia de quem era o/a culpado/a. Cheguei a pensar numa dupla e até em quem estaria fisicamente incapacitado para cometer tão vil crime. Afinal, o fim surpreendeu-me e valeu toda a leitura. Gosto muito quando consigo descobrir o culpado mas acho que ainda me sabe melhor conseguir ser enganada até ao fim.

"Quando o Cuco Chama" centra-se na investigação da morte da super modelo Lula Landry levada à cabo por Cormoran Strike, um ex veterano de guerra, que apresenta mazelas físicas e emocionais (além de não ter tecto sob o qual dormir ao longo de toda a história). Conhecer Strike foi o ponto alto desta leitura. Saber que este livro inicia uma série que tem Strike, e a sua assistente Robin, como personagens principais para a resolução dos casos que lhes são entregues por diversos clientes, é algo que me deixa empolgada em saber "quando sai o próximo livro?"
Pois, para 2014 já está previsto o segundo.

Para mim, foi difícil separar o que conhecemos da autora com a Série Harry Potter e o que lemos neste livro. Ler "Quando o Cuco Chama" sabendo quem o escreveu realmente, foi uma experiência completamente diferente da que seria se Robert Galbraith fosse realmente um homem, ex-militar e com pouca vontade de aparecer em público. A ideia que J K Rowling está a criar um "herói" para o seu público habitual ficou-me presa na cabeça desde o início da leitura. Todos os que crescemos com o Harry temos hoje uns bons aninhos a acrescentar à nossa idade de entrada para Hogwarts. Procuramos outras referências, outros modelos e outras "aventuras". Podemos ainda gostar de magia mas aceitamos encontrar uma modelo morta no meio da rua e os 10milhões de libras de razões para ela ali terminar a sua vida.
A autora criou um herói, um que está a fazer por si e que se afirma num mundo que agora tem de adaptar como seu (fora do exército), um herói com as suas qualidades e defeitos, como qualquer um de nós. Somos inevitavelmente atraídos para o mistério e, neste caso, para aquele que o põe a descoberto. Em "Quando o Cuco Chama", cada leitor é uma Robin, a assistente curiosa e aventureira de Strike, que na realidade aceita ficar a trabalhar para o detective por menos dinheiro mas mais aventura que em qualquer outro trabalho bem pago na cidade de Londres. Durante a leitura estamos aqui, vamos conhecendo os detalhes da história, somos atraídos pela personagem cheia de secretismo que é Strike e tentamos descobrir, entre linhas, o que realmente aconteceu a Lula e quem afinal é o responsável pela sua mediática morte.
 Quem não pensou que isto dava uma grande série de televisão que mande a primeira pedra, ou me mande da janela abaixo! :P
Quem ainda não tinha pensado, vai ficar com esta ideia na cabeça. Uphs, podem ir começando a pensar no "quem é quem", porque já há estúdios interessados nos direitos televisivos. London Strike? Point to Strike? Os títulos com o trocadilho do apelido de Cormoran Strike já andam por toda a internet.

Embora muitos digam que todo o êxito se deve ao anúncio do verdadeiro responsável pela obra, a realidade é que como qualquer outro livro, "Quando o Cuco Chama" foi recusado por editores, elogiado pela crítica e conseguiu ainda dividir opiniões de leitores muito antes de se saber que J.K Rowling estava por detrás da criação de Robert. Assim como qualquer livro, haverá sempre gente que adora e outras tantas que detestam.


Se os Cucos continuarem a chamar, eu espero que Cormoran Strike responda. Tenho curiosidade de saber qual será o próximo caso de Strike, como irá evoluir Robin num segundo livro e se algum dia vamos conhecer mais detalhes sobre Leda, a mãe de Strike.

Foi só a mim que o título causou curiosidade?!
The Cuckoo’s Calling, (Quando o Cuco Chama, como foi traduzido) remete a uma elegia da poetisa Christina Rossetti – “Why were you born when the snow was falling?/You should have come to the cuckoo’s calling”

Pequenas trivialidades!
:)
E agora, ficaram curiosos por ler "Quando o Cuco Chama" ?

Podem encontrar mais informações no site

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Opinião :: "A Verdade Sobre o Caso de Harry Quebert"

Leitura de férias de Verão 2013 

29. Gostaria de o ensinar a escrever, Marcus, não para que saiba escrever, mas para vir a ser escritor. Porque escrever livros não vale nada; toda a gente sabe escrever, mas nem todos são escritores.
- E como sabemos que somos escritores, Harry?
- Ninguém sabe se é escritor. São os outros que lho dizem.


Pego neste mesmo excerto e exerço o meu direito como pessoa com opinião própria e leitora para afirmar o seguinte:
"Joel Dicker é um escritor, um magnifico escritor que me prendeu ao longo do livro com esta história de intriga, onde nem tudo é o que parece e constatamos que toda a gente tem um lado mais escuro, este depende sempre do ponto de vista em que é observado e de quem o vê."

"A Verdade Sobre o Caso de Harry Quebert" é sem duvida um livro que se lê num ápice (mesmo com as quase 700 páginas). Somos simplesmente impelidos pelo desejo de ver esclarecido o mistério:
"Quem matou Nola Kellergan?"

É Markus Goldman, escritor com um único livro publicado que se tornou Best Seller e que agora atravessa um mar de páginas em branco na sua criatividade, que vai iniciar as buscas por conta própria de modo a ilibar o seu amigo e mentor, Harry Quebert. Este foi formalmente acusado da morte de Nola, 30 anos após o seu desaparecimento, quando mandava plantar hortenses em sua memória no terreno à volta de sua casa.
De uma coisa sabemos que Harry não é inocente. Em 1975 teve um romance, platónico ou não, com um jovem de 15 anos. Para começar, isso não joga a seu favor. Pelo menos, mesmo no meu jeito turvo de ver as coisas, nada de mal aconteceu entre os dois. Tudo o resto, todos os outros detalhes sobre Nola, sobre a pequena vila de Aurora e os diversos segredos dos seus habitantes são-nos apresentados ao longo da leitura.
E cada revelação, cada reviravolta, deixou-me ora de boca aberta ou com a folha suspensa a meio virar de página com curiosidade de saber se iria acertar no que se seguia ou que nova descoberta iria ler nas próximas linhas que mudava por completo o rumo da história.
Para mim, que leio poucos livros do género, já fico muito satisfeita quando um crime e a sua investigação me prendem de maneira que até sonho com isso e penso no livro mesmo quando não estou a ler. Sei que quem "come" livros atrás de livros deste género não ficou particularmente agradado com a história de Joel Dicker mas para principiantes como eu este livro é uma óptima história e consiste num bom desafio.
Principiantes que não se assustem com 700 páginas (valem todas a pena).

"Um bom livro, Marcus, é um livro que lamentamos ter acabado de ler"

Duas pequenas notas negativas sobre o livro: 
1º - A referência a Robert Cochonou, entusiasta da volta a França. Ora sendo este um livro centrado na cultura e realidade americanas, acho a referencia uma gaffe. Os americanos, desculpem-me o estereotipo, centro mais na suas vedetas, mesmo as mais efemeras para sequer conhecerem ou considerarem um elemento relacionado com outro país ou envento, como é o caso da volta à França em bicicleta. Joel, nascido na Suiça, deve ver essa expressão como algo comum.
2º As conversas de Markus com a mãe ao telefone - completamente desnecessárias, forçadas até. Fazia lembrar uma comédia com o Ben Stiller em que o querido filho judeu, trintão e bom partido não encontra uma mulher para relacionamento sério.

No entanto, não querem saber quem matou Nola Kellergan?!
A minha metade literária também já desvendou o mistério, vejam a sua opinião aqui.

Boas leituras!!

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Temos Crime à Hora do Chá - Volume III

Depois de Morte na Aldeia de Caroline Graham. e "O Estrangulador em Cater Street" de Anne Perry, não podia deixar passar despercebido o lançamento do 3º volume da Colecção Crime à Hora do Chá.
Disponível em 5 de novembro


Sinopse:
As jovens debutantes suspiram, ansiosas. As mães casamenteiras planeiam minuciosamente cada lanche, baile e jantar. Em Londres, uma nova temporada está prestes a começar.
Mas por detrás de tão enérgica atividade, a alta sociedade está a ser vítima de um crime tão abjeto quanto silencioso. Alguém está a chantagear as mais notáveis famílias da cidade... e essa pessoa também planeia cuidadosamente todos os seus passos.

O inspetor-chefe Roderick Alleyn, ele próprio um aristocrata, move-se suficientemente bem naquele meio para perceber que algo de estranho se passa. Encontrou, até, o aliado perfeito. O seu amigo Lorde Robert Gospell aceitou misturar prazer e dever num dos bailes mais aguardados do ano.
E para mal dos seus pecados, o bom lorde descobriu o culpado...

A coleção Crime à Hora do Chá, lançada pela ASA em Abril, pretende homenagear o romance policial clássico. Dedicada aos apreciadores deste género literário, a colecção destina-se também a leitores de romances e ficção em geral. A colecção valoriza a intriga, a complexidade dos personagens e a caracterização histórico-social. Os livros Morte na Aldeia, de Caroline Graham, e O Estrangulador de Cater Street, de Anne Perry, compõem a colecção Crime à Hora do Chá. 
E Agora "Crime de Luxo", de Ngaio Mars.
 
 Mais informações no site Edições ASA