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terça-feira, 26 de janeiro de 2021

«O Cardeal» de Nuno Nepomuceno

Neste novo regresso de Afonso Catalão, mas também de Adam Immanuel, a trama de «A Morte do Papa» ganha continuação neste «O Cardeal», alimentando novos enredos que desembocam em crimes que ganham inspiração em mais factos reais, tal como os episódios nos meandros dos conclaves polémicos.

As areias movediças que são os escândalos da Santa Sé e dos seus supostos santos padres são novamente expostas às mais actuais, mas já batidas, criticas. A religião católica está em crise e já não é surpresa! A violência, a homossexualidade, os conclaves tendenciosos e certas ocultações de verdades, ou apenas meias-verdades, fazem novamente parte do enredo e aqui separa-se pouco do livro anterior.

Ainda assim, o livro é rico em detalhes e descrições que pretendem relembrar o leitor dos episódios dos livros anteriores, posicioná-lo geograficamente desde Lisboa, Cambridge ou o Vaticano e esclarecer muito bem quem é quem, mas senti que isso atrasa mais o enredo do que lhe imprime o ritmo habitual de um thriller, especialmente até atingirmos a segunda parte, ou o topo, e nesse aspecto compreendo a escolha do autor, que nas palavras de Andy Andrews nos avisa logo que a subida vai ser mais lenta e menos recheada de novidades. 

"Todos desejam atingir o pico, mas não há qualquer crescimento no topo de uma montanha. É no vale, onde nos esforçamos arduamente por progredir pela relva luxuriante e pelo solo rico, que aprendemos e nos tornamos capazes de atingir o nosso novo cume."

Este aviso também dá uma perspectiva mais humana e mais terrena às decisões dos personagens, e isso é visível nas fragilidades que vários personagens apresentam, como é o caso de Catalão que acusa uma maior dependência da família e sente a pressão dos seus fantasmas. Porém, isso não os diminui em nada, mostra é ao leitor as diferentes preocupações com decisões mais ou menos estratégicas e isso também é dito, quase de forma profética, logo muito no início, com a fábula sobre o burro e a moral que decidiu retirar da história:

"É quando todos os outros estão a olhar para o lado que devemos desferir o nosso ataque."

Moral essa que pode ter várias interpretações face a alguns eventos que ocorrem com certas personagens.

Um detalhe em que «O Cardeal» difere dos anteriores, é intensificando a dimensão mais humana que o autor dá à maioria das suas personagens, explorando esses vales em que cada um caminha e os picos dos quais é tão fácil tombar; carregando menos na violência e nitidez dos cenários dos crimes como aconteceu em «Pecados Santos» e diminuindo o lado histórico e interpretativo das religiões, como em «A Célula Adormecida» (o meu favorito), no entanto, não deixa de fora o simbolismo associado a muitos aspectos da religião, a actualidade que fervilha com polémicas e alguma critica social. 

Ainda assim, sente-se saudades de um enredo onde se sofra junto com as personagens ou se vibre com o ritmo do enredo, como senti com os títulos anteriormente citados. Ou então todo um novo elenco e outra paisagem para vermos mais um salto na carreira do autor.


quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

O regresso do professor Catalão





Em «A Morte do Papa», Nuno Nepomuceno consegue transpor acontecimentos da década de 80 para a actualidade, socorrendo-se das valências da tecnologia para mover a intriga nos meandros da expiação online, conseguindo assim uma trama intensa e totalmente actual.

O enredo ganha ainda mais expressão por tocar em polémicas que têm colocado o Vaticano debaixo dos holofotes dos media e misturá-los com a crise de migrantes, a violência, a dificuldade de integração ou a exploração sexual. Junto a esses, o autor reaviva ainda a memória do leitor, trazendo do passado, o escândalo do Banco do Vaticano e o desaparecimento da filha de um dos responsáveis do "Santo" Banco. E ainda, é claro, os crimes de abuso de menores, a corrupção e a eleição polémica de que serão alvo a maioria, se não todos, os conclaves.

"Os problemas do mundo irão chegar ao fim quando todas as nações, em harmonia com as leis que regem os direitos de autor, obrigarem a que o Antigo Testamento seja prefaciado: Esta é uma obra de ficção. Por favor, mantenha-a longe das crianças.", Albino Luciani, 13 anos

É inspirado pela vida e as palavras de Albino Luciani, o Papa João Paulo I ou Papa Mateus I, como é designado no livro, que Nepomuceno guia o leitor por uma história intensa e desde cedo acompanhada pela obscuridade da famosa composição de Tartini, il trillo del diavolo avisando-nos para a negritude que acompanha a eleição e o mais curto papado da história do Vaticano. Em 33 dias vultos e conspirações cercam Mateus I, temendo o que ele poderá contar ao mundo, sabendo os cardeais que este Papa tem muito a dizer sobre aquilo com que não concorda e que acontece dentro das fronteiras bem guardadas pela Guarda Suiça. 

"A primeira vez fora a mais difícil de suportar. Houve muita dor mas não só devido à penetração. O que lhe custou mais naquela hora foi a humilhação que sofreu, a forma violenta como o cliente lhe cuspiu em cima e o esbofeteou, no rosto, no rabo, chamando-lhe nomes cujo o significado desconhecia, até ejacular várias vezes para a sua cara. No fim, deu-lhe um tabefe carinhoso. Fora um bom menino. (...)
No fundo para Nasir acabava por ser um pouco indiferente. (...) Bastava que se esforçasse e Alá iria ajudá-lo. Principalmente, se fizesse com que esquecesse o que acontecia todas as noites naquelas ruas de Roma."

Para explorar essas fronteiras e o que de podre transborda os muros do secretismo, chegam-nos personagens já conhecidas, como o professor Catalão e a jornalista Diana, mas também oficiais da Guarda Suiça, Cardeais corruptos, um escritor, um migrante sírio e personagens virtuais que minam a opinião pública socorrendo-se das modernices mediáticas. Desta forma, o autor cria um enredo onde os suspeitos do costume são postos à prova, mas não se esquece do sofrimento das minorias ou do lado mais familiar, atribuindo múltiplas perspectivas para se olhar as vários flagelos actuais.


segunda-feira, 18 de março de 2019

«A Última Ceia» de Nuno Nepomuceno :: Opinião


"Os italianos chavamam-lhe Il Cenacolo. (...)
Todos a conheciam como A Última Ceia
(...)
Apesar do restauro recente, o estado de degradação não só era considerável, como notório. Partes do desenho inicial do desenho de Leonardo estavam desaparecidas, outras simplesmente tinham sido eliminadas, mas, quando a luz na sala diminuiu ligeiramente, provavelmente devido a uma nuvem que passava lá fora, Sofia deu por si maravilhada.
Pálidas carícias de cor, na sua maioria em tons pastel, ganharam vida perante si. Depois da entrada triunfal em Jerusalém, Jesus reuniu os apóstolos para uma refeição e previu, entre outras coisas, que um deles iria traí-lo. As grandes figuras dos discípulos agruparam-se à sua volta em conjuntos de retórica. Revoltados, gesticularam e argumentaram com uma emotividade nunca antes representada, escutados ao longe pelas montanhas que os espiavam através das janelas entreabertas."


Uma obra de arte icónica, um roubo que supera interesses monetários e uma história de amor fugaz repintam esta última ceia num tom enigmático e conferem-lhe um acabamento de thriller sofisticado. As descrições bem conseguidas e uma escrita que cativa pelo ritmo que impõe, conduz o leitor por uma viagem entre ruas, igrejas, galerias e obras de arte, como se ele próprio viajasse por Itália. E o leitor escolherá: ou vive intensamente a paixão recente entre Giancarlo Baresi e Sofia Conti, especulando as intenções de cada um ou se preocupa em desvendar a motivação por detrás do roubo de tal peça gigantesca e de valor incalculável. Independentemente da escolha, o leitor é sempre acompanhado por bons momentos literários, navegando ao longo de diversos períodos da História, tal como acontece nos últimos dois livros de Nuno Nepomuceno: «A célula adormecida» e «Pecados Santos». 

"Mas a arte é um conceito poderoso (...)
O povo hebraico achou a escultura de um bezerro de ouro tão impressionante, que resolveu venerá-lo tanto como a Deus. Luís XVI perdeu o trono devido, em parte, aos gastos excessivos que fez em quadros (...)
»A arte mão é um animal exótico que se guarde em cativeiro para que possamos admirá-lo todos os dias (...)"

A religião está sempre presente nos últimos livros de Nepomuceno, se bem que neste há um salto, cruzando religião e arte, tornando os crimes mais passionais, conferindo um tom airoso para falar do Cristianismo. Outro detalhe sempre bem conseguido é a forma como o autor aprofunda a vida dos personagens que se repetem e vêm pintalgando as três narrativas. Vemo-los surgir em cada um dos livros sempre com mais detalhes, como se cada um deles fosse um quadro em constante restauro, é assim no caso de Afonso (e de Diana), permitindo ao leitor acompanhar aquela história e os fantasmas que ficam adormecidos e, a quem que não leu os livros anteriores, a querer lê-los para entender determinadas acções dos personagens. 

Outro pormenor que tem marcado estas leituras são os relatos dos crimes ou das cenas de violência e é interessante ver como um autor evolui e com muito menos descrições consegue transmitir violência, pavor, angústia e medo, sem perder humor ou a capacidade de permitir ao leitor várias sensações numa só passagem. 

"O Tamisa serpenteava no meio dos edifícios vitorianos, mas eram os arranha-céus que mais se destacavam. O sempre ácido humor britânico batizara-os bem. Os ingleses chamavam-lhes The Gherkin - O Pepino -, The Cheesegrater - O ralador de queijo -, The Razor - A lâmina de barbear (...)
Antes de começar a falar, Richard lançou um último vislumbre aos arranha-céus. Curioso, era exactamente assim que se sentia, como um aperitivo cortado em pedaços e pronto a ser servido grelhado para o italiano degustar."


Resultado de imagem para «A Última Ceia» de Nuno Nepomucen

Mais informações em:



quinta-feira, 26 de abril de 2018

«A Cécula Adormecida» de Nuno Nepomuceno - Opinião



Depois de ter lido «Pecados Santos», não resisti a vir descobrir mais da história do Professor Catalão, bem como o thriller religioso que se sustenta na religião muçulmana. E agora, com ambos os livros lidos, a expectativa é ainda maior para um thriller que se alimente dos pecados do cristianismo.  

Aqui, se o terror está no meio de nós, o abandono e a descrença também. Uns, vítimas da guerra e dos flagelos humanitários que deflagram nos seus países de origem; outros, vítimas do desenraizamento ou da descrença total num sistema no qual, não acreditam ou sequer se identificam. São todos vítimas. E quando existem vítimas, pairam sempre à sua volta bandos de corvos: almas negras e manipuladoras, aproveitando-se da fragilidade e da estranheza de chegar a um país com tantas diferenças. É nessa fraqueza, no medo e na desconfiança, com que a fé os assinalada, que se instalam preconceitos em ambos os lados. Preconceitos alimentados pelo desconhecimento, mas também por muita informação enviesada e viciada. 

"Um sentimento de angústia e desamparo apoderou-se-lhes do coração. Há muito que se encontravam à deriva, exaustos, deixados perdidos nas águas turvas do mar, entregues a um arbítrio que não compreendiam. Era de noite. A escuridão envolvia-os. E eles não mais acreditavam.
Haviam abandonado tudo. (...)"

«A Célula Adormecida» de Nuno Nepomuceno explica, detalhadamente, muitos desses engodos e dá imensas informações, tanto para quem quer saber mais sobre a religião muçulmana, como para quem só quer estar mais esclarecido face à actualidade: Síria - Islão - DAESH/ISIS. Pelo meio, um enredo muito bem conseguido, constantemente em aceleração e claro, oportunamente actual.
Nepomuceno é capaz de informar, fazer rir, criar momentos de tensão, construir personagens credíveis e de quem queremos saber mais e tudo isto em capítulos curtos, viciando o leitor, sempre à espera do detalhe seguinte, da revelação determinante. Por vezes, provoca certas distracções intencionais, com momentos de romance ou quezílias familiares, que tão bem compõem o ramalhete.

O que também compõe muito bem este livro são as "visitas" a Istambul, uma das cidades que mais gosteis de conhecer. A descrição do professor a contemplar o estreito do Bósforo na colina que alberga a imponente Mesquita Süleymaniye levou-me de volta a essa cidade cheia de contrastes, onde navegar nas margens do Bósforo nos dá bem a dimensão tríptica da cidade.

*

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

«Pecados Santos» de Nuno Nepomuceno :: Opinião


Antes de falar propriamente do enredo, preciso de dizer que é extraordinário ver a evolução da escrita de um autor e poder ler esse salto de qualidade, maturidade e a forma como consegue, e sabe, agarrar o leitor.
Aqui no Efeito dos Livros, seguimos de perto o trabalho de Nuno Nepomuceno e muito nos orgulha que nos escolha, repetidamente, para divulgar o seu trabalho.
Este novo thriller marca uma viragem na carreira do autor, existiu toda uma nova abordagem na divulgação da escrita de Nuno Nepomuceno e parece-nos ter sido feita uma excelente campanha, no entanto, é a qualidade do livro que o está a levar a todos os escaparates e tops de venda.

*


"Se sofreis castigo, é porque Deus vos trata como filhos. 
Qual é o filho a quem o pai não castiga? 
Mas, se estais livres de castigo, do qual todos partilham, 
então sois bastardos e não filhos."


As palavras bíblicas pautam os trilhos deste enredo e fazem rodopiar o professor Afonso Catalão e a jornalista Diana entre Londres e Lisboa, mas também Jerusalém, na ânsia de serem capazes de desvendar a morte, com encenação e proporções santas, de um rabino na Sinagoga de Bevis Marks, para a qual atribuíram um culpado, Jonatham, filho de Judite, uma antiga amiga do professor. 
Porém, não julgue o leitor que o enredo se resumirá a conhecermos os caminhos românticos de um professor charmoso que, em tempos conturbados, irá ajudar a investigar uma série de crimes no seio da comunidade judaica. Não, não só, antes pelo contrário. O leitor terá aulas intensivas sobre a religião e tradição judaica, de modo a mergulhar no cenário que justifica o enredo. 
Essa tendência de agregar conhecimento a entretenimento é um traço característico dos livros de Nepomuceno e este não é excepção. 

Se no anterior, «A Célula Adormecida» (que a metade colorida devorou), o leitor se perdeu pelos meandros do terrorismo, do Islão e do Corão, desta vez, os crimes são autênticos quadros de sacrifícios bíblicos, a palavra é a da Tora e a comunidade alvo é a judaica. Quem sabe num próximo o autor de dedica ao Cristianismo, tal como o próprio disse numa entrevista. Ou seja, a religião é a causa da maioria dos conflitos vigentes e o autor pretende ajudar a compreender esses fenómenos enquanto brinda o leitor com um livros viciantes. 

Consegue-o tão bem e de forma tão emocionante e envolvente como qualquer outro escritor de thriller. Nepomuceno está à altura da maioria dos autores do género e os fãs reconhecem-no por isso.
A leitura de qualquer um dos seus livros pode ser feita em separado, mas até nisso o autor se tornou brilhante, levantando algumas pontas, aqui e ali, para que o leitor se sinta tentado a ler o anterior. Como eu fiquei, e irei ler em breve, para saber mais dos dissabores na vida de Afonso Catalão. Melhor, há ainda umas piscadelas de olho, com piadas, que o autor faz consigo mesmo. É de génio.



Um livro, Cultura Editora.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Resultado Passatempo "A Célula Adormecida"

Ora, ora, aqui vai mais um resultado.
Quem está curioso para saber se foi o feliz contemplado de um exemplar do novo livro do Nuno Nepomuceno?
Sem mais demoras....


Entre 1167 participações, damos os parabéns ao nº 847, José Luís Matos.

O vencedor já foi notificado via email.

Relembro que estão activos os nossos passatempos de natal.
Boa sorte a todos!

Já agora, relembro a opinião da metade colorida ao livro "A Célula Adormecida"

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Opinião "A Célula Adormecida"

Nestes últimos meses, quantas vezes ficaste pregado à tv a seguir atentamente as notícias sobre um novo ataque terrorista?
Quantas vezes sentiste o pânico por ver os ataques acontecer em cidades que te são familiares, em sítios cada vez mais perto de casa?
Quanto tempo achas que vai demorar até Lisboa aparecer no final da frase "atentado terrorista em..."?


Foi com esse pensamento que mergulhei de cabeça no tijolo literário que Nuno Nepomuceno nos traz com este "A Célula Adormecida"​
Pela sinopse sabia que o palco seria a cidade que me recebe todos os dias pela manhã, para mais um dia de trabalho. O que não estava à espera era de conseguir visualizar ruas, movimentos, sombras e todos os detalhes de uma história que sobe ao palco em Lisboa e começa com um ataque terrorista em pleno Marquês do Pombal. Acreditem que nunca mais vou olhar para um autocarro da CARRIS com os mesmos olhos.

No mesmo dia em que um homem se faz explodir em pleno centro de Lisboa, uma bandeira do auto proclamado Estado Islâmico é hasteada no cimo do Parque Eduardo VII e como uma desgraça nunca vem só, nessa mesma altura aparece morto o recém eleito primeiro ministro.
Este dia negro para o país é ponto de partida para o mundo de "A Célula Adormecida", um livro que me deixou mais elucidada em termos políticos, que me deu a conhecer aspectos da cultura muçulmana que me eram desconhecidos e que me fez devorar umas centenas de páginas em meia dúzia de dias.

O professor com uma ferida aberta no seu passado, a jornalista da fachada cuidada com o interior que se desmorona, uma família sobrevivente com um pai comedido, uma filha inocente e um filho catalisador.
A visão pelos olhos destes interveniente permite-nos um exercício que acho que não fazemos vezes suficientes, o de nos colocarmos no lugar dos outros. É fácil julgar, tomar decisões precipitadas, alimentar preconceitos com base na ignorância e no medo mas o que é muito difícil é vermos as coisas de um outro ponto de vista que não o nosso.

"A célula adormecida" tem todos os ingredientes para continuar a gerar novas edições. Uma lição de história, actualidade, aceitação, revolta e um sem numero de sentimentos que nos povoam ao longo da leitura. 
Não descansei enquanto não o terminei.
E não vou descansar enquanto não levar mais gente a conhecer o mais recente livro do Nuno Nepomuceno.

Hoje é o lançamento oficial do livro.
Fica o convite

Uma aposta

segunda-feira, 7 de março de 2016

A hora solene - Nuno Nepomuceno - Opinião

Já há algum tempo que esperava para ver o que o Nuno tinha para nos oferecer no fim desta demanda.
Em conversas com o autor e com o mistério por resolver dos estranhos envelopes que fomos recebendo (desde já digo que foi uma campanha de marketing muito bem conseguida), antes da apresentação do ultimo volume, a minha ânsia pelo fim do mistério adensou-se.
Depois ainda ficou mais aguçada quando a capa prometia um banho de sangue, perguntei logo ao Nuno se iria ser uma BLOOD RAVE estilo Blade, o que me respondeu que iria haver sangue...
E sangue houve, disso não se podem escapar!

Quanto ao livro em si, o Nuno não desilude. Uma escrita cuidada e cheia de detalhes, gosto muito de ler certas partes e conseguir ser transportado para cidades que já visitei, quase como um roteiro. Interessante é também o contrário, pensar que quando lá voltar conseguirei reconhecer os locais de certos episódios.


Os detalhes a que faço referência, indicam o cuidado e a pesquisa que o Nuno faz para tornar o enredo mais real, o para mim é  um dos pontos altos do livro, já o referi nas outras opiniões. Julgo que o realismo que ele consegue trazer para a acção, acabam por colocar o leitor na pele do nosso espião.

Neste «A hora solene», o autor consegue finalizar uma história de espionagem muito bem engendrada, por muitas vezes com voltas e reviravoltas de que não estamos à espera, outras que até descobrimos e tudo torna a narrativa mais empolgante e fácil de absorver, Chega a ser compulsivo.

A parte mais violenta consegue dar uma dose certa de malvadez e tornam o enredo mais próximo do que eu idealizo da realidade do mundo da espionagem, onde os bons nem sempre podem ser totalmente bons ou os vilões serem cada vez mais duros, mas não me pretendo alargar mais para não dar pista alguma.

Fico a aguardar futuras sagas e personagens criadas pelo autor. Obrigada Nuno!


Para saber mais sobre o livro e o autor Aqui.




quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Resultado | Passatempo «A HORA SOLENE» de Nuno Nepomuceno


Depois de termos trazido até aos fãs do Efeito dos Livros os outros dois volumes da trilogia criada por Nuno Nepomuceno, chega a vez de apurar o vencedor para o 3º livro desta saga.

Com um total de 1303 participações, a participação vencedora é a n.º 668, para Anabela Neto.

*
Todos os vencedores são contactados por e-mail e devido à época festiva, os resultados só serão enviados às editoras, bem como os livros no começo de 2016.

Um passatempo com o apoio:




segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Passatempo «A HORA SOLENE» de Nuno Nepomuceno


Depois de termos trazido até aos fãs do Efeito dos Livros e também da trilogia criada por Nuno Nepomuceno, chega a vez de sortear o 3º livro desta saga.

Participem!!!

Passatempo termina a 19/12/2015

Para se habilitar ao passatempo, preencha o formulário abaixo e siga as regras dos nossos passatempos:

ATENÇÃO - REGRAS:
- O preenchimento do formulário é obrigatório para se habilitar ao passatempo.
- Podem participar todos os dias, basta voltar a preencher o formulário.
- Só serão apuradas participações de fãs e/ou seguidores.
- Ser fã e seguidor, duplica as hipóteses de ganhar.
- Só aceitamos participações de residentes em Portugal.
- Sorteamos os prémios no random.org entre todos as participações.
- Não nos responsabilizamos por nenhum extravio. O prémio será enviado pela Editora.

Um passatempo com o apoio:

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Novidade Topbooks - "Hora Solene" de Nuno Nepomuceno

Chegou a hora, a Hora Solene, o terceiro e último volume da trilogia Freelancer de Nuno Nepomuceno.
Inspirado num discurso de guerra de Winston Churchill, depois de atingir a consagração com A Espia do Oriente, o vencedor do Prémio Literário Book.it 2012 com O Espião Português, Nuno Nepomuceno regressa para a terceira e última parte da trilogia Freelancer. Um romance de espionagem imprevisível, no já característico estilo sofisticado e intimista do autor, onde os valores tradicionais da cultura portuguesa se fundem com uma abordagem inovadora e única que o irá surpreender.


Numa fria noite de tempestade, um homem é esfaqueado e deixado abandonado no meio de uma rua de Londres. A poucos quilómetros de distância, um procurado terrorista de nome O Gótico entrega-se voluntariamente aos serviços de inteligência britânicos. Ao mesmo tempo, um avião sofre um violento atentado sobre os céus da Irlanda, enquanto um surpreendente vídeo é entregue na redação de uma famosa cadeia de televisão.

Bem no centro destes acontecimentos que aparentemente nada têm em comum, está André Marques-Smith. Importante funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o espião português lança-se numa demanda impossível pela verdade. Mas não está sozinho. Foragidos, dois antigos colegas regressam e revelam ao mundo tudo o que está por detrás do Projeto Lebodin. E há ainda uma mulher. Em parte incerta, esta misteriosa espia de feições orientais poderá ser a chave de todo o mistério. Mas que explicação haverá para o seu desaparecimento?

Conseguirão os dois agentes alguma vez ficar juntos?

Através de uma viagem frenética por entre os deslumbrantes cenários reais de Londres, Hong Kong, Macau, Praga, Belize, Moscovo e Lisboa, as missões multiplicam-se, os disfarces sucedem-se. Questões sobre ética, moral, família e o valor da vida humana são levantadas. E uma teia de meias-verdades, ilusões, e complexas relações interpessoais é finalmente desvendada no capítulo final de uma série que já estabeleceu novos patamares para a ficção nacional.

Uma novidade
Relembro as opiniões aos outros dois livros da série

Opinião - "O Espião Português" (ElsaR)

O Espião Português - Nuno Nepomuceno (Caracol Literário)

«O Espião Português» e «A Espia do Oriente» - Opinião conjunta (Caracol e EfeitoCris)

Opinião da ElsaR ao "A Espia do Oriente"


quinta-feira, 4 de junho de 2015

Opinião da ElsaR ao "A Espia do Oriente" de Nuno Nepomuceno

Para tudo! Deixem passar A Espia do Oriente, a mulher que, acompanhada por André Marques-Smith, o Espião Português, vai dominar esta série, a nossa mente durante a leitura e os nossos corações nas últimas páginas.


Se ainda não tiveram oportunidade de ler o primeiro, cuja crítica já se encontra publicada nos três pontos de vista aqui dos leitores do blog, então façam um favor a todos e vão comprar o livros, ou melhor, os dois. Tragam para casa o Espião e a Espia!

Este segundo volume sobe a fasquia em termos de qualidade de enredo, de desenvolvimento do lado humano (e desumano das personagens) e em número de folhas (acho que estas 483 páginas desenvolveram-me os músculos durante a leitura).
Por isso, acho que tenho que começar por dizer...Parabéns Nuno!
Só não devorei este livro mais depressa por falta de tempo e por receio do fim. Na realidade, não queria que acabasse!
Tal como aconteceu com o primeiro livro, a empatia que se cria com as personagens é enorme, o que para mim, é um dos pontos chave desta série.  Em “A Espia do Oriente”, a ligação que temos com André intensifica-se e com a nossa Espia, não resistimos a estabelecer uma ponte com contornos nunca antes imaginados.

Mas esta ligação com as personagens e com a continuação da história não é o único ponto alto deste livro. O olho para o detalhe, a abordagem cinematográfica e exploratória das cenas e locais visitados é SEMPRE uma mais valia para a história de André Marques-Smith, o caso Lebodin e todos as voltas e reviravoltas que surgem ao longo deste volume.
Ai a facilidade com que se combina acção, intriga, drama humano e paixão, SIM, porque ela há e muito em “A Espia do Oriente”.

Eu não vou entrar em detalhes com a história. quem leu o primeiro sabe quem é a Espia, o que nos espera neste segundo livro MAS nem sonha com as surpresas que nos apanham ao longo desta 483 páginas. Raios, já tenho saudades do André!

O Nuno conseguiu superar-se ao criar uma história que nos envolve e nos deixa pendurados naquele final de prender a respiração.

Para quando o terceiro? 
Pode ser para já!?



segunda-feira, 1 de junho de 2015

«O Espião Português» e «A Espia do Oriente» - Opinião conjunta


A equipa andou toda a ler os livros do Nuno Nepomuceno. Enquanto eu tomava conhecimento da história do Espião, lendo o primeiro volume, já a Elsa e o Paulo queriam descobrir o mistério da Espia do Oriente.

Sendo assim, faz-me sentido que aqui encontrem duas breves opiniões a ambos os livros, uma vez que agora já estão os dois à disponibilidade do grande público.

*

«O Espião Português» - Opinião por Efeitocris

Somos assaltados de imediato pela acção logo na primeira página. Freelancer, o nosso espião ou André, o homem romântico e clássico está em fuga e em mais uma missão. Há desde cedo uma caracterização do homem e do enredo que vamos perseguir ao longo de quase 400 páginas. Esperam-nos momentos de acção, de espionagem, alguma parte turística e claro, romance ou não fosse o nosso personagem um romântico, um homem clássico e de valores. Pelo menos a mim deixou-me com essa sensação, Nuno Nepomuceno cria um livro com os toques de um policial clássico e com requintes cinematográficos.

Considero que o livro está bastante equilibrado, entre momentos de tensão, para descobrirmos mais um detalhe que componha a história e momentos que caracterizam o espaço e os personagens que engrossam o enredo, deixando algumas "pontas soltas" para nos entusiasmar para a continuação da história.

Julgo até que alguns acontecimentos e desenlaces que adivinhamos ou suspeitamos, até nisso, tem o toque dos clássicos, o que torna o trabalho do autor ao nível dos livros do género internacionais.

"Os primeiros sinais foram vistos no céu. O azul, que se havia mantido pálido e frio durante todo o dia, rasgou-se e nuvens pesadas, negras, carregadas de tensão cobriram-no por completo. Turvo, impenetrável como sempre, o Danúbio tremeu de antecipação com as águas escuras a agitarem-se rapidamente. E, como uma redução de andamento numa partitura épica antes da apoteose final, a temperatura caiu, desamparada, vários graus numa só hora."

Quem gosta do género vai querer ler este e o seguinte e o outro ainda.

*

«A Espia do Oriente» - Opinião por Caracol Literário


No seguimento do anterior, lido até recentemente aquando do lançamento na TopBooks, seriam incapaz de não começar logo a ler este segundo volume.
O livro continua com a mesma força e entusiasmo do primeiro e o mistério adensa-se e é intrigante.

Este, é um daqueles que temos de ler bem rápido, queremos chegar ao fim e ver se a história bate certo com o que vamos criando na nossa cabeça, aliás ter o desejo de desvendar o mistério é para mim o segredo do sucesso destes livros.

Nuno Nepomuceno consegue pela segunda vez manter o leitor agarrado a história, com personagens muito bem construídas e tal como referi no primeiro, é fácil acreditar que estas personagens podiam ser reais.

Quanto à história não vou dizer muito mais, pois iria dar pistas e estas iriam, provavelmente, estragar o prazer de descobrir o que vai na mente do autor. Mesmo assim posso dizer que os ingredientes são comuns entre livros, com paixões, amores e desamores, com muitas voltas e reviravoltas e claro, mulheres bonitas, pelo menos assim os imaginamos.
O livro leva-nos a acreditar que já sabemos o que vai acontecer,mas... duas páginas a seguir já estamos de novo enrolados e desconfiados de que a solução possa estar noutro lado.

Gostei bastante desta nova leitura e ao contrário de algumas pessoas com quem já tive o prazer de discutir o livro, até gostei do fim, claro está que a minha mente já está a pensar no que ai vem no terceiro.
Espero que o Nuno me consiga surpreender.


Obrigada Nuno pelos momentos de leitura.
Acompanhem o Nuno Nepomuceno aqui: http://www.nunonepomuceno.com/

Resultado - Passatempo «A Espia do Oriente»


Ficámos muito contentes com as 1316 participações para o novo livro do Nuno Nepomuceno.

A vencedora é a participação 281 em nome de Dália Antunes.

A vencedora foi notificada por e-mail.

Obrigada a todos pelas participações.

*

Obrigada ao Nuno Nepomuceno pelo passatempos e pelos bons momentos de leitura.
Mais informações sobre os livros aqui: http://www.nunonepomuceno.com/

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Lançamento - A Espia do Oriente de Nuno Nepomuceno

Fica a sugestão de programa para fim de tarde:


Quarta, 13 de Maio, pelas 19h na Fnac do Colombo.

Fica a página do autor: http://www.nunonepomuceno.com/

E o evento: https://www.facebook.com/events/494835787335643/

Uma edição TOPBOOKS: http://topbooks.pt/produto/a-espia-do-oriente/

segunda-feira, 11 de maio de 2015

PASSATEMPO - A Espia do Oriente de Nuno Nepomuceno



É com muito gosto que renovamos a parceria com Nuno Nepomuceno e divulgamos este segundo volume da Trilogia Freelancer, A Espia do Oriente.

O livro terá muito em breve lançamento, já esta quarta, 13 de Maio e deixamos também o convite.


O PASSATEMPO DECORRE ATÉ 23/05/2015
Um passatempo com o apoio do próprio autor.
Saibam mais aqui: http://www.nunonepomuceno.com/

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domingo, 10 de maio de 2015

Comecei a ler...

A Espia chegou ao Efeito dos Livros e a leitura do segundo volume da série Freelancer começou.
Vamos lá ver o que nos espera nesta nova aventura de André Marques-Smith :)


DÚVIDA. CONFIANÇA. TRAIÇÃO.

Dubai, Emirados Árabes Unidos.
De férias na região, um investigador norte-americano é raptado do hotel onde se encontrava instalado. Uma nova pista sobre um antigo projecto de manipulação genética é descoberta e a Dark Star, uma organização terrorista internacional, está decidida a utilizar os conhecimentos deste cientista para ganhar vantagem.
Contudo, de regresso à Europa, uma das suas operacionais resolve trair o sindicato do crime e oferece-se para trabalhar como agente dupla ao serviço da inteligência britânica. O mistério adensa-se quando esta mulher, de nome de código China Girl, impõe como única condição colaborar com André Marques-Smith, o director do Gabinete de Informação e Imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros português e espião ocasional.
Obrigados a trabalhar juntos para evitarem um atentado a uma importante líder europeia, uma atmosfera tensa, de suspeição e desconfiança, instala-se de imediato entre os dois. Mas que segredos esconderá esta mulher, cujo próprio nome é uma incógnita? Serão as suas intenções autênticas? Será o espião português capaz de resistir à sua invulgar e exótica beleza?


A trilogia Freelancer é uma aposta Topbooks

Relembro a opinião ao 1º Volume "O Espião Português" pela Elsa e pelo CaracolLiterário.

terça-feira, 21 de abril de 2015

O espião Português - Nuno Nepomuceno - Topbooks

«O Espião Português» é um daqueles livros que se agarra e depois já só se larga quando a história "acaba"! O melhor aqui é que nem acaba... vai continuar e já estamos a aguardar o 2º volume.

Vou fazer uma comparação que muitas vezes não é bem vista mas ai vai: se a capa fosse mais escura e em vez de dizer só Nuno Nepomuceno dissesse James Patterson com co-autoria com Nuno Nepomuceno iria certamente ser um livro para estar no Top de Vendas Internacional.

Todas as crianças um dia imaginaram ser um James Bond, um super espião, atlético, bonito, inteligente, mas esta visão vai-se desvanecendo conforme os anos passam, ficando com a ideia de que em Portugal não poderia existir um espião deste calibre. Porém, Nuno Nepomuceno consegue brilhantemente criar uma personagem que nos leva ao tempo dos sonhos e faz acreditar “Afinal pode haver O espião português”.

A personagem principal está muito bem construída, às vezes até pode parecer perfeita demais, mas logo em seguida volta a ser meramente humana, quando nos deparamos com pés inchados e uma má escolha de sapatos, um espião que quase perde uma missão porque transpira... sim português que é português se corre, transpira e é nestes pequenos pormenores que a personagem se torna credível.

André, o nosso espião podia mesmo ser qualquer um de nós, podia até ser eu, tinha era de perder um bocado de barriga, crescer uns centímetros, ter uma conta bancária um bocadinho maior e mais uns quantos atributos, mas podia ser eu! Desta forma, facilmente saltamos para dentro do livro e fantasiamos ser a personagem, perdemo-nos a pensar como vou salvar a situação, e agora o que eu faria?..

Só falei da personagem principal mas todas as outras que rodeiam o André estão bem conseguidas e facilmente conseguimos identificar algum dos nossos amigos em alguma delas, amigos com amores perdidos, amigos de escola, pseudo amigos... o que torna todo o enredo mais hilariante.

Quanto ao enredo o Nuno leva-nos a visitar algumas das mais importantes cidades da Europa como Estocolmo, Roma, Viena, Londres e a nossa bela Lisboa, onde o nosso espião tem de se arriscar para cumprir as suas ordens tanto a nível dos negócios estrangeiros, com as suas missões ao serviço da Cadmo (a agência de espionagem para quem trabalha), entre recuperar escritos antigos e proteger companheiros, somos brindados com traições, emoções, amores e desamores e muito mistério e adrenalina, tudo numa história que vai continuar no próximo voluma da saga que estou em pulgas por ler….


Em breve: Trilogia Freelancer :: 2º Volume "A Espia do Oriente"



sexta-feira, 17 de abril de 2015

Trilogia Freelancer :: 2º Volume "A Espia do Oriente"

Quem nos segue por aqui sabe que apoiamos o Nuno Nepomuceno e a sua Trilogia Freelancer, por isso, é com imenso gosto de divulgamos o lançamento do 2º volume, "A Espia do Oriente", já agendado para dia 6 de Maio.
Apontem ai!
E se ainda não leram o primeiro volume, levantem-se e saiam com direcção à livraria mais próxima.

Sinopse

DÚVIDA. CONFIANÇA. TRAIÇÃO.

Dubai, Emirados Árabes Unidos.
De férias na região, um investigador norte-americano é raptado do hotel onde se encontrava instalado. Uma nova pista sobre um antigo projecto de manipulação genética é descoberta e a Dark Star, uma organização terrorista internacional, está decidida a utilizar os conhecimentos deste cientista para ganhar vantagem.
Contudo, de regresso à Europa, uma das suas operacionais resolve trair o sindicato do crime e oferece-se para trabalhar como agente dupla ao serviço da inteligência britânica. O mistério adensa-se quando esta mulher, de nome de código China Girl, impõe como única condição colaborar com André Marques-Smith, o director do Gabinete de Informação e Imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros português e espião ocasional.
Obrigados a trabalhar juntos para evitarem um atentado a uma importante líder europeia, uma atmosfera tensa, de suspeição e desconfiança, instala-se de imediato entre os dois. Mas que segredos esconderá esta mulher, cujo próprio nome é uma incógnita? Serão as suas intenções autênticas? Será o espião português capaz de resistir à sua invulgar e exótica beleza?

Vencedor do Prémio Literário Note! 2012, Nuno Nepomuceno regressa com A Espia do Oriente, o segundo livro da série Freelancer. Por entre os cenários reais de Budapeste, Berlim, Londres, Courchevel, Dubai e Lisboa, o autor transporta-nos para um mundo de mentiras, complexas relações interpessoais, e reviravoltas imprevisíveis. Uma reflexão profunda sobre os valores tradicionais portugueses, contraposta com a sua já habitual narrativa intimista e sofisticada, e que vai muito além do tradicional romance de espionagem.


A trilogia Freelancer é uma aposta Topbooks

Relembro a opinião ao 1º Volume "O Espião Português" pela Elsa e pelo CaracolLiterário.

sábado, 12 de julho de 2014

Trilogia Freelancer de Nuno Nepomuceno - 2º volume (Sinopse)

É com imenso prazer que anunciamos que o 2º volume da trilogia Freelancer de Nuno Nepomuceno já tem sinopse (mas ainda não tem data de lançamento)
Depois de termos lido "O Espião Português", entrevistado o Nuno e contado com a sua presença no nosso picnic literário, só nos resta esperar com entusiasmo a chegada das novas aventuras de André Marques-Smith


Quatro meses volvidos sobre os acontecimentos da última primavera, em Viena, a luta pelo Projeto Lebodin está ao rubro. Uma nova pista sobre o código dos documentos do malogrado cientista russo é descoberta. E, decidida a ganhar vantagem sobre a Cadmo, a Dark Star lança-se na sua perseguição.

Para tal, conta com China Girl. Uma espia implacável, dona de uma beleza sem precedentes. Uma combinação explosiva de traços orientais e ocidentais, com tanto de exótico, quanto mortífero.

Mas que passado terá esta mulher, cujo próprio nome permanece desconhecido? Que segredos esconde? Que planos tem para o futuro? Mais importante, estará ela disposta a tudo em nome do sindicato do crime?

E André Marques-Smith? Que será feito do espião português, agora que descobriu toda a verdade? Será ele capaz de esquecer os fantasmas antigos e derrotar a Dark Star? Ou irá render-se também ele à sedução do submundo do crime e terrorismo internacional? Serão os dois espiões capazes de refutar a inegável atração que os une?


Por entre os fantásticos cenários de cidades como Dubai, Budapeste, Londres, Courchevel e Lisboa, um mundo de mentiras, traições e suspeições, revela-se. Uma reflexão profunda sobre valores tradicionais como família, confiança e amor. Uma narrativa que vai muito além do tradicional romance de espionagem.

:)
Ficamos à espera.
Boas leituras!