quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Resultado | Passatempo de Natal 11 - "Eve e as Trevas" - 5 Sentidos

E vamos lá iniciar alguém na conturbada vida da Eve.



A vencedora é Telma Mota Oliveira com a participação nº 444, de um total de 1286 participações.

Todos os vencedores são contactados por e-mail e devido à época festiva, os resultados só serão enviados às editoras, bem como os livros no começo de 2016.

Um passatempo com o apoio

Resultado | Passatempo de Natal 10 - "Mesmo antes da Felicidade" - Guerra & Paz

E estamos quase a chegar ao fim...



A vencedora é Ana Rita Parauta com a participação nº 224, de um total de 986 participações.

Todos os vencedores são contactados por e-mail e devido à época festiva, os resultados só serão enviados às editoras, bem como os livros no começo de 2016.

Um passatempo com o apoio

Resultado | Passatempo de Natal 9 - "Dominadas" - Quinta Essência

Vamos lá aquecer o Inverno de um dos nossos seguidores com o resultado deste passatempo



A vencedora é Rita Serafim Verdial com a participação nº 1254, de um total de 2184 participações.

Todos os vencedores são contactados por e-mail e devido à época festiva, os resultados só serão enviados às editoras, bem como os livros no começo de 2016.

Um passatempo com o apoio

Resultado | Passatempo de Natal 8 - "Just Breathe - Apenas Respira" - Chiado Editora


E chega agora o resultado deste passatempo. O vencedor é o João Ribeiro Ventura com a participação nº 362, de um total de 889 participações.

Todos os vencedores são contactados por e-mail e devido à época festiva, os resultados só serão enviados às editoras, bem como os livros no começo de 2016.

Um passatempo com o apoio:

Resultado | Passatempo de Natal 7 «Pack Editorial Planeta»



O Pack a sorteio é composto pelos dois livros:
Deixa-te Levar de Megan Maxwell
e
Quando as Estrelas Caem de Amie Kaufman e Megan Spooner.

E chega agora o resultado deste pack, a vencedora é Sílvia Gonçalves Afonso (Isa Afonso no Facebook) com a participação nº 472, de um total de 1473 participações.

Todos os vencedores são contactados por e-mail e devido à época festiva, os resultados só serão enviados às editoras, bem como os livros no começo de 2016.

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Um passatempo com o apoio:

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Resultado | Passatempo de Natal 6 «Pack Editorial Presença»


O Pack a sorteio é composto pelos dois livros:
- Tempo de partir de Jodi Picoult
e
- 101 Experiências Científicas Fixes

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E chega agora o resultado deste pack, a vencedora é Elisa Esteves com a participação nº 1478, de um total de 1579 participações.

Todos os vencedores são contactados por e-mail e devido à época festiva, os resultados só serão enviados às editoras, bem como os livros no começo de 2016.

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Um passatempo com o apoio:

Resultado | Passatempo de Natal 5 «Bear Grylls, Lama, Suor e lágrima» - Marcador


O incontornável livro daquele que é um icon de resistência e resiliência... 
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Com um total de participações de 1058, a participação vencedora é a nº 308 para Nuno Meireles.

Todos os vencedores são contactados por e-mail e devido à época festiva, os resultados só serão enviados às editoras, bem como os livros no começo de 2016.

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Um passatempo com o apoio:

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Resultado | Passatempo de Natal 4 «Guia Astrológico para corações partidos» - Suma de Letras


O divertido Guia Astrológico vai chegar às mãos de:
Marcos David Da Silva

O passatempo teve um total de 1424 participações e a participação vencedora foi a nº 1318.


Todos os vencedores são contactados por e-mail e devido à época festiva, os resultados só serão enviados às editoras, bem como os livros no começo de 2016.

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Um passatempo com o apoio:

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Resultado | Passatempo de Natal 3 «O Homem que mordeu o cão» - Objectiva


Um livro que dispensa apresentações e que fará as delícias de muitos.

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Com um total de 1245 participações, temos como vencedora, a participação nº 249 em nome de António Araújo. 


Todos os vencedores são contactados por e-mail e devido à época festiva, os resultados só serão enviados às editoras, bem como os livros no começo de 2016.

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Um passatempo com o apoio:

Resultado | Passatempo de Natal 2 «O que vemos quando lemos» - Elsinore


O livro surpresa deste ano!
Não perca esta oportunidade de o ter.

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Com 1116 participações, a participação vencedora é:
Cristina Carvalho, com o # 328


Todos os vencedores são contactados por e-mail e devido à época festiva, os resultados só serão enviados às editoras, bem como os livros no começo de 2016.
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Um passatempo com o apoio:

Resultado | Passatempo de Natal 1 - «A Casa de Bonecas» - TOPSELLER


Depois de uma leitura viciante e com opinião já por nós divulgada, leiam mais aqui. Chega a vez de atribuir este terceiro livro de M. J. Arlidge.

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Com um total de  2133 participações, a vencedora é a 1984 para Ana Marques.

Todos os vencedores são contactados por e-mail e devido à época festiva, os resultados só serão enviados às editoras, bem como os livros no começo de 2016.

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Um passatempo com o apoio TOPSELLER.

Resultado | Passatempo Especial de Natal - «O Coro dos Defuntos» Prémio Leya 2015

Ficamos muitos gratos por termos tido a oportunidade de sortear o mais recente Prémio Leya. Chega a vez de o atribuir ao vencedor.

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Com um total de 1084 participações a participação vencedora é a 1038 em nome de Ana Daniel. 

Todos os vencedores são contactados por e-mail e devido à época festiva, os resultados só serão enviados às editoras, bem como os livros no começo de 2016.
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Um passatempo com o apoio:

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

“Todos os dias são bons para roubar” de Teju Cole :: Opinião


Regressar à escrita de Teju Cole era imperativo. Depois de uma estreia fabulosa com «Cidade Aberta» ficou uma enorme vontade de voltar e de conhecer um pouco mais da sua prosa e das suas influências e neste, «Todos os dias são bons para roubar» encontramos exactamente isso, a capacidade de Cole para relatar a realidade com o dom de um contador de histórias. 

"Uma música suave desperta-me na manhã do dia seguinte: o chamamento do muezim para as orações ecoa através da floresta do vale que separa a propriedade do minarete. Levanto-me e deambulo pela casa (...) O desfiladeiro já não tem agora o mesmo aspecto imaculado (...) A floresta perdeu a batalha. Visto de um certo ângulo, o desfiladeiro tem ainda alguma coisa de primitivo, condiz com uma certa visão que se tem de África."

Num relato carregado de memórias, chegamos a uma ficção que espelha a realidade nigeriana aquando da volta do narrador a Lagos, capital da Nigéria, após mais de uma década de ausência. 
Apesar das semelhanças, já que o autor nasceu nos E.U.A. e cresceu na Nigéria, também o narrador, cujo o nome não sabemos, vem de Nova Orleães até Lagos para visitar a família. No entanto, a desigualdade com que se depara é alarmante e chega até a ser desesperante tanto para quem sempre lá viveu como para quem regressa. 

Confundido desde cedo com um oyibo, um estrangeiro, o nosso narrador divaga e recorda as diferenças com que os anos carregaram a Nigéria e sem esquecer a atitude com que deve caminhar nas ruas para evitar determinadas abordagens prejudiciais. Ainda assim, relata tudo de forma quase cinematográfica, fazendo um roteiro para o qual as fotografias são um excelente ponto de partida, espicaçando a nossa curiosidade.  

"Tudo nesta cidade que me é, ao mesmo tempo, estranha e familiar, está pejado de histórias, o que me faz pensar na vida como uma sucessão de histórias. (...) É toda essa textura literária que existe em vidas cheias de narrativas imprevisíveis que me agrada."

Talvez fosse em busca dessa textura literária e também da imprevisibilidade própria da Nigéria que o narrador enveredou por este retorno. Com o ponto de partida em Nova Orleães, em mais um dia bom para roubar, a corrupção é uma constante e viaja com ele. Estabelecendo um paralelismo entre a sociedade evoluída e recheada de oportunidades com aquela em que tudo tem um preço e vários intermediários a quem pagar. 

Numa análise mais profunda ao que vê, analisa o Governo, a falta de regras definidas, a corrupção, a educação e a dificuldade em atingi-la nas devidas condições, tal como a música, os livros... a cultura em geral... todas essas dinâmicas da sociedade nigeriana são reveladas ao leitor como se de pequenas histórias se tratassem e, sem esforço nenhum, se entrelaçassem e fizessem o leitor viajar nesta terra tokunbo... "para além do mares", num local e com um povo cheio de contradições e tensões acumuladas.

"É uma coisa que não se pode dizer em voz alta, mas há por aqui muita violência reprimida. (...) E é por isso também que é difícil ver o que está aqui tão presente à nossa volta (...)" As palavras são de Tomas Tranströmer, mas o narrador diz-nos que podiam ter sido escritas a pensar na Nigéria, quando avalia, por exemplo, a falta de arte em geral e a ausência de investimento em autores nigerianos ou em como um livro ou um cd estão acima das posses do cidadão comum.

"É errado ser infeliz. E também nunca vale a pena aprofundar pormenores, porque a ideia geral é mais do que suficiente. São estas e outras palavras que ficam deste último livro de Teju Cole, assentes sempre em contradições, cuja a análise não sabemos se deve ser feita. 
Entre memórias e relatos, visitas familiares e pequenos incidentes, existe reconhecimento e gratidão e, aqui e ali, réstias de esperança de quem continua a criar e a acreditar, como a editora que apoiou Fatai Rolling Star, dos quais deixo as sonoridades com que aumentam a World Music.

  


Uma leitura com o apoio QUETZAL.

Opinião :: "Seduzo-te" de J. Kenner


O que acontece quando uma mulher da lei fica rendida a um homem de carácter duvidoso e com uma folha de crimes considerável? 
Um enorme conflito de interesses, uma batalha entre a razão e o desejo, algo que na cabeça de Sloane Watson não devia sequer ter começado quando mais se ter tornado em algo sem o qual não consegue viver.

Conhecemos Sloane, detective da polícia do Indiana de baixa medica após um incidente com uma bala perdida. Como todo o polícia que o faz do trabalho a sua vida, Sloane encontra-se em Chicago a investigar, por sua própria conta e risco, o desaparecimento da amiga de uma amiga, uma stripper que trabalha no Destiny, o clube dos cavaleiros (e de outros cavalheiros!) 
Decidida em obter as informações que não conseguiu junto das trabalhadoras do Destiny, Sloane decide aumentar a parada e focar a sua atenção no proibido Tyler Sharp, usando um dos mais velhos métodos no livro de truques femininos, a sedução. Mas por vezes o caçador vira caça e num abrir e fechar de olhos, é Sloane a perseguida por um enigmático, decido e sensual empresário com um corpo e um background ilegal em vários estados.
Tyler é homem para saber quem, quando e como ainda antes de Sloane se cruzar com ele.  
Desde o primeiro capítulo o ambiente é tão quente que é capaz de fazer subir as temperaturas nestes dias frios que se avizinham.
Juntos iniciam o que começa por ser um acordo de interesses, onde o prazer e os "negócios" se misturam mas em que rapidamente o sentido de posse toma o lugar da razão, os sentimentos enevoam o julgamento e quando se encontra o fio à meada do caso que a levou até Chicago, Sloane está tão perdida em Tyler que não há volta a dar.
E quando encontramos alguém que dá sentido ao tempo e compreensão aos pensamentos sombrios na nossa cabeça, será que realmente conseguimos voltar à vida que tínhamos antes?
E até onde estamos dispostos a ir sem comprometer a pessoa que somos?

"Quero uma mulher que se acenda comigo, que se funda comigo, que se encaixe em todos os meus lugares vazios. É essa mulher és tu, Sloane"

Uma história sensual com uma viagem ao centro do prazer, onde as sombras do passado aguardam que o limite seja transposto, para quebrar o que atrás de uma fachada de duro se esconde.

A série Mais Procurados de J. Kenner captou a minha atenção com a história de Evan e Angelina mas acima de tudo foram os cavaleiros, o seu trabalho no submundo de Chicago e a sua união que me captivou.
Mal posso esperar por ler a história de Cole e assim poder reencontrar Evan, Angelina e estes dois teimosos.

A série "Mais Procurados", assim como a série Stark de J. Kenner, são apostas da
(mais informações sobre os livros aqui)

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

«A Casa de Bonecas»de M.J. Arlidge :: Opinião



Aviso! Não comece a ler este livro deitada na cama... 
...nem com ideias de ir dormir!

Inquietante, arrepiante e viciante, tal como os outros dois livros de M.J. Arlidge.
O ambiente criado pelo autor é constantemente sufocante e povoado por personagens recheados de passados angustiantes. «A Casas de Bonecas» é um relato que expõe transtorno e demência, encaminhando um jovem a tornar-se no maior pesadelo das mulheres que têm o azar de corresponder ao seu modelo, à sua boneca... ao seu fantasma.

A acção deste thriller divide-se entre momentos escuros e sombrios, tanto com as mulheres em sofrimento, como com os corpos que são descobertos na praia. No entanto, o sofrimento é uma constante neste livro. Arlidge traz-nos sempre mulheres e homens sofridos e aturdidos com os caminhos que a vida os faz levar. Helen, Ceri, Charlie, Ruby, Emilia e até Summer são todas elas um elenco poderoso de vidas perdidas ou em recuperação. Mulheres que arriscam por se salvar ou por conceder salvação a outros. Todas elas assombradas por decisões do passado e tormentos do presente.

Os homens que Arlidge constrói também não são menos danificados que as mulheres que os acompanham. Loyde, Daniel, Jack ou Ben, todos eles vivem os seus dias em busca de outras conquistas, umas mais tóxicas que outras, mas são todos eles personagens cheios de remorsos e culpas. 

Em suma, M. J. Arlidge habituou o leitor a personagens despedaçadas, que buscam esperança uns nos outros e depositam as suas piores e melhores intenções no trabalho, já que é mesmo a profissão o bem (e o mal) maior naquelas vidas frágeis e desapegadas. 

Ainda assim, este «A Casa de Bonecas» é menos sádico no que se refere a descrições dos crimes, comparativamente aos anteriores. O cativeiro não deixa de ser tenebroso, mas julgo que este terceiro livro é bem mais para viciar o leitor no leque de personagens. Dei por mim, a certa parte, muito mais interessada em saber até onde iria a chefe Ceri Harwood ou a questionar-me sobre os enredos em torno da vida da sóbria, mas inquieta Helen Grace.

"Captara na perfeição a magnitude do crime, a frialdade da praia e a solidão dos túmulos (...)"
As palavras são da jornalista Emilia Garanita, mas espelham bem os cenários que Arlidge consegue oferecer aos leitores ávidos de policiais.

Para a Ruby e para o livro escolho o novo single - “The Story of a Rag Doll” - de at freddy's house que me tem arrebatado pela sonoridade e densidade que me encaminha para o livro em si.


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Uma leitura com o apoio TOPSELLER.


sábado, 12 de dezembro de 2015

«Tóquio vive longe da terra» de Ricardo Adolfo :: Opinião

Ao lermos este «Tóquio vive longe da terra» ficamos a saber que é possível casar novamente com o marido, mas sem ter a presença desse no "novo" dia de casamento. Estranho? É verdade, neste livro existem relatos de coisas muito estranhas. No entanto, o estranho, o alien, é o próprio autor e ao que parece protagonista, português a residir em Tóquio que reuniu agora as crónicas que foi publicando na revista Sábado, dedicadas ao modo de vida que tem experimentado desde que se mudou para aquela ilha. 

Afastado da terra, mas sem estar próximo dos ilhéus, Ricardo Adolfo traz-nos, num registo peculiar, as excentricidades de viver numa realidade quase que paralela à nossa. Peculiar é também o mix entre realidade e ficção. Temos o autor e temos um personagem, mas e distinguir a realidade da ficção? Terão todos aqueles episódios acontecido? Ou o autor conseguiu reunir um conjunto muito caricato e hilariante de hábitos que caracterizam o povo japonês!? Ficcionado ou não, os hábitos é o que interessa e a viagem é completamente feita à deriva. 

"(...) os policias não perceberam a pergunta. Como é que alguém poderia querer fazer algo que não se podia fazer?
Enquanto eles tentavam processar o desejo de se fazer algo que não se deve, corri praia fora com um sorriso do tamanho do oceano, sempre à espera de bater com a cara na porta transparente do mar."

Entre quartos gaveta, regras de elevador, um Natal vazio, não ter direito a férias e assédio pós-laboral, concordamos com o autor que amar em estrangeiro é difícil. Ser alien de aluguer é ser pai por um dia sem saber como e lutar pela integração de um alien num casamento singular... Poderia continuar a cruzar os títulos das crónicas do autor, mas nada se compara ao rumo que o livro traça. 

Seja com que ordem for, «Tóquio vive longe da terra» é um livro hilariante e recheado de eventos surreais completamente díspares das nossas referências.

"Se queria ser um alien integrado, mais uma vez teria de ser capaz de descodificar o que ficara por dizer e descobrir qual seria a regra aleatória a cumprir. 
Cada vez mais concluo que o cânone dos nativos não é deste mundo."

As crónicas foram sempre acompanhadas de fotos que se podem ver através dos códigos qr que estão no início de cada capítulo e que remetem para imagens que o autor foi postando na rede Instagram.


Uma leitura com o apoio:
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

«Butcher's Crossing» de John Williams :: Opinião

"A natureza está constantemente a misturar-se com a arte."

É nas palavras de Ralph Emerson que melhor se resume o que encontramos no enredo que John Willians cria e que torna a Natureza, a paisagem, os animais e o Oeste nas personagens mais vívidas e impactantes deste romance.

«Butcher's Crossing» revela uma América profunda, numa busca pela vastidão do Oeste, já ameaçado pelo avanço da sociedade moderna que começava a impor barreiras à própria Natureza. Um jovem de Harvard, cansado da sua vida académica e urbana, pretende enfrentar as provações e descobrir por si, as experiências que só uma expedição nas montanhas lhe poderá dar e na procura por um mentor, chega até Butcher's Crossing para ter a experiência de uma vida.

Apesar de todo o encantamento que as descrições minuciosas nos causam, há todo um relato de solidão, vazio e dureza que quase causam dor e desconforto no leitor. O frio é inquietante ao ponto de o sentirmos. A passagem das estações do ano demarcam muito bem a passagem do tempo. Longo e infinito, numa demanda diária, numa luta desigual. É apenas o vazio que preenche o tempo que passa entre aqueles homens que apenas partilham um espaço exíguo quando existe toda a vastidão de um vale ou de uma montanha, mesmo ali à mão, mas a barreira imposta pelos rigores da natureza são esmagadores e fazem alterações profundas no Eu que ainda estava por descobrir em Will Andrews.

A invulgar carnificina que mancha a brancura que invade grande parte deste livro, acompanhará o leitor até ao final, a mim acompanhou-me. Na sinopse lemos que o que nos deslumbrará será a natureza humana, no entanto, a Natureza propriamente dita, no seu estado mais puro e violento eleva cada personagem, cada homem a um limite que altera o curso de cada uma daquelas vidas de forma visceral. No entanto, para mim, é a Natureza a verdadeira personagem deste livro. É com ela que nos deslumbramos.

A leitura deste livro surge após uma leitura compulsiva e viciante que obtive com «Stoner» e compará-los é difícil, mas foi impossível não o fazer. A perícia da escrita de Williams mantêm-se, aliás, apura-se, bem mais que em Stoner, mas Stoner tem todo um ambiente literário que o coloca num outro patamar perante as minhas escolhas. Ainda assim, o preciosismo que John Williams coloca nos detalhes das longas descrições que faz dos dias em que os homens aguardam pela caçada ou lutam contra a intempérie poderiam tornar-se enfadonhos ou desmotivantes, mas não, são esses momentos descritivos que abrilhantam o enredo e envolvem o leitor, tornando também este um grande livro. Outra comparação que senti necessidade de fazer foi com «O Deserto dos Tártaros» de Buzzati, mas julgo que é mesmo a escrita de Williams que me leva a isso. Apesar de todo o detalhe quase obsessivo com que Williams carrega os seus livros, há todo aquele deserto interior que povoa as vidas das suas personagens e isso liga-me sempre ao relato inóspito da vida de Giovanni Drogo.

Uma leitura com o apoio DOM QUIXOTE.

A eterna demanda - Pearl S. Buck - Opinião

Confesso que nada sabia de Pearl Buck, mas quando o livro veio parar-me às mãos, adorei logo a sua parte gráfica, as edições que tenho lido da Elsinore primam todas por este aspecto, adoro as suas capas e logo por esse motivo decidi que o iria ler.

Após a leitura deste «A Eterna Demanda» fiquei com muita curiosidade de ler mais livros da autora, ainda não aconteceu, mas acontecerá, já que tenho sempre a sensação que este tipo de manuscritos misteriosos que aparecem décadas depois da morte do autor me deixam sempre com a pulga atrás da orelha, mas deixando esses pormenores de lado, agarrei no livro e devorei-o.

Buck leva-nos a conhecer a vida de Rann (Randolph) desde tenra idade, ou melhor desde ainda estar dentro do ventre da sua mãe, acompanhando o seu crescimento entre escolas, até se tornar um adulto.
Rann desde cedo mostra um intelecto magnifico e Buck consegue descrever este intelecto, esta evolução e esta transição entre idades com uma capacidade descritiva magnifica que nos consegue transmitir mesmo alguma sensibilidade e nos apega aquela personagem.

A personagem que Pearl Buck traz até ao leitor é intensa e desperta diversas emoções.
Não vou contar mais sobre a história pois não quero desvendar partes que são deliciosas de ler, mas posso deixar algumas pistas sem estragar a leitura. Pearl relata-nos viagens entre a América e a Europa, brinda-nos com o descobrimento da sexualidade e a natural confusão do nosso personagem enquanto evoluí nas diversas fases da vida e nas relações mais importantes de amizade, amor e também nos valores como a lealdade e a sua importância no decurso da vida.

Tudo isto junto faz que este seja um daqueles livros que nos leva a criar todo um mundo para as vivências do personagem e ainda assim manter a simplicidade que a autora traz até nós com a sua escrita fluída.

Uma leitura com o apoio:

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Passatempo Especial de Natal - «O Coro dos Defuntos» Prémio Leya 2015


É com muito gosto que, em parceria com a Leya, trazemos até aos leitores este novo título vencedor do Prémio Leya. «O Coro dos Defuntos» de António Tavares é o vencedor do Prémio Leya 2015.

O livro surpresa deste ano!
Não perca esta oportunidade de o ter.

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Participem!!!

Passatempo termina a 19/12/2015

Para se habilitar ao passatempo, preencha o formulário abaixo e siga as regras dos nossos passatempos:

ATENÇÃO - REGRAS:
- O preenchimento do formulário é obrigatório para se habilitar ao passatempo.
- Podem participar todos os dias, basta voltar a preencher o formulário.
- Só serão apuradas participações de fãs e/ou seguidores.
- Ser fã e seguidor, duplica as hipóteses de ganhar.
- Só aceitamos participações de residentes em Portugal.
- Sorteamos os prémios no random.org entre todos as participações.
- Não nos responsabilizamos por nenhum extravio. O prémio será enviado pela Editora.

Um passatempo com o apoio:

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Passatempo de Natal 12 - "Egoísta" - Coolbooks

E para terminar, temos um Ebook.

Passatempo termina a 19/12/2015

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- Ser fã e seguidor, duplica as hipóteses de ganhar.
- Aceitamos participações de residentes em Portugal e no resto do Mundo :)
- Sorteamos os prémios no random.org entre todos as participações.
- Não nos responsabilizamos por nenhum extravio. O prémio será enviado pela Editora para o email que nos for indicado na vossa participação.

Um passatempo com o apoio: