segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Entre os livros de Pedro Garcia Rosado - um roteiro

Tivemos o prazer de percorrer algumas ruas de Lisboa, juntamente com o autor, naquele que seria o roteiro de um crime.

«Morte na Arena» saltou das página do mais recente livro publicado pela Topseller e levou-nos a olhar a Lisboa com outros olhos.

O convite e a iniciativa do autor com a editora juntou diversos bloggers e o Efeito dos Livros foi marcar presença e colocar algumas questões ao autor.

A tarde revelou-se descontraída e muito informal, garantindo a todos um bom momento ao redor das histórias, que como tantas outras preenchem as nossas horas de leitura, mas que desta vez nos levaram a um belo passeio pela cidade, terminando no Núcleo Museológico do BCP para assim chegarmos ao centro da história, o subsolo de Lisboa.

Ficam então alguns momentos do registo fotográfico, enquanto o álbum sangrento (lol) já se encontra no facebook.

Para começar a equipa Efeito dos Livros


E o grupo pronto para arrancar para o passeio.





Partindo do Largo Barão Quintela, a Rua das Flores é o destino, é lá que surgem 4 polícias assassinados...
E por falar em assassinatos, crimes, thrillers... o nosso Caracol Literário está curioso por saber se quando se "arranca" com um livro destes, o autor sabe logo que final lhe vai dar!? A pergunta é bem recebida e fala-se em modelos e padrões, apelando ao lado de ciência exacta que um livro e um escritor devem respeitar de modo a não defraudar expectativas. Sempre sem esquecer que o leitor deve ser "agarrado" desde o primeiro momento e...




... e que o facto da história ocorrer em locais facilmente identificados, traz maior realismo à acção e claro, permite momentos como este, em que Lisboa se tornou pano de fundo.

É importante também saber orientar o leitor, tornando-o a ele num policial, deixando-o arquitectar as suas próprias conclusões e quem sabe chegar perto do verdadeiro culpado. Esta questão/resposta traz-nos logo outra questão, as motivações: quanto é que da obra nos faz pensar nas motivações e nas causas sociais (neste caso particular) que podem estar por detrás, justificando acções criminosas.



As motivações criminosas e a presença de episódios sangrentamente mais marcantes é um salto entre o primeiro «Morte com vista para o mar» e o actual «Morte na Arena», serão os livros uma mostra do quanto, cada vez mais, a sociedade está preparada para cenas mais chocantes!? Pedro Garcia Rosado afirma que sim, e a conversa Chiado abaixo encaminha-se na direcção da cabeça de Catarina, mas também da possibilidade em aberto para o potencial canibalismo do Diabo (personagem do thriller).
O canibalismo acompanhou-nos em mais algumas divagações e deambulações na história desta prática socialmente renegada...




Já quase no final, e nós ainda em questões e divagando na conversa, já sobre Lisboa.



E o resto da história desenrola-se debaixo de terra, na obscuridade, num ambiente fétido, nefasto, sangrento e tenebroso...



Um obrigado à Topseller e ao autor Pedro Garcia Rosado, e mais uma leitura que se devorou.


Apresentação do Livro "A Dominadora"


A minha curiosidade é o que me motiva e me leva a conhecer o mundo e as pessoas. Por mais sinuosos que sejam os caminhos que tenha de percorrer, por mais olhares de espanto que obtenha perante os meus relatos em mesa de café com os amigos, eu gosto de satisfazer a minha curiosidade.

Sou uma leitora assídua de romances eróticos. Acho que não preciso de afirmar que gosto da prática. Que levante o dedo quem não gosta, que terei toda a simpatia por si. Lamento mesmo! No entanto, a intimidade de cada um deve ser vivida entre quatro paredes e o que fazemos para lá das portas que nos separam da sociedade e do mundo em geral só nos diz respeito a nós e quem a nós se junta.
No entanto, quando vi que a Lua de Papel ia publicar um livro de uma dominadora portuguesa sabia que a minha curiosidade não me ia deixar ficar sossegada. Farta de ler história sobre homens dominantes e mulheres submissas, estava na hora de conhecer o reverso da medalha. Como é que são as coisas quando é uma mulher a mandar?




Um pedido, uma recolha e uma apresentação. Em três dias soube do lançamento, recebo um exemplar para leitura (o qual agradeço à Lua de Papel por mo ter cedido) e estou presente na Pensão Amor para saber "afinal o que podemos esperar de ""A Dominadora""?

Com uma forte componente pessoal, intima e, espero eu, sexualmente chocante, "A Dominadora" é a história de Ana que descobriu bem cedo que os seus gostos eram o que comummente chamamos de "fora do vulgar". O que começou com amarrar o Ken e apreciar instrumentos de tortura no Palácio da Inquisição em Coimbra (que eu desconhecia existir!) é hoje um modo de vida. Ana procurou e descobriu o mundo em que se sente bem, que satisfaz os seus gostos e no qual se vê a encontrar paz, prazer e amor.

A participação na apresentação da Dra. Ana Matos Pires deu a todos os presentes um olhar analítico mas não clínico sobre o conteúdo do livro e o mundo BDSM. Cada cabeça a sua "sentença" e muitos são os profissionais da área de psicologia que consideram as práticas do género uma parafilia. Em termos mais leigos, "uma doença". Esta é a opinião que encontro em tantas conversas que tenho e que quero desmistificar. É neste ponto que se foca a minha curiosidade para ler a história da Cruela. Sim, isto não é um romance, pode ter momento mais "romanceados", mas estamos perante literatura erótica que é em simultâneo autobiográfica.

As pessoas presentes na sala, se pertenciam ou não ao mundo BSDM, à excepção de Dom Porto (convidado pela autora para a apresentação), era algo que não conseguíamos perceber a olho nú. Talvez não o tenha percebido eu, que estou do lado de fora. Se estão dentro, são pessoas "tão normais" como eu ou quem quer que seja que esteja a ler este texto. 



A oportunidade de falar com a autora levou-me a fazer uma avaliação precipitada, a formar a tão famosa primeira impressão. O olhar querido e a voz doce da Ana não encaixam com a faceta de Dominadora mas "behind closed doors" muita gente se revela. Nós temos oportunidade de ler as chocantes revelações de Ana em livro.

Agora vou satisfazer a minha curiosidade e iniciar a leitura.
Se despertei curiosidade em mais leitores, é o que veremos a longo prazo.
Conhecimento nunca fez mal a ninguém, nunca magoou. 
E quem quiser saber mais, visite o site da editora

Já agora, a sessão não podia ter decorrido num melhor cenário. A Pensão Amor liberta sensualidade, resquícios de um passado libidinoso que por ali se viveu. Entrar ali e não pensar em sexo é sinal que possivelmente tem os sentidos desligados.


Nota: Tem uma mini biblioteca, com grades, mas ainda assim, uma biblioteca ainda que paredes meias com um varão e uma bola de espelhos. 

Imprensa:
Diário de Notícias - Dominadora procura submisso para relacionamento sério

Boas leituras e, se possível, boas descobertas!

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

«Morte com vista para o mar», um thriller de Pedro Garcia Rosado

«Estamos a construir uma coisa. E desde o nada. Todas as peças são importantes.»



É com esta citação que começamos a ler «Morte com vista para o mar» e nos deparamos com a cena de um primeiro crime. O cenário é Lisboa.
"Patrícia dir-lhe-á depois, ainda nessa noite, que foram ambas vítimas dele. Foi nessa noite que tudo mudou."

Conhecemos o inspector Gabriel Ponte, ex-inspector.
Conhecemos também Patrícia Ponte, actual inspectora coordenadora, ex-mulher do inspector.
Despedaçado à machadada temos Alberto Morgado, actualmente morte e ex de várias coisas e ai é que tudo se complica.

"Houve uma altura em que os mortos não largavam Gabriel (...) Talvez tivesse sido o convívio com esses fantasmas que o tornou insensível..."

Sensibilidade e amor, ternura ou compaixão são sensações pouco experimentadas neste enredo. Apesar de podermos começar a pensar que algures a história toma esse rumo, a violência e o cenário da morte de Alberto Morgado não deixam dúvidas, as palavras são cruas e deixam transparecer um certo aperto. É claro que para quem já leu ou vai começar a ler «Morte na Arena» encontrará, eu diria, mais macabro, também logo nas primeiras páginas.

Pedro Garcia Rosado não se coloca com meias medidas, nem palavras mansas para dizer aquilo que é feio, sanguinário e criminoso, esteja ele a descrever um homicídio, esteja ele a enveredar pelos meandros labirínticos dos embustes politico-económicos.

Mais do que afirmar uma ideia ou apresentar um facto, as investigações de Gabriel Ponte levantam o véu para a realidade nacional, permitindo assim uma leitura de entrelinhas, que por vezes diz mais que as palavras estratégicas e hábeis que conferem ritmo e adrenalina à leitura.

Dizer muito mais é resolver o enigma, se bem que, das primeiras páginas às últimas, fica sempre uma dúvida, será Gabriel Ponte o homem que julgamos conhecer?


Paralelo à leitura veio-me à ideia e se adaptassem esta série de thrillers à ficção televisiva portuguesa!?
Se me derem o casting a mim...
Optaria por Albano Jerónimo ou Ivo Canelas, se bem que de semblante... mas creio que escolheria por essa ordem o Gabriel e o Pedroso. Já os corruptos poderiam ser alguns da velha guarda, entre o Nicolau e o Joaquim de Almeida, fariam uma dose de peso para a política, se bem que a Berta tinha de ser bem escolhida, mas de certeza que o Pedro Garcia Rosado terá uma palavra a dizer ;)

Se ainda puder dar uma ajuda na selecção feminina, escolheria a Sandra Barata Belo para a interpretação de Patrícia, que acredito vir a revelar-se uma personagem forte, já a jornalista Filomena, teria de ser alguém muito específico, gosto muito da Dalila Carmo, creio que tem esses dois aspectos que o autor descreve, mas o ar mais aciganado... teria de ser muito bem trabalhado.

Mas isto já sou eu a divagar, leiam!!!


A nossa leitura contou com o apoio da Topseller


Marquem na agenda...

Sessão de apresentação do livro "A Dominadora" de Ana C. Cruela
Dia 14 de Setembro, às 19horas na Pensão Amor em Lisboa.


«Uma fascinante viagem ao mundo escondido da BDSM, habitado por escritores, políticos, empresários, atores. Em que o latex é moda e a dor um prazer, em que se procura a humilhação e o sexo tem novas e surpreendentes fronteiras.»

Quem vai aceitar o desafio e estar presente neste lançamento?
:)

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

O não-nobel mais polémico de sempre e a obra de elevada mestria... Alejo Carpentier


Alejo Carpentier é um dos escritores mais importantes de todos os tempos. 
O não-Nobel mais polémico de sempre! 

O conhecido ballet de Stravinski A Sagração da Primavera, com os seus motivos de morte e renascimento como ritos de passagem da natureza, dá título a uma das mais ambiciosas obras literárias de Alejo Carpentier (1904 – 1980), cuja trama gira em torno de dois personagens: Vera, bailarina russa que fugiu do seu país após os acontecimentos de 1917, que atua na companhia de Diaghilev, e Enrique, membro de uma família cubana endinheirada, que, por sua militância contra a ditadura de Gerardo Machado, se vê obrigado a exilar-se no Paris boémio dos anos 30. Uma obra na qual o autor aprofunda alguns dos mais destacados acontecimentos sociais e políticos do século XX, desde a guerra civil espanhola até à revolução cubana, refletindo-se nela o processo de iniciação artística de Carpentier e onde se exalta o vigor colossal das forças da arte e da revolução para renovar e rejuvenescer os processos históricos.

Leia um excerto da obra, directamente do site da editora, aqui 

E como hoje estou bastante virada para a música e aqui não podia faltar, fiquem com a composição emblemática de Igor Stravinski 


Deixo-vos também a Sagração, mas desta por Pina Bausch... altamente marcante!



Fica ainda a interpretação de Olga Roriz de quem ainda não tive o prazer de ver tal obra, por isso, se quiserem fazer-me feliz... quando for no Teatro Camões ou no CCB, bilhetes para dois são bem vindos ;)



Uma edição, uma aposta

Para aliviar entre policiais sangrentos e histórias mais negras, chega-nos...

E Depois, a Paulette…
Barbara Constantine


Uma novidade recente da Bertrand, que promete ternura e generosidade... afinal é o que falta, certo?
«E Depois, a Paulette», uma história comovente e cheia de energia, pelo menos é assim que os periódicos internacionais o destacam.



Sinopse
Ferdinand vive sozinho na sua grande quinta deserta, coisa que não o deixa muito feliz. Um dia, depois de uma violenta tempestade, passa com os netos pela vizinha e descobre que o teto dela está prestes a desabar. Claramente, ela não tem para onde ir. E com grande naturalidade, os meninos, de seis e oito anos, sugerem ao avô que a convide para ficar na quinta. Mas a realidade não é assim tão simples, há certas coisas que se fazem, e outras que não… Depois de uma longa noite de reflexão, ele acaba por ir procurá-la na mesma. 
Uma coisa leva à outra e a quinta começa a encher-se, a agitar-se, recomeça a funcionar. Um amigo de infância agora idoso, duas senhoras muito velhas em estado de pânico, estudantes que andam um pouco perdidos, um amor que nasce, animais. E depois, a Paulette…

Mais uma leitura com a cortesia da Bertrand que contribuí para o efeito Bibliobulico, lol



Obrigada meninas por mais este, 


Divulgação Bertrand - «O que morre no Verão»

Um livro recomendado por Nick Cave não podia passar ao lado.

«A história vibra com um terror profundo, que seria insustentável se o romance não fosse tão doce, engraçado, sensual e, em última análise, comovente.» Nick Cave


Sinopse:
Desde a primeira frase do livro, Tom Wright envolve-nos numa história de inocência perdida.
L. A. , a prima de Jim, muda-se para a casa onde ele vive com a avó. Quando os dois descobrem o cadáver de uma rapariga, brutalmente violada e assassinada no campo, dá-se início a uma investigação que porá em perigo a vida de ambos.


Ficam também uma sugestão musical...



Um novidade da Bertrand, uma leitura para o começo do Outono... parece-me adequado, isto se não lhe resistir e o atacar antes.





Divulgação «Nós, vida» de Álvaro Cordeiro

Celebrando a recente parceria com a Livros de Ontem, contacto proporcionado pelo Piquenique Literário deste ano na Feira do Livro de Lisboa, chega-nos agora a oportunidade de ler e divulgar, mais uma vez, o livro «Nós, vida» de Álvaro Cordeiro.

À primeira impressão é um livro belíssimo, com um aspecto gráfico extremamente bem cuidado. A primeira olhadela para o seu interior deixa-nos confirmar a primeira suspeita. O cuidado, o tratamento e a beleza faz-nos querer pegar e levar este livro connosco, sem dúvida. A Livros de Ontem está de parabéns, apresenta no mercado um livro que se distingue dos restante e que dá vontade de agarrar, comprar e ler.

Antes da leitura, chegamos um vídeo promocional, que partilhamos com vocês com imenso gosto.



Uma futura leitura é certo, com o apoio, 




Comecei a ler...

O Romance de estreia de Kathleen Macmahon, "E é assim que acaba" foi unanimemente saudado pela crítica, tendo permanecido cinco semanas no topo da lista dos livros mais vendidos na Irlanda. Vamos ver se o sucesso se mantém no mercado português.

» Excerto «

Sinopse:
No inverno de 2008, Bruno, um norte-americano de meia-idade, desempregado na sequência da crise financeira, decide viajar para a Irlanda em busca das suas raízes. Quando conhece Bruno, Addie, de 38 anos, é uma mulher gentil, desejosa de agradar, que guarda dolorosas memórias do passado. Nem ela nem o pai estão muito recetivos àquele americano que aparece nas suas vidas, nem se encontram particularmente motivados pelas suas pesquisas genealógicas e históricas. Apesar destas divergências, Addie e Bruno vão viver juntos uma inesperada história de amor que fará mudar para sempre as suas vidas.

E É Assim que Acaba é uma história de amor que não vai conseguir esquecer!

*
Segue a página do livro e da autora no Facebook

Lê mais sobre o livro aqui, no site da PRESENÇA.
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Uma leitura com apoio

Novo policial de Pedro Garcia Rosado

"Morte na Arena" é o nono thriller de Pedro Garcia Rosado, o segundo volume da série As Investigações de Gabriel Ponte, e está já disponível nas livrarias em todo o país.



"Morte com Vista para o Mar", o primeiro volume publicado em Fevereiro de 2013, foi recebido pela crítica com entusiasmo.



Sinopse:
MORTE NA ARENA
Pedro Garcia Rosado
Quatro homens aparecem mortos num prédio devoluto, ao lado de um braço decepado que não pertence a nenhum deles. Com o passar dos dias começam a surgir outros membros humanos espalhados por Lisboa, até ser evidente que são partes do corpo de uma jovem de dezasseis anos, filha de um dirigente político, que foi assassinada e que estava desaparecida havia meses.

As investigações destes casos estão a cargo da inspetora-coordenadora da PJ, Patrícia Ponte, ex-mulher de Gabriel Ponte, que enfrenta agora obstáculos dentro da própria PJ, além da pressão do ex-marido, que quer informações sobre o caso, e da jornalista Filomena Coutinho, que foi a causa da separação deles.

Os três acabam por descobrir um inferno escondido nos túneis subterrâneos de Lisboa: uma arena onde especialistas em combate corpo a corpo massacram homens e mulheres, numa imitação dos combates de gladiadores da Roma Antiga.


A Topseller disponibiliza os primeiros capítulos para leitura imediata, aqui: www.topseller.pt/docs/MortenaArena.pdf.


Vejam também uma das entrevista ao autor, onde nos diz que: "Os leitores têm maturidade para histórias mais violentas", leia mais em Portugal Digital.


Mais uma leitura com o apoio:


terça-feira, 10 de setembro de 2013

Aquisições à Biblioteca ElsaR

A mana já divulgou as suas compras no Avente juntamente com os dotes fotográficos do Caracol no álbum Leituras de Verão.
Avante que é Avante, tem de ter livros e nós trazemos sempre uns quantos para casa.
Desta vez, estes vieram da Feira da Ladra e da Banca dos Coleccionadores para casa comigo.
A Dália Negra - James Ellroy
Os Filhos do Imperador - Claire Messud
e
Then we came to the end - Joshua Ferris

E para o mini leitor, Uma Aventura no Palácio da Pena.
Uma aventura vai ser fazer a colecção inteira.

Como são em segunda (ou terceira) mão, custaram todos entre 1,50 e 2€.
As nossas bibliotecas agradecem!
E vocês, costumam comprar livros usados?

Boas leituras!

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Porque as leituras...

marcaram as nossas férias... vejam as fotos que vieram para ficar!








Resultado Passatempo «LIVRE» Editorial Presença.


Depois de uma alongada ausência (as férias souberam mesmo bem) chegou a hora de atribuir prémios e lançar novos passatempos, esperamos conseguir tudo ainda hoje.

O passatempo «LIVRE» da Editorial Presença contou com 1045 participações e a participação vencedora é a da Raquel Lima. Já seguiu o e-mail a pedir os dados de envio do livro para reenviarmos à editora. 

Obrigada a todos e boas leituras.


Vencedor passatempo comemorativo 3000 fãs facebook - Pack Dan Brown


É com enorme gosto que voltamos às lides literárias e logo com novidades para animar a malta.
Para além de publicarmos todos os resultados de passatempos de Agosto teremos também novos passatempos para lançar dentro em breve, já só falta o miminho!

*

O passatempo de comemoração dos 3000 fãs facebook, que contou com o estimado apoio da Bertrand Editora, contou com 2196 participações e a participação vencedora é da Juliana Costa, como seguidora do blogue. De seguida receberá um e-mail a solicitar os dados para envio dos livros pela editora. 

OBRIGADA A TODOS!!!




Resultado Passatempo Comemorativo 1000 seguidores


É com enorme gosto que voltamos às lides literárias e logo com novidades para animar a malta.
Para além de publicarmos resultados de passatempos teremos também novos passatempos para lançar dentro em breve.

E depois de uma alongada ausência (as férias souberam mesmo bem) chegou a hora de atribuir prémios.
O passatempo de comemoração dos 1000 seguidores facebook contou com 1315 participações, sendo a participação vencedora, o seguidor João Pastaneira Mira, Parabéns! 

Em seguida enviaremos um e-mail solicitando os dados para envio dos prémios. Desde já indico que os prémios seguirão em separado, já que têm proveniência distintas, contando assim com o apoio da Civilização Editora e com a Ecoemotion a quem agradecemos bastante.

OBRIGADA A TODOS!!!





Comecei a ler..

Ainda não tive oportunidade de ler "Em parte incerta", o grande fenómeno literário de 2012, editado em Portugal no início deste ano.
"Objectos cortantes" é o primeiro livro da autora, Gillian Flynn.

Obrigado aos amigos que nos emprestam livros para ler :)

Sinopse
As palavras são como um mapa de estradas para o passado perturbado da jornalista Camille Preaker. Acabada de vir de uma estadia breve num hospital psiquiátrico, o primeiro artigo que o jornal de segunda categoria onde Camille trabalha lhe atribui leva-a relutantemente de volta à sua cidade natal para cobrir o assassinato de duas pré-adolescentes.
Desde que saiu da cidade há doze anos, Camille raramente falou com a sua neurótica e hipocondríaca mãe, nem com a meia-irmã que mal conhece: uma bela rapariga de treze anos que exerce uma misteriosa influência sobre a cidade. Agora, instalada de novo na mansão vitoriana da família, Camille é assombrada pela tragédia de infância que passou toda a vida a tentar amputar da memória.
Enquanto Camille se esforça por revelar a verdade sobre estes crimes violentos, começa a sentir-se identificada com as vítimas - talvez um pouco demasiado. As pistas conduzem-na constantemente a lado nenhum, forçando Camille a desvendar o quebra-cabeças psicológico do seu passado para chegar ao cerne da história. Acossada pelos seus próprios demónios, Camille terá de confrontar o que lhe aconteceu há anos atrás se quiser sobreviver a este regresso a casa. 
 
 Vamos lá ver o que sai daqui.
Está esgotado em Portugal.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Nostalgia de Férias by ElsaR

Começo por dizer a frase clássica de todas as pessoas que regressam à realidade diária depois de umas semanas de descanso: "ia de férias outra vez!"


Uns dias antes de ir de férias, dei comigo a pensar que férias na praia com a família nem sempre se traduzem em muito tempo útil de leitura e até o referi no meu post de Leituras para férias. Por essa razão, decidi não ir carregada e levei APENAS dois livros.
Espanto o meu quando começo a ler Viver depois de ti de Jojo Moyes e termino a leitura ao fim de dois dias. Confesso, não resisti, o livro é espectacular e depois de umas quantas lágrimas, terminei a leitura com um sorriso nos lábios. A citação do New York Times que está na capa não podia estar mais correcta. "Quando terminei a leitura deste romance, quis voltar a lê-lo" 

 (ao terminar a leitura, o livro ganhou uma lista de espera que figura à cabeça a minha excelentíssima mãe, que já o leu, e mais duas amigas)

Depois pensei, entre banhos e bóias, o que vou ler a seguir?
Optei por outro livro comprado na Feira do Livro de Lisboa e comecei a ler "A Paixão de K" de Miguel Miranda (Autografado e carimbado com selo branco pelo autor, um detalhe extremamente importante!) :P
Embora a outra metade deste blog já tenha lido outras obras do Miguel, este é a minha primeira leitura da sua autoria. Foi uma das pessoas que mais gostei de conhecer no nosso Piquenique Literário, com os seus "livros no prego" e boa disposição.

Ao fim de 6 dias de férias, de papo para o ar numa praia do Algarve, dei por mim a entrar numa papelaria e a sair de lá com dois livros novos.
Nem de férias deixo de comprar livros!!
O Correio da Manhã lançou na sua colecção erótica O trópico de Cancer de Henry Miller (que a outra metade literária já me roubou para ler) e no mesmo dia esperava por mim um exemplar de A Cruz de Morrighan de Nora Roberts que também saiu com uma publicação semanal. Ao todo gastei cerca de 7€ para duas novas leituras.
Não podia resistir, não era?

Depois dei por mim a pensar:
"Mas o que raio vou ler a seguir?"

Até ao momento em que coloquei os olhos na minha irmã e ela estava completamente absorvida com um tijolo de quase 700 páginas. O tamanho assustou-me, na realidade faltavam-me menos de meia dúzia de dias para voltar à realidade da capital, das coisas pendentes que tinha deixado para fazer quando rumei a sul e que teria de ter terminadas até regressar ao trabalho.
Por digo, em 3 espantosos dias li "A verdade sobre o caso de Harry Quebert" e não podia estar mais satisfeita por ter mandado ás urtigas horas horas de sono e as duas aspirinas que tive de tomar depois de ter lido mais de 300 páginas em andamento no caminho para casa. Eu tinha de saber quem matou Nola Kellergan!!

Acima de tudo, das leituras, dos bons momentos em família, foi especialmente interessante olha à volta e ver dezenas de pessoas a ler. Acho que em outros anos não reparava tanto mas este ano tive vontade de me levantar da toalha e ir espreitar os livros de toda a gente, só para saber o que estavam a ler.


Agora, para fechar o verão, falta-me este próximo fim de semana. Juntar os amigos, a música, a comida/bebida e um leiturazinha na relva à sombra.
Se a felicidade não é isto, então não sei o que é. (nem quero saber!!)

Aproveitem o que resta do verão, o que ainda há para gozar de férias e sejam felizes.
Eu vou pensar no que levo para ler este fim de semana. Terminei "Cidades de Papel" está manhã no Metro e a opinião já está na "montra".
Questão que me assombra muitas vezes? 
O QUE VOU LER A SEGUIR??
acho que vou mesmo fazer inveja a uma certa pessoa e vou começar a ler "Objectos Cortantes" de Gillian Flynn. E ainda tenho de descobrir quem é que vai ser a querida ou o querido que me vai emprestar o "Em parte incerta" da mesma autora. Não termino o ano sem ler esse livro!

Boas leituras!

"Cidades de Papel" - Opinião

 Ai o Efeito John Green, abala-me sempre!

 (foto elsar)

A minha opinião:
Quando iniciei este livro dei comigo a pensar "outra história de jovem acanhado apaixonado por miúda rebelde" mas ao contrario de "À procura de Alaska" este livro é mais que uma paixoneta, é sobre o quebrar de mitos que acompanham o nosso crescimento, que nos dão um olhar incompleto sobre o mundo e sobre os outros, especialmente as pessoas de que gostamos muitos, das que amamos e julgamos ser perfeitas mas que nunca vimos realmente como são quando estão sozinhas.
Este livro fez-me pensar que passamos uma grande parte do tempo a olhar para as fachadas dos edifícios que são as pessoas que nos rodeiam. Vemos o que está à mostra, temos oportunidade de espreitar por uma ou outra janela mas nunca conhecemos realmente o interior de alguém. Quando finalmente tal acontece, nem sempre sabemos lidar com o conhecimento e existe uma parte de nós que se sente defraudada por nem tudo ser como idealizamos. A questão é que ninguém é perfeito, nem Margo Roth Spiegelman.

Aos olhos de Quentin, que idolatra Margo desde a infância, esta é A rapariga, o monumento à beleza, à aventura, à perfeição que ele contempla ao longe e só a poucas semanas do fim do secundário, quando esta o suga para uma noite de aventura e vingança, é que Q (como os amigos o tratam) sente o seu calmo mundo abanar. Esta noite muda o seu presente e o seu futuro. E o dia seguinte também, quando se verifica que Margo desapareceu, uma vez mais, por livre e espontânea vontade, no que os pais chamam de "mais uma maneira de chamar a atenção"

Com base na grande aventura vivida na noite anterior e toda a bagagem de sentimentos que Quentin carrega por Margo, inicia-se assim uma caça ao tesouro, sendo o grande prémio encontrar Margo, esperamos sempre mais viva do que morta.
Uma aventura, com muitos momentos de coração na mão intercalados com outros totalmente hilariantes, é o que Quentin e alguns dos seus amigos mais chegados vivem para encontrar e descortinar as pistas necessárias para seguir o rastro de Margo. Vivem, quem sabem, uma das grandes histórias das suas vidas.

Não me interessa que os livros de John Green sejam para adolescentes, eu cá acho que ele escreve para pessoas que o queiram ler, que sejam capazes de olhar para cada história, cada diálogo ou possível citação como algo que remexe com o passado e presente, como elementos que nos faz pensar e acima de tudo, nos fazem sorrir.
Este livro mostra-nos o quanto podemos ser estúpidos durante a nossa adolescência, um tempo que, assim como na idade adulta, todas as nossas acções têm consequências e causam impacto em nós e nos outros. 
No entanto, mostra-nos o quanto podemos ser felizes com a dose certa de loucura e uma boa companhia.

O final :) o final fez-me sorrir. Por vezes o que mais queremos fazer não é o mais certo. É sem dúvida o que nos sabia bem no momento mas não a longo prazo. Quando conseguimos tomar uma decisão consciente sabemos que estamos prontos para a viagem, cada um para a sua, seja lá qual for o nosso destino.

Boa viagem e boas leituras!


Agora, vou ali esperar que An Abundance of Katherines seja publicado cá. Só assim fecho o círculo John Green.
E o filme de A culpa é das Estrelas está a caminho. Vamos lá ver o que sai dali.