sábado, 24 de janeiro de 2015

Novidade Porto Editora :: Rosa Montero

"A ridícula ideia de não voltar a ver-te" é o mais recente romance de Rosa Montero, publicado este mês pela Porto Editora.

Sinopse
Quando Rosa Montero leu o diário que Marie Curie começou a escrever depois da morte do marido, sentiu que a história dessa mulher fascinante era também, de certo modo, a sua. Assim nasceu A ridícula ideia de não voltar a ver-te: uma narrativa a meio caminho entre a memória pessoal da autora e as memórias coletivas, ao mesmo tempo análise da nossa época e evocação de um percurso íntimo doloroso.
São páginas que falam da superação da dor, das relações entre homens e mulheres, do esplendor do sexo, da morte e da vida, da ciência e da ignorância, da força salvadora da literatura e da sabedoria dos que aprendem a gozar a existência em plenitude.

Um livro libérrimo e original, que nos devolve, inteira, a Rosa Montero de A Louca da Casa - talvez o mais famoso dos seus livros.

Leiam um excerto aqui.

Uma novidade

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

American Sniper :: A arma letal dos Americanos na guerra do Iraque

Por aqui somos fãs de quando os livros se tornam filmes. Desta vez estivemos todos presentes na antestreia de American Sniper e não podemos deixar passar a oportunidade de partilhar convosco a nossa opinião.

Fica o agradecimento à revista Metropolis e à editora Vogais pela possibilidade de assistirmos à ante-estreia.


A visão da Cris.

Chris Kyle, um herói, um guerreiro, uma arma mortal, um perigo, uma vítima... amado por muitos, odiado por tantos outros.
Sem dúvida um filme intenso, rematando de forma cruel que ambos os lados sofrem horrores indescritíveis. Todos os lados, e, vendo bem são muitas as perspectivas envolvidas. 
Da guerra nada de bom advém e é bem certo... pelo menos tudo o que é apanhado no meio. 
Não é fácil tomar partido e acho que essa também é uma das mensagens do filme.
Pela mão de Clint Eastwood, entre tantas outras coisas, captando o lado mais introspectivo e sério que vi até hoje em Cooper.


A visão da Elsa

Quando soube que este filme ia ser adaptado ao cinema por Clint Eastwood não hesitei, ofereci-o ao Caracol e coloquei-me em lista de espera para o ler (a isto se chama prenda estratégica!)
Comecei a ler o livro no próprio dia da estreia e não tinha ido mais adiante na história de Chris do que o primeiro curso que realizou nos SEALs e o seu casamento com Taya. Gosto do seu modo sincero e directo de escrever, da razão inequívoca da sua decisão de defender o país e especialmente os seus camaradas no terreno. Só vou nas primeiras 200 páginas e confesso que nunca tinha lido tanto sobre armas mas estou a gostar de ter uma visão da guerra por quem lá esteve. É exactamente isso que temos no filme, um relato directo e brutal pela mão de Clint Eastwood, que nos reforça a ideia que na guerra é matar ou ser morto.


"O que me atormenta são os tipos que não salvei"

Quando soube que seria Bradley Cooper o escolhido para o papel de Chris Kyle fiquei apreensiva. Tinha vista fotos de Chris Kyle e ele era uma armário, em contrapartida o Br(e)adley é tão bonito que doi só de olhar para ele, bonito de mais para ser parecido com Kyle (na realidade o SEAL fazia dois dele). E querem saber uma coisa espectacular? Durante todo o filme quase me esqueci que estava a olhar para o Cooper, ele encarnou Kyle dos pés à cabeça, tão bem que tenho lido testemunhos de veteranos que consideram a sua prestação tão brilhante ao ponto de o considerarem um irmão SEAL (honorário mas ainda assim SEAL).
Chamem-lhe propaganda patriotica de bandeirinha a abanar mas no final, mais que o filme sobre guerra, sobre um dos grandes males do mundo, é também uma pequena amostra da vida militar, do efeito que esta tem na família e nas relações dos soldados e acima de tudo, é uma homenagem a Chris e a outros que perderam a vida nesta e noutras guerras.
Pensar que um gajo que esteve na guerra tanto tempo e que conseguiu salvar a vida de tantos colegas é morto por um veterano com stress pós traumático a meia dúzia de quilómetros de casa.

Nota: encontro alterações entre o que vi no filme e que já fui apanhando do livro. Se querem uma visão mais detalhada, não tão perfeitinha da vida e missão de Chris, então leiam o livro. Garanto-vos que a descrição das armas não é assim tãaaaao detalhada.




A visão do Paulo.

Apesar de muitos críticos dizerem que o filme é propaganda americana fora de horas, eu penso que Sniper Americano não podia vir em melhor hora, devido aos acontecimentos mundiais de terrorismo.

Um filme que de uma maneira muito séria, nos leva a pensar na guerra e nos seus efeitos.
As escolhas que muitos homens e mulheres têm de tomar num contexto de guerra, matar ou não uma criança, quando está a ser instigada pela mãe a atirar uma granada contra o inimigo, são perspectivas pesadas que nos mostram o efeito da guerra. O filme mostra também o peso do clima nas famílias, o ambiente de pós-guerra dos que regressam e a vida daqueles que perdem, familiares, amigos, alguns perdem-se a si mesmo, fisicamente e mentalmente.

Mostra-nos também a crueldade, tanto do lado dos Americanos como dos Iraquianos e outros que lutaram nesta guerra, aqui sempre a defender o lado americano, não era de esperar outra coisa, mas um dia espero ver um filme do mesmo estilo do outro lado.

Enfim, a mensagem também é, devíamos a todo o custo evitar a guerra!

Mais coisas a apontar neste filme, adorei toda a a transformação do actor principal Bradley Cooper 
e a interpretação da sua esposa Sienna Rose Miller e por fim tenho de dizer que sou fã da maneira de filmar simples e eficaz do Clint Eastwood.


Boas leituras e bons filmes !

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Maximiliano, o bandido que queria publicar um livro

Não é o verdadeiro título do livro, mas podia ter sido. "Golpe de sorte" não lhe assentava bem e a "A verdadeira história do bandido maximiliano", coloca demasiado ênfase na palavra verdade e isso dá muito que pensar.

Jacinto Rego de Almeida, junta bandidos perigosos e peculiares, uma beldade de origem mais a leste e de profissão (e influência) duvidosa, um manuscrito de um livro, uma editora na bancarrota, um país em crise e um cenário tropical algures na linha que separa a Bolívia do Brasil e traz até ao leitor quase 150 páginas de entretenimento e muitas piadas transversais à história deste nosso recanto à beira mar plantado.

Gosto deste género de enredos, onde os livros são povoados por outros livros e existe um olhar acutilante, crítico, mas também humorístico à realidade envolvente.

"Fez uma pausa:
- Com a idade, desisti de tentar reformar a estupidez do mundo."

E com esta brilhante frase mal sabia eu o que aí vinha. Nas páginas seguintes não vem conformismo ou "baixar os braços", resignando-se e aceitando a estupidez do mundo, vem sim, a luta pela igualdade e pelo direito de participar nessa mesma estupidez e como tal, fazer parte do sistema.

"Tu sabes que eu acho, nos tempos que correm, que é mais saudável uma cunha do que uma indicação por mérito. A velha cunha envolve solidariedade, amizade, sentimentos (...) O mérito, ao contrário, está ligado a uma avaliação fria (...) Eu sou apologista das cunhas, nada como uma boa cunha."

Entre cunhas e potenciais acasos, um manuscrito enigmático e recheado de relatos de negócios obscuros e com o peculiar detalhe de ter fotos para ilustrar a trama, incorporar personagens e elucidar sobre ambientes, compõem a nova edição que a Astrolábio terá de editar. Digo terá, visto a sua edição ser fruto da coação... nada melhor para um policial.

«O opressor é um sujeito livre.»

A ficção mistura-se com a realidade e esconde-se nos meandros da narrativa para abordar temas actuais. Os nomes das personagens são do mais óbvio ao mais caricato e até a naifa é de estimação e tem nome, a Branquinha.
Neste livro não faltam crimes, sexo, drogas, prostituição, imigração clandestina, máfias organizadas e empresas fantasma e claro, política. E parece-me até uma certa comparação, assim subtilmente, entre Portugal e o Brasil.

No meio há ainda direito a uns laivos de romance, com Mário e Natasha nos papeis principais.
«O amor não é tudo mas está à frente do que vier em segundo lugar.»

Para ler de uma grande e única dentada!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Ciclo "A Viagem das Palavras"

Sessão com a escritora Lídia Jorge 27 de Fevereiro 21h30m Fábrica das Palavras
Biblioteca Municipal de Vila Franca de Xira


“Agora, ele apenas queria testemunhar que, ao menos uma vez na vida, tinha feito
parte da aragem benéfica da história.” (pp.31)

Se este é um livro para eternizar um povo e uma história, é também um livro em tom ensaístico que levanta inúmeras questões e talvez até, lance desafios.

relembrando a minha opinião a este livro, leiam mais aqui.

Comecei a ler...

Variedade na leitura :)
Depois de romance veio o erotismo e hoje chega o Navy Seal. 
Olha por mim podia vir tudo junto, nem precisavam de colocar lacinho.
Vá, agora a sério, hoje é dia de American Sniper. Comecei a leitura ontem à noite e logo vou à antestreia do filme realizado por Clint Eastwood com Bradley Cooper no papel de Chris Kyle, o autor do livro e o atirador mais letal da história. 

«Chris Kyle conta a sua história com a mesma garra e coragem que demonstrou na vida e no campo de batalha. Uma leitura empolgante.» - Clint Eastwood

Chris Kyle foi o sniper de elite mais letal de sempre. Os rebeldes iraquianos chamavam-lhe «O Demónio». Entre os seus irmãos Navy SEALs, era conhecido como «A Lenda. Em fevereiro de 2013, Chris Kyle (38 anos) foi covardemente assassinado por um antigo marine.

Nascido e criado no Texas, o Navy SEAL Chris Kyle aprendeu a atirar na infância, enquanto acompanhava o pai em caçadas. Depois do 11 de Setembro atuou nas linhas da frente da guerra contra o terrorismo, onde demonstrou as suas capacidades enquanto sniper, com registos excecionais debaixo de fogo cerrado. 

Entre 1999 e 2009 obteve o maior número de tiros bem-sucedidos da história militar norte-americana,confirmado oficialmente pelo Pentágono: 160. Chris Kyle morreu em fevereiro de 2013, em circunstâncias trágicas, assassinado por um antigo marine num campo de tiro no Texas. 

Chris Kyle descreve neste livro, com grande detalhe, a formação e treino dos SEALs, as batalhas em que esteve envolvido e as estratégias e armamento utilizados, bem como a dor provocada pela guerra. Cada capítulo é também pontuado pelos comentários da sua mulher Taya, que fala abertamente sobre as consequências da guerra no seu casamento e no relacionamento de Chris com os filhos. 

Num registo repleto de adrenalina, Sniper Americano é o relato verídico e emocionante das experiências de guerra de um herói americano dos tempos modernos. Uma extraordinária autobiografia, agora levada ao cinema por Clint Eastwood, com Bradley Cooper a interpretar o papel principal. 

Vejam o trailer

A autobiografia de Chris Kyle é uma aposta VOGAIS, agora reeditada com a capa do filme. Nós aqui temos a original, foi ao minha prenda de Natal ao Caracol :)

Boas leituras :)

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Novidade Guerra e Paz - "Mas Nunca Te Esqueças de Sorrir"

Mas Nunca Te Esqueças de Sorrir é uma lição de vida em que, Fernando, jor­nalista e estudante de Filosofia nos conta quando largou tudo – emprego, carreira e estudos – para cuidar da sua avó com Alzheimer. 

Sinopse:
Ao ver a avó que o criou enfrentar o triste dia-a-dia de um doente de Alzhei­mer, Fernando Aguzzoli decidiu largar tudo que tinha – emprego, carreira, estudos – para tentar amenizar o sofrimento com muito amor e riso. Ao cuidar da divertida, bondosa e, claro, agora sempre esquecida vovó Nilva, o jovem neto Fernando aprenderá uma lição de vida que doença nenhuma poderá apagar. 

Além do comovente testemunho do neto, o leitor poderá rever-se nas situa­ções que Fernando viveu com a avó e encontrar respostas para muitas pergun­tas sobre a doença – não só através dos exemplos reais, como também pelos pareceres de 25 profissionais, incluindo psicólogos, psiquiatras, neurologistas, geriatras e até advogados e arquitectos. 

Este é um livro que fala da relação entre uma avó e um neto, uma relação de amor incondicional que, no final da vida, vence todos os obstáculos, mesmo aqueles que vêm para devastar o que temos de melhor, as nossas memórias. É uma história real que já emocionou milhares de leitores no Brasil e que vai fazer os portugueses rirem e chorarem – e nunca mais se esquecerem dela. 

Uma novidade da



segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Comecei a ler...

Ai madre de Dios!
Ainda agora comecei e já me abano de calores. 
É tão bom voltar a ler um livro da Megan. Reconheço a sua escrita bem disposta e cativante logo nas primeiras linhas.

Agora...
Adivinha quem sou!

Sinopse
Yanira muda-se para Barcelona e começa a trabalhar como camareira num cruzeiro de férias. No navio também está Dylan, um atraente empregado da secção de manutenção que quase nem lhe liga. O que ela não sabe é que ele a observa mais do que pensa e, apesar dos mal-entendidos que surgem entre eles, a atracção que sentem fá-los-á encontrarem-se e partilhar um sem-fim de jogos mórbidos, divertidos e sensuais.

E o booktrailer espanhol...mãezinhaaaa

http://www.planeta.pt/autor/megan-maxwell

sábado, 17 de janeiro de 2015

Opinião :: "LIVRE" de Cheryl Strayed

Há pessoas que dizemos não ter cara do nome que têm mas neste caso, a autora pode até não ter cara de Cheryl mas podemos ter a certeza que tem o apelido certo, pelo menos na altura em que a conhecemos antes e durante a sua caminhada pelo longo e duro Pacific Crest Trail.

Strayed: Extraviar-se do caminho certo, desviar-se do curso traçado, estar perdido, torna-se bravo ou isolado, não ter pai nem mãe, não ter casas, errância sem destino em busca de algo, afastar-se ou transviar-se

A descrição da palavra Strayed, que é igualmente o apelido adoptado por Cheryl após o seu penoso divórcio não podia ser o mais indicado. Sem família, marido, trabalho ou rumo, o PCT aparece no seu caminho como um chamamento da natureza ao qual Cheryl não conseguiu voltar as costas. Os longos milhares de quilômetros que se prometeu a percorrer, serviriam para pensar na sua vida até então e quem sabe, conseguir incutir-lhe algum sentido para o momento em que terminasse a sua jornada a pé e voltasse à vida na cidade. E logo nas primeiras linhas do livro temos a noção que o longo, doloroso, desafiante, perigoso, transformador e inspirador trilho do PCT a iria amassar, mudar, massacrar, transformar e até quem sabe melhorar, mas não como nem quando Cheryl queria. Mal preparada, tanto física como emocionalmente, Cheryl enfrenta a mais ferverosa batalha que alguma vez teve de travar, isto tudo com excesso de peso na mochila, umas botas de caminhada apertadas e uma desvantagem para com um trilho que lhe foi sugando tudo mas dando um turbilhão de outras coisas, especialmente momentos e pessoas que a marcaram para sempre.


“Livre “ é uma viagem inspiradora pelo PCT e uma dura jornada de introspecção pela vida e pensamentos de Cheryl, que por vezes nos deixa sem fôlego. Quer por tentar imaginar o que a autora viu naquele determinado ponto no mapa, quer por uma ou outra situação, especialmente do seu passado, em que sentimos um arrepio na espinha, de tão estranho que é o momento.

Ao longo da leitura fui invadida por uma estranha vontade de ir caminhar, uma manhã, uma tarde ou um dia inteiro que me deixasse cansada mas em paz de espírito. Sim, uma coisa de um dia porque eu sei que das muitas coisas que tenho coragem para fazer, embrenhar-me sozinha num trilho isolado durante meses enquanto percorro milhares de quilómetros é coisa para a qual não tenho “tomates” para fazer. Eu tenho coragem de muita coisa mas para isto não! Talvez o peso na mochila de Cheryl fosse isso mesmo, muito “cojones” para fazer esta viagem sozinha.


Mas depois, pensamos: “ela conseguiu, será que eu não conseguia?”
Acabei de descobrir que uma miúda de 11, com o pai, fez o PCT todo…..e ainda fez trabalhos de casa de lanterna na cabeça à noite na tenda :) espectacular!

Li este livro muito depois de a minha irmã o ter lido, muito depois de ver nos meus companheiros de blog dois ávidos caminhantes de longas distância (talvez não tão longas como esta). É engraçado passar a página e encontrá-la marcada pela minha irmã. Durante a leitura dou comigo a pensar na razão porque a marcou, parece que às vezes as marcações coincidem.

Não sei se já tiveram a oportunidade de ler a opinião da minha irmã, a caminhante, mas aqui fica.
Eu só a li depois de ter escrito a minha opinião e fiquei a rir porque começamos da mesma maneira, mas dissemos coisas tão diferentes. Os caminhos que percorremos por sedem iguais, mas será que o percorremos da mesma maneira?

O filme, que estou muito curiosa para ver, chega a 26 de Fevereiro
Fica o trailer
Deixo uma música da banda sonora do filme e o album todo aqui

Um livro 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

"Aberto toda a noite" de David Trueba - Opinião


"Haverá tanta dor como prazer, tanta solidão como companhia, tantas bofetadas como beijos." DEUS

E assim começa o enredo em torno da família Belitre e não podia ter uma citação mais correcta. Entre os Belitre existe tanto do comum de qualquer família como do alucinado de qualquer hospício, que é exactamente como muitas vezes se sente o ambiente familiar. 

"Se esperares, conto-te o que nos aguarda depois da morte. Amiga, tu e eu sabemos que viver não foi nada mau, porque não haveria de ser ainda melhor o que vem depois? Agora parece-me óbvio que a morte é o estado normal e que viver é o acidente. E achas alguma razão mais justificada para morrer do que saber o que nos espera? Que não digam: morreu de cancro ou de um tumor cerebral. Digam: morreu de curiosidade. 
Última carta de Ernestina Beltrán a Alma Belitre"

Excelente epitáfio: morreu de curiosidade!
São inúmeras as descrições que fazem jus a qualquer família. Seja a loucura cáustica já aceite de quem quase está senil às decisões tomadas a quente dos mais jovens e inseguros, que buscam orientação, mas também liberdade e aventura.
A família o avô Abelardo, que é um personagem que vale por todos os outros, vai sendo apresentada, um a um, pelas alegrias, mas também pelos desaires próprios de cada carácter.

"Nas famílias predomina essa virtude de admitir a extravagância quotidiana como normalidade."

Bem dito e bem certo para todos os membros desta família. Por eles, a mansão estará sempre aberta.
"O lar é o único lugar aberto toda a noite." A citação é de Ambrose Bierce, um jornalista e satírico contista que considerava que sinónimo de "sozinho" era estar em "má companhia". Ao lermos que este escritor realista misturava humor negro, cinismo e um olhar acutilante à sociedade que o rodeava... é exactamente o que encontramos neste relato familiar de Trueba, olhar esse que se mantên do seu aclamado Saber Perder.

"- Avô, o que mais te disse Deus?
- Que não revele nada da nossa conversa a não-crentes e romancistas. Deus só fala a poetas e por isso a Sua voz é verso, verdade e vida. Os três vês que, para o caso de não saberes, são sinónimos."

Faltam muitos vês nesta conversa, falta: vitalidade, virilidade, vicissitude, vulgaridade, veleidade ou ainda vontade, vibrante, vitorioso... São várias características para descrever os três vês do avô Abelardo e caracterizar os eventos familiares bem como os seus facilitadores.

O amor, em todas as suas vertentes existe em "Aberto toda a noite", mesmo que por vezes seja ridicularizado e visto como supérfluo. Dizer mais sobre os acontecimentos desta família é retirar todo o humor de se ir divertindo a cada página. Essencialmente, este romance de Trueba é puro entretenimento para o leitor. Aliás em filme e com as expressões idiomáticas espanholas deveria ser a comédia do ano.

"Amor: A estupidez de pensar demasiado no outro antes de saber o que quer que seja sobre si próprio." 

Bierce é citado novamente e faz todo o sentido, face ao rumo que o amor ou algo que se confunde com ele, obriga as pessoas a agir, ou melhor, reagir, desesperadamente. No entanto, "O fardo que pesa sobre os ombros, não pesa menos por o deixarmos cair." é um provérbio edetano citado perto do final e abre o caminho para pensarmos em como por vezes podemos ver ou sentir a família.


quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Comecei a ler...

Uma pausa na leitura de LIVRE de Cheryl Strayed para ir apreciar a loucura de Andrew e Camryn em "Entre o Agora e o Sempre"
Enquanto isso, façam o favor de participar no passsatempo em que podem ganhar um exemplar deste livrinho (aqui)


Sinopse
Entre o Agora e o Sempre é a muito aguardada sequela de Entre o Agora e o Nunca, o romance que nos apresentou Camryn Bennett e Andrew Parrish, dois jovens em busca do lado mais ousado da vida, que se conhecem e apaixonam durante uma viagem de autocarro. Agora, alguns meses depois desse primeiro encontro, estão noivos e esperam, entusiasmados, a chegada do primeiro filho. Mas, quando nada o fazia prever, a tragédia bate-lhes à porta. 

J. A. Redmerski deixa-nos de novo rendidos ao fascínio desta intensa história de amor e dos seus protagonistas, pela coragem que têm em se manter fiéis a si próprios, vivendo plenamente o presente, com um espírito livre e profundamente apaixonados pela vida.

Relembro a nossa opinião ao primeiro livro:)

Uma novidade


segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Cotovia de Dezsö Kosztolányi - Opinião


Cotovia de Dezsö Kosztolányi é considerada uma obra-prima da literatura húngara. Um romance pejado de realismo, num retrato de época brilhante e de enorme beleza estética. São alguns dos atributos e elogios que a crítica e o tempo têm feito a este livro de enredo simples, mas pejado de uma linguagem e uma escrita magistral. Ainda assim, é uma obra que não me cativa na sua totalidade, já que o alargamento de todo o enredo se perde em alongadas e detalhadas descrições, que farão um retrato fiel da sociedade e dos costumes da época, é certo, mas para mim, de tão distantes que estão dos meus interesses e experiências, tornam-se enfadonhos e retiram o interesse que a temática poderia ter.

Julgo que a essência deste livro está em pensarmos no peso que um familiar representa e a liberdade que reprime aos restante, mesmo que a decisão de ser esse peso não seja voluntário por parte da pessoa em causa. Por outro lado, é um livro que relata o afastamento, a falta de comunicação e de uma relação próxima, muito em parte pelos próprios costumes de época. O afastamento da filha, Cotovia, é visto como um enorme drama, ainda que se leia nas entrelinhas toda a vida que escapa das mãos destes pais e que quase por uma última vez vão ter a possibilidade de reviver.

"Quem parte é alguém que desaparece, se aniquila, já não existe. Vive exclusivamente como lembrança, que visita com frequência a nossa imaginação. Sabemos que está algures mas não o vemos, tal como os que morreram"

Perdura em todo o romance o peso de uma sociedade abrilhantada pelos modos requintados, mas os sentimentos e as relações urgem de maiores momentos, se bem que quando surgem há tanto uma forma sóbria e quase desapegada como uma forma exagerada e dramática demais.

A leitura deste romance de Dezsö Kosztolányi surgiu devido à leitura de "O Meu Irmão", de Afonso Reis Cabral, como obre sugerida pelo próprio autor. As semelhanças são evidentes. O sentido de compromisso e sacrifício surgem de igual modo como forma de garantir a segurança, o amor e o lar que o ente querido precisa. O afastamento e o peso que causam é notório em ambos os enredos, apesar de serem gerados por situações díspares. Se por um lado pensamos em casamentos, dotes e costumes de final de século XIX, por outro pensamos em deficiência e dificuldade de inclusão total na sociedade actual.

Fica de ambos, a servidão e a escravidão (consentida!?) a que por vezes o amor obriga ou fomenta.


sábado, 10 de janeiro de 2015

Novidades Presença :: "Já Devias Saber...Agora é Tarde Demais"

Mais uma novidade Editorial Presença para o mês de janeiro


Sinopse
Grace Reinhart Sachs é terapeuta conjugal e, por comparação com a sua experiência clínica, considera a sua vida perfeita. Tem um casamento sólido, o marido é um oncologista pediátrico prestigiado, o filho de ambos, Henry, promete vir a ser um músico talentoso e fazem parte da elite de Manhattan. Mas quando Grace decide escrever um livro dissecando os mecanismos afetivos que fazem que muitas mulheres se tornem vítimas de relações infelizes, e está a poucas semanas do lançamento desse livro, toda a sua existência é abalada por um acontecimento inesperado, que vem pôr em causa tudo aquilo em que acredita. Jean Hanff Korelitz constrói este romance com extraordinária subtileza e inteligência, fazendo dele um thriller psicológico de nível excecional que não dá tréguas aos leitores.

http://www.presenca.pt/

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Opinião "Diário Secreto de Uma Mulher" de Sophie Morgan

Quando comecei a ler este livro não sabia o que esperar, o que me iria fazer continuar a lê-lo mesmo quando, e obviamente que isso aconteceu, não fosse de acordo com as praticas e os sentimentos causados.


“O Diário Secreto de uma mulher” conta a vida de Sophie Morgan e como ela se tornou submissa. O primeiro capítulo permite-nos mergulhar brevemente na sua vida enquanto formamos uma imagem das raízes de Sophie e de como ela cresceu. A própria salvaguarda que as escolhas que fez em nada são causadas por traumas ou dramas familiares.

À medida que a história avança, Sophie faz um relato detalhado das experiências sexuais que a levaram a perceber e entrar no mundo BDSM. No início, os seus encontros foram breves e banais, sendo pontuados por uma ou outra experiência que faziam antever gostos mais elaborados. Só quando conhece Thomas, enquanto estudante universitária, é que Sophie mergulha na cultura e numa relação Dominador/submissa. Visto que partilhavam apenas uma amizade colorida com uma grande confiança e capacidade de comunicação, o tempo que passou com Thomas permitiu que ficasse a conhecer os seus gostos e os seus limites. 
Mas a vida de Sophie não se moldou aos seus caprichos e com mudanças de casa e de trabalho, o afastamento entre ela e Thomas levou-a a perceber que precisava de mais, que futuramente queria encontrar alguém que preenchesse todos os aspectos da sua vida.

Quando Sophie encontra James - um corretor da bolsa bem sucedido (o tal que na sinopse comparam ao Christian Grey), este tem tudo aquilo que ela quer num namorado, mas será que preenche os requisitos na outra faceta privada da vida de Sophie?
Será que Sophie pode ter o melhor dos dois mundos: uma relação a dois e um estilo de vida BDSM? Ou é James que não está pronto para o mundo que ela anseia partilhar com ele?

E agora vamos parar. Até aqui parece um romance muito normal, certo?
E é ,mas também é preciso nos conseguirmos alhear da ideia que isto nos tá a ser contado por quem viveu as cenas que nos são descritas, e acima de tudo, temos de ter capacidade de suportar as descrições detalhadas das coisas que Sophie suportou e pelas quais suspirou. O sentimento de humilhação e frustração alheado ao prazer que sentia durante os actos com qualquer dos parceiros que ela tem no livro são algo que, para mim, me faz torcer o nariz. Ok a Sophie gosta, é isso que lhe dá gozo mas para mim, o livro salva-se pelo relato sincero e pela escrita humorada da autora. Este livro deverá ser encarado como um romance com um foco de 10% em sentimentos e os outros 90% na viagem de auto-descoberta pelo mundo BDSM. Ou será que não o podemos sequer considerar um romance?

Se o aconselho a alguém?
Ora pois, cada um está por sua conta e risco. Eu sou uma curiosa por natureza, nem que seja através das palavras dos outros.
Se esperam um romance à moda das 50 Sombras, escolham outro. Se querem um relato menos fantasiado (acho eu!) das praticas que já lemos em outros títulos, façam favor e fiquem a conhecer a história de Sophie (pseudónimo, claro!)

Agora um extra, a Capa Original
ahha muito twilight oh Sophie!

Comecei a ler...

Prometi que lia este livro antes de o filme sair. Como mencionámos na nossa lista "Quando os livros se tornam filmes - 2015", Livre estreia em Portugal já na última semana de fevereiro.
Por isso, aqui vou eu no caminho com Cheryl Strayed.


Sinopse: 
Aos 26 anos, Cheryl Strayed tinha perdido tudo - o casamento, a família, a estabilidade profissional -, e a sua existência aproximava-se perigosamente do ponto de não-retorno. Sem nada a perder, toma a decisão mais impetuosa da sua vida - embrenhar-se sozinha na natureza selvagem, percorrendo a pé, durante três meses, 1700 quilómetros do Pacific Crest Trail. Sem qualquer experiência neste tipo de aventuras, com excesso de bagagem e com umas botas apertadas – é assim que Cheryl empreende esta viagem violentíssima em termos físicos e psicológicos, mas extremamente redentora.

Numa fusão única entre livro de memórias e narrativa de aventuras, Livre é uma obra inspiradora e um testemunho vivo da capacidade do espírito humano para superar as crises mais agudas e reinventar um sentido para a vida.

e o trailer do filme com Reese Witherspoon no papel de Cheryl

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Passatempo "Entre o Agora e o Sempre" - Editorial Presença

Para quem adorou "Entre o Agora e o Nunca", chegou agora a oportunidade de ganharem o segundo livro de J. A. Redmerski.
Preparem-se!
O "Entre o Agora e o Sempre" está a passatempo no Efeito dos Livros, com o apoio da Editorial Presença.

Relembro a nossa opinião ao primeiro livro:)
Leiam um excerto do segundo livro

O PASSATEMPO DECORRE ATÉ 18/01/2015

Para se habilitar ao passatempo, preencha o formulário abaixo e siga as regras dos nossos passatempos:
ATENÇÃO - REGRAS:
- O preenchimento do formulário é obrigatório para se habilitar ao passatempo.
- Podem participar todos os dias, basta voltar a preencher o formulário.
- Só serão apuradas participações de fãs e/ou seguidores. 
- Ser fã e seguidor, duplica as hipóteses de ganhar.
- Só aceitamos participações de residentes em Portugal.
- Sorteamos os prémios no random.org entre todos as participações.
- Não nos responsabilizamos por nenhum extravio, seja o envio feito por nós ou editora.

NOTA:
- Façam partilha do passatempo - SEMPRE PÚBLICA, os links serão contabilizados como participação, basta deixar o link que contará como participação extra. Obrigada!

Um Passatempo com o apoio


Boa sorte!

Quando os livros se tornam filmes - 2015

2015 está carregadinho de bons filmes. São muitas as adaptações de livros ao grande ecrã e nós vamos estar bem atentos a todos os que estreiem no nosso pais.
Ora vamos lá começar o desfile das estreias em Portugal.

Iremos actualizando esta lista ao longo do ano.
Vamos igualmente contando as novidades, os livros que ao longo do ano formos tendo conhecimento que mais tarde ou mais cedo se vão tornar em filmes.

JANEIRO


Na primeira semana do ano estreou no cinema o filme "O Sétimo Filho" adaptado do primeiro livro das Crónicas de Wardstone de Joseph Delaney. Os três primeiros livros da série já se encontram publicados em Portugal pela Editorial Presença.
TRAILER

No dia 8 de janeiro estreia "Invencível" realizado por Angelina Jolie.
Um filme baseado no livro do mesmo nome de Laura Hillenbrand publicado em Portugal pela Dom Quixote.
Sinopse:
Um drama épico inspirado na vida do atleta olímpico e herói de guerra Louis "Louie" Zamperini que, juntamente com outros dois tripulantes, sobreviveu 47 dias em alto mar depois de um acidente aéreo quase fatal durante a 2ª Guerra Mundial para ser capturado pela marinha japonesa e enviado para um campo de prisioneiros de guerra.
TRAILER

Na semana de 22 de Janeiro estreia “O Excêntrico Mortdecai” 

Com Johnny Depp no principal papel, é baseado no primeiro livro da trilogia do negociante de Arte Mortdecai, “Don’t point that thing at me” de Kyril Bonfiglioli. Livro sem edição em Português.
Sinopse: 
O negociante de arte Charles Mortdecai procura um quadro roubado que, segundo rumores, contém um código secreto que permite descobrir a localização do ouro nazi escondido no fim da guerra.
Mesmo sem ler o livro sabemos que com Johnny Depp, não vamos perder este filme.

E estreia igualmente “Sniper Americano”

Um filme com realização de Clint Eastwood e com Bradley Cooper no papel principal, “Sniper Americano” é adaptado do livro com o mesmo nome, da autoria de Christ Kyle, Scott McEwen e Jim DeFelice. Um livro que se encontra por ler no Efeito dos Livros e que foi lançado em Outubro do ano passado pela VOGAIS.
Sinopse: 
Um militar dos SEAL norte-americanos relata a sua carreira como atirador de elite que inclui mais de 150 mortes confirmadas.

Na última semana de Janeiro estreia "A Teoria do Tudo"
Baseado no livro "Viagem ao Infinito" de Jane Hawking, mulher do físico Stephen Hawking, publicado em Portugal pela Marcador.
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FEVEREIRO

Na primeira semana de Fevereiro estreia “O meu nome é Alice”

Adaptado do livro de Alice Genova, “Ainda Alice” publicado em Portugal pela Caderno.
Sinopse:
Alice Howland, com um casamento feliz e três filhos, é uma renomada professora de linguística que começa a esquecer-se de algumas palavras. Quando recebe um diagnóstico devastador, Alice e a sua família enfrentam um enorme teste aos laços que os unem.
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Talvez a estreia mais esperada de 2015 para muitas das nossas seguidoras, "As Cinquenta Sombras de Grey"
A trilogia de E L James já se encontra publicada em Portugal pela Lua de Papel e a opinião aos livros por parte da metade colorida do Efeito dos Livros está aqui
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Na semana de 19 de Fevereiro estreia "Antes de Adormecer"
Com Nicole Kidman, Colin Firth, Mark Strong nos principais papeis, "Antes de Adormecer" é baseado no livro com o mesmo título da autoria de S. J. Watson. O livro foi publicado em Portugal pela Civilização Editora.
Opinião ao livro no Efeito dos Livros aqui
Sinopse
Uma mulher acorda todos os dias sem memória, consequência de um acidente no seu passado. Um dia, a terrível verdade vem à superfície e força-a a questionar tudo à sua volta.
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Na mesma semana ainda estreia "Vício Intrínseco"
Adaptação do sétimo romance de Thomas Pynchon com o mesmo nome, publicado em Portugal pela Bertrand.
Sinopse
No final dos anos 60, Larry "Doc" Sportello, um detetive de Los Angeles viciado em drogas, investiga o desaparecimento da sua antiga namorada.
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A última semana de Fevereiro traz-nos "Livre"
Baseado no livro de Cheryl Strayed, LIVRE (Wild), publicado em Portugal pela Editorial Presença, conta-nos a contagiante aventura da autora (papel representado por Reese Witherspoon) quando a sua vida se torna num autêntico pesadelo. Depois de perder a mãe, começar a usar heroína e divorciar-se, decide embarcar numa caminhada de mais de 1000 km, numa verdadeira busca interior.
O Efeito dos Livros já tem uma opinião publicada (EfeitoCris) mas o livro já se encontra na lista de leituras da metade colorida para Janeiro de 2015
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MARÇO

A 19 de Março estreia "No Coração do Mar" com Chris Hemsworth no papel principal.
Baseado no livro do mesmo nome da autoria de Nathaniel Philbrick, publicado em Portugal pela Europa-América em 2003.
Sinopse
Baseado num incidente que teve lugar em 1820, quando o navio baleeiro Essex foi perseguido por um cachalote deixando a tripulação isolada no mar durante 90 dias, a milhares de quilómetros de casa.
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Na semana de 26 de Março temos a estreia de "Insurgente"
Baseado no livro do mesmo nome, o segundo da trilogia de Veronica Roth, publicada em Portugal pela Porto Editora.
A nossa metade colorida espera pacientemente por este filme. Fica a opinião e o TRAILER


ABRIL

Na primeira semana do mês de Abril estreia "Raparigas de Fogo". Um filme de 2012 mas que só agora chega a Portugal
Filme adaptado do livro "Raposas de Fogo" de Joyce Carol Oates, publicado pela Casa da Letras.
Sinopse
Arredores de Nova Iorque, 1953. Um bairro pobre numa pequena cidade.
Na cultura do pós-guerra, violenta e dominada pelos homens, um grupo de raparigas adolescentes vai unir-se numa irmandade de sangue. Formam o gangue das Foxfire, uma sociedade secreta só para mulheres, reconhecível pela chama tatuada no ombro de cada um dos seus elementos.
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E a 9 de Abril estreia "Uma Vida ao Teu Lado"
Baseado no mais recente livro de Nicholas Sparks (publicação pela Edições ASA) que a nossa metade colorida adorou ler (opinião aqui)
Sinopse
A vida de um jovem casal entrelaça-se com a de um homem muito mais velho, à medida que ele reflete sobre um amor perdido enquanto está encarcerado num acidente rodoviário.
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MAIO

A primeira semana de Maio traz-nos "Child 44"
Baseado no livro "A Criança nº44" de Tom Rob Smith, publicado em Portugal pela Dom Quixote, este filme conta com Tom Hardy e Gay Oldman nos papeis principais.
Sinopse
Leo Demidov (Tom Hardy), antigo herói da segunda guerra mundial e agente da polícia secreta do estado, vê-se perante uma estranha série de mortes. Alguém anda a assassinar crianças com requintes de malvadez um pouco por toda a zona oeste da URSS.
(ainda sem trailer ou poster disponível)

JUNHO

"Paper Tows" tem previsão de estreia para 18 de Junho.
Baseado no livro de John Green "As cidades de papel", o filme conta com Cara Delevingne e Nat Wolff nos papeis de Margo e Quentin.
Um livro com opinião publicada no blog (aqui) mas que ainda não tem trailer ou poster.

JULHO

Umas das estreias previstas para 9 de Julho é "Far from the Madding Crowd"
Filme baseado no livro do mesmo nome da autoria de Thomas Hardy. Um clássico da literatura publicado em Portugal pela Europa-América sob o nome "Longe da Multidão"
TRAILER

AGOSTO
Sem informação por enquanto.
Iremos actualizando esta lista ao longo do ano.

SETEMBRO

A 17 de Setembro chega o segundo filme de Maze Runner
Baseado no segundo livro da trilogia "Maze Runner - Provas de Fogo" de James Dashner publicado em Portugal pela Editorial Presença.
Ainda não tivemos a oportunidade de ler a trilogia no Efeito dos Livros mas a nossa metade colorida viu o primeiro filme e gostou imenso (aqui) Quem sabe, talvez até setembro possamos conhecer a história através dos livros.
(sem trailer ou poster oficial)

A 24 de Setembro estreia "Black Mass"

Com Johnny Depp e Tom Hardy nos principais papeis, este filme é baseado no livro de Dick Lehr e Gerald O’Neill
Sinopse
John Connoly e James "Whitey" Bulger cresceram juntos nas ruas de South Boston. Décadas mais tarde, Connolly é uma figura importante no FBI e Whitey tornou-se padrinho da máfia irlandesa. O que acontece depois - uma conspiração para derrubar a máfia italiana em troca de proteção para Bulger - leva a uma espiral de assassinatos, tráfico de droga, acusações de extorsão, e, em última análise, ao maior escândalo de sempre envolvendo informadores do FBI.
(sem trailer ou poster oficial)

OUTUBRO

A primeira semana de Outubro traz-nos a nova adaptação do clássico de Mary Shelley, "Victor Frankenstein"
Com James McAvoy e Daniel Radcliffe nos papeis de Victor Frankenstein e Igor.
Ainda não se encontra disponível o trailer ou o poster do filme.

 A 15 de Outubro estreia "The Dressmaker"
Um livro com o mesmo nome, da autoria de Kate Alcott, que ainda não foi publicado em Portugal. Um outro livro da autora, "Os Sonhos que Tecemos" foi publicado no ano passado pelas Edições ASA.
"The Dressmaker" conta com Kate Winslet e Liam Hemsworth nos principais papeis,
Sinopse
Uma mulher glamourosa regressa à sua pequena cidade no interior da Austrália.
Com uma máquina de costura e um estilo sofisticado transforma as mulheres da sua terra e exerce uma doce vingança sobre quem a tratou mal.
(ainda sem trailer disponível)


NOVEMBRO

O mês de Novembro traz-nos o último filme da série The Hunger Games.
A Revolta - Parte 2 tem estreia prevista para dia 19 de Novembro.
Ainda sem trailer ou poster disponível.

E no final do mês está prevista a estreia de "O Marciano"
Adaptado do livro com o mesmo nome da autoria de Andy Weir. "O Marciano" foi publicado em 2014 pela Topseller e foi o preferido dos leitores no Goodreads Choice Awards para a categoria de Ficção Cientifica.
O filme, realizado por Ridley Scott, conta com Matt Damon no papel principal mas ainda não tem disponível poster ou trailer.

DEZEMBRO

Parece que ainda falta tanto tempo que não se encontra informação concreta disponível.

Boas leituras e bons filmes :D