segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Opinião "O Espadachim"


Uma visita à Escócia, um talentoso espadachim com mais honra num dedo que muitos homens no corpo todo e uma jovem mulher que conseguiu ludibriar o destino matrimonial comum às suas semelhantes. "O Espadachim" não podia começar de maneira melhor.
Separados pelo destino, as suas posições sociais e a distância auto imposta, Constance e Saint vão lutar contra tudo, todos e até si próprios para descobrirem a verdade sobre o desaparecimento de jovens mulheres em Edimburgo antes de cederem por completo ao desejo.

Constance é uma mulher e tanto. Filha de um Duque que sempre lhe deu mais espaço para abrir asas do que o normal na época, Constance tem evitado com classe todos as propostas e compromissos desde há seis anos. O seu tempo tem sido passado na realização de tarefas bem mais valiosas do que a escolha de vestidos bonitos para agradar o seu futuro marido. Como membro de um clube secreto ao serviço da Coroa, Constance usa a sua posição para conduzir investigações no seio da sociedade e segue pistas que a levam cada vez mais perto de descobrir o paradeiro das jovens desaparecidas.  Infelizmente o próximo passo requer que Costance seja casada e parece que, sem querer, é mesmo esse o caminho para o qual a empurram.
Engana-se quem pensa que Saint é esse par que aparece como por milagre à seu frente.
Nascido numa família de estatuto pobre, Saint não tem dois tostões no bolso. Por isso quando surge a proposta de ensinar esgrima a um pupilo do pai de Constance, mulher que ele tenta esquecer com todas as forças do seu ser, Saint hesita mas acaba a aceitar por saber que ela se encontra bem longe da casa da família.
Até à hora em que estão frente a frente e ela é nada mais nada menos que a sua nova aluna.
Ohhh e assim começa a festa.
O jogo de cintura destes dois é espectacular.
Que dinâmica inteligente, apaixonada e cheia de genica. Constance e Saint são parceiros à altura, especialmente na troca de galhardetes.

Toda a história envolvente tem contornos muito bons mas é a historia dos dois que nos rouba o fôlego, especialmente pelo passado que os une e pelas marcas que ambos carregam.

Espero seriamente que o próximo volume venha levantar a cortina sobre três personagens que me cativaram bastante neste livro.
E da leitura levo uma vontade ainda maior de visitar a Escócia.
Espero seriamente caminhar em Terras Escocesas muito brevemente.

"O Espachim" de Katharine Ashe é uma novidade

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