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sábado, 15 de abril de 2017

Opinião "Deixa-me ir"

Life is what happens to us while we are making other plans.
Quando li a sinopse deste livro dei comigo a pensar "Quem nunca precisou de uma pausa na sua própria vida, que atire a primeira pedra".


Maribeth Klein andava a mil. Editora numa revista de moda, mãe de gémeos, esposa, dona de casa, encarregada de educação, cozinheira, moça de recados, responsável por organizar, comprar, limpar, secar, banhar, não pirar...
Maribeth andava realmente a mil à hora, tanto que no momento em que começou a ter sintomas de um ataque cardíaco, não lhes deu importância até ao momento em que se viu numa cama de hospital, rodeada de bips e tubos e com a cabeça a transbordar com um único pensamento "o meu coração parou e eu podia ter morrido".
Realmente dizem que as experiências de quase-morte abrem toda uma nova visão mas para Maribeth não se trata de uma percepção para o além mas para o aqui e agora, para a realidade que vive, que não consegue controlar e que lhe ameaça roubar a segunda oportunidade que a vida lhe deu.

Em pânico e um pouco inconscientemente arruma a mala e sai sem destino. A distância cria perspectiva e talvez seja mesmo isso que Maribeth precisa enquanto recupera do susto e se volta a sentir com forças para enfrentar o passado, o presente e o futuro.
Porque na realidade o que interessa é mesmo isso, o futuro, o seu, dos seus filhos, da sua família.

Para uma mãe abandonar os filhos, uma mulher abandonar o seu marido e a sua casa, é preciso existir um motivo maior e o de Maribeth é o maior de todos, a sua sobrevivência.
Sei que a decisão dela poderá ser controversa e imagino o quanto haverá leitores completamente contra o seu ponto de vista. No entanto, confesso que compreendo que por vezes a única maneira de meter a cabeça em ordem é afastar-nos de tudo. Sim, ela tem responsabilidades mas acima de tudo ela também tem coisas mal resolvidas na cabeça. Quando temos responsabilidades, não nos podemos dar ao luxo de parar e tentar resolver o que nos remoí o espírito.
Será a distância suficiente para Meribeth recuperar e organizar os seus pensamentos?
Haverá algo mais que a assusta que ter visto a sua vida por um fio?
Poderá o passado de Meribeth ser a ponta solta que a impossibilita de dar um nó aperto à sua vida?


Confesso que gostei bastante de ler todos os outros livros da autora mas este é o que toca mais fundo na ferida, talvez porque os outros são para teens e eu estou mais no registo de Maribeth, sem o ataque cardíaco e os gémeos mas com a necessidade de parar e reavaliar antes que um dia seja eu que tenho uma coisinha má.

"Deixa-me ir" é uma história com que muita gente se poderá identificar, por um ou outro detalhe, concordando ou não com o tempo que Maribeth dá a si mesma. Às vezes deixar de fazer planos, parar para avaliar as coisas, confiar os nossos pensamentos aos que nos são próximos e acreditar que as pessoas nos vão ajudar se pedirmos ajuda, é meio caminho andado para baixar a rotações da nossa azafama diária, encorrilhar os pensamentos que viajam descontrolados na nossa cabeça e apaziguar-nos com o pensamento de que tudo um dia se orienta, que se ainda não está orientado, é porque ainda não chegou a hora de estar.

Quando te sentires Maribeth, para. Pensamento positivo, calma e atitude :) 

"Deixa-me ir" é uma novidade
Para mais informações visitem o site Editorial Presença

segunda-feira, 27 de março de 2017

Novidade Editorial Presença :: "Deixa-me ir"

Gayle Forman, um nome que apita sempre no meu radar literário :)


Maribeth Klein é mãe de gémeos e editora de uma revista de moda. Conciliar essas duas facetas da vida tem sido um desafio quase impossível e Maribeth sente-se esgotada. A azáfama do dia a dia, cada vez mais intensa, não a deixa parar um segundo, nem para perceber que acaba de ter um ataque cardíaco. 

Durante a recuperação, dispondo finalmente de algum tempo para pensar, Maribeth decide fazer as malas e partir. Longe das obrigações familiares e apoiada por novas amizades, pode por fim lidar com os problemas que a atormentam há muito e enveredar por uma jornada de descoberta que lhe permitirá perceber o que é realmente importante.

CRÍTICAS DE IMPRENSA
«O humor e a clarividência característicos desta autora bestseller internacional marcam a sua estreia na ficção para adultos, revelando que por vezes é preciso afastarmo -nos de casa para compreendermos o seu verdadeiro valor.» 
Goodreads

«Esta história surpreendente, escrita com uma enorme sensibilidade, dá vida às fantasias secretas de muitas mães excessivamente sobrecarregadas.» 
People Magazine


Uma novidade

Para mais informações visitem o site Editorial Presença

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Opinião "Eu Estive Aqui" de Gayle Forman

Quantos de nós temos amigos de longa data? 
Com sorte, quase todos temos pelo menos um ou dois.
Quantos de nós podem dizer que, aquela pessoa que tem estado na nossa vida nos últimos 10 ou 20 anos, nos é inteiramente conhecida? 
Até que ponto conhecemos bem os nossos melhores amigos?

Este é o pensamento que assombra Cody.
Conhece-mo-la após a morte da sua melhor amiga Meg. Depois de uns meses a viver longe de casa, no primeiro ano de faculdade, Meg decide acabar com a sua vida de uma maneira fria e planeada ao mais ínfimo detalhe. À família e amigos deixou um bilhete de despedida. À família e aos amigos deixou uma dor profunda e uma incompreensão dos motivos que a levaram a esse fim, especialmente à sua melhor amiga Cody, que a via como a sua outra metade, por tão próximas que foram a vida toda.

Mas a questão é, até que ponto conhecemos bem todos os aspectos das pessoas que nos são próximas?
Quantos de nós conseguimos descortinar o que se passa na cabeça delas?
Será que elas conseguem perceber o que se passa na nossa cabeça pelas palavras que não dizemos e pelas acções que não fazemos ?

É neste "Eu Estive Aqui" que embarcamos no dia a dia de Cody, que ficou para trás na vilazinha que a conheceu toda a sua vida e que agora quer dar sentido à partida da amiga.
Partimos numa busca pela pessoa que Meg era, pelo que se tornou com a mudança para a faculdade, pelos segredos encerrados no seu passado e pelo que despoletou a decisão para se encaminhar para o fim.
Partimos igualmente por uma viagem à mente de Cody, à sua história e pela sua incapacidade de se perdoar por achar que devia ter reparado no sofrimento da amiga.

"Tiveste um monte de pedragulhos, mas limpaste-os e fizeste com eles um colar. A Meg tinha joias, e matou-se com elas"

Embarquei na leitura sem expectativas. Gostei de todos os outros livros que li de Gayle Forman mas a temática deste livro fez-me entrar meio a medo, meio de braços abertos para que o me fosse oferecido. Para quem ainda não sabe, este livro fala e descreve um suicídio e até me deu muita informação que eu, inocentemente, desconhecia.
Em suma, não sabia o que esperar deste livro. Sabia que entre encontrar respostas e começar a sarar as feridas, alguma coisa iria acontecer mas sinto que algo ficou a faltar, especialmente à dinâmica do dueto Meg e Cody.
O quão próximas eram realmente?
Será que a sua amizade ainda era assim tão forte nesta idade, como fora quando eram mais novas?
Sinto essa ligação em falta, de resto, com um principio, meio e fim, "Eu estive aqui" é um ciclo de culpa e obsessão que se prevê infinito mas que, no final, tem uma aberta para uma planície de perdão e calma, porque tudo passa, tudo um dia passará.

Fica o booktrailer que encontrei online e que caracteriza muito bem este último livro da autora.

Que venha o próximo livro da Gayle. Para quando o Leave Me?

"Eu estive aqui" é uma novidade

Para mais informações visitem o site Editorial Presença

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Novidade Presença :: "Eu estive aqui"

Cody fica chocada e arrasada com o suicídio de Meg, a sua melhor amiga. A pedido dos pais desta, Cody viaja até Tacoma, onde a amiga estudava, para reunir os seus pertences. Espantada, Cody descobre que Meg nunca lhe falara de inúmeros aspetos da sua vida. Por exemplo, os novos amigos, que são o tipo de pessoas com quem Meg nunca se daria antes de entrar para a faculdade, ou Ben, o vocalista de uma banda por quem a jovem se apaixonara. Porém, a sua maior descoberta ocorre quando acede ao computador de Meg e de repente tudo o que pensava que sabia sobre a morte da amiga se desmorona. Cody decide então levar esta descoberta às últimas consequências. 

"Eu Estive Aqui" é o novo romance de Gayle Forman, autora do bestseller internacional "Se Eu Ficar" e "Espera por mim" e da duologia "Apenas um dia" e "Apenas um ano"

Uma novidade
Para mais informações consultem o site Editorial Presença

terça-feira, 19 de julho de 2016

Opinião "Apenas um ano" de Gayle Forman

Nota: leiam este livro imediatamente após o primeiro. Se como eu ja o leram quando ele foi editado, façam um favor a vocês mesmas, releiam. Não haverá nada melhor que partir para "Apenas um ano" com o feeling especial que a visão de Allyson nos dá.
Nada melhor do que partir da imagem que guardamos de Willem pelos olhos de Allyson para aquilo que ele realmente é, para o que ficamos a conhecer dele quando é com os seus olhos que vemos o mundo,com os seus pensamentos que vivemos o dia a dia, com a sua dor que deambulamos pelo mundo em busca de algo que nem ele sabe bem o que é.

Dito isto, se nunca leste o primeiro não leias está opinião. A sério...caso contrário tudo o que eu diga será uma tremendo spoiler.
Regressamos a esta história e à vida de Willem naquela fatídica manhã em que vimos inicialmente Allyson, a nossa Lulu, acordar sozinha em Paris.
Um imprevisto selou o destino imediato destes dois e sem outra outra alternativa tiveram de seguir os seus caminhos em separado.
Mas o que será que aconteceu a Willem naquela manhã? 
Será que procurou por Lulu como ela procurou por ele?
Será que aquele dia abriu um buraco tão grande na sua alma como na de Allyson? Como na nossa?
As respostas a estas perguntas e a outras que nunca pensamos colocar encontram-se neste segundo livro da duologia (que não pode acabar aqui...tem de existir continuação)


Não é fácil ver como um acontecimento pode mudar o rumo de uma vida inteira e este dia em Paris mudou com toda a certeza a vida destes dois.
Mudou com certeza a maneira como olho para quem encontro em viagem, para o modo como aceito as mudanças loucas que acontecem quando saimos da zona de conforto.

Isto dava um filme lindo, com um budget elevado devido aos locais de filmagens estrondosos que povoam a história mas algo digno de se colocar em movimento. A história de Allyson e Willem é um hino a expressão "o acaso comanda a vida" e fica para sempre no meu coração.

Após a leitura deste "APENAS UM ANO" decidi voltar à visão de Allyson e reler "Apenas um dia". Precisava que voltar a ver Willem, Paris e a procura por uma resposta pelos olhos de Allyson.

O goodreads diz que há um mini conto posterior a este livro. E agora?
Eu preciso de saber o que acontece depois.
E vocês?

Os livros de Gayle Forman são uma aposta
Para mais informações visitem o site Editorial Presença

Opinião ao primeiro livro "Apenas um dia"

Opinião "Apenas um ano" de Gayle Forman

Nota: leiam este livro imediatamente após o primeiro. Se como eu ja o leram quando ele foi editado, façam um favor a vocês mesmas, releiam. Não haverá nada melhor que partir para "Apenas um ano" com o feeling especial que a visão de Allyson nos dá.
Nada melhor do que partir da imagem que guardamos de Willem pelos olhos de Allyson para aquilo que ele realmente é, para o que ficamos a conhecer dele quando é com os seus olhos que vemos o mundo,com os seus pensamentos que vivemos o dia a dia, com a sua dor que deambulamos pelo mundo em busca de algo que nem ele sabe bem o que é.

Dito isto, se nunca leste o primeiro não leias está opinião. A sério...caso contrário tudo o que eu diga será uma tremendo spoiler.
Regressamos a esta história e à vida de Willem naquela fatídica manhã em que vimos inicialmente Allyson, a nossa Lulu, acordar sozinha em Paris.
Um imprevisto selou o destino imediato destes dois e sem outra outra alternativa tiveram de seguir os seus caminhos em separado.
Mas o que será que aconteceu a Willem naquela manhã? 
Será que procurou por Lulu como ela procurou por ele?
Será que aquele dia abriu um buraco tão grande na sua alma como na de Allyson? Como na nossa?
As respostas a estas perguntas e a outras que nunca pensamos colocar encontram-se neste segundo livro da duologia (que não pode acabar aqui...tem de existir continuação)


Não é fácil ver como um acontecimento pode mudar o rumo de uma vida inteira e este dia em Paris mudou com toda a certeza a vida destes dois.
Mudou com certeza a maneira como olho para quem encontro em viagem, para o modo como aceito as mudanças loucas que acontecem quando saimos da zona de conforto.

Isto dava um filme lindo, com um budget elevado devido aos locais de filmagens estrondosos que povoam a história mas algo digno de se colocar em movimento. A história de Allyson e Willem é um hino a expressão "o acaso comanda a vida" e fica para sempre no meu coração.

Após a leitura deste "APENAS UM ANO" decidi voltar à visão de Allyson e reler "Apenas um dia". Precisava que voltar a ver Willem, Paris e a procura por uma resposta pelos olhos de Allyson.

O goodreads diz que há um mini conto posterior a este livro. E agora?
Eu preciso de saber o que acontece depois.
E vocês?

Os livros de Gayle Forman são uma aposta
Para mais informações visitem o site Editorial Presença

Opinião ao primeiro livro "Apenas um dia"

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Novidade Editorial Presença :: "Apenas Um Ano" de Gayle Forman

ohhhh novidade linda!!
Adorei o primeiro :D
Quem não adorou "Apenas um dia"?

Antes de descobrires o final é preciso lembrar como tudo começou…

Willem e Allyson viveram momentos inesquecíveis em Paris e nada previa a separação. Para Allyson, a traição parece ser a única causa do desaparecimento de Willem. Mas o que terá acontecido naquela manhã? Em Apenas Um Ano, que retoma os acontecimentos de Apenas Um Dia, Willem contará o seu lado da história.

Depois de um percalço do destino, e das inúmeras tentativas em contrário, percebe que não consegue esquecer aquela rapariga de olhar enigmático, da qual nem sequer conhece o verdadeiro nome. Dela restam as lembranças de um dia mágico e o relógio, que marca o tempo ao ritmo das viagens e da procura mútua. Será um ano tempo suficiente para lidar com a intensidade de um dia?

Uma novidade
Para mais informações consultem o site Editorial Presença aqui

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Opinião "Apenas um dia" de Gayle Forman

"A vida começa no limite da tua zona de conforto"


Uma dia disseram "tu não estás apaixonada por mim, estás apaixonada pela liberdade que te dei a conhecer". Hoje ao ler a história de Allyson dou comigo a sorrir e a pensar no quanto todos nós desejamos encontrar e manter a Lulu que existe em cada um de nós e abrir as asas para um caminho desconhecido mas que sabemos ser o nosso.

Conhecemos Allyson, uma estudante americana, nos últimos dias da "viagem da sua vida" pela Europa e imediatamente antes de iniciar o cuidadosamente preparado 1°ano na curso de medicina. Uma rapariga comedida, calma e com a vida planeada pelos pais à mais ínfima vírgula, Allyson nunca colocou o pé fora do caminho...até ao dia em que Willem, o pseudo actor shakesperiano holandês se cruza no seu caminho. Um encantamento pelo espírito solto de Wilhelm, a descoberta de um lado seu até então escondido,uma viagem inesperada de um dia a Paris, uma série  de memorias nada turisticas, marcas na pele no coração e na alma, sorrisos eternos e cicatrizes profundas. Foi assim um dia em Paris, um dia em que com Willem se abriu uma porta na mente de Allyson, uma que deixou entrar uma corrente de ar tão forte que foi capaz de abalar as fundações tão fixas e previsíveis de Allyson.

"...durante todo aquele dia em que estive com Willem, em que fui a Lulu, percebi que, até então, tinha vivido toda a minha vida fechada num quartinho sem portas nem janelas. Mas depois apareceu um sujeito, que me mostrou que o tal quartinho tinha uma porta...
e agora, faça o que fizer, não consigo encontrar a tal porta"

Há pessoas que projectam em nós um encantamento invisível que nos incita a dizer o que pensamos ou a ser quem realmente somos, sem subterfúgios, sem filtros.
Willem tem esse poder sobre Allyson, mesmo sem ter conhecimento disso. Com ele a Allyson que vive sossegada na sua mente, a quem os pensamentos querem sair em catadupa cá para fora tão rápido que se atropelam e nada sai, essa Allyson pode ser quem quer, pode ser Lulu, pode ser algo mais que aquilo que toda a gente espera que ela seja, pode deixar se ser....previsível.

Preparem-se para sorrir, para compreender as personagens e para sonhar mas acho que acima de tudo devem preparar-se para sofrer um pouco, nem que seja até ao momento em que podem respirar fundo porque tudo se encaminha para o derradeiro final.
Afinal um dia...por vezes não se consegue pensar para além disso.

Tenho uma vontade enorme de encomendar o segundo livro online JÁ...
quero saber o que acontece de seguida. Please please please, que não demore muito! Já sofri bastante com a Allyson.

E hoje, no dia em que já tinha a opinião pronta a ser publicada, sou assaltada pela Super FM que não só me leva pela Avenida das Memórias como me mostra um música que encaixa perfeitamente na história.

Time for you to go out to the places you will be from

"Apenas um dia" é uma novidade

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Novidade Editorial Presença :: "Apenas um dia" de Gayle Forman

Um livro de Gayle Forman é uma entrada automática na wishlist da metade colorida.
Depois de "Se eu ficar" e "Espera por mim", mal posso esperar por ler a novidade Editorial Presença para este mês de Setembro.


A vida de Allyson Healey que sempre foi planeada e organizada, muda no momento que conhece Willem, um ator de espírito livre, que a convida a ir com ele a Paris e a adiar todos os seus planos. Allyson não consegue resistir e decide acompanhá-lo, uma decisão inesperada que a leva a vinte e quatro horas de romance, liberdade e intimidade que irão mudar a sua vida. Apenas Um Dia é um romance que nos fala de amor, mágoa, viagens, identidade e das contingências provocadas pelo destino, mostrando que, por vezes, para nos encontrarmos a nós próprios, temos de nos perder primeiro...

Uma novidade


Relembro a opinião aos outros dois livros da autora editados em Portugal


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

"Se eu ficar" - Quando os livros se tornam filmes

Foi o trailer que me fez ler os livros e agora, alguns meses após a leitura, aqui estou eu acabadinha de sair de uma sessão caseira de domingo à noite para vos escrever sobre a adaptação de "Se eu ficar" para o cinema.


Demorei algum tempo para ver este filme, é certo. Deixei passar o tempo para o ver no grande ecrã e no final de um fim de semana grande decidi sentar-me e puxar uma versão online e sem legendas para ver no conforto do meu sofá.
Não me arrependo!
Foi lindo!!
Quando li os livros já tinha esta Mia e este Adam na cabeça, acima de tudo, já tinha aquela família brutal na ideia.
Não é mentira nenhuma que gostei bem mais do segundo do que do primeiro mas sem este nunca teria criado o gostinho pelas personagens ou pela história. Mais por Adam do que por Mia. Curiosamente aqui, Mia ganha alguns pontos mas Adam roubo todos os outros, assim como a família Hall.
A adaptação tem os seus momentos chave, aqueles que nos fazem sorrir, os que nos fazem fungar e os outros que nos levam sempre a pensar "o que será que eu faria nesta situação". Existe uma combinação perfeita entre o presente de Mia, completamente devastado e em modo limbo, intercalado com momentos passados tanto a fazem querer agarrar a vida como deixá-la ir.
E durante um desfile de memórias de tudo o que foi importante para Mia vemos os que lhe são próximos aguardarem pacientemente pela sua escolha.
Qual será a opinião de alguém que não leu os livros?
O que achará da história de Mia e Adam?

Eu tenho vontade ver o filme outra vez.
Distrai-me ao longo do filme com a música, com as cenas e até dei comigo a pensar na quantidade de histórias de amor (vá eu sei que este não é só isso) que são contadas no verão ou na primavera, quando tudo é seco, verde e foto. Há uma beleza no inverno, no frio, na chuva e "Se eu ficar" captou isso muito bem.
Outra coisa que acho que o filme captou às mil maravilhas foi a sensação de peixe fora de água de Mia com a sua paixão clássica no meio de um família Rock e Adam. :) Oh Adam, a minha personagem preferida aqui fica completa com uma muito BOA MÚSICA!


E termina assim num sopro, num suspiro que nos deixa presos ao "E agora?".
Sim! E agora?
Agora é esperar pela adaptação do segundo livro, que me cativou por completo e que relia com todo o gosto.

Relembro a opinião a "Se eu ficar" e "Espera por mim"
Adoro quando os livro se tornam em filmes e são bem sucedidos.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Insónias e Visa :: Ingredientes para o Desastre

O que acontece quando temos insónias?
Não dormimos!
Por vezes canalizamos o tempo que estamos acordados para as leituras, outras vezes, para namorar livros.
Ontem tive mesmo a namorar livros e a lista de coisas que comprava online, em inglês, é.....GRANDE!
Lado positivo....não encontrei o visa, caso contrário...o saldo tinha fica mais pequeno.


São só 16, assim para começar.
Para começar novas trilogias, novas colecções, para continuar outras, para conhecer novos autores, para garantir o fim de uma história que comecei a ler faz tempos.

Beautiful Wedding e Beautiful Oblivion para dar continuidade "Desastre Maravilhoso" e "A Caminhar para o Desastre" com o fim da história de Travis e Abby (e em Oblivion, o início da série irmãos Maddox)


Eleanor e Park de Rainbow Rowell - uma história da categoria young adult com a particularidade, é passada no meu ano.

"Just one day" de Gayle Forman. Depois de Se eu ficar e Espera por mim, fico de olho nos livros da autora.

"Come to me quietly"...apaixonada pelo melhor amigo do irmão...parece-me um bom começo para a história de Jared e Aleena.

"Styxx" porque é onde estou parada na colecção Dark Hunters da Sherrilyn Kenyon

"Beautiful Bitch" para dar continuidade à história de Bennett, "O Cretino Irresistível"

"Naked" de Raine Miller, que como já referi aqui, faz parte da Trilogia Blackstone Affair que tenho muito interesse em ver publicado em Portugal .

"Complete me" para continuar a Trilogia Stark após a "Liberta-me" e "Deseja-me"

"Delicious" para continuar a chocar pessoas depois de "Jogos Perversos" e "Submissa" 

"The Innocent" porque fiquei vidrada nas histórias de Vanessa Michael Monroe em "A Informacionista"

"The Edge of Always" que espero não faltar muito para chegar a Portugal, essa maravilhosa continuação de "Entre o Agora e o Nunca"

"The One" porque há um burburinho especial à volta desta história e a Marcador acabou de confirmar que será editada em Portugal.

"The Raven" que abre a trilogia Florentina de Sylvain Reynard (O Inferno de Gabriel continua bem marcado)


Então, que me dizem? Lista capaz de fazer pessoas cometer loucuras?
Alguma sugestão para eu juntar à lista?

:)

domingo, 6 de julho de 2014

Opinião :: "Espera por mim"

É difícil falar do livro sem spoilers, mas quem ainda não leu o primeiro, faça favor de se considerar avisado. A sinopse em si é um spoiler, portanto, leiam o primeiro (a opinião já está online) e depois voltem cá para ler o comentário sobre este livro.


“Não me faças escrever uma canção” lamentava-se Adam, de coração nas mãos, perante uma Mia em coma. Mas é a promessa que fez que mudou tudo e é assim que chegamos a “Espero por ti” 3 anos depois do acidente que vitimou a família de Mia e mudou para sempre a sua vida e a das pessoas à sua volta, especialmente a de Adam.

Se em “Se eu ficar” desenvolvemos um carinho especial por ele, pela sua paixão desmedida pela música e o seu amor por Mia, em “Espero por ti” temos vontade de o abraçar tal é a dor que nos é transmitida através dos seus pensamentos e acções. Sim, se no primeiro livro acompanhamos o deambular comatoso de Mia pelo hospital enquanto decide se fica no devastado mundo dos vivos ou parte de vez, em “Espero por ti” vemos tudo pelo olhar de Adam, um coração destroçado que tem tudo o que quer na vida, menos o que realmente importa, Mia.

Três anos depois, tempo que ficamos a conhecer através das memórias que atropelam o presente, Adam atingiu o pique. Todo o talento que lhe era inato, juntamente com a dor de não ter Mia na sua vida deram frutos. Hoje é um músico de sucesso, tem uma namorada famosa, dinheiro a rodos e é reconhecido por toda a gente mas a sua vida é vazia.
A prova de que o amor, o tal, nunca se esquece, nunca desvanece e nem com a distância a dor esmorece.

Histórias mal resolvidas e acasos dos destino, aqueles que nos fazem encontrar um par de olhos familiares e um sorriso caloroso a nós dirigidos no meio de um multidão desconhecida, são sempre razões para eu apreciar uma história. É uma questão de gostos. 
Em “Espero por ti”, que eu considero ter superado em larga escala o primeiro, a história de Mia e Adam preenche todos os requisitos que queria encontrar. A separação dolorosa, o desabrochar de um dos elementos, a origem irada da criatividade, o encontro fortuito, a estranheza do reencontro, o ponto chave surpresa e o final que nos faz sorrir.
É com um sorriso que terminamos a história, nem tinha de ser de outra maneira.

Daqui levo a vontade de ver o filme (estreia 28 de Agosto), o desejo de que o segundo filme, baseado neste livro, não demore uma eternidade e este momento:
“Olho-a ali nas sombras da cidade encerrada, o cabelo a cair-lhe sobre o rosto, e consigo vê-la a tentar perceber se flipei. E sinto necessidade de me contar para não a agarrar pelos ombros e empurrar de encontro às portadas de um edíficio até sentimos as vibrações repercutirem-se por ambos. Porque, naquele instante, tenho vontade de ouvir os ossos dela a serem sacudidos. Tenho vontade de sentir a macieza da carne dela a ceder, ouvi-la arfar quando o meu íliaco embate nela. Tenho vontade de lhe puxar a cabeça para trás com forçar até o pescoço dela ficar exposto. Tenho vontade de passar as mãos pelo cabeço dela até sentir que fica com a respiração acelerada. Tenho vontade de fazê-la chorar e lamber-lhe depois as lágrimas. E seguidamente, quero levar a minha boca à dela, devorá-la viva, transmitir-lhe todas as coisas que ela não consegue entender”
:)
São momentos assim que fazem valer a pena estar vivo.

Boas leituras :)

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Opinião :: "Se eu ficar"

“Se eu ficar” coloca um questão interessante e que provavelmente os mais cépticos nem sequer consideram válida . Será que quem está entre a vida e a morte, num estado inconsciente para o mundo terreno, pode ter decisão na matéria de ficar neste mundo ou partir para o outro lado, para um caminho do qual não há retorno?
As razões que me levaram a ler este livro foram o visionamento do trailer e as opiniões contraditórias que li no Goodreads. Torna-se quase curioso como alguns pontos que uns consideram ser o ponto alto da história são exactamente os mesmos que a tornam fraca na opinião de outros.
“Se eu ficar” assim como a sua continuação, “Espera por mim” são dois livros da categoria Young Adult. Curiosamente, cada vez mais me vejo como uma leitora deste género e já me encontro a uma década de distância da faixa etária alvo.
No entanto, não é a categoria que delimita o leitor, é a sua própria mente, a sua experiência e a sua capacidade de analisar o que lê.

Como esta leitura foi feita de seguida, quase me sinto tentada em publicar uma opinião “dois em um” mas como detesto spoilers, faço-o em separado.

“Se eu ficar” faz-nos apaixonar pelas personagens, não todas, especialmente a mim, não me fez apaixonar por Mia, a nossa personagem principal e que conhecemos no dia em que a sua vida muda para sempre.
Na flor dos seus 17 anos, Mia nasceu no seio da uma família que infelizmente só conhecemos nos filmes (pais cool ao estilo punk/rock e irmão sarcástico e inteligente) mas que faz as nossas delícias em todos os momentos que aparecem. Na realidade, ficar sem eles custa-nos tanto a nós como aos familiares e amigos que os perdem na história.
Até à data do acidente que vitima a sua família e deixa Mia num trapo e em coma com a vida por um fio, a sua vida era preenchida pelo violoncelo, a sua paixão pela música clássica, a família roqueira, a escola e Adam. Oh Adam, aquela personagem que inicialmente vemos como o clássico puto cool, guitarrista numa banda e que nem precisa de se esforçar para estar bem com a vida mas que com poucas cenas nos rouba o coração (mas já me estou a adiantar, visto que o segundo livro é sob o ponto de vista de Adam e o que me está mais fresco na memória).

É quase doloroso acompanhar Mia no limbo, no seu estado incorpóreo, enquanto os seus familiares e amigos vão sabendo da notícia e correm para o hospital para estar com ela. Mais doloroso ainda são as analepses (os flashbacks) de determinados momentos chave na sua vida familiar, na sua história com Adam, na sua amizade com Kim e no desenvolvimento da sua paixão pelo violoncelo. Mas são esses momentos que nos prendem à história, que nos fazem sentir compaixão por Mia. A sua vida como ela a conhece esta completamente devastada, a única constante é Adam e a música. A dor de acordar orfã será insuportável e mesmo com todos os esforços das pessoas que lhe são importantes, Mia orbita pelo hospital sem saber se deve ficar ou partir.
Deverá ela lutar pela vida e sair do coma ou aceitar o destino?
Será o amor de Adam suficientemente forte para a manter deste lado ou será a música a sua ancora à vida?

Um romance que se torna pequenino e que não me arrebatou por completo mas que deixou presa o suficiente para pegar de imediato na continuação, “Espera por mim”
São aquelas últimas linhas que me dizem que tudo vai mudar e eu preciso de saber qual a direcção que ela segue.

Sei que a adaptação ao cinema está prevista para estrear em Portugal a 28 de Agosto. Mesmo que sejam feitas alterações e algumas personagens não sejam como eu as imaginei durante a leitura, este é o tipo de livro que em filme resulta às mil maravilhas, quer as partes de Mia no estado comatoso a ver a vida desenrolar à sua volta enquanto permanece no hospital, quer os flashbacks que tanto me agradaram no livro.
Com acompanhamento de uma banda sonora pensada ao segundo, um equilíbrio perfeito entre a música clássica de Mia e o rock de Adam, o meu interesse pelo filme mantém-se inalterado e espero pacientemente pela estreia.


Até lá, aguardem a opinião do segundo livro, que a meu ver, superou este e conquistou-me por completo.

Boas leituras :)

Aproveito para divulgar a página portuguesa de facebook dedicada ao filme
If I Stay - Portugal

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Comecei a ler...

Confesso que decidi ler o livro quando soube que ia sair o filme. A verdade é que não conhecia a história criada por Gayle Forman e fiquei maravilhada só pelo trailer.
Comecei a ler este livro intercalado com o "Prometo Falhar" e fiquei presa desde as primeiras páginas.
E adoro a capa, é tão....mimosa.


Como já tínhamos falado antes,"Se eu ficar" tem estreia marcada para Agosto nos Estados Unidos. Para Portugal, ainda não encontrei informação.

Bom fim de semana
e boas leituras.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Aquisições à biblioteca da ElsaR

Lembram-se de ter falado de "If I Stay", o filme que estreia brevemente e que foi adaptado de um romance de Gayle Forman?

Ora, pois, já estão na minha estante :)
São tão pequeninos, tão fofas mas têm lá dentro uma história tão poderosa.

Deixo aqui novamente o trailer

:)

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Livros que se tornam filmes - If I stay/ Se eu ficar

Ver o trailer de um filme, gostar imenso e depois descobrir que tudo surgiu de um livro.

O que fazer? 
LER!!!
Antes de ir ver o filme, sff.
Como é que isto me passou ao lado?
Mais informações AQUI

Trailer