quinta-feira, 19 de julho de 2012

Leituras Matinais

Um novo dia, nova companhia nos transportes públicos.
Hoje no comboio para Lisboa, lia-se:


O Último Segredo
de José Rodrigues dos Santos

As Brumas de Avalon - A Rainha Suprema Vol. 2 
de Zimmer Bradley   

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Opinião - "Pela Estrada Fora" de Jack Kerouac

  Editora: Relógio d' Água 
Sim tenho esta edição de 1980 e tal, em segunda mão (ou mais)

 A minha opinião:
Caiu-me no colo. Estava a fazer umas trocas quando tropecei no título numa lista de alguém e pensei "porque não?! já ouvi falar tanto neste livro, talvez seja a minha hora".
Não me enganei!

O livro leva-me a pensar que queremos todos algo de transcendente sem saber realmente o quê, que queremos uma coisa que nem sempre sabemos identificar, mas sabemos que precisamos dela como de ar para respirar.
 Este é um daqueles livros que se ama ou se odeia. Pela escrita, pela história, pelas personagens e pela loucura, a da narrativa ou dos intervenientes. 
Kerouac escreveu "On the Road" a toque de benzedrina e café em apenas 3 semanas, o que realmente se percebe pelo ritmo acelerado e com um travo a loucura que recebi com estranheza no início do livro. Depois entranha-se e vemo-nos intrigados pelas personagens, sim, principalmente pelo Sal Paradise (Alter-ego de Kerouac) e Dean, a loucura em pessoa (inspirado no seu amigo Neal Cassidy).

Temos de ir e não podemos parar até chegarmos lá”, disse, um dia, Neal Cassady. Quando Kerouac lhe perguntou onde iam, respondeu: “Não sei, mas temos de ir até chegarmos lá.”

De nada me serve falar sobre a história, apenas digo que este livro agrada a todos os amantes de viagens, da divagação, da loucura de querer chegar a qualquer sítio, mesmo sem saber o destino.
Não é livro para todos, haverá com certeza gente que o odeia porque não o entende, acha-o uma confusão de ideias e momentos, até o deve achar uma tremenda seca.
Acima de tudo, dá-me vontade de agarrar na mala e partir. Quem nunca pensou, depois de tantos filmes sobre o género, de pegar na mala e no carro e partir pela estrada fora? Quem é que não tem na "wildest bucket list" atravessar os Estados Unidos de costa a costa? Era ter oportunidade e eu fazia-o!

"As únicas pessoas que me interessam são as loucas, aquelas que são loucas por viver, loucas por falar, loucas por serem salvas; as que desejam tudo ao mesmo tempo. As que nunca bocejam ou dizem algo desinteressante, mas que queimam e brilham, brilham, brilham como luminosos fogos de artifícios cruzando o céu.”
Jack Kerouac

All about Books


Leituras Matinais

Todos os dias, no trajecto casa-trabalho, gosto de ver o que as outras pessoas estão a ler. Quantos mais livros por carruagem, melhor.
Culpem os 38º graus previstos para hoje mas num canto da carruagem do metro as leituras eram bem "quentes". Curiosamente, era uma carruagem com 90% de mulheres.


O Diabo também chora
de Sherrilyn Kenyon
(em breve falaremos sobre a Saga Predadores da Noite)

As Cinquenta Sombras de Grey
de E.L.James

Força do Desejo
de Jess Michaels 
(leitura terminada hoje!)

terça-feira, 17 de julho de 2012

A nova cara do blog + Facebook

Hoje é dia de Mudança

Mudámos a imagem do blog, passámos a ter um logo que encaixa na perfeição com as duas bloggers do Efeitos e CHEGÁMOS AO FACEBOOK.

Pois é, vamos começar a chatear pessoas na rede social e dentro em breve, os posts colocados aqui vão começar a chegar aos vossos murais.

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Opinião - "Escravos do Amor" de Kate Pearce


Sinopse: 
Satisfação sexual... Os dez anos como escravo sexual num bordel turco fizeram com que Lorde Valentin Sokorvsky tivesse um insaciável apetite sexual. Agora, chegou a hora de casar, mas encontrar uma mulher que consiga satisfazer os seus luxuriosos desejos representa um autêntico desafio para ele... Até que conhece Sara e tudo em que consegue pensar é em tê-la sob o seu corpo viril, suplicando-lhe que o saboreie e o acaricie. 
Sedução sensual... Sara Harrison sabe que deveria ficar escandalizada e assombrada pelos atrevidos avanços de Lorde Sokorvsky, mas, ao invés, sente-se secretamente excitada e atraída por aquele homem sensual e sedutor. Escondida atrás da sua calma e das suas maneiras requintadas, encontra- se uma mulher sensual que deseja as carícias íntimas de um homem e anseia ser educada na arte da sensualidade para dar e receber prazer e sucumbir a um louco desejo que não conhece limites. A minha 

Opinião: 
Quando o livro saiu, lembro-me de ter lido a sinopse e ficar curiosa. Sabia que era um livro que me ia agradar e não me enganei. 
Senhores da Quinta Essência, acertaram na capa com toda a certeza e na escolha dos autores para esta colecção que quero, com toda a certeza, ter do 1º ao último volume. Kate Pearce, malandra, sabe o que escreve e eu dei por mim, nada chocada com o que li. Durante os dias pensei se devia ou não publicar a minha opinião sobre os livros eróticos que leio mas cheguei à conclusão que quero pouco saber o que isso diz de mim. Leio livros eróticos, porno e tudo mais E GOSTO! Gosto de os ler nos comboios e no metro porque ainda existem abelhudos e abelhudas que gostam de meter o nariz no que os outros estão a ler. Gosto porque fico sempre a saber qualquer coisa nova e conhecimento nunca fez mal a ninguém. Este livro passou muito conhecimento, lá isso passou. A história é interessante, capaz de chocar algumas mentes menos abertas para o tema mas quem anda a ler este tipo de livros bem que se deve preparar para ficar de boca aberta uma ou outra vez. Quero ler os restantes da Casa do Prazer (adoro o título!) e da colecção da Quinta Essência.

Últimas aquisições à biblioteca

O Lado Selvagem de Jon Krakauer



segunda-feira, 16 de julho de 2012

Hoje comecei a ler....

Editora: Quinta Essência
Romances Sensuais

Sinopse
Ao entrar na sua sétima temporada sem namorado, Beatrice Albright começa a entender que a sua beleza não compensa a sua personalidade irritável. Na qualidade de mulher desesperada que ninguém deseja, tem de procurar um homem com quem nenhuma outra pessoa casará: o desprezado e misterioso marquês Highcroft, Gareth Berenger.
Correm boatos de que ele é um assassino, mas Beatrice tem mais receio de ficar uma velha solteirona na companhia da mãe, do que da obscura reputação de Berenger. Contudo, embora se sinta intrigado pela sedutora proposta da jovem, também ele tem uma proposta a fazer. Dotado de gostos particulares, não casará com nenhuma mulher incapaz de os satisfazer. A sua noiva tem de ser aventureira, sem medo de nada e ansiosa por experimentar todas as paixões e prazeres imaginários, por mais chocantes e proibidos que possam parecer. Se Beatrice concordar em tentar a experiência - se conseguir eliminar todas as suas inibições - os dois casarão.
Por conseguinte, os dados estão lançados enquanto Beatrice e Gareth embarcam num percurso erótico onde o perigo os espreita a cada curva, rumo a um mundo de êxtase, onde nada é proibido… nada é negado.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Opinião - "Minha Besta" de Christopher Moore

Edições Gailivro

Sinopse
C. Thomas Flood, 19 anos, tem um problema. Ele dormiu com a sua incrivelmente sexy namorada, Jody. Acontece que ela é um vampiro. E agora, ele também é um.
Se está à procura de uma história no típico cenário de São Francisco, com sexo quente entre vampiros (semelhante a sexo escaldante entre macacos, mas mais quente ainda), gatos gigantescos barbeados, princesas do Cheddar de Fond du Lac e grandes jogadores de bowling com perus congelados, não procure mais… pois acabou de encontrar Minha Besta

A minha opinião:
o primeiro livro que li do Christopher Moore fez-me rir que nem uma louca e achei que todos iam ser assim. Tinha acabado de sair de um livro de cariz sexual para entrar numa comédia mordaz sobre dois recém vampiros, nos seus vinte anos repletos de muita inexperiência, desejo e gente estranha à sua volta e digamos que a troca foi estranha porque o livro não tem assim tanta piada como se diz.

Pensei em deixar de o ler e pegar nele quando estivesse predisposta a aceitar a história, as personagens e até as piadas que são sempre óptimas, principalmente os insultos.
No entanto, para grande surpresa minha, apanhei o ritmo já para meio do livro e não desisti enquanto não o acabei.
É o estilo dele, não agrada a toda a gente mas não deixa de ser um dos meus escritores preferidos.

sábado, 9 de junho de 2012

sexta-feira, 8 de junho de 2012

A iniciar Leitura....

O amor de uma mulher, a redenção de um homem...

Satisfação sexual…
Os dez anos como escravo sexual num bordel turco fizeram com que Lorde Valentin Sokorvsky tivesse um insaciável apetite sexual. Agora, chegou a hora de casar, mas encontrar uma mulher que consiga satisfazer os seus luxuriosos desejos representa um autêntico desafio para ele... Até que conhece Sara e tudo em que consegue pensar é em tê-la sob o seu corpo viril, suplicando-lhe que o saboreie e o acaricie.

Sedução sensual…
Sara Harrison sabe que deveria ficar escandalizada e assombrada pelos atrevidos avanços de Lorde Sokorvsky, mas, ao invés, sente-se secretamente excitada e atraída por aquele homem sensual e sedutor. Escondida atrás da sua calma e das suas maneiras requintadas, encontra-se uma mulher sensual que deseja as carícias íntimas de um homem e anseia ser educada na arte da sensualidade para dar e receber prazer e sucumbir a um louco desejo que não conhece limites.

1º volume da série «A Casa do Prazer»

mais informação na Quinta Essência

Opinião - "Beber, Jogar, F*der" de Andrew Gottlieb


Sinopse:
O que é que um homem pode fazer quando oito anos de um casamento sólido e feliz culminam num divórcio amargo e litigioso? Como é que um homem assim pode redescobrir a sua virilidade, depois de anos de serões culturais, workshops de culinária e tardes de fim-de-semana passados às compras com a mulher? Só há uma solução: Beber, jogar e… bom, divertir-se o mais possível. Bob Sullivan era um marido fiel e dedicado até ter sido bruscamente abandonado pela mulher. Farto de ser o bom da fita, Bob decide gastar o dinheiro que lhe sobra (entre as contas do advogado e a pensão de alimentos) a viajar pelo mundo, a divertir-se e a dar cabo de alguns neurónios. Deixa a sua casa em Nova Iorque para ir beber até cair para o lado, na Irlanda, jogar dia e noite nos melhores (e piores!) casinos, em Las Vegas, e deliciar-se com os prazeres (não culinários) da carne na Tailândia. Depois de uma vida inteira a ser responsável, seguro e previsível, Bob decide entregar-se às suas fantasias mais loucas. Afinal, qual de nós nunca sonhou entrar num concurso de atirar facas à porta de um pub em Dublin? E o que poderá ser mais excitante do que ganhar uma fortuna num jogo de cartas para a perder logo a seguir com uma aposta completamente descabida num jogo de futebol? E quem sabe que prazeres se poderão desvendar numa cabana tropical nas profundezas de uma floresta tailandesa? Beber, Jogar, F*der é uma narrativa surpreendente, cheia de humor e deveras inspiradora, que revela como as mais profundas transformações espirituais também podem advir de comportamentos menos espirituais!

A minha opinião:
Mediocre foi a minha primeira análise do livro ainda não estava a meio. Confesso que tive de parar e pensar que este não é o "comer, orar e amar", não é um livro (supostamente) para ser levado a sério, no entanto, é sobre um assunto tão real que prometi a mim mesma que o ia ler todo e tirar uma conclusão decente na história. Consegui, coloquei de parte a ideia inicial de que este livro era uma versão masculina do outro que tantas copias vendeu e decidi aprecia-lo como uma decisão que qualquer um de nós poderia fazer, embora nem toda a gente se interesse com tanto afinco por bebida, jogo e sexo. Via-me bem a fazer uma viagem assim, oh se via, digo se a minha vida se apresentasse nas mesmas condições que a dele.
Talvez esteja tão habituada a ler livros do ponto de vista feminino que me esqueço como os homens conseguem ser concisos nos seus pensamentos e embora estejam a falar do mesmo assunto durante páginas conseguem lá meter mais conteúdo do que nós mulheres, que divagamos sobre um assunto e temos vezes que nunca chegamos a lado nenhum.

"Beber, Jogar e F*der" (confesso que adorei andar com o livro pelos transportes públicos a chocar pessoas), é o resultado da aventura e da libertação de um homem, que após anos de escravidão a uma relação que parecia perfeita e de total omissão dos seus gostos e vontades a favor das da companheira, se vê deixado pela mesma mulher, que afinal achava que ele era o problema.

Uma viagem pelos bares da Irlanda, pelos Casinos de Las Vegas e pelos dias e noites de sexo na Tailândia. Para uma mulher, este é apenas mais um livro engraçado, para um homem talvez seja uma bíblia. Com certeza uma prenda ideal para os amigos solteiros, casados ou divorciados, mas acima de tudo, para amigos com sentido de humor, não vá algum maluco levar o livro a sério e embarcar numa viagem destas.

Não posso colocar uma frase preferida por isso:
“Este livro nunca foi escolha da Oprah!” 
a prova esta logo na capa

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Opinião - "A Mulher do Viajante no Tempo" de Audrey Niffenegger

Coleção: Grandes Narrativas / Nº na Coleção: 262

Sinopse:
Audrey Niffenegger estreia-se na ficção com um primeiro romance prodigioso. Revelando uma concepção inovadora do fenómeno da viagem temporal, cria um enredo arrebatador, que alia a riqueza emocional a um apurado sentido do suspense. Este livro é, antes de mais, uma celebração do poder do amor sobre a tirania inflexível do tempo, que para Henry assume contornos estranhamente inusitados - Cronos preparou-lhe uma armadilha caprichosa que o faz viajar a seu bel-prazer para uma data e um local inesperados. Uma obra inesquecível, que retrata a luta pela sobrevivência do amor no oceano alteroso do tempo.
É uma história de amor notável, uma que atravessa os anos e todas as barreiras do tempo. É triste pensar que enquanto muitos de nós passamos o dia a desejar estar noutro lugar, Henry deseja exactamente onde está para aproveita todos os momento do presente com Clare.

A minha opinião:
Comprei este livro no Verão de 2010, pouco tempo depois de ter visto o filme e desde então, tem vindo a ser ultrapassado por aquisições mais recentes ou que me suscitavam mais interesse. 
Quando finalmente decidi ler o livro já o fim mas também sei, e raramente essa ideia me falha, O LIVRO É SEMPRE MELHOR QUE O FILME.
Este não é excepção mas ainda bem que deixei passar muito tempo entre ver o filme e leitura do livro. Sei que o apreciei muito mais agora que já me tinha esquecido dos detalhes da história.
Saber quem são as personagens permite-nos visualizar os acontecimento com mais clareza e reclamar quando são omitidos uns quantos detalhes que nos agradaram tanto.

Dei por mim, em quase todas as datas a voltar para a da anterior para ver onde me situava cronologicamente. Henry tem azar, sei que este livro faz toda a gente pensar "e se fosse possível viajar no tempo? iríamos mudar alguma coisa ou deixar exactamente tudo acontecer como previsto? iríamos trazer os números do euro milhões do futuro? iríamos querer saber quando iriamos querer saber a data em que morremos em que morrem os que mais amamos?"....eu acho que não, que não iria querer saber nada, nem voltar atrás. Saber algo, passado ou futuro, que sabemos que vai mesmo acontecer e não podemos alterar apenas nós iria consumir ainda mais. Por isso digo, Henry tem azar. Tem sorte apenas numa única coisa, a certeza de que Clare é a mulher da sua vida mesmo sem nunca a ter visto antes.

terça-feira, 29 de maio de 2012

All About Books


Últimas aquisições à Biblioteca

Faz uns dois anos que conheci a colecção da fitinha da Quinta Essência (como eu lhe chamo....quais romances sensuais, são os livros da fitinha ou do lacinho)
Muito inocentes por fora, uma ordinarice total por dentro mas com muito estilo, tanto que os dois que já tenho sempre causaram muito espanto entre os passageiros que iam ao meu lado no comboio e que decidiam dar um olhinho a uma ou outra frase do livro.

Na minha Biblioteca já constavam estes dois:


mas uma recente troca e oferta de uma amiga, adicionou à minha colecção mais 3 livros:

o que diz que, um dia, só por gostinho, hei-de arranjar os 3 que me faltam e que parecem ser dos primeiros a ter saído embora nunca tenha visto nas livrarias dois deles :(

Sim, esta colecção dá força a uma célebre ideia que outro dia surgiu no meu blog (Ouvi Dizer)
"os homens preferem ver pornografia, as mulheres preferem lê-la"



quarta-feira, 2 de maio de 2012

A arrumar a biblioteca - ElsaR

Andei a arrumar a biblioteca. Não é muito grande mas cresceu significativamente desde que comecei a ler com regularidade, há coisa de 2/3 anos.


De vez em quando, para não perder de vista os livros que ainda não li e os que tenho emprestados, costumo arrumar as prateleiras do móvel da sala que ainda conseguem encaixar mais uns quantos nos próximos.

Agora, isolados numa prateleira à parte, estão os que me faltam ler....isto para não ir comprar mais.

 
comecei a ler este fim de semana o Tango de Elsa Osorio
vamos lá ver o que sai daqui

quarta-feira, 18 de abril de 2012

All about books

:)

Opinião - "Breve História de Amor" de Tiago Rebelo


Sinopse:
Breve História de Amor é o desfile de retratos autênticos sobre relações quotidianas. Caminhos do acaso que levam homens e mulheres a cruzarem os seus destinos, por vezes, nas circunstâncias mais surpreendentes.
Pessoas que se encontram, ou se reencontram, que se unem ou se separam, sentimentos intensos e irreprimíveis que determinam as suas vidas e alteram bruscamente e sem aviso os seus destinos.
Através de uma descrição intensa e cirúrgica, Tiago Rebelo conduz-nos aos pensamentos mais íntimos das personagens que tantas vezes se confundem com os nossos.
Autor de romances bem conhecidos do público, como O Tempo dos Amores Perfeitos, O Último Ano em Luanda ou Uma Noite em Nova Iorque, Tiago Rebelo oferece aos leitores a versão original das melhores histórias publicadas ao longo de mais de um ano na revista Domingo, do Correio da Manhã, e ainda o conto inédito Amores Indeléveis.

A minha opinião:
Logo na primeira história senti que levei uma livrada de 168 páginas na cara às primeiras horas de segunda-feira. Quem te mandou escolher um livro que fala sobre amor, repleto de momentos mágicos, paixões em que tropeças e cais no colo de alguém novo e interessante....quem te mandou ler sobre os que encontram (e perdem) aquilo que teimas em pensar que não procuras?
É um pequeno livro, cheio de curtas amorosas, trágicas, banais e suspeitosamente familiares histórias de amores e desamores.
O gostar ou não gostar, vem de acordo com a tua bagagem e o limite de peso imposto até agora.
Lado positivo, se não gostares, o natal está mesmo ao virar da esquina e há sempre alguma romântica incurável que não só irá adorar com tem a oportunidade de tirar de algumas histórias lições que não aprendeu com os tropeções que deu na sua própria vida.
Esta opinião foi publicado no Blog Ouvi Dizer
 Inspirada neste livro, iniciei uma série de pequenos textos do mesmo género, espero que gostem.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Opinião "O Fim do Alfabeto" de CS Richardson



Sinopse: 
Ambrose Zephyr descobre de repente que o tempo se está a esgotar quando o médico anuncia que, devido a uma misteriosa doença, lhe resta um mês de vida. Por isso, ele e a mulher, Zappora Ashkenazi, decidem viajar para todos os sítios de que ele mais gostou ou que mais queria ver, de A a Z, começando por Amesterdão. Em Istambul, porém, Ambrose e Zappora dão ao resto do percurso um rumo inesperado, ao fazerem as pazes com o tempo perdido e as muitas perguntas deixadas para trás… O Fim do Alfabeto é uma história mágica, evocativa e inesquecível que nos leva numa viagem espiritual até às profundezas do amor, da perda e da vida. 

«Apesar de este romance poder ser lido em menos de duas horas, será recordado pelos leitores durante semanas, meses ou anos.» | Kirkus Reviews starred review 

A minha opinião:
Será difícil de imaginar a nossa resposta perante a realização de que apenas nos resta breves semanas de vida. Eu não consigo sequer pensar no que iria fazer, talvez entrar em histerismo ou apatia total nos primeiros momentos e depois tentar viver num mês o que não vivi até então, como que a tentar colmatar as faltas que cometi comigo mesma e com os outros.
Mas a fixação de Ambrose Zephyr com as letras do alfabeto faz com que ele e a mulher, Zappora iniciem uma viagem letra a letra no pouco tempo que lhes resta.
Uma história simples e que nos toca, com um fim inevitável mas memorável e que nos faz pensar que tudo é finito e que devemos correr o alfabeto sempre que possível. 

domingo, 15 de abril de 2012

Opinião - "Antes de Adormecer" de S. J. Watson

 

Sinopse:
Durante o sono, a minha mente apagará tudo o que fiz hoje. Amanhã acordarei como acordei hoje de manhã. A pensar que ainda sou uma criança. A pensar que tenho toda uma vida de escolhas pela frente… As memórias definem-nos. O que acontece se perdemos as nossas memórias cada vez que adormecermos? O nosso nome, a nossa identidade, o nosso passado, até mesmo as pessoas de quem gostamos – tudo perdido numa noite. E a única pessoa em quem confiamos poderá estar a contar-nos apenas metade da história. Bem-vindos à vida de Christine.
“Um romance de estreia excelente – bem escrito, genuinamente perturbador e psicologicamente muito plausível. São raros os thrillers melhores do que este.”
Joanne Harris
 A minha opinião:
Como será acordar todos os dias e não reconhecer o rosto que nos retribui o olhar no espelho.
Como será o vazio de não sabermos quem somos, onde estamos e quem são as pessoas que nos rodeiam.
Já imaginaram não conseguir reter rostos ou nomes dos que nos rodeiam, dos que fazem parte do nosso passado e presente. Pior que isso, não se recordarem dos momentos que nos trouxeram até ao dia de hoje nem de como foi o dia de ontem. Uma coisa tão simples como o dia de ontem.
Com cada novo dia, a nossa mente ficar em branco.
É arrepiante pensar que o que sabemos de nós mesmo nos é contados por outra pessoa e que sem essa ajuda não seriamos nada.
E saber que a versão dos eventos na boca dos outros nunca é a mesma que dita por nós, por mais semelhante que seja.
Até que ponto, o que nos dizem corresponde à verdade? 

Este livro dá sentido à frase "viver um dia de cada vez" porque Christine só tem mesmo isso, o dia de hoje para aprender todo o passado enquanto está a tentar se situar no presente.

Os meus parabéns ao S. J. Watson porque adorei ler a introdução que está na lombada 
"Em 2008, Watson foi aceite no primeiro Curso “Escrever Um Romance” da Faber Academy, um programa que aborda todos os aspectos do processo da escrita de um romance. Antes de Adormecer é o resultado"
E um óptimo resultado!

Comentário originalmente publicado no Blog Ouvi Dizer