terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Passatempo de Natal 11 - "Eve e as Trevas" - 5 Sentidos

Por aqui além de sermos fãs de Sylvia Day, adoramos a série Eve e as Trevas, Para quem quer iniciar esta leitura...
boa sorte!
Participem!!!

Passatempo termina a 19/12/2015

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- Só aceitamos participações de residentes em Portugal.
- Sorteamos os prémios no random.org entre todos as participações.
- Não nos responsabilizamos por nenhum extravio. O prémio será enviado pela Editora.

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Passatempo de Natal 10 - "Mesmo antes da Felicidade" - Guerra & Paz

Uma tocante história que não vai deixar ninguém indiferente.
Relembramos a opinião da ElsaR.

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Passatempo de Natal 9 - "Dominadas" - Quinta Essência


Ohh quem é que não adora Sylvia Day?
Para quem não perde um único título desta autora, aqui fica a oportunidade de ganharem um exemplar de Dominadas.
Relembro a opinião da ElsaR

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Passatempo termina a 19/12/2015

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Passatempo de Natal 8 - "Just Breathe - Apenas Respira" - Chiado Editora

Um romance que vos vai aquecer este Natal.
Relembramos a opinião da ElsaR.

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Passatempo de Natal 7 «Pack Editorial Planeta»



O Pack a sorteio é composto pelos dois livros:
Deixa-te Levar de Megan Maxwell
e
Quando as Estrelas Caem de Amie Kaufman e Megan Spooner.

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Passatempo termina a 19/12/2015

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Passatempo de Natal 6 «Pack Editorial Presença»



O Pack a sorteio é composto pelos dois livros:
- Tempo de partir de Jodi Picoult
e
- 101 Experiências Científicas Fixes

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Passatempo de Natal 5 «Bear Grylls, Lama, Suor e lágrima» - Marcador


O incontornável livro daquele que é um icon de resistência e resiliência... 

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Passatempo de Natal 4 «Guia Astrológico para corações partidos» - Suma de Letras


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Passatempo de Natal 3 «O Homem que mordeu o cão» - Objectiva


Um livro que dispensa apresentações e que fará as delícias de muitos.

*****

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Passatempo de Natal 2 «O que vemos quando lemos» - Elsinore


O livro surpresa deste ano!
Não perca esta oportunidade de o ter.

*****

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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Passatempo de Natal 1 - «A Casa de Bonecas» - TOPSELLER


Depois do sucesso que foram os dois livros anteriores, era impossível não trazer até aos fãs do género este novo e arrepiante thriller de M. J. Arlidge.

Relembramos as opiniões aqui postadas depois da leitura aos dois primeiros livros do autor:
- Um, dó, li, tá - Opinião pela Cris e pela Elsa
- À morte ninguém escapa - Opinião pela Cris

*****

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Passatempo «A HORA SOLENE» de Nuno Nepomuceno


Depois de termos trazido até aos fãs do Efeito dos Livros e também da trilogia criada por Nuno Nepomuceno, chega a vez de sortear o 3º livro desta saga.

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Resultado do Passatempo - "Fatima, A Filha de Maomé", o segundo volume de As Mulheres do Islão



Com um total de 926, a participação vencedora é a 

participação nº 338 Maria de Jesus Bastos.

Parabéns.

A vencedora já foi contactada via e-mail.



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Opinião :: "Rainha Vermelha"

Toda a gente pode trair toda a gente

Num mundo dividido por poder, onde seres com capacidades sobrenaturais são superiores aos demais, os vermelhos, Mare Barrow não é ninguém. Nada mais que uma vermelha nascida numa aldeia suja e pobre, sobrevive no seio da sua família que se vê forçada a trabalhar para Prateados ou a lutar por eles nas trincheiras.
Destinada ela mesmo à frente de guerra dentro de 2 anos, Mare ajuda a família com pequenos roubos aqui e ali já que não tem aptidão nenhuma que lhe garanta trabalho num mundo dominado por Prateados e onde vermelhos lutam dia a dia pela sobrevivência em condições miseráveis.
Mas o seu desejo de salvar quem lhe é mais querido, leva-a por um caminho sem retorno quando num abrir e fechar de olhos se vê no meio do ninho de víboras que é o mundo especial dos Prateados, com a sua superioridade, poder e o desdém pelos seres inferiores que os servem, por seres como Mare.
Numa reviravolta de eventos (uma das primeiras) Mare torna-se num caso especial, que tem de ser cuidadosamente vigiado e controlado, como um pequeno fogo que todos desejam apagar para que não se alastre e dizime tudo à sua volta.
E assim, de um dia para o outro, Mare, uma vermelha nascida e criada na mais baixa condição humana ascende a um lugar ao sol, a uma mentira bem cuidada que a oculta dos olhos do mundo mesmo estando à frente de toda a gente.

Rodeada da Corte, incluindo os Princípes Cal e Maven, Mare vê todos os dias o que o outro lado se orgulha de transmitir, Poder e Morte. Dividida entre se mistura com Prateados e manter-se fiel a si mesmo, Mare tem de recorrer a todas as suas subtilidade de ladara para sobreviver.
E quando o seu sangue vermelho é chamado a responder a um apelo dos seus, irá Mare permanecer na jaula que para ela criaram ou alcançar o mundo lá fora?
E na casa do inimigo em quem poderá Mare confiar? Em quem a salvou um dia? A quem apela aos seus sentimentos? Ou a quem a reconhece com aquilo que ela pode ser, a faísca que ateará o fogo da revolução?


Mare Barrows tornou-se de longe a minha heroína preferida. Miúda, tu és dinamite!
Toda a dinâmica da divisão entre Prateados e Vermelhos, separados pela cor do sangue e as aptidões especiais que apenas os primeiros se vangloriam de ter, todo o mundo criado por Victoria Aveyard é estupendo.
Consegue-se sentir a injustiça na condição dos vermelhos, a animosidade e superioridade latente nos especiais Prateados e ainda a borbulhante rebelião que o mundo que ambos conhecem está a pedir.

Este livro escalou a pilha das preferências até ao topo. Acho que vou ter de olhar com atenção para tudo o que li este ano e ver onde se encaixa esta Rainha Vermelha que irradia luz, traição, injustiça e lealdade.
Toda a gente pode trair toda a gente, inclusive o próprio leitor é traído quando acalenta preferências por um personagem que no final nos esventra com a verdade de que não podemos confiar em ninguém, não quando a sede de poder é o que move o mundo, o nosso e o deles.



Adorei, adorei, adorei…
não é esta a melhor forma de acabar um livro?
Ah sim, a melhor forma é mesmo dizer “PRECISO DE LER O SEGUINTE, IMEDIATAMENTE!”
Para quando o “Glass Sword”?


E não posso deixar de dar os parabéns a quem se lembrou de dizer que “Rainha Vermelha” é um magnífico cruzamento entre Hunger Games, Game of Thrones e X-Men….ya, isso tudo! :)

E depois de tudo isto, resta-me dizer...
Vocês estão lá, 
vocês estão lá!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Opinião "Eu, o Earl e a Tal Miúda"


"Eu, Earl e a Tal Miuda" prometia ser um culto ao alternativo e Jesse Andrews dá-nos exactamente isso. Uma historia contada de um modo original e descontraído, com Greg Gaines no papel principal e como narrador desta história. 

Começamos por conhecer um miúdo que lutou pelo seu manto seguro de invisibilidade ao falar com todos mas sem se dar a ninguém na selva que é o secundário. Peculiar, estranho e por vezes irritantemente modesto, Greg tem como único amigo o seu parceiro cineasta Earl, com quem realizou incontáveis filmes ao longos dos anos.
Mas a sua pacata vida secreta de cineasta caseiro e o seu anonimato são severamente comprometidos no momento em que alguém de quem nunca foi particularmente chegado fica doente e Greg se vê impelido a ser seu amigo.

No seu jeito constrangedor de quem conta piadas em funerais, Greg acaba por fazer mais parte da vida de Rachel do que pretendia visto que enquanto é sugado pelo vortex da doença dela vê o aparentemente calmo presente se alterar e o seu conturbado futuro tornar-se ainda mais incerto.

Um livro que no início já sabemos que no fim nos vai doer.
Uma história que foge, segundo a minha opinião, aos padrões do que seria esperado no típico "livro com jovem doente que te faz chorar as pedras da calçada e aprender uma lição". Earl sente-se perdido, desconectado com o que o rodeia e Rachel acaba por ser o curto circuito que tudo ir pelos ares.
Mas que impacto tem este evento na vida de Greg? Será uma explosão ou uma implosão?

Esta interessante composição de todas as partes já está adaptada ao grande écran com Thomas Mann, RJ Cyler e Olivia Cooke nos principais papéis.

Infelizmente, "Eu, Earl e a tal Miúda" não estreia em Portugal.
Deixo-vos com o trailer

Uma aposta 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Opinião "A Modista"


Quando comecei a ler A Modista pensei que estava perante um caso de patinho feio volta à cidade no meio de nenhures onde em criança foi ridicularizada para se tornar no alvo de inveja das mulheres e de cobiça pelos homens que no seu passado lhe fizeram a vida negra, isto tudo sob o sol abrasador do interior da Austrália e com direito a um desfile de alta costura parisiense pelos caminhos de terras vermelhas de Dungatar.

Mas rapidamente, quer com o regresso dissimulado de Tilly, a nossa modista de má fama, à cidade que a viu nascer e que a expulsou depois de um evento terrível, até à apresentação quase porta a porta da rua central de Dungatar pelas especificidades e mexericos pessoais de cada habitante percebi, já lá para meio do livro, que este não é um simples caso de cheguei, vi e venci.
Numa pequena localidade fechada, especialmente no que toca a muitas mentalidades, o enredo de A Modista supera a simples chama da vingança e faz a pequena vila de Dungatar arder com as suas verdadeiras cores, a da intriga, inveja e mais um ou outro pecado capital. Creio que ao longo da história temos mesmo um desfile, não só de modelitos e boas descrições visuais, mas de pecados e falsas virtudes.
Os habitantes de Dungatar são tudo menos inocentes e os poucos que se salvam acabam por não ter salvação na mesma.

Mas e Tilly? Haverá salvação para ela no deserto que é Dungatar? Ou será a vila que precisa de repensar o seu caminho e tratar de não cavar um buraco ainda mais fundo do que aquele em que já se encontra?

Para mim, A Modista foi uma agradável surpresa não obstante a lentidão com que ando a ler no último mês.
No entanto, a leitura deste livro não deve ser levada de ânimo leve e engana-se quem vai à procura de um romance cheio de rendas e folharecos. Os contornos da nossa modista não ficam pela breve comédia que possamos ter apanhado no trailer do filme que estreia hoje (dia 3 de Dezembro) e cujo projecto esteve na gaveta 15 anos antes de ver as luzes da ribalta.


"A Modista" tem contornos de escárnio e maldizer, de ironia e justiça poética. 
Com personagens tão ou ainda mais espectaculares e complexas que Tilly, Dungatar está repleta de crítica social que é tão verdadeira hoje como na época que retrata, os anos 50.

Uma leitura diferente que aconselho a todos que queiram ver o filme não sem antes mergulharem bem fundo no modelito que se cose com as linhas dos piores pecados capitais.

Mal posso esperar por ver o filme. Adoro a Kate e acho que ela dará a vida que falta em alguns momentos a Tilly.
Tenho de levar é um conjunto completamente diferente de expectativas quando for ver o filme que só pelo trailer se afasta alguns bons passos da origem.

Deixo-vos o trailer e a minha vontade de ir a correr para a próxima sessão

http://www.presenca.pt/livro/ficcao-e-literatura/romance-historico/a-modista/?search_word=modista

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

«Descobri que estava morto» J. P. Cuenca :: Opinião


"A franqueza é a primeira virtude de um defunto." Brás Cuba

Quando terminei «Descobri que estava morto» do Cuenca pensei: "é muito frontal com fanta". E é bem verdade se o ligar ao desejo de invisibilidade com o qual começa o livro, espelhando o trabalho de Oscar Munõz e a constante reconstrução do retrato. 

«Descobri que estava morto» funciona como um epitáfio para um pseudo morto. Um ser transtornado, mas ainda muito consciente que, por entre ruas do Rio de Janeiro, faz um inventário de críticas à cidade em ambiente pré-olímpico. Com a geografia de road book, revela-nos quem queria fugir mas ter quem lhe sentisse a falta. 

Este é um livro pejado de pérolas.

Aquele que se vai apagando nesta história é dado a reclamações e depressões, alimentava vagas de inquietação metafísicas e criava narradores desafinados e donos de platitudes já gastas. Com apurada vocação para a tristeza, herdada desde o cordão umbilical, e ampliada por algum misantropismo, altera períodos de fanfarronice com outros mais atávicos e delirantes.

Cuenca traz novamente à acção Tomás Anselmo e é com ele, numa espécie de solidariedade postiça masculina que arregaça as gengivas e combate a letargia de querer estar morto. No entretanto, cutuca o excesso de orgulho do brasileiro em espírito de olimpíada, apontando o dedo à cidade neo-pacificada, mas sem se excluir, o que torna ainda mais esquizofrénica e divertida a sua análise. 

Os anos avançam, a política e os melhoramentos na cidade também, mas nada de muito profundo que quebre a esculhambação típica do brasileiro e ele, na sua recém conquistada solidão dá passos, pequenos e pouco firmes na direcção de resolver o mistério da sua morte fictícia. O vício no circo portátil do hedonismo que o persegue apodera-se cada vez mais, patrocinando a sua enclausura e abandono, apelidada pelo próprio de procrastinação masturbatória e inútil, aumentando assim a certeza de que é uma fraude, tal como o Rio pré olímpico que o acolhe. 

A fatídica prosperidade que afecta a sua cidade traz um equilíbrio frágil e até pernicioso, uma espécie de imunidade que vai talhando a bolha de delírio em torno da sua literatura e o faz questionar tudo.

"Como o que eu realmente desejava era destruir tudo e não criar porra nenhuma, todas as minhas escolhas pareciam me levar para longe de onde eu devia estar. Para longe do lugar correto. Todos os caminhos, uma vez que eu os pisava, transformavam-se em desvios."  


Uma leitura com o apoio Caminho/Leya, veja mais aqui.

Passatempos de Natal


Estamos a preparar os passatempos de Natal, mas entretanto deixamos uma sugestão de apresentação para os vossos presentes. Nós adoraríamos receber presentes (livros, claro!) com embrulhos assim. 


FESTAS FELIZES!!!

Novidades Editorial Presença :: No Coração do Mar – A Tragédia do Navio Baleeiro Essex


No verão de 1819, o baleeiro Essex partiu de Nantucket para mais uma expedição de caça à baleia. Quinze meses depois, o impensável aconteceu: numa região remota do Pacífico Sul, um cachalote de enormes proporções provocou o naufrágio do Essex. A tripulação de vinte homens refugiou-se em três botes salva-vidas rumo à América do Sul, numa jornada épica pela sobrevivência. Três meses depois, os oito tripulantes que continuavam vivos foram encontrados à deriva. Para sobreviver, usaram todos os recursos, inclusive o canibalismo.

No Coração do Maré um relato empolgante de um naufrágio tão relevante no seu tempo como o do Titanic atualmente. A aventura do Essex inspirou Herman Melville a escrever o clássico Moby Dick.

FILME ESTREIA EM PORTUGAL A 10 DEZEMBRO

http://www.presenca.pt/livro/nao-ficcao-e-ensaio/viagens/no-coracao-do-mar/

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

«Na pele de uma jihadista» de Anna Erelle :: Opinião

 

É importante começar logo mesmo antes do começo propriamente dito quando Anna Erelle, nome fictício para uma jornalista francesa, indica: "os factos a seguir narrados ocorreram na Primavera de 2014, dois meses antes da tomada de Mossul, segunda cidade do Iraque, pelo Estado Islâmico, e da autoproclamação de um califado pelo seu líder Abu Bakr al-Baghdadi."
O trabalho de pesquisa e de infiltrada nos meandros da comunicação com jihaditas coloca este testemunho em destaque perante os últimos acontecimentos, numa tentativa de explicar a forma de recrutamento virtual praticado pelo fanatismo dos combatentes da brigada islamita.

Desde as primeiras palavras aprendemos a designação que nos é dada, kuffar, e como infiéis que somos, devemos ser banidos de entrar no paraíso que a jihad em nome de um Islão mais puro está a alcançar. É esta a mensagem que os devotos, os fanáticos ou os soldados recrutadores tentam passar aos recém convertidos ao islamismo (e não só) a fim de abraçarem a causa e abandonarem as vidas impuras que levam. Nomeadamente a família, caso essa seja um factor de limite da missão que devem seguir.

Na senda dos mujahedins que usam as redes sociais, Anna Erelle, assume um perfil falso de Facebook, como Melánie, uma jovem recentemente convertida e que busca orientação e é desde logo um alvo fácil para homens e mulheres que a tentam convencê-la a efectuar a sua hégira (abandonar o seu país e família infiel e juntar-se à luta). Com as redes sociais estes combatentes mantêm o anonimato e prosseguem com a jihad virtual, espalhando o horror com vídeos violentos mantendo a promessa de mais mortes, torturas, violações, saques e conquistas para os futuros guerreiros.

É muito interessante a forma como a jornalista francesa explica como são feitos esses recrutamentos e quem são os potenciais alvos. A fé talvez seja a menor das preocupações de quem recruta, já que Erelle dá a perceber que a situação económica, a criminalidade ou a falta de rumo na vida, são factores fulcrais para permitirem que a lavagem cerebral ocorra. É isso que tentam fazer com Melánie, quando esta se apresenta mais frágil por falta de apoio familiar. Para sua surpresa quem a aborda via Facebook e Skype é Abu-Bilel, combatente na Síria e braço direito do califa.

Estabelecido o contacto e ganha a confiança necessária é altura da jornalista perceber como se processa a fase seguinte. Levar os candidatos até terras do califato e que papeis irão assumir. Mas como lá chegam? Com que meios? Com o apoio de quem e passando que fronteiras?
A partir deste momento o seu trabalho como infiltrada aumenta e o perigo também. São muitas as questões que Erelle levanta e mostra a teia que envolve muitos dos acontecimentos desde a separação de uma célula da Al-Qaeda que é hoje a Daesh e como tem evoluído até à data, não esquecendo o papel dos Estados Unidos da América e da própria França. E não esquecendo também de demonstrar o reconhecimento e a afirmação que estes heróis buscam. Ou até o quão é difícil de avaliar e vigiar (e nunca se pode vigiar toda a gente!) alguém só porque se recolhe mais perante dada religião ou efectua determinadas viagens para países mais fundamentalistas.

Desde as explicações iniciais que contextualizam o tema, até ao momento fulcral de se infiltrar, o testemunho de Erelle tem um balanço positivo e até educativo, para além de assumir em certas partes contornos assustadores, mas alguns dos diálogos parecem forçados e até simplistas, não sei explicar melhor, não esperava aquele tipo de diálogos. Um outro detalhe que me deixa a pensar é ter-lhe "calhado" logo um dos homens em quem o califa deposita mais confiança. Gosto do lado informativo e até especulativo, mas na sua totalidade como caso real...

Uma leitura: