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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

«13 anos para sempre Marion», o Bullying mata, de Nora Fraisse - Opinião

Na passada quinta feira, dia 23 de Fevereiro teve lugar na Fnac do Colombo um debate em torno do Bullying, a propósito deste livro escrito pela mãe de Marion Fraisse que se suicidou, aos 13 anos, por não resistir às constantes agressões que sofria na escola e através das redes sociais.
Nesse sentido e por ser cada vez mais recorrente o tema estar nas páginas de muitos jornais, Daniel Sampaio, Tito De Morais e Vanessa Limpo estiveram à conversa para alertar e sensibilizar para a prevenção e a identificação do Bullying nas escolas.

Este texto mistura o que se leu, o que se ouvi e o nos preocupa.

Muito se fala de Bullying, muitas notícias fazem correr tinta, cá e lá fora, e claro, muito blogs, fóruns, associações e páginas de facebook por esse Mundo Virtual afora. É preciso não esquecer e é preciso manter os alertas constantes e mais recentemente o foco vai para o CiberBullying, uma forma mais "actual" e adequada aos dias que correm, visto o digital estar presente em tudo.

Nora Fraisse, mãe de Marion, escreve este livro exactamente nesse sentido. O de alertar e o de não pactuar com o silêncio em que entram muitas escolas, famílias ou comunidades. O seu pedido de sensibilização vai no sentido de afirmar que o Bullying e o CiberBullying levam as crianças e jovens aos desespero e ao limite, sendo a causa de suicídio de alguns deles. Nora pede uma comunicação mais efectiva, um diálogo constante e campanhas mais eficazes. Alerta até para que as leis sejam alteradas afim de proteger com outros recursos as vítimas de situações desta natureza e ajudar as famílias quando estas precisam de mais informações.

O Bullying é um tema que parece estar na ordem do dia, mas as variações que ocorrem no tipo de agressão parece dificultar a catalogação do que é, ou não, Bullying ou CiberBullying. Porém, existem comportamentos comuns:
- Insultos verbais ou escritos;
- Agressões sistemáticas, mesmo que não sejam graves ou violentas, como empurrões, rasteiras...;
- Ameaças, para levar a vitima a fazer o que os agressores querem, situações que implicam actos mais violentos, por vezes entre as diversas vítimas;
- Pequenos roubos ou danos em propriedade da vitima, exemplo material escolar;
- Publicações nas redes sociais de mensagens que agridem verbalmente e humilham, o mesmo acontecem com fotos que expõem e denigrem a imagem da vítima.

Entre tantas outras situações.
Difícil é escolher, avaliar e eliminar. E também é difícil contrariar o ciclo: vítima - agressor - vítima, sabendo que muitas vezes as diferenças de idades vão permitir que antigas vítimas se tornem agressores, bem como é importante perceber o porquê de alguns serem agressivos sem motivo aparente e atingirem o fenómeno da popularidade exactamente pelas piores razões..

O livro de Nora Fraisse levanta diversas questões, mas, ainda assim, julgo que a mais pertinente é aquela que refere a culpabilização dos pais. É sempre dramático perder um filho, mas perdê-lo às mãos de situações destas é dramático, revoltante e digno de culpa e isso Nora deixa bem claro, a confusão de emoções, a culpa constante e o total questionamento como pais, e ainda o peso da morte de um filho na vida dos filhos que ficam, que não sobram, mas para os quais sobra pouco dos pais que tinham.
E claro, o desejo de ver os culpados e o sistema de ensino responsabilizado, exigindo alterações, respostas e acções, que neste caso tardaram em chegar e noutros não chegam mesmo. Aliás, na sessão na Fnac existiram testemunhos nesse sentido.


Ficam alguns excertos.

"A minha cabeça toldada pelo desgosto enumerava as tuas razões. (...) Imagina tu que em todas as hipóteses que nos ocorreram, foi esta a conclusão a que chegámos. E se fôssemos pais terrivelmente culpabilizantes, pais demasiado ambiciosos para a sua progenitura, pais autistas que se interessam menos pela personalidade dos seus filhos do que pela imagem que querem ter deles?"

"Julgava saber tudo sobre ti. As mães extremosas e muito ligadas aos seus filhos tê, por vezes, algum tempo de atraso, sabes. vi-te tornares-te uma adolescente. Mas as tuas asas também cresciam. Não chamaste pelo pai ou pela mãe quando te viste apanhada nos jogos perversos da selva dos adolescentes."

"Tenho dificuldade em ordenar os fragmentos de informação que conseguimos recolher. Tenho dificuldades em atribuir uma lógica a este relato de uma animosidade colectiva totalmente irracional. Dir-se-ia que é uma situação de facto, a maldade gratuita, nos corredores daquela escola. Imagino que o mesmo se passe noutros lugares."

"No ano seguinte ao teu desaparecimento, eu e o teu pai vimo-nos num turbilhão de emoções confusas. (...) Deparávamos com uma direcção muda, professores esquivos e pais que por vezes se mostravam hostis. A tua carta, que não fora divulgada, mas cujo conteúdo eles adivinharam, causava-lhes receio. (...) Mas a justiça parecia não saber avaliar o drama que te levara a dizer adeus ao mundo. (...) Com toda a delicadeza, reconheceu que tudo isto era muito triste, e que, infelizmente, não se podia fazer nada. Acabou por dizer que talvez se conseguisse que o director fosse alvo de sanções disciplinares..."

"A tua morte não pesava mais do que uma folha caída de uma árvore. Uma mera fatalidade. Um revés da vida."

E foi para lhe atribuir ainda mais peso que Nora Fraisse escreveu este livro e criou a associação Marion La Main Tendue.

*
«13 anos para sempre Marion», é um livro BERTRAND EDITORES

Opinião "À conquista do teu coração"

Capítulo final
Quatro dias e meia dúzia de horas desde que terminei a história de Abi com um sorriso nos lábios.

A lista dela contagiou-me...
Escalar uma montanha? Bora! 
Aprender windsurf? Porque não? 
Conquistar um grande amor? Epah vamos lá com calma. É capaz de ser mais fácil fazer rapel da Torre Spinnaker juntamente com a Abi .


Começamos com Abi a levar com os pés quando o namorado, com quem namora ainda não fez um ano, decide que as diferenças entre ambos são mais que muitas e que não tem lógica continuar uma relação nesses termos. 
Devastada e incapaz de suportar a distância daquele que diz ser o grande amor da sua vida, Abi entra numa espiral de pouca higiene, comida gordurosa e auto comiseração.
Parece-vos familiar? Acho que toda a gente já teve um momento assim.
Abi tem um pouco de todas nós. Incapaz de perceber quando o fim chegou, luta contra uma corrente que não tem volta a dar. Por isso, engendra um plano que, segunda aquela cabeça ingénua, lhe vai trazer pelo meio de desafios, likes e artes mágicas o seu namorado de volta.
O que Abi não sabe é que ao encontrar e realizar a lista de desejos do ex namorado, está a abrir um horizonte que depois pode não quer voltar a se encaixar na realidade já conhecida.

"À conquista do teu coração" é familiar, divertido, amoroso e com uma dose adequada de empurrão "sai da tua zona de conforto".
Com Abi damos os passos necessários para recuperar um amor perdido, aquele mais importante de todos, o por nós próprias. Oh raios, bem que ela dizia que faz desta frase soava a cliché.


Uma comédia romântica adorável e hilariante com uma boa dose de adrenalina.  
Sem dúvida uma história que daria um filme divertidissímo e que nos faz ter vontade de criar a nossa própria lista de coisas a fazer antes dos 40.
Acho honestamente que vou começar a preparar a minha.
E vocês?

"À conquista do teu coração" é uma novidade

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Opinião "Nem tudo será esquecido"

Sente-se no divã. Vamos falar sobre o livro que andou a ler, o "Nem tudo será esquecido" da autora Wendy Walker.
Diga-me que sentiu ao ler este livro.
"Medo. Por mim, pelo outros e pela minha própria cabeça"


Conhecemos Jenny quando somos esbofeteados com alguns detalhes da sua violação logo na primeira página. Ouch, é mesmo assim. Não começa com paninhos quentes mas sim por onde doí mais. Começamos com um abre olhos pela voz de um narrador, uma terceira pessoa observadora e analítica, que nos conta o que se passou e que a pouco e pouco nos coloca lá, não exclusivamente no momento deste vil acto mas na cidade de Fairview e no seio desta família esventrada.

Quem, numa pacata cidade onde todos se conhecem, cometeria tal acto?
Quem poderia querer fazer mal à doce Jenny?
Qual a melhor maneira de ultrapassar este evento marcante? Atacar as poucas pistas para descobrir um culpado ou encontrar um modo de esquecer e seguir em frente?

Infelizmente dizem que a dor tem de ser sentida para fazer sentido, para que lhe seja atribuído um propósito, um significado. 
Uma dor sem memória é um vazio, uma ideia inexplicável que cava um fosso bem fundo numa pessoa, quanto mais quando existem provas físicas mas nenhuma recordação para lhes dar sentido.

"Nem tudo será esquecido" é diferente. Sinto que se falar sobre a história, sobre as personagens, sobre a luta interna de cada um ou a busca por justiça, estarei de alguma maneira a passar algum spoiler que irá com toda a certeza roubar o gostinho de lerem a história.
Esta é daquelas que se lê, de preferência, sem grandes interrupções, tudo seguido.
É complexa, talvez um pouco lenta de início mas desafio-vos a chegar ao fim. 

"Nem tudo será esquecido" é uma viagem à mente humana, um curso semi intensivo sobre os intramites da memória, uma história de luta familiar, pessoal e profissional que converge toda num evento que preferíamos que nunca acontecessem em lado nenhum do mundo...mas acontece.

Coloquem este na vossa wishlist, não se vão arrepender.
NOTA: não é para gente fraca de estômago. Gosto de avisar!

Uma grande aposta

Para mais informações visitem o site da Editora

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Opinião "Viver na Noite"

Faz anos que andava para ler um livro deste autor. Acho que já passei os olhos por eles dezenas de vezes nas livrarias. Pensei começar pelo Mystic River mas parece que este "Viver na noite" chegou e saqueou a prioridade.
Talvez porque a adaptação ao grande ecrã, da responsabilidade do grande realizador mas nem sempre grande actor Ben Affleck, estreava na mesma altura que o livro me chegou às mãos. É mais forte que eu, não resisto a uma boa história de gangsters.


Imaginamos a história de Joe Coughlin a ser-nos contada numa cadência áspera, com cheiro a álcool e envolta numa nuvem de fumo num qualquer canto de um bar de fama duvidosa.
Joe nunca foi um menino de coro, embora tenha crescido como o filho mais novo do capitão da Polícia de Boston, ele próprio uma fachada bem polida com um interior de fundações instáveis.
Conhece-mo-lo em apuros e acompanhamo-lo ao longo de vários anos, de ladrãozeco de trocos a quase barão de rum numa Flórida quente e que transborda crime, como toda a América nos anos da lei seca.
A expressão "estava capaz de matar por um copo" ganha novos contornos neste "Viver na noite", que de uma maneira compassada e quase poética, nos conta a jornada de redenção de Joe, numa intrincada teia de lealdade, medo, traição, amor e incapacidade humana de ser e estar onde os outros acham que é o nosso lugar.


Mas como sabem, a leitura foi o primeiro degrau para o visionamento do filme.
Este realmente é um daqueles que não se poderia ver sem conhecer a história primeiro. Acho que chegaria ao fim a pensar "ahhh podia ser melhor".
Ben encarna Joe como se de uma possessão se tratasse. Talvez ter lido o livro já com a cara e a presença do Ben em mente, fez com que fosse mais fácil vê-lo dar corpo a um sem número de momentos marcantes do filme, mesmo que, como disse em cima, eu o ache melhor realizador e produtor que actor.
Mais que um filme (e um livro) de gangsters, "Viver na noite" centra-se no homem, na dualidade de sentimentos que é sobreviver no mundo do crime em que escolheu estar e conseguir viver com os remorsos das escolhas e as traições dos poucos que julgamos nos serem fieis.

"Viver na noite" pode ficar aquém para os grandes amantes dos filmes de gangsters mas eu não sou assim tão esquisita e este filme, assim como a história original escrita por Dennis Lehane, tem um "je ne sais quoi" que me prendeu, que me sugou para as sombras da noite fria de Boston e os dias de calor infernal da Tampa.

Uma mudança de ares para as minhas leituras, mais um filme no meu videoclube mental.

Quem sabe agora não demore muito tempo a ler um livro de Dennis Lehane, já que os filmes do Ben (como realizador) tenho-os visto todos.

Relembramos o trailer



"Viver na noite" é uma aposta
Para mais informações visitem o site

«Laços de família» de Clarise Lispector - Opinião

A minha relação com a escrita da Lispector começa há alguns anos quando tentei ler o seu primeiro e aclamado romance, «Perto do coração selvagem». Foi uma relação de curta duração. Curtíssima. No momento só me cansou e confundiu e abandonei rapidamente. Mais tarde, um par de anos depois, por oferta e sugestão, tentei «A paixão segundo G.H.», desisti também. Para mim a Lispector era uma autora indecifrável, fragmentária, carregada de metáforas incompreensíveis e o mundo misterioso, psicótico e íntimo das mulheres também não me conquistou, só via frustrações, relações desconexas e achei a escrita estranha e depressiva. 

Mais anos passaram e eu nunca mais voltei a esta brasileira que marca uma viragem na Literatura Brasileira Moderna. Por isso era tempo de voltar e a oportunidade surgiu a propósito da participação no Grupo de Leitores de Alverca (GLA) que se iria debruçar sobre este «Laços de família»

*

A leitura de «Laços de família» decorreu, mas nem por isso me conquistou. De entre os vários contos que compõem este pequeno livro, li «Devaneio e embriaguez duma rapariga»; «Amor»; «Uma galinha», «O Jantar»; «Os laços de família»; «Começos de uma fortuna» e já depois da sessão da comunidade de leitores decorrer fui ler, «A menor mulher do mundo», portanto li metade da colectânea e apesar de ter ficado com uma maior noção da sua escrita e dos temas que aborda e pelos quais é destacada, não será uma autora na qual pegarei com facilidade. 

Reconheço que somos bem capazes de ficar intrigados e desafiados para continuar a leitura, na esperança de apreender o sentido de cada conto, no entanto, os fragmentos que parecem surgidos do nada, as mudanças inesperadas, os devaneios de algumas personagens ou a repetição de sentimentos e episódios como a depressão, a dúvida, a solidão ou o caótico que são as relações familiares, talvez perturbem a leitura ou pelo menos a continuidade da mesma.

Em todos os seus contos há um misto de sentimentos que revelam a solidão de cada personagem e o quanto a mesma se controla por não extravasar as suas crises mais profundas e que seriam reveladoras de preocupações que não se identificam na personagens pelos seus pares. Ou seja, nos primeiros contos, temos duas mulheres supostamente confortáveis e acomodadas à sua vida familiar e doméstica, no entanto, pelas divagações percebe-se a luta interna em que ambas vivem. A forma como a autora aponta o trabalho doméstico ou o regresso a casa como formas de limpar os pecados ou os transtornos aponta numa direcção que mais tarde ou mais cedo, as crises e a explosão das necessidades daquelas mulheres, vão acontecer.
Na mesma linha temos o conto «Laços de família», onde Catarina, após a saída da mãe se vê muito mais altiva e confiante, pois já está sozinha. Daí eu apontar a solidão como uma temática transversal. Porém, é uma solidão que nos deixa divididos, será uma solidão que as move num sentido de se fortalecerem enquanto mulheres ou de as fragmentar e provocar crises emocionais!?

No caso do conto «A galinha» que confesso, fui reler, julgo ver traços, muito subtis, de alguma preocupação com a questão da maternidade, como se esse estado conferisse à galinha, metáfora para mulher, um momento mais seu, de espaço próprio, ainda assim, com o passar do tempo... tudo muda. Pode ser esta a interpretação, como pode ser a de uma critica social. E talvez isso seja um dos melhores traços da escrita de Lispector, a panóplia de sentidos e de discussões que se pode ter em torno dos seus contos.

Numa análise ainda mais esmiuçada, vemos que a autora recorre a elementos que são constantes entre contos, como por exemplo os espelhos, as senhoras de chapéu, o sonho, o sono ou a insónia, as personalidades dominantes dos maridos, o peso das senhoras (que pode ser o "serem gordas" ou o peso que carregam ao serem mulheres), o devaneio, a lida doméstica, uma determinada hora do dia que se torna perigosa ou ainda a importância de observarmos os outros. Neste caso particular, centrado na observação dos outros temos o conto, «O jantar», que de todos os que li é o único que tem um narrador masculino e isso deixou-me a pensar se um homem observaria e retiraria todos aquelas ilações estando ele a observar outro homem!? Para mim é dos contos mais intrigantes e mais detalhados e com menos devaneios, a não ser o final, que neste caso é mais, julgo eu, metafórico e do qual é difícil retirar um sentido que justifique aquele final.

Ainda assim, Lispector escreve com um polimento muito interessante e consegue em poucas linhas dar profundidade, tanto às suas personagens como aos momentos e ambientes que cria.

"Em que momento é que a mãe, apertando uma criança, dava-lhe esta prisão de amor que se abateria para sempre sobre o futuro homem. 
(...)
Depois ninguém saberia de que negras raízes se alimenta a liberdade de um homem."

"(...) numa intimidade de corpo há muito esquecida, vindo do tempo em que se tem pai e mãe. Apesar de que nunca se haviam realmente abraçado ou beijado. Do pai, sim. 
(...) Como se "mãe e filha" fosse vida e repugnância. Não, não se podia dizer que amava sua mãe. Sua mãe lhe doía, era isso."

"Todo o seu desejo vagamente artístico encaminhara-se há muito no sentido de tornar os dias realizados e belos; com o tempo seu gosto pelo decorativo se desenvolvera e suplantara a íntima desordem (...) a vida podia ser feita pela mão de um homem."

"A vastidão parecia acalmá-la, o silêncio regulava sua respiração. Ela adormecia dentro de si."

Talvez seja isso, relatos de pessoas que foram adormecendo dentro delas mesmas e de, de vez em quando, despertam e vivem momentos de angústia, desequilíbrio e tormento enquanto buscam por algo que perderam, mas talvez sem saberem muito bem o quê ou onde, perderam.




sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Novidade Nuvem de Tinta :: "O Universo nos teus olhos"

Um livro da autora da Jennifer Niven é daqueles que entra automaticamente na wishlist da metade colorida.

O amor verdadeiro é como o Universo: não tem fim.
Por vezes, conhecemos alguém que nos transforma e que muda tudo.


Libby Strout, outrora a rapariga mais gorda da América, conseguiu finalmente ultrapassar o desgosto causado pela morte da mãe e está pronta para voltar a viver. Transformou-se e o que mais deseja é ser a rapariga que consegue ser tudo o que quer. No entanto, o resto do liceu não parece partilhar deste entusiasmo de Libby.
Jack Masselin é o típico rapaz popular do liceu: bonito, sempre com o comentário certo na hora certa. No entanto, o gosto que tem em perceber a mecânica dos objetos, em reconstruir e transformar tudo o que encontra, não lhe serve de muito na sua incapacidade para reconhecer caras. Jack tem prosopagnosia e à sua volta, familiares e amigos incluídos, parecem-lhe desconhecidos e são, para ele, um autêntico quebra-cabeças.
Quando o destino junta Libby e Jack, a solidão que cada um sente dá lugar a sentimentos muito diferentes… Uma história de superação e de um amor verdadeiro e invulgar que nos devolve a esperança no mundo, em nós e no outro.

«O Universo nos teus olhos é muito mais do que a história de duas almas apaixonadas. Fala da necessidade universal de sermos compreendidos. E é por isso que é um livro tão excepcional.» 
Teen Vogue

Uma novidade
Relembro a opinião 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Novidade Objectiva :: "A Mãe Eterna"

“Um relato espantoso que narra a passagem de filha para mãe da mãe" 
Fernanda Torres


A filha está cansada de ver a mãe definhar, esgotada. Aos 98 anos, com a saúde debilitada, a mãe mal ouve e quase não vê. A filha, que se vê no papel de mãe da própria mãe, questiona os médicos, as religiões, tudo. Para quê manter vivo alguém que já não vive?
Num relato comovente, em forma de diário, a filha descreve as peripécias do dia-a-dia com a mãe; ao mesmo tempo, este diário é um escape, um desabafo e um apelo à mãe — a mãe imaginária, a que tinha e já não tem, a que lhe lia, que a escutava e acalentava. A mãe que fazia o papel de mãe.
Um livro forte, uma reflexão gritante de tão actual, A Mãe Eterna apresenta-nos um dilema que mói a alma e nos faz questionar a vida, a morte e a relação mãe-filha

O livro será apresentado no Sky Bar do Hotel Tivoli, em Lisboa. Apresentação de Teolinda Gersão e da psicóloga Maria Belo, com leituras de Paula Guedes. Dia 28 de Abril, às 17h.

Uma novidade

Novidade Topseller :: "A Submissão de Lily" (Série As Irmãs Fowler)

Há uma altura em que acho que os livros estão a sair mais rápido do que eu os consigo ler...
Com os livros de Monica Murphy está a ser assim.
Quem tem acompanhado esta série? 


A Submissão de Lily é o terceiro volume da série «As Irmãs Fowler» que a Topseller estreou com O Segredo de Violet e continuou com O Desejo de Rose.

Qual é a grande obsessão de Lily Fowler?

Cresci com as acusações de ser a mais irresponsável de todas as irmãs, de ser uma tresloucada que garante capas de revistas escabrosas e envergonha toda a família, de ser aquela mulher fogosa e sensual com que nenhum homem quer casar.

A verdade é que me limito a viver cada dia como se fosse o último, procurando respeitar o nome Fowler, mas não deixando de aproveitar a vida. Sou jovem, bonita, poderosa, tenho todo o direito a ser feliz. Se me falta encontrar o amor que as minhas irmãs Violet e Rose encontraram? Talvez, mas não o procuro.

E, certamente, não esperava que a minha viagem ao Havai mudasse tudo. Max Coleman não é apenas um deus do sexo, como nunca conheci antes, ele é um homem-mistério. É a maior obsessão que já tive, com ele perco o controlo.

O amor não respeita regras e mesmo a mulher mais independente pode ser descontroladamente submissa quando apaixonada.

Uma novidade 

Para mais informações visite o site Topseller

Novidade Suma de Letras :: "A Substância do Mal"

Um triplo e cruel assassinato por resolver. Um rastro de violência e morte que assombra os habitantes duma calma comunidade isolada nas montanhas…


Jeremiah Salinger, um jovem guionista de televisão de Nova Iorque, muda-se com a mulher, Annelise, para Siebenhoch, uma calma comunidade isolada nas montanhas do Sul do Tirol, onde ela cresceu. Com eles, também, a filha, a precoce Clara, de cinco anos.
Fascinado pelas montanhas e pelas pessoas que ali vivem, Salinger começa a fazer um documentário sobre resgates na montanha. Mas, durante as filmagens, envolve-se num acidente assustador. Enquanto tenta esquecer a sua experiência traumática, descobre, por acaso, um facto sangrento que remonta há trinta anos: o massacre de três jovens ocorrido durante uma caminhada no desfiladeiro Bletterbach. O crime não tem um culpado e, na aldeia, ninguém quer falar sobre o assunto. Talvez porque, só de pensarem no sucedido, poderiam ressuscitar o horror ou então por serem tantos os que têm algo a esconder...

Apesar da crescente hostilidade que o rodeia, e da oposição de Annelise, Salinger começa a remexer no passado, penetrando cada vez mais profundamente no misterioso assassinato. Até descobrir a imprevisível e aterradora verdade.

Uma novidade

«Os sinais do medo» de Ana Zanatti - Opinião



Flávia, ou melhor a Tia Flávia e a sua Rosarinho, bem como Maria do Carmo e a sua sobrinha Rita, são todas elas personagens deste «Os Sinais do Medo», a homossexualidade é o tema central, ou pelo menos o que movimenta o enredo. Luis e Paulo vivem momentos tensos e relações complexas, já que a orientação sexual vai hipotecar algumas relações familiares.
A família, a carreira, a religião, a sociedade e a dificuldade de aceitação, própria e de outros, condiciona estas vidas, estas e outras, que o que não falta a este romance são personagens, mesmo que só tenham uma ou duas linhas a elas dedicadas.
Este "sinais do medo" é muito um juntar de solidões e de relatos que encaixam demasiado bem uns nos outros e talvez isso seja o que me fez desgostar do livro a partir de determinado ponto.

" - Falar a sério não significa falar só de dramas. Também há alegrias profundas, sonhos, fantasias que é bom partilhar"

Pois, era exactamente mais disso que eu também queria e esperava encontrar.
Os primeiros capítulos têm passagens muito boas e um ritmo que cativa o leitor e há toda uma linha temporal que andamos à procura para situar momentos decisivos para aquelas personagens e em que fase da história se irá desenrolar a maior parte do enredo. No entanto, algumas dezenas de páginas depois percebemos alguma previsibilidade na história e a introdução de diálogo e alguma repetição dos sinais, dos medos, das preocupações, vão cansando o leitor. Ainda assim, Zanatti tem pasagens muito bem conseguidas que dão retratos muito particulares das personagens e dos medos que vivem.

"Desde sempre ele lhe dera a impressão de viver escondido nas bainhas dos vestidos da mãe com medo que o seu calor lhe faltasse."

Faltar, falta muita coisa a estas personagens, no seu todo, pretendem passar para o leitor a comiseração e o desprezo familiar, a condenação social, a indignação e a troça em olhares e comentários e toda uma luta futura ou até a existência do próprio futuro. A dor, os sentimentos feridos, o orgulho amachucado, o íntimo revisitado, entre outras emoções são aqui descritas, mas não são propriamente sentidas, ou seja, é narrado, apresentado ao leitor, mas as acções e o decorrer da narrativa não deixam que seja o leitor a descobrir. Digamos que é tudo dado e corre o risco da superficialidade.

"Foi-me fácil entender que amar o próximo não passa duma frase sem sentido enquanto o medo andar à solta."

Eu diria também enquanto a falta de auto-compaixão toldar a nossa empatia para com o próximo, o medo ganhará sempre terreno.  Pior ainda quando esse medo e essa falta de empatia está dentro de casa e este "sinais do medo" está recheado de solidões impostas e falta de cumplicidade familiar.

"Qualquer tentativa para arejar o espírito dos meus queridos pais, era como tentar espetar um alfinete numa viga de aço..."

*

A leitura deste livro aconteceu a propósito da sessão da Comunidade de Leitores da Biblioteca da Penha de França, grupo bastante agradável e com o qual a discussão do livro aconteceu de forma muito natural e onde me senti muito bem recebida.
Que venham outras oportunidade que 2017 é o ano das Comunidades de Leitores.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Novidade Topseller :: "O dia em que te conheci"

Quando a memória já não consegue guardar o amor? o que nos resta?



Um marido encantador, duas filhas lindas, um trabalho de que gosta - Claire Armstrong parece ter tudo, até que lhe é diagnosticada a doença de Alzheimer. Todos os que a rodeiam têm de aprender a lidar com uma nova Claire, enquanto tentam habituar-se ao desaparecimento da mulher que amam.

Através de um livro de memórias, que vão construindo em família, recolhem as peças de uma vida que não estão preparados para deixar desaparecer. Até que a relação que surge de um encontro casual com um homem misterioso leva Claire a interrogar-se sobre o futuro do seu casamento e da sua família.

Com Claire incapaz de fazer o seu casamento resultar, de tomar conta das filhas, ou sequer de garantir a sua própria segurança, os desafios são imensos. Será que a família vai resistir às notícias que a filha mais velha tem para contar e à intromissão do misterioso homem na vida familiar?

Uma novidade

Para mais informações visitem o site Topseller

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

"As Cinquenta Sombras Mais Negras" - Opinião ao Filme


Há um fio invisível que me liga a esta história. Li os livros ainda antes de saírem todos cá, vi o primeiro filme mesmo sem concordar com a escolha dos actores, li o livro na perspectiva do Grey mas agora pensei duas vezes antes de ir ver o segundo filme.
Não reli o livro, tinha apenas uma ideia geral sobre os acontecimentos mas os detalhes estavam já meios perdidos na minha cabeça. 
Dei comigo a pensar "será que vale mesmo a pena?" 

Vale, não pela extrema qualidade da adaptação mas porque detesto ficar a pensar nas coisas e gosto de falar com conhecimento de causa.
De um modo geral acho o filme fraquinho mesmo que tenha chegado ao fim a desejar que colocassem de seguida a adaptação do terceiro livro para eu ver tudo de rajada, o que quer dizer qualquer coisa. Talvez queira dizer que eu não tenho emenda...

Neste segundo capítulo da história começamos a conhecer o passado do Grey e vemos o presente de Ana a complicar mas há detalhes que foram abordados muito ao de leve e tudo parece que foi passado a correr (em que cenas intimas demoram mais que certos diálogos).


O Jamie está mais ao meu gosto, logo, menos Grey do que é suposto (é da barba e da postura mais...calorosa e sorridente). Vê-se uma mudança física do primeiro para este, algo do género "menos puto, mais homem". Acho que tentaram agradar às fãs que diziam que ele não tinha pinta para fazer a personagem mas depois acho que o afastaram do que caracteriza a personagem.
Anyway...

O segundo filme da máquina de milhões que é o Grey é o que é. Vê-se, como eu vi mas não irá agradar a quem anteriormente já tinha colocado de lado a história. No entanto, até as fãs não ficaram convencidas...
o que será que falha nesta adaptação?
São as elevadas expectativas que arruínam tudo ou outra coisa qualquer?

Novidade Planeta :: "Sinto a tua falta"

A extraordinária história que está a apaixonar o mundo.


Tess sonha ir para a universidade. Gus mal pode esperar para fugir do controlo da família e descobrir o que de facto deseja ser. Por um dia, nas férias, os caminhos destes jovens de dezoito anos cruzam-se antes de voltarem a casa e verificarem que a vida nem sempre decorre como planeado.

Nos dezasseis anos seguintes, com rumos de vida bastante diferentes, cada um descobrirá os prazeres da juventude, enfrentará problemas familiares e encarará as dificuldades da vida adulta. Separados pela distância e pelo destino, tudo leva a crer que será impossível que um dia se conheçam verdadeiramente...

A extraordinária história que está a apaixonar o mundo.
Sinto a Tua Falta conta-nos duas trajetórias que se entrelaçam sem se tocarem, numa narrativa que emociona e que nos faz pensar. Um romance com todos os ingredientes para o êxito: amor impossível, drama, desventuras, paixão, sonhos interrompidos, doença, superação, esperança, emoção e com um final onde o amor triunfa acima de tudo.

Uma novidade

Novidade Topseller :: "Conta-me três coisas"

E se a pessoa de que mais precisas for alguém que não
conheces?


Passaram apenas dois anos desde a morte da sua mãe e o seu pai volta a casar-se com uma mulher que conheceu online. Jessie é então forçada a mudar-se para a outra ponta do país, para morar com a madrasta e o seu pretensioso filho adolescente, aparentemente passado da cabeça.

Para Jessie tudo parece errado: sente-se uma estranha naquela casa enorme e fria, tem saudades da sua melhor (e única) amiga. A escola é uma selva autêntica, onde é vítima de bullying. Mas é então que recebe um e-mail de alguém que não conhece, nem se quer deixar conhecer, disponibilizandolhe apenas a sua «amizade virtual».

O que Jessie não espera é que será este e-mail a mudar a sua vida para sempre.

Esta é uma história memorável, que não deixa ninguém indiferente. Um misto de comédia e tragédia, amor e perda, dor e alegria.

Uma novidade

Para mais informações visitem o site Topseller