segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Mais uns para a Wishlist

confesso que ontem passei numa Bertrand e apeteceu-me fazer uma pilha nos braços e vir para casa
eram uns 10, só das novidades e ilha mais próxima 
:)
Winter is coming, temos de nos preparar para os dias longos de chuva e frio debaixo da manta


Estes dois foram alguns dos que me despertaram a atenção


Lançamento do livro "O Bairro da Estrela Polar", de Francisco Moita Flores
Segunda - 12 Novembro
Hora | 18:30
Local | El Corte Inglés, Lisboa
Sessão de lançamento do livro O Bairro da Estrela Polar, de Francisco Moita Flores (Casa das Letras), com a apresentação do Dr. Conde Rodrigues.

Sinopse:
Diana nasceu no bairro da Estrela Polar. Algures em Lisboa. Um daqueles bairros cercado por estradas com muito movimento, isolado da cidade, voltado sobre si, feito de gente que veio de todos os lados do mundo. No Estrela Polar existe o café Futuro de Portugal, dirigido pelo Bazófias, carteirista reformado, burlão de grandes talentos. É aqui que se reúne a quadrilha agora encabeçada por Diana, líder conhecida como a «Robin dos Bosques», que rouba aos ricos para dar aos pobres. Comandados pela bela Diana, Tosta Mista, Zé Cigano, Francisquinho, Batman, Clara, Manela e Paulo monopolizam o tráfico de droga no bairro, deixando a polícia sempre desorientada, e organizam-no para que o crime seja actividade rentável para sair da crise. Quanto mais não seja para financiar a organização do arraial de recolha de fundos para a construção do centro social da igreja do bairro. Diana dirige assaltos e operações perigosas mas não é assassina. Mas a raiva que habita no seu coração contra os homens que destruíram o pai, tem cada um deles uma bala à espera. É essa a sua obsessão. Uma história dos nossos dias, que consegue cruzar a violência com o humor, a ternura e a união de personagens pícaras do submundo do Portugal do século XXI.

 (este está na wishlist das duas)

Sinopse:
Sinopse: Filho do administrador do jardim zoológico de Pondicherry, na Índia, Pi Patel possui um conhecimento enciclopédico sobre animais e uma visão da vida muito peculiar. Quando Pi tem dezasseis anos, a família emigra para a América do Norte num navio cargueiro juntamente com os habitantes do zoo. Porém, o navio afunda-se e Pi vê-se na imensidão do Pacífico, a bordo de um salva-vidas, acompanhado de uma hiena, um orangotango, uma zebra ferida e um tigre de Bengala.

Já considerado uma das mais extraordinárias criações literárias da última década, A Vida de Pi é um livro mágico, onde o real e absurdo se misturam numa história intemporal.

Este bestseller de enorme sucesso mundial chega agora ao grande ecrã, pela mão do realizador Ang Lee. 

Comecei a ler...

Faz alguns anos li um dos livros da Maggie O'Farrell (Antes de nos encontrarmos) e achei muito interessante. Este fui buscar à biblioteca da mana :) Obrigada

 Editorial Presença
Coleção: Grandes Narrativas
Nº na Coleção: 290
 
Sinopse: 
 Maggie O’ Farrell revelou-se uma das mais dotadas escritoras de língua inglesa com o romance de estreia Depois de Tu Partires
Neste segundo romance, O’ Farrell faz-nos entrar uma vez mais no universo interior das personagens, nas suas paisagens psicológicas mais insondáveis, e dá-nos a ilusão de quase conhecermos Lily, Sinead e Marcus, os três protagonistas desta história de amor, obsessão, desejo e medo soberbamente imaginada. O encontro de Lily e Marcus, inusitado e arrebatador, foi desde logo pautado pela presença inquietante da ex-namorada dele, misteriosamente desaparecida. O que começa por ser uma curiosidade natural para Lily – tentar perceber quem foi, ou é, aquela jovem enigmática —, vai adquirindo, pouco a pouco, contornos cada vez mais compulsivos que ameaçavam levá-la à loucura. O’ Farrell demonstra ter um domínio tão perfeito da expressão das paixões humanas, que quase se torna possível sentir o pulsar intenso que perpassa todo o romance, pela densidade emocional envolvida, pelo suspense psicológico, pela sensualidade de uma prosa que desde logo nos cativa.

Opinião - "As Cinquenta Sombras Livre" de E L James

Chegou finalmente o dia de ler o terceiro e último livro da Trilogia "As Cinquenta Sombras de Grey".
Para quem ainda não o tem, de certeza que todas as lojas devem ter um ilha especial, mesmo à entrada com dezenas de exemplares à vossa espera. 
Por aqui já se fechou o Ciclo do Grey e posso finalmente dar a minha opinião sobre este livro e os anteriores.

Para quem não gosta, esta é uma boa altura para mudar de página ;)

Capa: gosto mais da ideia que já vi em algumas edições. Em vez das algemas, uma chave
Título: soa esquisito! 

A minha opinião:
Parece que chegou ao fim a nossa pequena aventura pelo mundo de Christian Grey. Não se deixem enganar, não estamos aqui por ela mas sim pela história e acima de tudo, por ele, pelo Mr. Grey.
Se no primeiro livro ficamos a conhecer o seu lado mais negro (ou em tons de cinzento) ao longo dos restantes livros temos oportunidade de descobrir, sombra a sombra, o que compõem esta personagem, ficamos a conhecer mais profundamente as cinquenta sombras de Grey e creio que nos vemos obrigadas a simpatizar com ele (conheço quem tenha desistido de ler o primeiro livro por se ter enojado, principalmente com a personagem do Christian)
Em comparação com os restantes (principalmente com o primeiro) achei este um pouco mais composto, mais bem escrito e com menos referências irritantes da Anastasia (a da deusa interior, para ser específica)

No final do segundo livro ficamos com água na boca para saber o que é que de mal se vai passar e neste temos de tudo um pouco para atrapalhar a relação dos dois, que na realidade, mesmo com tantos obstáculos não perde um atributo a que a autora nos habituou desde o primeiro livro, uma quantidade abundante de sexo. Talvez um pouco mais fiel ao primeiro em questões de "sexo puro e duro", vemos Christian e Anastasia a evoluir como casal récem-casado e com planos para o futuro. Creio que o fim todos sabemos como será (com um floreado aqui ou ali) mas acho que o que mais me agradou foi a parte final em que podemos ver a história de outro ponto de vista, o do Christian.
Não sonhem que não há mais livros. A existir e garanto-vos que já está no forno, é o filme (ou dizendo melhor, filmes). Falo por mim quando digo que não consigo imaginar nenhum dos actores que conheço a fazer o papel de Christian e até para a personagem de Anastasia não sei quem poderia ser escolhida.
Confesso que por mim ficava por aqui. Todo este sucesso à volta dos livros vai-se tornar impossível quando finalmente chegar ao cinema e como se trata de 3 livros, estamos provavelmente a falar de 3 filmes, o que nos dá pelo menos mais 4 anos de conversa sobre As Cinquenta  Sombras de Grey. Será que não se vai tornar insuportável? (sei que para alguns pessoas já o é)
Será que irá continuar a mexer com a vida de tantas pessoas (solteiras ou casadas)? 


Polémicas e gostos à parte, visto que opinião todos temos uma, eu digo que gostei de ler e não morro pelo tempo que perdi a fazê-lo.
Se o volto a fazer?...provavelmente não mas terei todo o gosto em sugerir estes livros a quem se andar a sentir um pouco....em baixo :)
Tem sido uma fonte de animação para mim emprestar livros eróticos a amigas e receber um SORRISO de Obrigada de volta. 
Por vezes, o que parece não ter qualquer interesse para alguns, pode fazer maravilhas para outros.
Seja como for....o que interessa é ler (e viver!)

Boas Leituras 
:)
e agora vão lá comprar o vosso exemplar

A quem possa interessar, aqui ficam os comentários sobre os dois outros livros:



domingo, 11 de novembro de 2012

"Uma morte súbita" em pré-lançamento

Olha a prenda de natal a mim própria!!
:)
Não percam a oportunidade de reservar o vosso exemplar no site da Presença. O lançamento é já dia 21 de Novembro.
Ou então, podem tentar a vossa sorte no passatempo que termina amanha, no Facebook

Uma Morte Súbita é o primeiro livro para adultos de J. K. Rowling, a mundialmente famosa «mãe de Harry Potter». Acolhido com enorme expectativa, este surpreendente romance sobre uma pequena comunidade inglesa aparentemente tranquila, Pagford, começa quando Barry Fairbrother, membro da Associação Comunitária, morre aos quarenta e poucos anos. A pequena cidade fica em estado de choque e aquele lugar vazio torna-se o catalisador da guerra mais complexa que alguma vez ali se viveu. No final, quem sairá vencedor desta luta travada com tanto ardor, duplicidade e revelações inesperadas?

O que já foi escrito sobre Uma Morte Súbita

«Um romance maravilhoso. A mestria de J.K. Rowling como contadora de histórias está ao nível de RL Stevenson, Conan Doyle e PD James…» The Observer
 
«Impossível não nos maravilharmos com a mestria com que J.K. Rowling entrecruza as vidas destas personagens tão expressivas.» The Daily Telegraph
 
«Impressionante - virar as páginas pode parecer insuportável, mas não tanto quanto seria pousar o livro.» Associated Press
 
«Um romance imponente, ambicioso, brilhante, profano, divertido, profundamente perturbador e eloquente . Um livro bastante comovente pela mão de alguém que compreende a um nível profundo e não só os seres humanos mas também a essência do romance.» Time Magazine
 
«Um romance pleno de perspicácia e engenho, esplendidamente delineado, e terminado com inteligência. À altura do talento de J.K. Rowling como contadora de histórias.» The Economist
 

sábado, 10 de novembro de 2012

Opinião - "Irmã" de Rosamund Lupton

Anteriormente lido pela mana -  Opinião EfeitoCris


A minha opinião:
Faz algum tempo que tinha este livro debaixo de olho desde que tropecei nele pela primeira vez no top do livros mais vendidos do bookdepository (confesso, que me perdi por lá diversas vezes ao longo dos anos)
A sinopse suscitou-me interesse mas foi a boa opinião que a minha irmã e mãe tiveram que o fez saltar à frente de outros tantos que tenho para ler. Disseram-me que havia uma personagem no livro que me iria chamar a atenção, tinha razão.
Por norma, não gosto de ler livros com personagens que partilhem nomes de familiares ou amigos próximos, principalemente quando algo de mal acontece, dá sempre uma dor enorme pensar "e se fossem os meus?".
Em "Irmã", este é o meu pensamento ao longo da leitura. E se fosse a minha irmã a desaparecer? E se fosse eu, iria ela à minha procura?
Costuma-se dizer que a família nós não escolhemos e que mesmo quando não nos damos bem, sabemos que faríamos qualquer coisa por cada um dos elementos que a compõe.
Este livro demonstra exactamente isso, que mesmo estando longe, mesmo quando não se fala todos os dias, há uma parte de nós que está ligada, à irmã, à mãe ou até a um filho (os nascidos e os por nascer).
Gosto da relação entre estas duas irmãs, gosto de como Beatrice descreve a irmã. Como sem nunca ter sido um elemente activo na história, Tess está sempre presente, até ao fim. 
E que fim!!
É interessante o facto de Rosamund ter escrito um romance/thriller/policial (isto existe?). Se não existe e se assim não é classificado, é assim que eu o vejo. Mesmo perante todo o caso do desaparecimento de Tesse consequentes descobertas (até as mais macabras), nunca deixamos ter aquele lado sentimental e emotivo da relação entre as duas e isso mantém o lado humano, mesmo até à última linha.

Rosamund Lupton merece, sem sombra de dúvida, todos os prémios que recebeu com este livro.
Estou sem dúvida curiosa para ler o seu segundo, "Afterwards" (que nada tem a ver com a Irmã, não é uma continuação deste!)
Já temos notícias que irá ser lançado no início do ano. Assim que tenhamos conhecimento da data, nós informamos.

Até lá...
Boas leituras!

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

«Quando Nietzsche chorou» de Irvin D. Yalom :: Opinião


Let's face the facts!


Best-seller em  20 países!
Francamente aclamado pela critica de inúmeros periódicos internacionalmente de destaque.
Referido pelas altas patentes na área da psicanálise, psiquiatria e psicologia, como uma obra excêntrica, fascinante e intelectualmente poderosa.

"Fascinante como uma história de detectives, o romance de Yalom lida com personagens que mudaram o curso da intelectualidade Ocidental... um feito maravilhoso."
DIANE WOOD MIDDLEBROOK


«Um homem tem que estar preparado para se queimar na sua própria chama: como se pode renovar sem primeiro se transformar em cinzas?»


Aliás quem lê a sinopse, percebe logo que terá de ser preparar para uma obra intelectualmente inquietante, ora vejam:

Sinopse - Quando Nietzsche Chorou - Irvin D. Yalom - Saída de Emergência

Este livro tem como pano de fundo o fermento intelectual da Viena do século XIX às vésperas do nascimento da psicanálise. Friedrich Nietzsche, o maior filósofo da Europa... Josef Breuer, um dos pais da psicanálise... um pacto secreto... um jovem médico interno de hospital chamado Sigmund Freud - esses elementos se combinam para criar a saga de um relacionamento imaginário entre um extraordinário paciente e um terapeuta talentoso. Na abertura deste romance, a inatingível Lou Salomé roga a Breuer que ajude a tratar o desespero suicida de Nietzsche mediante a sua experimental terapia através da conversa. Ao aceitar relutante a tarefa, o eminente médico realiza uma grande descoberta - somente encarando seus próprios demónios internos poderá começar a ajudar seu paciente. Assim, dois homens brilhantes e enigmáticos mergulham nas profundezas de suas próprias obsessões românticas e descobrem o poder redentor da amizade.

Quem redigiu esta sinopse deve, sem sombra de dúvida ter amado a leitura desta tão aclamada e suposta conversa e amizade entre Nietzsche e Breuer, dois grandes intelectos que em tanto contribuíram para a compreensão da psique humana. No entanto, tendo a discordar unicamente num detalhe, daí que dê destaque apenas a «obsessões» e não à totalidade: «obsessões românticas», pois não acho que só o amor, a paixão ou o romance sejam a causa das obsessões de ambos os personagens, diria talvez o amor próprio, a auto-estima, o ego e o núcleo duro da nossa formação como pessoa, a família - será que quem já leu, entende assim também?

No meio de todos estes destaques que tomei a liberdade de fazer perante tão rica sinopse, não quero esquecer a questão da saúde periclitante, da qual fazem parte as dores de cabeça tenebrosas e as insónias ansiosas de Nietzsche, bem como de Breuer. E aqui deparo-me com a questão, até que ponto é libertador conversar!? Até que ponto poderão as conversas entre amigos tornar-se um elixir para os confins do nosso inconsciente que ajudem a resolver as cavidades e meandros do nosso cérebro, oferecendo a este algum descanso e conforto na hora de repousar?
Será assim tão forte a nossa capacidade da metacognição que em mentes tão inquietas como as aqui em causa lhes possam causar distúrbios!? Serão as ideias sobre e para a humanidade, o pensamento sobre os pensamentos que os outros têm ou deveriam ter assim tão pesados que por vezes a mente de quem tanto pensa caia perante dores de cabeça alucinantes e ânsias provocadoras e ladras das tão necessárias horas de sono?
Sono esse, entenda-se, altamente reparador para que o cérebro absorva ainda mais conhecimento! Que poder querem eles deter? Que poder queremos nós para nós mesmos? E você já se colocou perante tais questões?

Não é novidade que os temas da psicologia, psiquiatria e psicanálise me interessam. Tais leituras são reflectidas na esperança de compreender os fenómenos intrigantes da mente humana, mesmo que para tal precise igualmente de excogitar as profundezas das minhas próprias obsessões, dúvidas, medos, indecisões e... oh quanto eu queria poder entrar numa conversa com mentes tão pensantes e desafiantes como estas deste magnífico livro.

Confesso que a frase que mais prendeu a minha atenção, foi: «a saga de um relacionamento imaginário», ora: quão importante é aquilo em que a gente acredita? 
Podem direccionar para Deus, podem direccionar para a família, o amor ou até ideias sobre nós mesmos, mas no final, serão essas nossas crenças realmente verdadeiras? 

E a verdade a quem importa? 
Importa-lhe a si, ter um relacionamento directo comigo ou importa antes absorver o que o nosso relacionamento lhe/nos traz? 
Como poderá algo ser verdadeiramente verdade se não depender só de mim? Será a verdade, a razão, o poder, a determinação, inatingíveis!?


Mesmo com coisas, aparentemente, inatingíveis, não é motivo para não as desejarmos, certo?

"Que tristes os caminhos, se não fora a presença distante das estrelas!"
Mario Quintana


E por último...
Um aviso a quem leia este livro: espere elevadas horas de pensamentos questionantes, converse consigo mesmo, tente conhecer o seu lado negro, assuma que tem dúvidas, reflicta, salte horas de sono. Este livro vale um certo desespero de nos questionarmos: Se eu for capaz de me pensar a mim próprio serei capaz de nascer de novo!? Entenda-se nascer melhor.
E já agora pergunte-se: o que o faz ser melhor e «limpe a chaminé»... !?!!?


«Contigo para sempre» de Takuji Ichikawa - Opinião


Um livro destes, só podia dar uma critica destas, espero que gostem!

Experimente juntar Mio, Yuji, Pooh, Nombre, Takkun
Uma camisa com nódoas, uma casa desarrumada
Uma fábrica em ruínas, a época das chuvas e um passeio na floresta...

Junte ainda o planeta arquivo, uma máquina do tempo
Adicione o NADA... ou então subtraia
Pense no tudo como o nada
Não se esqueça do instante, do absurdo, dos limites e da imaginação...

Pense na morte, sinta a vida, pense na família e sinta-se a perdê-la
Junte uma pitada de sonhos, numa mão bem fechada
Aperte, esprema ... mas não sai nada!?
Empurre o asfalto com força, corra, fuja
... vá, mas volte SEMPRE!

Experimente um elefante, em cima de uma teia de aranha
Sinta a saudade na ponta dos dedos
Some mais um cromossoma
Tire alguns parafusos

Faça um desenho torto, mas atinja a perfeição
Encontre o seu Doppelgänger 
e caminhe no baú dos medos
erga o olhar, sinta o medo
relaxe por um segundo
toque-se, sinta-se e veja se é verdadeiro!?

Atire-se e aconchegue-se, aproveite
não é por ser vago que lhe fará mal...

despropositado!?
e então!?
meta as asas na imaginação e VOE
...
e lembre-se... vá, mas volte.


*

excerto de "Contigo para sempre" de Takuji Ichikawa com edição da Presença

"Eu era um pinguim, a voar pelo céu.
Seguia subindo atrás dela, mais alto do que alguma vez havia imaginado.
Até perto das estrelas.
Vistas lá de cima, as coisas imundas da Terra, as coisas feias e tudo aquilo que fazia o coração sofrer, formavam uma manta de retalhos lindíssima.
A felicidade era isso.
Depois ela partiu e eu continuei a ser um pinguim."

*

«As coisas que parecem normais são ficção e as coisas que parecem impossíveis são verdade», palavras do próprio autor.

BOAS LEITURAS

Afogada em Livros


De momento a ler dois, com uns quantos em espera (mais do que alguma vez tive) e sem tempo/cabeça para gerir tudo. 
O monte de livros para ler cresce :) e eu não me importo, só gostava de ter mais tempo para cada um deles.

Boas Leituras!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

grande falha!!!


Ganho num passatempo o livro chegou e passou rapidamente pela estante, mas o verão também chegou e foi devorado como manteiga a derreter em julho ;)
mas... a falha não está ai!
a grande falha foi não o ter divulgado aqui no blog!!!

A leitura foi feita e amei o livro, mas o mesmo voltou à estante, no meio da algazarra típica de fim de verão e convencida de que havia feito a review aqui no blogue, descansei!

Hoje, perante uma troca e para mostrar o quanto tinha gostado do livro e o recomendava, apercebi-me da grande falha... ele não surge comentado e revisistado aqui no Efeito dos Livros!!!

... mas não volta a acontecer... a review já está na calha!

Entretanto peço, a quem souber, que me diga o filme e a série inspirada neste livro, pois tentei encontrar e ainda não consegui. A quem conseguir, desde já, obrigada!

Até à review ... boas leituras.

PS - E por estar mais a Oriente, quem já leu o Prémio Nobel!?

terça-feira, 6 de novembro de 2012

e a semana começa assim, à Terça-feira


De volta e no meio dos livros...



Se é que eu alguma vez deixo de estar.
4 dias de férias bem passados em Milão e lá se foram mais de 500 páginas entre:

- Trash, numa leitura desenfreada para chegar ao fim e me deliciar com aqueles 3 meninos, num misto de inocência com a dura realidade - sem dúvida uma surpresa de livro!

- Nascidos para correr, um livro que mais parece a enciclopédia das provas, das vitórias, dos records e dos atletas ultramaratonistas e claro com este mito de Caballo Blanco, que me fez devorar 200 páginas em menos de 2h de voo e estar aqui em pulgas para ir terminá-lo... 
tanto eu como o Caracol Literário (ou seja, não terão uma, mas sim duas visões sobre este livro)

- E dei ainda uma espreitadela pelo Incógnito, mas um projecto já estava em mente, por isso será uma leitura "emparelhada" digamos assim e provavelmente esclarecedora, já que o projecto-desafio será:

- "Comer, orar, amar" versus "Beber, jogar, f*der" pelas leituras e opiniões de Efeitocris e Caracol Literário, nada melhor que um casal, em leituras ao despique, com pontos de vista, ora de um lado romântico, ora do outro pragmático e boémio... a ver vamos o que resulta desta leitura e partilha literária.

Entretanto e porque mais um livro é sempre bem vindo, caiu-me um mesmo aos pés, ou melhor, ia-lhe pondo os pés em cima... pois é, estava jogada ao chão com mais umas quantas papeladas, heis o que o sol de hoje me trouxe, sim porque se tivesse chovido, como choveu em Milão, este livro tinha virado papel higiénico... não estranhem as palavra, pois é este tipo de humor que o livro pareceu ter e eu até lhe achei uma certa piada!

- De uma coisa tenha a certeza, e ao abrir a primeira página despertou-me interesse e como é óbvio até os livros merecem 2ª ou 3ª oportunidades, quem sabe, alguns mais que certas pessoas.

E não posso esquecer que a passeata de feriado atrasou a minha última review, ou seja, o estrondoso "Quando Nietzsche chorou", que de forma alguma está esquecido, antes pelo contrário, anda bem a remoer cá dentro!



sexta-feira, 2 de novembro de 2012

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Olá Novembro

Bom feriado e bom fim de semana.
O Efeito dos Livros volta terça-feira.
:) 
Boas leituras!

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Comecei a ler...

Encontra-se em pré-venda e será lançado no dia 12 de Novembro.
Infelizmente não existe informação disponível no site da editora, apenas em locais de venda como Wook ou Fnac.
 
Sinopse
Quando a jovem e inocente Anastasia Steele encontrou pela primeira vez o impetuoso e fascinante milionário Christian Grey, começou entre eles um affair sensual que lhes mudou a vida para sempre. Assustada e intrigada pelas singulares inclinações eróticas de Grey, Anastasia exige um compromisso total na relação. Com medo de a perder, ele aceita.

Agora Anastasia e Grey têm finalmente tudo o que desejavam - o amor, a paixão, a intimidade, uma riqueza incalculável - e todo um mundo de possibilidades à sua espera. Mas ela sabe que amá-lo não será fácil, e que estarem juntos vai implicar ultrapassar barreiras que nenhum deles poderia prever. Anastasia vai ter de aprender a partilhar o estilo de vida de Grey sem sacrificar a sua identidade. E ele terá de aprender a superar o seu obsessivo impulso de tudo controlar, enquanto se debate com os demónios do seu terrível passado.

E quando tudo parece estar conjugado para que ambos consigam finalmente ultrapassar os maiores obstáculos, o destino conspira para tornar dolorosamente reais os maiores medos de Anastasia.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

más maneiras de sermos bons pais... «Chega-te a mim e deixa-te estar» Opinião


«Dar o exemplo não é a melhor maneira de influenciar os outros. 

– É a única»


~ Albert Schweitzer ~


EXCELENTE IMAGEM, de más maneiras de sermos bons pais... fazendo das palavras de Eduardo Sá, as minhas! 
Ontem, na ausência e no compasso de espera por um livro, li e reli "Chega-te a mim e deixa-te estar." Hoje esta imagem fez-me todo o sentido perante as crónicas do autor sobre parentalidade, autoridade e autoritarismo, isto claro versus a educação e o amor que devemos dar e ter para com os filhos.

Apesar de não ser mãe, mas fruto da formação académica que tive, a Educação e a forma como vejo as crianças e adolescentes à minha volta serem educados, preocupa-me e vale horas de "discussão" com a minha cara metade. Quem sabe se agora são só horas de conversa fiada e jogada ao vento, quem sabe... 
... nunca saberemos enquanto não formos pais, no entanto, é um fenómeno que nos preocupa e sobre o qual falamos, e falamos bastante, essencialmente enquanto leio textos com a originalidade de dizer o que parece banal, mas muito importante, tal como é o caso das palavras de Eduardo Sá.

"Não estou, com isto, a favor das «crianças exemplares». As crianças só são exemplares quando são filhas de pais tirânicos." (...) A autoridade faz bem à saúde, constrói-se de bons exemplos, orienta e protege. O autoritarismo confunde e revolta."

Aqui fica a referência, caso queiram, ler ou reler e desde já aviso que a leitura dos livros deste autor, pode por vezes ser nefasta, minando as nossas mentes de ideias desafiadoras, ideias que têm o poder de nos pôr a pensar o nosso próprio pensamento.

E enquanto pensam nisso, boas leituras! ;)


Parabéns, Elsa Rodrigues


P.A.R.A.B.É.N.S.







A minha cara metade deste blogue, a minha irmã Elsa, festeja hoje 26 outonos e claro Halloweens!

Por isso esta semana temos 2 bons motivos para festejar...

Bora lá!


E como é óbvio, os livros também farão parte da festa! Sempre!!!

As ideias são daqui!

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

O Factor Humano de Graham Greene - Opinião

Afinal o que é o Factor Humano?

Graham Greene apresenta-nos um romance, será? Ou será antes um policial altamente romanceado? Ou até quem sabe um diário de espiões, não que isto seja género literário, mas...!? Ou será ainda uma crónica sobre as dúvidas, com as quais um homem se debate, senão toda, mas grande parte da sua vida!?

Greene apresenta-nos um livro que questiona a felicidade, o amor, a traição, as crenças, a fé, as tentações... o livro explora o factor humano presente em todas as implicações que as nossas decisões acarretam e que por conseguinte não as tornam em nada, fáceis.

O peso entre a razão, o que é correcto, o domínio da verdade, o valor das atitudes e o peso do disfarce, quando todo o mundo conspira em direcções opostas e com objectivos virados para si mesmo, Maurice Castle não é excepção.

Homens como Daintry, Davis, Watson e o próprio Castle são homens que buscam por algo que talvez não venham a encontrar. Numa época dominada pelos interesses do Mundo Ocidental, o peso da "cortina de ferro", os resquícios do "apartheid" e como não podia deixar de ser a guerra pessoal pela moral e pela diferença entre os sentimentos que se têm e os que se deveriam ter.
A divisão emocional, político-partidária, religiosa e até geográfica marcam as passagens que determinam este romance.

O potencial terror da separação, a incógnita que é o futuro e o poder das instituições do século XX tornam muitas das linhas de "factor humano" em linhas de comando e de raciocínio, fazendo "a ponte" para os dias da actualidade, onde, mesmo passado um século notamos as semelhanças para os actuais jogos de poder e de interesses e a pouca transparência nas decisões políticas, económicas e sociais que dominam no nosso cotidiano.

Aquele que é quase o sub título deste livro - "todo o homem apaixonado é um potencial traidor", paira no ar até ao final do livro, remetendo a pergunta sobre que tipo de paixões nos fazem atraiçoar e o que é que se podem, efectivamente considerar uma traição!?!?
Podemos amar uma mulher, um país, um ideal, mas o que podemos mesmo trair senão a nós mesmo!? Esta talvez seja a questão que mais me intrigou...

"Mas Castle nunca conseguiria perdoar aquele oficial educado e impassível da BOSS. Eram os homens daquela espécie - homens com suficiente educação para saberem o que estavam a fazer - que transformavam a Terra num inferno. (...) Os nossos piores inimigos não são os ignorantes e os simples, por mais curéis que sejam, os nossos piores inimigos são os inteligentes e os corruptos."

Esta é sem dúvida a história de homens inteligentes, educados, mas igualmente apaixonados e por isso mesmo corruptos?

"Dizes: não sou livre. Mas ergui a minha mão e deixei-a cair."

É com expressões tão breves e simples que se rege a grandeza da prosa de Greene, a simplicidade, mas a profunda preocupação de Castle com África e o seu povo, está presente em passagens magníficas como a seguinte:

"(...)
- o funeral pode passar sem mim. Se houver vida após a morte, o Davis vai compreender e se não houver...
- Tenho quase a certeza de que existe vida após a morte - replicou Cornelius Muller.
- Tem? A ideia não o assusta um pouco?
- Porque me deveria asssustar? Sempre tentei cumprir o meu dever.
- Mas aquelas suas pequenas armas tácticas e atómicas. Pense em todos os pretos que irão morrer antes de si e estarão ali à sua espera.
(...)"

Mais uma vez repito que a simplicidade como certas passagens estão colocadas, são altamente escrutinantes, apenas posso dizer que não apreciei a frieza da morte de Buller, mas isso já factores humanos...
... foi um cenário com o qual me deparei e nessa noite já não fui capaz de ler mais.

Creio ainda que é preciso dizer que Graham Greene foi notável no mundo da escrita, um autor altamente atento tanto às particularidades do ser humano como à história que envolve e evolui para o mundo dos nossos dias, a sua importância é tal que existe anualmente Graham Greene International Festival.

"Ele vai ser lido e lembrado como cronista fundamental da consciência e das ansiedades do ser humano do século XX." 
Observer

Agora fica a faltar o visionamento do filme "Invictus" e perceber até que ponto a história de Castle e Sarah se misturam com o livro inspiracional "The Game That Changed The World” de John Carlin.

Até lá, boas leituras e quem sabe, boa sessão de cinema.




Um livro, CASA DAS LETRAS

Mais um para a Wishlist

Editora: Bertrand
(mais informação no sítio da Editora)

Sinopse
A saga de um pai e filha americanos que, de repente, em julho de 1933, se viram transportados com a família para o coração da Berlim de Hitler. O pai era William E. Dodd, um professor de história de Chicago que, para sua surpresa e todos os outros, foi escolhido por Roosevelt para ser o primeiro embaixador dos Estados Unidos na Alemanha nazi; a filha de Dodd, Marta tinha 24 anos e veio em busca da aventura e para escapar a um casamento falhado. No início este novo mundo parecia cheio de energia e otimismo, nada parecido com o que os jornais retratavam. Mas lentamente uma nuvem de intriga e terror caiu sobre a família - até ao trágico fim de semana que para sempre mudou as suas vidas.

Críticas de imprensa
«Larson é um escritor maravilhoso... soberbo na criação de personagens.»
New York Times Book Review

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Opinião "A Rapariga Que Roubava Livros" de Markus Zusak

Atenção: Este livro pode rapidamente torna-se um dos seus preferidos. Não digam que eu não avisei. É verídico, aconteceu-me a mim! 

Esta é uma premissa que por si só me prendeu quando me falaram sobre o livro e que eu confirmei quando o comecei a ler.
Como é que uma história contada pela morte, um narrador deveras estranho e impessoal, perdão narradora, pode ser tão cativante?

"A Rapariga Que Roubava Livros" tornou-se rapidamente em um dos meus livros preferidos por diversas razões mas principalmente por não passar a mão na cabecinha de ninguém, todos nós morremos, eventualmente há que aceitar que ela, a narradora da história anda por ai e um dia virá para nos buscar.

Ao iniciar a leitura, vemos nascer uma estima preciosa por Liesel, a nossa ladra preferida, e por todos os elementos à sua volta, e perdoem-me por dizer, mas reforçamos a nossa ideia sobre esta época e numa qualquer altura do livro, todos nós nos tornamos no lutador de boxe num canto da cave, à espera do combate com o Führer.
Todos nós estudámos a época da Segunda Guerra Mundial, todos temos a nossa opinião mas no que se trata de livros, nunca gostei muito de ler sobre este período, até então. Este livro faz-nos parar para pensar numa coisa muito simples, que mesmo nas alturas mais difíceis temos de encontrar um escape, um toque de beleza mesmo nos cenários mais negros que nos rodeiam, mesmo quando a morte passa à nossa porta.

Markus Zusak criou um novo clássico, um livro que vai passar de geração em geração, onde dá asas de papel à personagem principal e um coração à morte.

O impacto que o livro teve em mim, bem como a opinião positiva que gerou (basta ver o site da Presença), só confirma o que mencionei na altura que o escolhi como próxima leitura "vamos lá confirmar se é assim tão bom como toda a gente me diz!".
Realmente é!

A Rapariga Que Roubava Livros roubou-me sorrisos, uma lágrima e eu dei-lhe um lugar na minha estante. (fictício porque infelizmente não detenho um exemplar meu, este foi emprestado, aproveito para agradecer uma vez mais ao meu amigo Victor que por mais que eu tivesse pensado em soltar a Liesel que há em mim, não o poderia privar de ficar sem este magnífico livro)

Um pequeno apontamento - Eu nunca folheio um livro antes de o ler, se forem como eu, espera-vos uma óptima surpresa (que rapidamente se pode tornar uma das vossas passagens de eleição no livro).

Esta é uma boa prenda de natal...pensem nisso.
Boas leituras!

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Actualização : Evento "Um dia naquele Inverno"

Foi o que nos ficou a faltar no comentário sobre a apresentação do novo livro de Sveva Casati Modignani e finalmente tivemos acesso às fotografias disponibilizadas no Facebook do Âmbito Cultural.
 Vejam o nosso comentário aqui


Boas leituras!

Inspiração pela Arte Plural








Aquisições à biblioteca

Entre uns novos, uns trocados e outros emprestados, vou conseguir ler todos os livros do Gonçalo Cadilhe. 

Editor: Clube do Autor

Sinopse
Quando se junta na mesma pessoa o viajante, o escritor e o supersticioso daqueles que acredita, no destino, mas só depois de ele ter acontecido -qual é o resultado? Gonçalo Cadilhe revela agora alguns dos momentos marcantes que o ajudaram a definir a sua carreira de viajante, a sua vida de espírito livre e o mundo em que se move. São os encontros marcados pelo destino e com os quais o autor nos surpreende numa colecção de textos luminosos, sobre tudo o que nos pode acontecer a viajar pelo mundo; ou em casa a ler sobre esse mundo; ou na vida, quando crescemos, e só mais tarde, ao olhar para trás, percebemos a marca que deixou.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Mais um para a wishlist

Editor: Editorial Presença


 Sinopse
Uma Morte Súbita é o primeiro livro para adultos de J. K. Rowling, a mundialmente famosa «mãe de Harry Potter». Acolhido com enorme expectativa, este surpreendente romance sobre uma pequena comunidade inglesa aparentemente tranquila, Pangford, começa quando Barry Fairbrother, o conselheiro paroquial, morre aos quarenta e poucos anos. A pequena cidade fica em estado de choque e aquele lugar vazio torna-se o catalisador da guerra mais complexa que alguma vez ali se viveu. No final, quem sairá vencedor desta luta travada com tanto ardor, duplicidade e revelações inesperadas?
Um livro a não perder.
 
O mesmo já se encontra em pré-venda no Wook.

Serei a única curiosa?

O Último Minuto de Jeff Abbott - Civilização - Opinião

"Imparável, estimulante!", Harlan Coben
"Abbot escreve clássicos do suspense.", Lee Child


Quando li o primeiro livro deste autor, escrevi e destaquei uma frase que resumia muito bem o que senti quando li Jeff Abbott, frase essa que repito e completo:

Não sei se o MEDO, será o caminho para o PÂNICO, ou se passarei a CONFIAR EM MIM, só sei que estou em rota de COLISÃO e no final tudo se resume à ADRENALINA com que vives O ÚLTIMO MINUTO.

Romance, suspense, acção e drama são os livros que Jeff Abott escreve, são obras primas da velocidade e da intensidade com que o leitor sente e segue ao ler um dos seus livros. Com dois deles lidos, ambos comprovam perfeitamente isso mesmo. A rapidez com que a história flui, a perspicácia com que as personagens se entrelaçam, os enredos vividos ao momento, tornam os temas mais banais em feitos épicos. 

Abbott prima pela escrita simples, mas devolve em cada palavra um momento enérgico, profundo, emocionante, sem cair em sentimentalismos, frases feitas ou sequer acções já comuns ou até esperadas pelo leitor.
Os diálogos são estudados ao detalhe, as palavras são apenas aquelas que falta ou dão sentido e deixam o leitor ganhar espaço e perceber o que ficou por dizer. As relações causam dualidade no leitor, fazem-no ser tendencioso... o desprezo, a ternura, a raiva... são sentimentos capazes de nos transportarem do enredo para a dura realidade, facilmente visível em qualquer periódico. A actualidade com que escreve é sagaz e muito bem interpretada e mixada com a dose certa de ficção.




"- Esta é a Taylor. (...)
-É uma miúda gira.
- Sim, muito.
- Quer dizer que nunca tiveste marido
- Já não estamos juntos. Hoje em dia prefiro lidar apenas com verdadeiros seres humanos."

***

"- Vais ter de a matar, Sam.
- A tua sede de sangue de facto não é atraente."

***

"- Podemos conversar um minuto?
- Um minuto apenas? (...)
- Não quero tomar-lhe muito tempo. Sei que está ocupada, mãe.
(...)
(...) agora não Jack, estou ocupada. Sim, querido, daqui a pouco verei o teu desenho, a mamã está ocupada (...) Ele recordava-se de lhe ter anunciado uma vez, quando tinha nove anos, que era o Embaixador da Criançónia, o país das crianças, e a mãe rira-se e abraçara-o, sem se aperceber de que ele estava a implorar a sua atenção."

***
"(...) os teus padrões são demasiado elevados - disse Lizzie. - Nem todas as maçãs têm de ser perfeitas, tens de lhe dar uma boa dentada para veres como são doces. (...) Meggie não ligou ao tom de fixação na voz da sua irmã. Com Lizzie era sempre assim: uma ideia abria caminho até à primeira linha da sua mente e depois fincava bem os dentes no cérebro de Lizzie, até ao fundo, sem a largar até ser apaziguada. As fomes da sua irmã eram obscuras."

***


Resultado - Passatempo 50 Sombras Mais Negras

Terminou o 3º passatempo realizado no Efeito dos Livros. Desta vez tivemos a oportunidade de colaborar com a Editora Lua de Papel e oferecer um exemplar do segundo volume da Trilogia As Cinquenta Sombras de Grey.
Confesso que esperava uma adesão mais elevada mas isto só comprova que quem tinha curiosidade, correu a comprar o livro.

As respostas que demos como certas são as seguintes:
1 - 4 anos
2 - Novembro
3 - Idilicamente bela, perigosa, sedutora e proibida (quem colocou o parágrafo todo também acertou)

Infelizmente não foram as perguntas que dificultaram a escolha de um vencedor mas a divulgação. Em 75 participações devemos ter cerca de 30/40 correctas, os restantes colocaram links do nosso blog, da nossa página no facebook ou então, efectuaram a divulgação no seu perfil mas privada (esta deve ser pública para que nós a possamos ver). 
Creio que no próximo passatempo, iremos colocar a partilha como opcional visto gerar sempre tanta confusão.

Sem mais demoras, vamos conhecer o vencedor deste passatempo
Que não podia ser o número mais apropriado.


Parabéns ao António!
(o primeiro vencedor homem no Efeito dos Livros!)

Obrigada a todos que participaram. 
Se tudo correr bem, até ao final do mês temos um novo passatempo.

Quanto à Trilogia das 50 Sombras de Grey, no início de Novembro podemos começar a fazer a contagem decrescente para ler o 3º livro e nós teremos todo o gosto em partilhar convosco a nossa opinião ainda antes do livro ser lançado.
Até lá...

domingo, 21 de outubro de 2012

Lançamento de "Um dia naquele Inverno"



Esta última sexta-feira tivemos a oportunidade (de última hora!) para ficar a conhecer "Um dia naquele Inverno" das palavras e mãos da autora, Sveva Casati Modignani.
Para uma plateia a meio gás, a autora dispensou a cortesia da tradução do Dr. Manuel Alberto Valente e deixou a apresentação do livro continuar exclusivamente em italiano alegando que todos compreendiam os seu discurso de dicção suave e pausada (que esta não fluente em italiano compreendeu na perfeição).

Ficamos a conhecer Léonie, a personagem principal (e igualmente o título da obra original) pelas palavras de quem a criou. Uma jovem francesa sem dinheiro e sem parentes, que casa com um dos descendentes da grande família Cantoni, donos de uma mansão às portas de Milão e proprietários há três gerações da homónima e prestigiada fábrica de torneiras.
Léonie entra na perfeita rotina familiar, compreendendo a regra de silêncio dos Cantoni, uma família complexa como todas, principalmente as mais poderosas. Isso não a impede de ser uma esposa exemplar, uma mãe atenta e uma gerente talentosa, que, com bastante êxito, conduz a firma pelo mar hostil da recessão económica. No entanto, também ela cultiva o seu segredo, aquele que todos os anos, durante apenas um dia, a leva a largar tudo e a refugiar-se no Lago de Como.

Ao fim de tantos romances de Sveva Casati Modignani os seus fãs sabem que os espera uma grande trama familiar, repleta de intriga, segredos e romances, acima de tudo, um grande amor intemporal.
"Um dia naquele inverno" passa as páginas dos anos 20 até aos dias de hoje, colocando em cena personagens encantadoras: homens inteligentes, autênticos e perspicazes, que têm ao seu lado mulheres fortes e inigualáveis, capazes de os aconselhar e apoiar. 

Confesso que existem exemplares de outras obras da autora na família mas eu nunca li nenhum. Creio que "Um dia naquele inverno" será o primeiro. Creio que ouvir da criadora alguns dos aspectos que a levam a escrever é o que torna as obras interessantes aos meus olhos. Principalmente a razão para que as suas histórias sejam, maioritariamente, passadas em Milão e não em Roma (como questionado por um membro da assistência). 
"Roma è una città bellissima, ma non la amo" 

 O exemplar para a Mãe (fã da Sveva) e o exemplar edição limitada ,oferta aos participantes do passatempo que decorreu no Facebook para a amiga Neusa :)
Ambos autografados e com dedicatória. Sou uma óptima filha a oferecer prendas de Natal em Outubro!

Quanto ao evento, lamento não ter tido conhecimento mais cedo e teria comigo máquina fotográfica. Infelizmente não encontro fotografias disponíveis, nem na Porto Editora nem na página do Âmbito Cultural, entidade organizadora do evento no El Corte Inglês. 
Creio que não foi divulgado o suficiente, pelo menos o de sexta-feira mas espero que os que decorrem ao longo deste fim de semana estejam apinhados de fãs, que nós sabemos que existem em número considerável em Portugal.

Quanto aos próximos eventos em Lisboa, ainda vão a tempo de comprar o vosso exemplar e trocar algumas palavras com a autora enquanto o mesmo é autografado.


Garanto-vos que tudo vai terminar com um firme
Ciao!

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Mais um para a wishlist...

  Editora Contraponto
€ 17,70
Lançamento: 12 de outubro
 
Uma ilha misteriosa. Uma casa abandonada. Uma estranha coleção de fotografias peculiares.
Uma terrível tragédia familiar leva Jacob, um jovem de dezasseis anos, a uma ilha remota na costa do País de Gales, onde vai encontrar as ruínas do lar para crianças peculiares, criado pela senhora Peregrine.
Ao explorar os quartos e corredores abandonados, apercebe-se de que as crianças do lar eram mais do que apenas peculiares; podiam também ser perigosas. É possível que tenham sido mantidas enclausuradas numa ilha quase deserta por um bom motivo. E, por incrível que pareça, podem ainda estar vivas…

Um romance arrepiante, ilustrado com fantasmagóricas fotografias vintage, que fará as delícias de adultos, jovens e todos aqueles que apreciam o suspense.

Elogios:
«Uma leitura original e deliciosa, pontuada por personagens bem construídas e alguns monstros muito assustadores. Um romance tão sombrio quanto entusiasmante.»
Publishers Weekly

«Uma leitura assustadora e original; a narrativa na primeira pessoa é cativante e credível, e cada pormenor magnificamente descrito cria um todo inesquecível. Intercalado com fotografias, este é um romance verdadeiramente atmosférico, com voltas, reviravoltas e surpresas que deliciarão os leitores de todas as idades.»
Amazon.com

«Um romance tenso, comovente e maravilhosamente estranho. As fotografias e o texto formam um conjunto brilhante, criando uma história inesquecível.»
John Green, autor de Paper Towns e Looking for Alaska, best-sellers do New York Times


Sobre o autor:
Ransom Riggs cresceu na Florida, mas atualmente vive na terra das crianças peculiares – Los Angeles. Realizador de várias curtas-metragens premiadas, os seus artigos e ensaios sobre viagens, Strange Geographies, podem ser lidos em mentalfloss.com ou ransomriggs.com. Este é o seu primeiro romance.